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Permita que Jeová o conduza à verdadeira liberdadeA Sentinela — 2012 | 15 de julho
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Permita que Jeová o conduza à verdadeira liberdade
“[Olhe] de perto para a lei perfeita que pertence à liberdade.” — TIA. 1:25.
SABE EXPLICAR?
Que lei conduz à verdadeira liberdade, e quem se beneficia dessa lei?
Qual é o segredo de ganhar a verdadeira liberdade?
Que liberdade terão os que permanecem no caminho da vida?
1, 2. (a) O que está acontecendo com as liberdades do mundo, e por quê? (b) Que liberdade terão os servos de Jeová?
VIVEMOS em tempos de crescente ganância, desrespeito à lei e violência. (2 Tim. 3:1-5) Diante disso, os governos fazem mais leis, fortalecem as forças policiais e instalam sistemas de vigilância eletrônica. Em alguns países, os cidadãos procuram aumentar sua segurança instalando alarmes nas suas casas, além de fechaduras extras e até mesmo cercas elétricas. Muitos não saem à noite ou não deixam seus filhos brincar fora de casa sem supervisão — nem mesmo de dia. Obviamente, a liberdade está diminuindo e essa tendência com certeza continuará.
2 No jardim do Éden, Satanás afirmou que a chave para a verdadeira liberdade é ser independente de Jeová. Que maldosa e enorme mentira! Quanto mais as pessoas desrespeitam os limites morais e espirituais fixados por Deus, tanto mais a sociedade como um todo sofre. Essa piora de condições também afeta os servos de Jeová. No entanto, temos a esperança de ver o fim da escravidão da humanidade ao pecado e à corrupção e de ter o que a Bíblia chama de “liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. (Rom. 8:21) Na verdade, Jeová já começou a preparar seus servos para essa liberdade. Como?
3. Que lei Jeová deu aos seguidores de Cristo, e que perguntas consideraremos?
3 A resposta está no que o escritor bíblico Tiago chamou de “lei perfeita que pertence à liberdade”. (Leia Tiago 1:25.) Outras versões da Bíblia traduzem essa frase assim: “A lei perfeita que dá liberdade às pessoas” (Bíblia na Linguagem de Hoje) e “a lei perfeita da liberdade” (Bíblia Vozes). É óbvio que, em geral, as pessoas associam lei com restrições, não com liberdade. Mas o que é “a lei perfeita que pertence à liberdade”? E como essa lei nos liberta?
A LEI QUE LIBERTA
4. O que é “a lei perfeita que pertence à liberdade”, e quem se beneficia dela?
4 “A lei perfeita que pertence à liberdade” não é a Lei mosaica, pois esse código tornou manifestas as transgressões e se cumpriu em Cristo. (Mat. 5:17; Gál. 3:19) Então, a que lei Tiago se referia? Ele tinha em mente “a lei do Cristo”, também chamada de “lei da fé” e “lei dum povo livre”. (Gál. 6:2; Rom. 3:27; Tia. 2:12) “A lei perfeita”, portanto, engloba tudo o que Jeová requer de nós. Tanto os cristãos ungidos como as “outras ovelhas” se beneficiam dela. — João 10:16.
5. Por que a lei da liberdade não é opressiva?
5 Diferentemente das leis de muitos países, “a lei perfeita” não é complexa nem opressiva, mas consiste em mandamentos simples e princípios básicos. (1 João 5:3) “O meu jugo é benévolo e minha carga é leve”, disse Jesus. (Mat. 11:29, 30) Além disso, “a lei perfeita” não precisa de uma longa lista de sanções, ou penalidades, pois é fundada no amor e gravada em mentes e corações, não em tábuas de pedra. — Leia Hebreus 8:6, 10.
COMO “A LEI PERFEITA” NOS LIBERTA
6, 7. O que se pode dizer sobre os padrões de Jeová, e por que a lei da liberdade é libertadora?
6 Os limites fixados por Jeová para suas criaturas inteligentes visam beneficiá-las e protegê-las. Veja, por exemplo, as leis físicas que governam a energia e a matéria. As pessoas não se sentem oprimidas por essas leis. Em vez disso, elas as valorizam, reconhecendo que as leis naturais são essenciais para seu bem-estar. Da mesma forma, os padrões morais e espirituais de Jeová, refletidos na “lei perfeita” de Cristo, são em benefício dos humanos.
