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  • Os dadores piedosos ganharão a felicidade eterna
    A Sentinela — 1992 | 15 de janeiro
    • Os dadores piedosos ganharão a felicidade eterna

      “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — JOÃO 3:16.

      1, 2. (a) Quem é o maior Dador de todos, e qual é a sua maior dádiva à humanidade? (b) Ao fazer a sua maior dádiva, que qualidade manifestou Deus?

      JEOVÁ DEUS é o maior Dador de todos. Foi sobre ele, o Criador do céu e da terra, que o discípulo cristão Tiago escreveu: “Toda boa dádiva e todo presente perfeito vem de cima, pois desce do Pai das luzes celestiais, com quem não há variação da virada da sombra.” (Tiago 1:17) Jeová é também o Dador da maior dádiva que se poderia fazer. A respeito de sua maior dádiva à humanidade, foi dito: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.

      2 O autor dessas palavras não foi outro senão o próprio Filho unigênito de Deus. Seria natural que o filho unigênito de um pai apreciasse e amasse esse pai como fonte de sua vida e de todas as boas coisas providas para seu usufruto da vida. Mas o amor de Deus não se limitava a só este Filho. Oferecer tal dádiva a outras de Suas criaturas manifestaria o exercício do amor de Deus num grau extraordinário. (Compare com Romanos 5:8-10.) Isto se torna ainda mais evidente quando examinamos o que a palavra “deu” realmente significa neste contexto.

      Deus Deu o “Filho do Seu Amor”

      3. Além do “Filho do seu amor”, quem mais usufruiu o amor do Pai celestial?

      3 Durante um período não especificado, Deus tivera associação pessoal com esse Filho unigênito — o “Filho do seu amor” — no domínio celestial. (Colossenses 1:13) Durante todo esse tempo, o Pai e o Filho haviam desenvolvido tamanho amor e afeto um pelo outro que não havia amor mútuo igual ao deles. As outras criaturas a quem Deus trouxera à existência por meio de seu Filho unigênito também eram amadas quais membros da família divina de Jeová. De modo que entre a inteira família de Deus prevalecia o amor. As sagradas Escrituras declaram corretamente que “Deus é amor”. (1 João 4:8) A família divina, portanto, seria constituída dos que desfrutassem do amor do Pai, Jeová Deus.

      4. Em que sentido ter Deus dado seu Filho envolveu mais do que a perda de associação pessoal, e em benefício de quem?

      4 Os vínculos entre Jeová e seu Primogênito eram tão fortes que privarem-se dessa associação em si já seria uma grande perda. (Colossenses 1:15) No entanto, ‘dar’ esse Filho unigênito significava para Deus mais do que privar-se da associação pessoal com o “Filho do seu amor”. Foi até mesmo ao ponto de Jeová permitir que seu Filho morresse e fosse assim temporariamente eliminado da existência qual membro da família universal de Deus. Foi uma morte em favor daqueles que jamais haviam sido membros da família de Deus. Jeová não poderia ter feito uma dádiva maior em favor da humanidade necessitada do que seu Filho unigênito, a quem as Escrituras também identificam como “o princípio da criação de Deus”. — Revelação (Apocalipse) 3:14.

      5. (a) Em que triste situação se encontrava a prole de Adão, e o que exigia a justiça de Deus da parte de um de Seus filhos fiéis? (b) A maior de todas as dádivas de Deus exigiria o que de Sua parte?

      5 O primeiro casal humano, Adão e Eva, perdeu a sua condição de membros da família de Deus. Era esta a situação deles após a sua expulsão do jardim do Éden por terem pecado contra Deus. Não só deixaram de ser membros da família de Deus como também estavam sob a sentença de morte. Por conseguinte, o problema não era meramente restaurar a prole deles ao favor de Deus quais membros de Sua família, mas também o de sustar a sentença divina de morte contra ela. Segundo a operação da justiça divina, isto exigiria que um dos fiéis filhos de Jeová Deus morresse como substituinte, ou resgate. Assim, a grande questão era: estaria aquele escolhido disposto a morrer em lugar de pecadores humanos? Ademais, realizar isto exigiria um milagre da parte do Deus Todo-Poderoso. Exigiria também uma expressão do amor divino num grau sem paralelo. — Romanos 8:32.

      6. De que modo estava o Filho de Deus à altura das necessidades da situação que envolvia a humanidade pecaminosa, e o que disse ele sobre isso?

