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GazaEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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Não muito tempo depois disso, por volta de meados do oitavo século AEC, Gaza começou a sofrer o “fogo” da guerra. Segundo anais assírios, Tiglate-Pileser III conquistou Gaza, mas o rei dela, Hanon, fugiu para o Egito. (Ancient Near Eastern Texts [Textos Antigos do Oriente Próximo], editado por J. Pritchard, 1974, p. 283) Parece que Hanon pôde logo voltar a Gaza, porque Sargão II alega ter derrotado tanto a ele como o exército egípcio sob Sibʼe, aliado dele. Sargão II alega ter pessoalmente capturado Hanon e o levado embora em grilhões. — Ancient Near Eastern Texts, p. 285.
Daquela época em diante, em geral, Gaza parece ter sido leal à Assíria. Portanto, pode ser que golpear o Rei Ezequias os filisteus até Gaza tenha sido uma fase da revolta dele contra a Assíria. (2Rs 18:1, 7, 8) Depois desta revolta, o Rei Senaqueribe lançou sua campanha contra Judá, e, segundo os seus anais, entregou as cidades capturadas de Judá a Mitinti, rei de Asdode, Padi, rei de Ecrom (que ficara encarcerado em Jerusalém), e Silibel, rei de Gaza. — Ancient Near Eastern Texts, pp. 287, 288.
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GazaEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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No tempo de Jeremias, o exército egípcio golpeou Gaza. (Je 47:1) Antes deste evento, a declaração de Jeová contra os filisteus indicava que os aguardava uma calamidade procedente do N: “A calvície tem de chegar a Gaza.” (Je 47:2-5; veja também Je 25:17, 20) Conforme sugerido por outras passagens de Jeremias (1:14; 46:20), as “águas desde o norte”, mencionadas em Jeremias 47:2, evidentemente indicam os exércitos babilônicos. O Rei Nabucodonosor, de Babilônia, de fato, obteve controle sobre esta região (2Rs 24:1, 7), e o rei de Gaza é mencionado em inscrições babilônicas. (Ancient Near Eastern Texts, p. 308) Consequentemente, as palavras “antes de Faraó passar a golpear Gaza” (Je 47:1) parecem simplesmente identificar o tempo em que a declaração de Jeová a respeito dos filisteus foi feita a Jeremias. Elas não estariam necessariamente relacionadas de forma direta com a vindoura expressão de julgamento “desde o norte”, considerada depois disso.
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GazaEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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Destruída. O profeta Sofonias, contemporâneo de Jeremias, soou um aviso similar para Gaza, da parte de Jeová: “Tornar-se-á uma cidade abandonada.” (Sof 2:4) E a profecia de Zacarias, registrada depois da queda de Babilônia, apontava para calamidades futuras: “[Gaza] também sentirá dores muito severas.” (Za 9:5) A história confirma o cumprimento das calamidades preditas. Na última metade do quarto século AEC, Alexandre, o Grande, depois de um sítio de cinco meses (dois meses, segundo Jewish Antiquities [Antiguidades Judaicas], XI, 325 [viii, 4]), tomou Gaza. Muitos dos habitantes foram mortos e os sobreviventes foram vendidos como escravos. Mais de 200 anos depois, o judeu Alexandre Janeu, depois de um sítio de um ano, devastou a cidade completamente. — Jewish Antiquities, XIII, 364 (xiii, 3).
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