7 Além de ser uma proteção, a lei da liberdade nos permite satisfazer todos os nossos desejos corretos sem nos prejudicar ou sem usurpar os direitos e liberdades de outros. Portanto, o segredo para sermos realmente livres — poder fazer o que desejamos — é cultivar os desejos corretos, compatíveis com a personalidade e os padrões de Jeová. Em outras palavras, temos de aprender a amar o que Jeová ama e odiar o que ele odeia, algo que a lei da liberdade nos ajuda a fazer. — Amós 5:15.
8, 9. Como se beneficiam os que obedecem à lei da liberdade? Dê um exemplo.
8 Na nossa condição imperfeita, nós lutamos para vencer desejos errados. No entanto, ao obedecermos lealmente à lei da liberdade, provamos agora mesmo os seus poderes libertadores. Para ilustrar: Jay, quando começou a estudar a Bíblia, fumava. Ao aprender que seu vício desagradava a Deus, ele teve de tomar uma decisão. Continuaria a se submeter ao seu corpo ou se sujeitaria a Jeová? Com sabedoria, ele escolheu servir a Deus, embora sofresse muito com a falta de nicotina. Como ele se sentiu depois de vencer o vício? “Eu me senti maravilhosamente livre e super alegre”, disse ele mais tarde.
9 Jay aprendeu por experiência própria que as liberdades do mundo, que permitem à pessoa ‘ter a mentalidade segundo a carne’, na realidade escravizam. Por outro lado, as liberdades de Jeová, que significam ter “a mentalidade segundo o espírito”, libertam e conduzem à “vida e paz”. (Rom. 8:5, 6) Onde Jay encontrou a força para vencer seu vício escravizante? Não dentro de si; ela veio de Deus. “Eu estudava a Bíblia regularmente, orava por espírito santo e aceitava a amorosa ajuda que a congregação cristã de bom grado me oferecia”, disse ele. Essas mesmas provisões podem ajudar a todos nós na busca de verdadeira liberdade. Vejamos como.
OLHE DE PERTO A PALAVRA DE DEUS
10. O que significa ‘olhar de perto’ para a lei de Deus?
10 Tiago 1:25 diz: “Aquele que olha de perto para a lei perfeita que pertence à liberdade e que persiste nisso, este, porque se tornou . . . fazedor da obra, será feliz em fazê-la.” A palavra grega original traduzida ‘olhar de perto’ significa “abaixar-se para ver bem”, o que implica esforço concentrado. Se queremos que a lei da liberdade afete nossa mente e coração, temos de estudar a Bíblia com diligência e meditar com oração no que lemos. — 1 Tim. 4:15.
11, 12. (a) Como Jesus enfatizou a necessidade de fazer da verdade o nosso modo de vida? (b) Conforme ilustrado acima, que perigo os jovens em especial devem evitar?
11 Ao mesmo tempo, temos de ‘persistir’, ou perseverar, em aplicar a Palavra de Deus, fazendo da verdade o nosso modo de vida. Jesus disse algo semelhante para alguns que criam nele: “Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31, 32) “Conhecer”, diz certa obra de referência, aqui significa também ter apreço pois “o que é ‘conhecido’ é de valor ou importância para aquele que conhece”. Assim, nós ‘conhecemos’ a verdade no pleno sentido quando fazemos dela o nosso modo de vida. Nesse caso, podemos dizer com razão que ‘a palavra de Deus opera’ em nós, moldando nossa personalidade para refletirmos melhor o nosso Pai celestial. — 1 Tes. 2:13.
12 Pergunte-se: ‘Será que realmente conheço a verdade? Fiz dela meu modo de vida? Ou ainda anseio algumas “liberdades” do mundo?’ Recordando sua juventude, uma irmã criada por pais cristãos escreveu: “Quando alguém é criado na verdade, Jeová está sempre presente, por assim dizer. Mas eu realmente nunca cheguei a conhecê-lo. Nunca aprendi a odiar o que ele odeia. Nunca acreditei que Jeová se importasse com o que eu fazia. E nunca aprendi a procurá-lo nas dificuldades. Eu confiava no meu próprio entendimento, que agora sei que era ridículo, pois eu não sabia nada.” Felizmente, mais tarde ela percebeu que seu modo de pensar era muito errado e fez grandes mudanças. Até mesmo passou a servir como pioneira regular.