      6 Apenas o Primogênito de Jeová estaria à altura das necessidades especiais da situação que envolve a humanidade pecaminosa. Ele é uma imagem tão exata de seu Pai celestial, na demonstração de afeto pelos membros da família produzida pelo poder divino, que se torna sem igual entre os filhos de Deus. Visto que todas as outras criaturas inteligentes foram trazidas à existência por meio dele, seu afeto por elas certamente seria muito grande. Ademais, o amor é uma qualidade dominante do Unigênito de Jeová, Jesus Cristo, porque “ele é o reflexo da glória [de Deus] e a representação exata do seu próprio ser”. (Hebreus 1:3) Mostrando sua disposição de expressar este amor num grau superlativo dando a vida em favor da humanidade pecaminosa, Jesus disse a seus 12 apóstolos: “O Filho do homem veio, não para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” — Marcos 10:45; veja também João 15:13.

      7, 8. (a) Qual era a motivação de Jeová ao enviar Jesus Cristo ao mundo da humanidade? (b) Em que tipo de missão enviou Deus seu Filho unigênito?

      7 Jeová Deus tinha uma razão especial para enviar Jesus a este deteriorado mundo da humanidade. A motivação disso era o amor divino, pois o próprio Jesus disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna. Pois, Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por intermédio dele.” — João 3:16, 17.

      8 Foi numa missão de salvação que Jeová amorosamente enviou seu Filho unigênito. Deus não enviou seu Filho à Terra para julgar o mundo. Se o Filho de Deus tivesse sido enviado em tal missão judicial, a perspectiva de toda a humanidade teria sido desesperadora. A sentença de julgamento adverso que Jesus Cristo pronunciaria contra a família humana seria a condenação à morte. (Romanos 5:12) Assim, por meio dessa ímpar expressão de amor divino, Deus contrabalançou a sentença de morte que a pura e simples justiça teria exigido.

      9. O que achava o salmista Davi a respeito da prática do dar da parte de Jeová?

      9 Em todas as coisas, Jeová Deus expressa e demonstra o amor como característica maior de sua personalidade. E pode-se corretamente dizer que Deus amorosamente dá a seus adoradores fiéis na Terra mais do que o suficiente no que tange a coisas boas. Assim achava o salmista Davi, quando disse a Deus: “Quão abundante é a tua bondade que entesouraste para os que te temem! Que concedeste aos que se refugiam em ti, diante dos filhos dos homens.” (Salmo 31:19) Durante seu reinado sobre a nação de Israel — sim, durante toda a sua vida como membro daquela nação especialmente escolhida por Deus — Davi muitas vezes experimentou a bondade de Jeová. E viu que era abundante.

      Israel Perde Uma Grande Dádiva de Deus

      10. Por que era o antigo Israel diferente de toda outra nação na Terra?

      10 Por ter a Jeová como Deus, o antigo Israel era diferente de qualquer outra nação da Terra. Usando o profeta Moisés como mediador, Jeová trouxe os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó a uma relação pactuada consigo mesmo. Ele não teve tratos com nenhuma outra nação segundo este padrão. Assim, o inspirado salmista podia exclamar: “Conta a sua palavra a Jacó, seus regulamentos e suas decisões judiciais a Israel. Ele não fez assim com nenhuma outra nação; e quanto às suas decisões judiciais, não as conheceram. Louvai a Jah!” — Salmo 147:19, 20.

      11. Até quando Israel usufruiu sua posição favorecida com Deus, e como expressou Jesus a mudança nessa relação?

      11 A nação do Israel natural continuou nessa relação favorecida com Deus até ter rejeitado Jesus Cristo como Messias, no ano 33 da Era Comum. Foi deveras um triste dia para Israel quando Jesus fez esta exclamação lamentosa: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” (Mateus 23:37, 38) As palavras de Jesus indicavam que a nação de Israel, embora anteriormente favorecida por Jeová, pusera a perder uma dádiva especial de Deus. Como assim?

      12. Quem eram os ‘filhos de Jerusalém’, e o que teria significado Jesus tê-los ajuntado?

      12 Ao usar o termo “filhos”, Jesus referiu-se apenas aos judeus naturais circuncisos que viviam em Jerusalém e representavam a inteira nação judaica. Ajuntar os ‘filhos de Jerusalém’ significaria para Jesus introduzir estes “filhos” num novo pacto com Deus, servindo ele mesmo como Mediador entre Jeová e esses judeus naturais. (Jeremias 31:31-34) Isto teria resultado no perdão de pecados, pois esta era a extensão do amor de Deus. (Compare com Malaquias 1:2.) Teria sido realmente uma grande dádiva.

