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Está sendo ganha a batalha?Despertai! — 1996 | 8 de janeiro
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O mais ameaçador de todos é o lixo radioativo, um subproduto das usinas nucleares. Milhares de toneladas de resíduos nucleares são armazenados em locais temporários, embora uma parte já tenha sido despejada nos oceanos. Apesar de anos de pesquisas científicas, ainda não se encontrou um meio de estocagem ou destinação segura e permanente, e não há nenhum à vista. Ninguém sabe quando essas bombas-relógio ecológicas podem explodir. O problema certamente não desaparecerá — esses resíduos serão radioativos por séculos ou milênios, ou até Deus agir.
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Está sendo ganha a batalha?Despertai! — 1996 | 8 de janeiro
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O apavorante problema dos resíduos nucleares sem destinação certa é um lembrete de que a ciência não é onipotente. Há 40 anos os cientistas procuram locais seguros para estocar permanentemente o lixo altamente radioativo. A questão é tão difícil que alguns países, como a Itália e a Argentina, concluíram que não terão um local pronto antes do ano 2040. A Alemanha, o país mais otimista neste campo, espera concretizar seus planos lá pelo ano 2008.
Por que os resíduos nucleares constituem um problema tão grave assim? “Nenhum cientista ou engenheiro pode dar garantia absoluta de que os resíduos radioativos algum dia não vazarão em quantidades perigosas mesmo do melhor dos repositórios”, explica o geólogo Konrad Krauskopf. Mas, apesar dos alertas antecipados a respeito da dificuldade de destinação dos resíduos, os governos e a indústria nuclear despreocupadamente foram em frente, presumindo que a tecnologia do amanhã apresentaria uma solução. Esse amanhã nunca chegou.
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