O ESPÍRITO SANTO PODE AJUDAR A LIBERTÁ-LO
13. Como o espírito santo de Deus ajuda a nos libertar?
13 Em 2 Coríntios 3:17, lemos: “Onde estiver o espírito de Jeová, ali há liberdade.” Como o espírito santo contribui para a nossa liberdade? Entre outras coisas, ele produz em nós qualidades essenciais à liberdade — “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gál. 5:22, 23) Sem essas qualidades, em especial o amor, nenhuma sociedade pode ser genuinamente livre — um fato óbvio no mundo de hoje. É interessante que, depois de alistar os aspectos do fruto do espírito, o apóstolo Paulo acrescentou: “Contra [esses] não há lei.” O que ele quis dizer? O fruto do espírito de Deus não é restrito por alguma lei que limite seu desenvolvimento. (Gál. 5:18) Afinal, qual seria o sentido de uma lei assim? A vontade de Jeová é que cultivemos qualidades cristãs para sempre e as demonstremos sem restrições.
14. De que maneiras o espírito do mundo escraviza os que se submetem a ele?
14 Os que são dominados pelo espírito do mundo e se entregam a desejos carnais talvez pensem que são livres. (Leia 2 Pedro 2:18, 19.) Mas a realidade é exatamente o oposto. São necessárias montanhas de regras e regulamentos para coibir seus apetites e conduta prejudiciais. “A lei é promulgada, não para o justo, mas para os que são contra a lei e os indisciplinados”, diz Paulo. (1 Tim. 1:9, 10) Eles são também escravos do pecado, levados a praticar “as coisas da vontade da carne”, um amo cruel. (Efé. 2:1-3) De certo modo, tais pessoas são como insetos que entram num pote de mel. Levados por seu apetite, logo ficam atolados. — Tia. 1:14, 15.
LIBERTADOS NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ
15, 16. De que valor é a nossa associação com a congregação, e que liberdade temos?
15 Ao passar a se associar com a congregação cristã, você não ingressou em algum tipo de clube social. Você entrou na congregação porque Jeová o atraiu. (João 6:44) O que moveu Deus a fazer isso? Será que viu em você uma pessoa justa, temente a ele? “De modo algum!”, você talvez diga. O que, então, Deus viu? Ele viu um coração que seria receptivo à Sua lei libertadora e que se submeteria à Sua bondosa influência. Na congregação, seu coração foi educado por Jeová por meio de alimento espiritual. Deus libertou você de falsidades religiosas e superstições e o ensinou a desenvolver a personalidade cristã. (Leia Efésios 4:22-24.) Assim você tem o privilégio de fazer parte do único povo no mundo que pode com razão ser chamado de “povo livre”. — Tia. 2:12.
16 Considere: quando você está na companhia dos que amam a Jeová de todo o coração, sente medo? Está sempre olhando para trás? Ao conversar com os irmãos no Salão do Reino, fica segurando seus pertences para que não desapareçam? Pelo contrário! Você se sente à vontade e livre. Seria assim num evento secular? Provavelmente, não! E essa liberdade que você sente agora entre o povo de Deus é apenas um antegosto da liberdade futura.
“A LIBERDADE GLORIOSA DOS FILHOS DE DEUS”
17. Que relação a liberdade dos humanos tem com a “revelação dos filhos de Deus”?
17 Ao falar da liberdade que Jeová tem em reserva para seus servos terrestres, Paulo escreveu: “A expectativa ansiosa da criação está esperando a revelação dos filhos de Deus.” Daí acrescentou: “A própria criação também será liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus.” (Rom. 8:19-21) “Criação” refere-se aos humanos que têm esperança terrestre, que se beneficiarão de uma “revelação” dos filhos de Deus ungidos por espírito. Essa revelação começará quando esses “filhos”, ressuscitados ao domínio espiritual, participarem com Cristo em livrar a Terra da perversidade e em preservar “uma grande multidão” para a entrada no novo mundo. — Rev. 7:9, 14.