      13. Em que perda resultou a rejeição do Filho de Deus por parte de Israel, mas, por que isto não diminuiu a alegria de Jeová?

      13 Em harmonia com a sua Palavra profética, Jeová concedeu um tempo razoável antes de estender a não-judeus a dádiva de se tornarem participantes do novo pacto. Mas, por ter rejeitado o próprio Filho de Deus, o Messias, a nação do Israel natural pôs a perder esta grande dádiva. Jeová, por conseguinte, contrabalançou a rejeição de seu Filho estendendo essa dádiva a pessoas fora da nação judaica. Assim, a alegria de Jeová como Grande Dador não diminuiu.

      A Felicidade de Dar

      14. Por que é Jesus Cristo a mais feliz criatura de todo o universo?

      14 Jeová é o “Deus feliz”. (1 Timóteo 1:11) A prática do dar é uma das coisas que o torna feliz. E, no primeiro século da EC, seu Filho unigênito disse: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) Em harmonia com este princípio, Jesus tornou-se a mais feliz criatura do Criador do inteiro Universo. Como assim? Bem, excetuando-se a do próprio Jeová Deus, Jesus Cristo fez a maior dádiva de todas ao entregar a sua vida em benefício da humanidade. De fato, ele é ‘o feliz Potentado’. (1 Timóteo 6:15) Deste modo, Jesus exemplifica o que disse sobre a felicidade maior, que é o dar.

      15. De que Jeová jamais deixará de ser um exemplo, e como podem suas criaturas inteligentes experimentar uma medida de sua felicidade?

      15 Por meio de Jesus Cristo, Jeová Deus jamais deixará de ser um Dador generoso para com todas as suas criaturas inteligentes e será sempre o melhor exemplo em dar. Assim como Deus se agrada em fazer boas dádivas a outros, ele implantou no coração de suas criaturas inteligentes na Terra o espírito de generosidade. Deste modo, elas refletem e imitam a personalidade de Deus e experimentam certa medida de Sua felicidade. (Gênesis 1:26; Efésios 5:1) Apropriadamente, Jesus disse a seus seguidores: “Praticai o dar, e dar-vos-ão. Derramarão em vosso regaço uma medida excelente, recalcada, sacudida e transbordante. Pois, com a medida com que medis, medirão a vós em troca.” — Lucas 6:38.

      16. A que tipo de dar referiu-se Jesus em Lucas 6:38?

      16 Jesus deu a seus discípulos um excelente exemplo no fazer da prática do dar um hábito. Ele disse que haveria da parte dos recebedores uma excelente reação a essa prática do dar. Em Lucas 6:38, Jesus não se referia só a dádivas materiais. Não dizia a seus discípulos que adotassem um proceder que os empobrecesse materialmente. Em vez disso, ele os induzia a um proceder que lhes daria um senso de realização espiritual.

      Felicidade Eterna Garantida

      17. Que maravilhosa dádiva fez Deus às suas Testemunhas nestes últimos dias?

      17 Que maravilhosa dádiva Jeová, o Cabeça de toda a criação, tem concedido às suas Testemunhas nestes últimos dias! Ele nos deu as boas novas de seu Reino. Temos o grande privilégio de ser proclamadores do estabelecido Reino de Deus às mãos de seu Filho reinante, Jesus Cristo. (Mateus 24:14; Marcos 13:10) Termos sido constituídas Testemunhas audíveis do Altíssimo Deus é uma dádiva inigualável, e o melhor modo de praticarmos o dar em imitação de Deus é transmitir a mensagem do Reino a outros antes que venha o fim do atual iníquo sistema de coisas.

      18. Como Testemunhas de Jeová, o que temos de dar a outros?

      18 O apóstolo Paulo falou de certas aflições que teve de suportar ao declarar a mensagem do Reino a outros. (2 Coríntios 11:23-27) As Testemunhas de Jeová da atualidade também têm de suportar aflições e renunciar a preferências pessoais no seu empenho de dar a outros a esperança do Reino. Talvez não seja nossa inclinação natural ir às portas das pessoas, em especial se somos tímidos. Mas, como seguidores de Cristo, não podemos evitar, ou nos esquivar, do privilégio de dar coisas espirituais a outros pregando “estas boas novas do Reino”. (Mateus 24:14) Temos de ter a mesma atitude de Jesus. Ao ser confrontado com a morte, ele orou: “Pai meu, . . . não como eu quero, mas como tu queres.” (Mateus 26:39) No que diz respeito a dar a outros as boas novas do Reino, os servos de Jeová têm de fazer a vontade de Deus, não a sua própria — o que ele quer, não o que eles talvez queiram.

