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  • Jogo: o vício dos anos 90
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Despertai! — 1995
g95 22/9 pp. 3-5

Jogo: o vício dos anos 90

UMA câmera capta a imagem em cores. A foto cobre duas páginas num jornal de domingo — quase até onde a vista alcança, um enorme armazém convertido em salão de bingo, de centenas de metros quadrados, fervilha com jogadores de todas as idades e matizes de cor. Repare seus rostos cansados e olhos injetados, sinais de horas ininterruptas de jogo. Ansiosamente aguardam o anúncio do próximo número, esperando finalmente ganhar, no que talvez tenha sido uma noite de perdas.

Vire as páginas do jornal. Veja os rostos preocupados de pessoas empunhando cartas de baralho, temendo não ter as cartas certas. Em muitos casos, a próxima carta pode significar ganhar ou perder milhares de dólares. Veja além das imagens. Consegue ver o suor nas palmas das mãos nervosas? Ou ouvir as batidas rápidas do coração, a oração silenciosa pedindo boas cartas na próxima rodada e cartas ruins para os demais jogadores?

Entre no luxuoso cassino de um extravagante hotel ou de uma embarcação fluvial. Sente-se perdido num labirinto de bem coloridos caça-níqueis? Ou ensurdecido pelo puxar das alavancas e o zunido de roletas? Ganhando ou perdendo, isso soa como música para os apostadores. “A emoção deles é a expectativa do que vai acontecer na próxima puxada da alavanca do caça-níquel”, disse o chefe de um cassino.

Abra caminho entre a selva de gente, até as lotadas mesas de roleta. Talvez fique hipnotizado pelas rodas com suas casas vermelhas e pretas girando na frente de seus olhos. O ruído da bolinha rolando aumenta a magia. A roda gira, gira, e onde ela pára significa a diferença entre ganhar e perder. Muitas vezes, perdem-se milhares de dólares num único giro da roleta.

Multiplique essas imagens e cenários por dezenas de milhares, os jogadores por incontáveis milhões e os locais de jogo por milhares, no mundo inteiro. Em todas as partes do mundo, os apostadores vêm de avião, trem, ônibus, navio e carro para satisfazer a sua ânsia de jogar. Tem sido chamada de “doença oculta, o vício dos anos 90: o jogo compulsivo”. “Prevejo que os anos 90 marcarão o histórico pico do jogo legalizado em todo o mundo”, disse o pesquisador Durand Jacobs, autoridade nacional em jogatina, nos Estados Unidos.

Naquele país, por exemplo, em 1993 mais americanos foram a cassinos do que a estádios da liga principal de beisebol: 92 milhões de visitantes. A construção de novas casas de jogo parece infindável. Hoteleiros na costa leste estão eufóricos. “Não há nem de perto suficientes quartos para alojar os calculadamente 50.000 visitantes de cassino diários.”

Em 1994, em muitos estados sulinos, onde até recentemente o jogo era considerado pecado, ele é agora recebido de braços abertos e considerado um salvador. “Hoje, o Cinturão da Bíblia pode ser rebatizado de Cinturão do Vinte-e-um [tipo de jogo de cartas], com cassinos flutuantes e em terra firme, por todo o Mississippi e Louisiana e com planos de expansão na Flórida, no Texas, no Alabama e no Arkansas”, observou a revista U.S.News & World Report. Alguns líderes religiosos estão dando uma guinada de 180 graus no seu conceito de que o jogo é pecaminoso. Por exemplo, quando as autoridades municipais de Nova Orleães, Louisiana, abriram o seu primeiro cassino flutuante no rio Mississippi, em 1994, um clérigo fez uma prece agradecendo a Deus pela “habilidade de jogar: uma virtude com que tu [Deus] abençoaste a cidade”, disse ele.

Espera-se que pelo ano 2000 95% dos americanos levarão apenas 3 ou 4 horas, de carro, para chegar a um cassino. Os índios americanos também comparecem para receber uma generosa fatia no bolo do jogo. O governo americano já lhes autorizou a operação de 225 cassinos e bem movimentados salões de bingo em todo o país, informou a U.S.News & World Report.

Quando se junta à mistura os salões de jogos de cartas, as loterias esportivas, as corridas de cavalo e de cachorro, os bingos de igreja e coisas assim, fica claro onde os americanos apostaram legalmente 394 bilhões de dólares em 1993, um aumento de 17,1% sobre o ano prévio. Os que se opõem ao jogo estão perplexos. “As coisas maiores que temos para ajudar as pessoas são as religiões, os templos e o governo”, disse o diretor-executivo de um Conselho de Jogo Compulsivo. “Mas agora todas elas estão metidas no negócio do jogo.” Certo jornal americano chamou os Estados Unidos de “Nação do Jogo” e disse que o jogo é “o verdadeiro passatempo nacional da América”.

A Inglaterra inaugurou a sua primeira loteria em 1826, e informa-se que as vendas florescem. Há também uma tremenda expansão no jogo do bingo, informou a The New York Times Magazine. “Moscou está agora pontilhada de movimentados cassinos. E apostadores libaneses literalmente arriscam a vida freqüentando casas de jogo em Beirute Ocidental que são também visados por milicianos e religiosos fundamentalistas”, disse a Times. “Grandes ganhadores são escoltados para casa por guardas do cassino armados de metralhadora.”

“Os canadenses não se apercebem de que são uma nação de jogadores”, disse um inspetor provincial de jogo. “É provável que exista, em certos sentidos, mais jogatina no Canadá do que nos EUA”, acrescentou. “No ano passado, os canadenses gastaram mais de 10 bilhões de dólares no jogo legalizado — quase 30 vezes mais do que gastaram indo ao cinema”, disse o jornal The Globe and Mail. “A indústria do bingo no Canadá é muito mais desenvolvida do que é, ou do que já foi, nos EUA. O comércio lotérico é muito mais desenvolvido no Canadá. Como também o das corridas de cavalo”, disse o jornal.

“Ninguém sabe quantos viciados em jogo existem na África do Sul”, disse um jornal sul-africano, “mas há ‘milhares’ no mínimo”. O governo da Espanha, porém, está bem a par de seu problema e do crescente número de jogadores. Números oficiais mostram que muitos de seus 38 milhões de habitantes perderam em conjunto 25 bilhões de dólares num ano, o que confere à Espanha um dos mais elevados índices de jogo do mundo. Os “espanhóis são jogadores inveterados”, disse certo homem que criou uma associação para ajudar jogadores. “Sempre foram. . . . Eles apostam em cavalos, no futebol, nas loterias e, naturalmente, na roleta, no pôquer, no bingo e nessas infernais máquinas de engolir dinheiro.” Só em anos recentes o jogo compulsivo passou a ser reconhecido na Espanha como mal psicológico.

Evidências sugerem que a Itália também sofre da febre do jogo. Gastam-se bilhões em loterias convencionais e esportivas, bem como em bingo de jornais e nas mesas de jogo. “O jogo invadiu o cotidiano em todos os aspectos”, disse o relatório de um grupo de pesquisa financiado pelo governo. Hoje, “o índice de jogatina alcançou alturas antes inimagináveis”, disse o The New York Times, “e desde autoridades do governo a padres de paróquia todos correm para lucrar em cima disso”.

Quão verdadeiro! Em muitos casos, o jogo influi em todos os aspectos da vida das pessoas, como mostrarão os artigos seguintes.

[Destaque na página 4]

Antes um pecado — agora um “salvador”

[Destaque na página 5]

A pandemia do jogo está-se tornando global

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