18. Como a liberdade dos humanos obedientes aumentará, e que liberdade finalmente terão?
18 A humanidade salva terá então uma liberdade totalmente nova — a liberdade da influência de Satanás e dos demônios. (Rev. 20:1-3) Que alívio isso será! Depois, os 144 mil reis e sacerdotes que atuam com Cristo continuarão a libertar a humanidade aplicando progressivamente os benefícios do sacrifício de resgate até a eliminação total do pecado adâmico e da imperfeição. (Rev. 5:9, 10) Tendo sido fiéis mesmo sob prova, os humanos alcançarão a perfeita liberdade que Jeová se propôs a lhes dar — “a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. Pense! Você não vai mais lutar para fazer o que é certo aos olhos de Deus, pois seu inteiro organismo terá sido aperfeiçoado e sua personalidade terá sido plenamente transformada segundo a imagem de Deus.
19. O que temos de fazer para permanecer no caminho à verdadeira liberdade?
19 Você anseia “a liberdade gloriosa dos filhos de Deus”? Em caso afirmativo, permita que sua mente e coração continuem a ser influenciados pela “lei perfeita que pertence à liberdade”. Estude com afinco as Escrituras! Viva a verdade, tornando-a parte de sua vida. Ore por espírito santo. Tire pleno benefício da congregação cristã e do alimento espiritual que Jeová provê. Não permita que Satanás o engane, como fez com Eva, levando-o a pensar que os caminhos de Deus são muito restritivos. O Diabo pode ser muito esperto. Mas, como veremos no próximo artigo, não precisamos ser “sobrepujados por Satanás, pois não desconhecemos os seus desígnios”. — 2 Cor. 2:11.
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Sirva ao Deus da liberdadeA Sentinela — 2012 | 15 de julho
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Sirva ao Deus da liberdade
“O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados.” — 1 JOÃO 5:3.
SABE RESPONDER?
Como Satanás tenta fazer as leis de Deus parecerem pesadas?
Por que temos de ser extremamente cautelosos quanto às nossas amizades?
O que nos ajudará a permanecer leais ao Deus da liberdade?
1. Como Jeová encara a liberdade, e como mostrou isso nos seus tratos com Adão e Eva?
JEOVÁ é a única Pessoa que tem liberdade absoluta. Mas ele nunca a usa mal; nem monopoliza a liberdade por controlar seus servos em todos os detalhes. Em vez disso, ele lhes deu a liberdade de escolha, que lhes permite usar a iniciativa e satisfazer todos os seus desejos corretos. Por exemplo, Deus deu a Adão e Eva apenas um mandamento restritivo — não comer da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. (Gên. 2:17) Que espantoso grau de liberdade eles tinham em realizar a vontade de seu Criador!
2. Por que os nossos pais originais perderam a liberdade que Deus lhes dera?
2 Por que Jeová deu aos nossos pais originais tamanha liberdade? Ele os formou à sua imagem e lhes deu uma consciência, esperando corretamente que o amor deles ao seu Criador os guiasse no caminho certo. (Gên. 1:27; Rom. 2:15) Infelizmente, Adão e Eva perderam o apreço pelo seu maravilhoso Dador da Vida e pela liberdade que lhes dera. Eles preferiram a liberdade ilegítima oferecida por Satanás, a independência moral. Mas, em vez de encontrar mais liberdade, nossos pais originais venderam a si mesmos e seus futuros descendentes como escravos do pecado, com efeitos desastrosos. — Rom. 5:12.
3, 4. Como Satanás tenta nos enganar com relação às normas de Jeová?
3 Assim como Satanás conseguiu induzir dois humanos perfeitos (sem falar nas muitas criaturas espirituais) a rejeitar a soberania de Deus, ele poderia também nos enganar. A sua estratégia ainda é basicamente a mesma. Ele tenta nos levar a pensar que as normas de Deus são pesadas e nos privam do prazer e da emoção. (1 João 5:3) Esse raciocínio pode exercer forte influência se ficarmos repetidas vezes expostos a ele. “Fui muito influenciada pelas más companhias, em especial porque eu temia pensar diferente de meus colegas”, disse uma irmã de 24 anos que havia cometido imoralidade sexual. Talvez você já tenha sofrido esse tipo de pressão de colegas.