      19. Quem são os Donos das “moradias eternas”, e como podemos fazer amizade com eles?

      19 Esta prática do dar envolverá nosso tempo e nossos recursos, mas, sendo dadores piedosos, asseguramo-nos de que a nossa felicidade será eterna. Por quê? Porque Jesus disse: “Fazei para vós amigos por meio das riquezas injustas [“riquezas deste mundo”, A Bíblia na Linguagem de Hoje], para que, quando estas vos falharem, vos recebam nas moradias eternas.” (Lucas 16:9) Deve ser nosso objetivo usar “riquezas injustas” para fazer amizade com os Donos das “moradias eternas”. Como Criador, Jeová é o dono de tudo, e seu Primogênito partilha dessa posse como Herdeiro de todas as coisas. (Salmo 50:10-12; Hebreus 1:1, 2) Para fazer amizade com eles, temos de usar as riquezas de um modo que eles aprovem. Isto inclui ter a atitude correta no uso de coisas materiais para o benefício de outros. (Compare com Mateus 6:3, 4; 2 Coríntios 9:7.) Podemos usar o dinheiro de maneira apropriada para fortalecer a nossa amizade com Jeová Deus e Jesus Cristo. Por exemplo, fazemos isso por alegremente usar o que temos para ajudar pessoas em real necessidade e por despender nossos recursos na promoção dos interesses do Reino de Deus. — Provérbios 19:17; Mateus 6:33.

      20. (a) Por que poderão Jeová e Jesus introduzir-nos em “moradias eternas”, e em que diferentes lugares podem essas moradias se localizar? (b) Que privilégio teremos por toda a eternidade?

      20 Por causa de sua imortalidade, Jeová Deus e Jesus Cristo poderão ser nossos Amigos para sempre e poderão introduzir-nos em “moradias eternas”. Dá-se isto quer estas se localizem no céu, junto com todos os santos anjos, quer na Terra, no Paraíso restaurado. (Lucas 23:43) A amorosa dádiva de Deus, Jesus Cristo, possibilitou tudo isto. (João 3:16) E Jeová Deus usará Jesus para continuar essa prática do dar, a toda a criação, para Sua própria felicidade ímpar. De fato, por toda a eternidade, nós mesmos teremos o privilégio de praticar o dar sob a soberania universal de Jeová Deus e o reinado de seu Filho unigênito, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Isto resultará em felicidade eterna para todos os dadores piedosos.

  • Jeová ama os que dão de bom grado
    A Sentinela — 1992 | 15 de janeiro
    • Jeová ama os que dão de bom grado

      “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” — 2 CORÍNTIOS 9:7.

      1. De que modo Deus e Cristo têm sido ‘dadores animados’?

      JEOVÁ foi o primeiro “dador animado”. Alegremente deu vida a seu Filho unigênito e usou-o para trazer à existência os anjos e a humanidade. (Provérbios 8:30, 31; Colossenses 1:13-17) Deus nos deu a vida, o fôlego, e todas as outras coisas, inclusive chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo os nossos corações de bom ânimo. (Atos 14:17; 17:25) Deveras, tanto Deus como seu Filho, Jesus Cristo, são dadores animados. Eles dão de bom grado, com espírito altruísta. Jeová amou de tal maneira o mundo da humanidade “que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna”. E Jesus, sem ressentimento, ‘deu a sua alma como resgate em troca de muitos’. — João 3:16; Mateus 20:28.

      2. Segundo Paulo, que tipo de dador Deus ama?

      2 Os servos de Deus e de Cristo devem, portanto, ser pessoas que dão de bom grado. Essa prática do dar foi incentivada na segunda carta do apóstolo Paulo aos cristãos em Corinto, escrita por volta de 55 EC. Aparentemente referindo-se a donativos monetários espontâneos e pessoais feitos especialmente para ajudar cristãos necessitados em Jerusalém e na Judéia, Paulo disse: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” (2 Coríntios 9:7; Romanos 15:26; 1 Coríntios 16:1, 2; Gálatas 2:10) Como tem o povo de Deus reagido às oportunidades de dar? E o que se aprende do conselho de Paulo sobre dar?