4 Infelizmente, a má influência de colegas pode vir também de dentro da congregação cristã. “Conheci alguns jovens que namoravam descrentes”, disse um jovem Testemunha de Jeová. “Mas com o tempo descobri que, quanto mais eu andava com eles, tanto mais parecido com eles eu ficava. Isso começou a prejudicar a minha espiritualidade. Eu não gostava mais do alimento espiritual nas reuniões e quase nunca saía ao serviço de campo. Esse foi o sinal de que eu tinha de parar de me associar com eles, e foi o que eu fiz!” Você se apercebe da força que suas amizades podem ter sobre você? Considere um oportuno exemplo bíblico. — Rom. 15:4.
‘FURTOU SEUS CORAÇÕES’
5, 6. Como Absalão desencaminhou outros, e será que essa trama teve êxito?
5 Na Bíblia há muitos exemplos de pessoas que exerceram má influência sobre outros. Um desses é Absalão, um dos filhos do Rei Davi. Ele era um homem excepcionalmente bonito. Mas, com o tempo, assim como Satanás, ele encheu seu coração de ambição gananciosa passando a cobiçar o trono de seu pai, ao qual ele não tinha direito.a Numa sagaz tentativa de usurpar o reinado, Absalão fingiu profundo interesse pelos israelitas, insinuando astutamente que a corte do rei não se importava com eles. Assim como o Diabo agiu no jardim do Éden, Absalão se apresentou como benfeitor, ao mesmo tempo difamando cruelmente seu próprio pai. — 2 Sam. 15:1-5.
6 Deu certo a astuta trama de Absalão? Até certo ponto, sim, pois a Bíblia diz: “Absalão furtava os corações dos homens de Israel.” (2 Sam. 15:6) Mas a sua arrogância resultou na sua própria queda. E, tragicamente, também na sua morte e na morte dos milhares de vítimas de sua astúcia. — 2 Sam. 18:7, 14-17.
7. Que lições aprendemos do relato sobre Absalão? (Veja a ilustração na página 14.)
7 Por que foi tão fácil enganar aqueles israelitas? Talvez porque desejassem as coisas que Absalão lhes prometia. Ou pode ser que se deixaram levar pela sua aparência física. Seja como for, temos esta certeza: eles não eram leais a Jeová e a Seu rei designado. Hoje, Satanás continua a usar “Absalões” na tentativa de ‘furtar’ os corações dos servos de Jeová. ‘As normas de Jeová são muito restritivas’, talvez digam. ‘E veja todas essas pessoas que não servem a Jeová. Como se divertem!’ Você discernirá que são mentiras desprezíveis e permanecerá leal a Deus? Reconhecerá que apenas a “lei perfeita” de Jeová, a lei do Cristo, pode conduzi-lo à verdadeira liberdade? (Tia. 1:25) Em caso afirmativo, preze essa lei e nunca ceda à tentação de usar mal a sua liberdade cristã. — Leia 1 Pedro 2:16.
8. Que exemplos ilustram que o desrespeito às normas de Jeová não traz felicidade?
8 Em especial os jovens estão na mira de Satanás. Um irmão, de 30 e poucos anos, falou sobre sua adolescência: “Para mim, as normas de moral de Jeová eram uma restrição, não uma proteção.” Como resultado, ele cometeu imoralidade sexual. Mas isso não lhe trouxe felicidade. “Por muitos anos eu sentia fortes sentimentos de culpa e de remorso”, disse ele. Certa irmã, ao refletir sobre sua adolescência, escreveu: “Após cometer imoralidade, você se sente melancólico e sem valor. Depois de 19 anos, as más recordações ainda voltam.” Outra irmã declarou: “Para mim, a ideia de que a minha conduta deixou arrasadas pessoas a quem tanto amo foi mental, espiritual e emocionalmente devastadora. É terrível viver sem o favor de Jeová.” Satanás não quer que você pense em tais efeitos do pecado.
9. (a) Que perguntas ajudam a analisar nosso conceito sobre Jeová e suas leis e princípios? (b) Por que é vital conhecer bem a Deus?
9 Como é triste que muitos cristãos jovens — e mesmo um bom número dos de mais idade — tiveram de aprender pelo caminho difícil que os prazeres pecaminosos não raro cobram um custo elevado. (Gál. 6:7, 8) Assim, pergunte-se: ‘Reconheço as táticas de Satanás pelo que realmente são — enganos cruéis? Considero Jeová meu melhor Amigo, que sempre me diz a verdade e quer o meu melhor? Tenho plena convicção de que ele jamais me privaria de algo que é realmente bom e me desse a maior felicidade?’ (Leia Isaías 48:17, 18.) Para responder com um sincero “sim” você precisa ter mais do que um conhecimento superficial sobre Jeová. Você precisa conhecê-lo bem, e reconhecer que as leis e princípios bíblicos refletem Seu amor por você, não o desejo de restringi-lo. — Sal. 25:14.
ORE POR UM CORAÇÃO SÁBIO E OBEDIENTE
10. Por que devemos nos esforçar em imitar o jovem Rei Salomão?
10 Ainda jovem, Salomão disse humildemente em oração: “Sou apenas um rapazinho. Não sei como sair e como entrar.” Daí ele orou por um coração sábio e obediente. (1 Reis 3:7-9, 12) Jeová atendeu a esse pedido sincero, e fará o mesmo por você, jovem ou idoso. Naturalmente, Jeová não lhe dará compreensão e sabedoria milagrosas. Mas ele lhe dará sabedoria se você estudar com seriedade a sua Palavra, orar por espírito santo e aproveitar as provisões espirituais disponibilizadas por meio da congregação cristã. (Tia. 1:5) De fato, por esses meios, Jeová faz com que até mesmo seus servos jovens se tornem mais sábios do que todos aqueles que desprezam Seus conselhos, até mesmo os chamados ‘sábios e intelectuais’ do mundo. — Luc. 10:21; leia Salmo 119:98-100.
11-13. (a) Que lições valiosas podemos aprender de Salmo 26:4, Provérbios 13:20 e 1 Coríntios 15:33? (b) Como você aplicaria esses princípios bíblicos?
11 Para ilustrar o valor de estudar a Bíblia e meditar sobre o que lemos visando conhecer bem a Jeová, considere os seguintes textos. Todos eles contêm um princípio importante a respeito de nossa escolha de amizades: “Não me sentei com homens de inveracidade; e não entro com os que ocultam o que são.” (Sal. 26:4) “Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio, mas irá mal com aquele que tem tratos com os estúpidos.” (Pro. 13:20) “Más associações estragam hábitos úteis.” — 1 Cor. 15:33.
12 Que lições valiosas aprendemos desses textos? (1) Jeová deseja que sejamos seletivos a respeito de nossas amizades. Ele quer nos proteger moral e espiritualmente. (2) Nós somos influenciados para o bem ou para o mal pelas pessoas com quem nos associamos; isso é um fato da vida. A fraseologia dos versículos citados mostra que Jeová apela ao nosso coração. Como assim? Note que nenhum desses versículos é em forma de regra, como “não deves . . .”. Em vez disso, são escritos como claras verdades. Na realidade, Jeová nos diz: ‘Esses são os fatos. Como você agirá? O que há em seu coração?’
13 Por fim, sendo apresentados como verdades básicas, esses três versículos têm valor eterno e uma aplicação muito ampla. Para ilustrar, pergunte-se: ‘Como evitar me associar com pessoas “que ocultam o que são”? Em que situações seria possível entrar em contato com tais pessoas? (Pro. 3:32; 6:12) Quem são as “pessoas sábias” com as quais Jeová deseja que eu me associe? Quem são os “estúpidos” que ele deseja que eu evite? (Sal. 111:10; 112:1; Pro. 1:7) Que “hábitos úteis” eu arruinarei por escolher más companhias? Será que há más companhias apenas no mundo?’ (2 Ped. 2:1-3) Como você responderia a essas perguntas?
14. Como você pode enriquecer a sua Noite de Adoração em Família?
14 Depois dessa ponderação à base das Escrituras, que acha de examinar outros textos bíblicos que revelam o que Deus pensa sobre assuntos que dizem respeito a você e sua família?b Pais, talvez possam considerar tais temas na Noite de Adoração em Família. Ao fazerem isso, lembrem-se de que seu objetivo é ajudar cada um na família a aumentar seu apreço pelo grande amor de Deus por nós, conforme revelado em suas leis e princípios. (Sal. 119:72) Realmente, esse estudo deve fazer com que todos na família se acheguem mais a Jeová e uns aos outros.
15. Como você pode discernir se está desenvolvendo um coração sábio e obediente?
15 Como você pode saber se está desenvolvendo um coração sábio e obediente? Uma maneira é comparar seu modo de pensar com o de fiéis do passado, como o Rei Davi, que escreveu: “Agradei-me em fazer a tua vontade, ó meu Deus, e a tua lei está nas minhas partes internas.” (Sal. 40:8) E o escritor do Salmo 119 também disse: “Quanto eu amo a tua lei! O dia inteiro ela é a minha preocupação.” (Sal. 119:97) Esse amor não cresce num solo raso. Resulta de estudo profundo, oração, meditação e experiência — ver na própria vida as incontáveis bênçãos de seguir as normas de Deus. — Sal. 34:8.
LUTE POR SUA LIBERDADE CRISTÃ
16. O que temos de reconhecer para vencer a luta pela verdadeira liberdade?
16 Ao longo da História, as nações têm travado guerras brutais em nome da liberdade. Quanto mais, então, você deve estar disposto a lutar em sentido espiritual pela sua liberdade cristã! Lembre-se de que seus inimigos não são apenas Satanás, o mundo e seu espírito venenoso. Você tem de lutar também contra suas próprias imperfeições, incluindo um coração traiçoeiro. (Jer. 17:9; Efé. 2:3) Mas, com a ajuda de Jeová, você pode vencer a luta. Além do mais, toda vitória — grande ou pequena — terá pelo menos dois resultados positivos. Primeiro, você alegrará o coração de Jeová. (Pro. 27:11) Segundo, sentir o poder libertador da “lei perfeita [de Deus] que pertence à liberdade” aumentará sua determinação de permanecer na ‘estrada estreita’ que conduz à vida eterna. Com o tempo, você terá a liberdade mais abrangente que está em reserva para os leais a Jeová. — Tia. 1:25; Mat. 7:13, 14.
17. Por que não devemos ficar abatidos por causa de nossas imperfeições, e que ajuda Jeová provê?
17 Às vezes, é claro, todos nós cometemos erros. (Ecl. 7:20) Quando isso acontece, não se sinta sem valor ou excessivamente desanimado. Se você ‘tropeçar’, levante-se e siga em frente — mesmo que seja necessário pedir a ajuda dos anciãos. A “oração de fé” dos anciãos, escreveu Tiago, “fará que o indisposto fique bom, e Jeová o levantará. Também, se ele tiver cometido pecados, ser-lhe-á isso perdoado”. (Tia. 5:15) Nunca se esqueça de que Deus é realmente misericordioso e que ele atraiu você à congregação porque viu seu potencial. (Leia Salmo 103:8, 9.) Assim, enquanto você mantiver um coração pleno para com Jeová, ele jamais desistirá de você. — 1 Crô. 28:9.
18. Como podemos agir em harmonia com a oração de Jesus registrada em João 17:15?
18 Ao orar na sua última noite com seus 11 apóstolos fiéis, Jesus proferiu estas inesquecíveis palavras em favor deles: ‘Vigia sobre eles, por causa do iníquo.’ (João 17:15) A preocupação de Jesus não se limitava aos apóstolos, mas se estende a todos os seus seguidores. Assim, temos certeza de que Jeová responderá à oração de Jesus ‘vigiando sobre nós’ nestes tempos críticos. “Para os que andam em integridade [Jeová] é escudo . . . Ele guardará o próprio caminho dos que lhe são leais.” (Pro. 2:7, 8) Sim, o caminho da integridade tem seus desafios, mas é o único que conduz à vida eterna e à genuína liberdade. (Rom. 8:21) Que ninguém o seduza a sair desse caminho!
[Nota(s) de rodapé]
a A promessa de Deus a Davi, de que um futuro “descendente” herdaria o trono, foi feita depois do nascimento de Absalão. Portanto, Absalão sem dúvida sabia que Jeová não o escolhera para suceder a Davi. — 2 Sam. 3:3; 7:12.
b Bons exemplos são 1 Coríntios 13:4-8, onde Paulo descreve o amor, e Salmo 19:7-11, que apresenta os muitos benefícios de obedecer às leis de Jeová.
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