      Impelidos por Corações Dispostos

      3. Quão grande foi o apoio dos israelitas à construção do tabernáculo para a adoração de Jeová?

      3 Corações dispostos impelem os do povo de Deus a dar de si e de seus recursos em apoio do propósito divino. Por exemplo, os israelitas dos dias de Moisés alegremente apoiaram a construção do tabernáculo para a adoração de Jeová. O coração de algumas mulheres impeliu-as a fiar pêlos de cabrito, ao passo que certos homens trabalharam como artesãos. O povo de bom grado deu ouro, prata, madeira, linho e outras coisas como voluntária “contribuição para Jeová”. (Êxodo 35:4-35) Eles foram tão generosos que o material doado “mostrou-se suficiente para toda a obra a ser feita, e mais do que suficiente”. — Êxodo 36:4-7.

      4. Com que atitude Davi e outros contribuíram para o templo?

      4 Séculos depois, o Rei Davi fez uma grande contribuição para o templo de Jeová, que viria a ser construído por seu filho Salomão. Visto que Davi ‘tinha prazer na casa de Deus’, ele deu sua “propriedade especial” de ouro e prata. Príncipes, chefes, e outros ‘encheram a mão com um presente para Jeová’. Com que efeito? Ora, “o povo se alegrava por fazerem ofertas voluntárias, pois era de pleno coração que faziam ofertas voluntárias a Jeová”! (1 Crônicas 29:3-9) Eles davam de bom grado.

      5. De que modo os israelitas apoiaram a adoração pura ao longo dos séculos?

      5 Ao longo dos séculos, os israelitas tiveram o privilégio de apoiar o tabernáculo, os posteriores templos, bem como os serviços sacerdotais e levíticos ali executados. Por exemplo, nos dias de Neemias os judeus decidiram fazer contribuições para manter a adoração pura, cientes de que não deviam negligenciar a casa de Deus. (Neemias 10:32-39) Similarmente hoje, as Testemunhas de Jeová de bom grado fazem donativos voluntários para construir e manter locais de reuniões e para apoiar a adoração verdadeira.

      6. Dê exemplos de como os cristãos têm dado de bom grado.

      6 Os cristãos primitivos davam de bom grado. Por exemplo, Gaio fazia “uma obra fiel” no sentido de ser hospitaleiro para com os que viajavam nos interesses do Reino, como as Testemunhas de Jeová hoje que mostram hospitalidade a superintendentes viajantes enviados pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. (3 João 5-8) Ter estes irmãos viajando para as congregações e mostrar-lhes hospitalidade envolve certos custos, mas quão benéfico isto é espiritualmente! — Romanos 1:11, 12.

      7. De que modo usaram os filipenses os seus recursos materiais?

      7 As congregações como um todo têm usado seus recursos materiais na promoção dos interesses do Reino. Por exemplo, Paulo disse a certos crentes em Filipos: “Até mesmo me enviastes algo a Tessalônica, tanto uma vez como uma segunda vez, para as minhas necessidades. Não é que eu esteja seriamente buscando a dádiva, mas é que estou seriamente buscando os frutos que trazem mais crédito para a vossa conta.” (Filipenses 4:15-17) Os filipenses deram com alegria, mas, que fatores induziram esse dar com alegria?

      O Que Induz o Dar de Bom Grado?

      8. Como provaria que o espírito de Deus induz os do Seu povo a darem de bom grado?

      8 O espírito santo, ou força ativa, de Jeová move os do seu povo a darem de bom grado. Quando cristãos na Judéia estavam em necessidade, o espírito de Deus induziu outros crentes a ajudá-los materialmente. Para incentivar os cristãos em Corinto a se empenharem ao máximo em fazer tais donativos, Paulo citou o exemplo das congregações na Macedônia. Embora os crentes macedônios sofressem perseguição e pobreza, eles mostraram amor fraternal dando além de sua capacidade real. Até mesmo imploraram pelo privilégio de dar! (2 Coríntios 8:1-5) A causa de Deus não depende exclusivamente de donativos dos ricos. (Tiago 2:5) Os materialmente pobres entre os servos dedicados de Deus constituem o principal esteio no financiamento da obra de pregação do Reino. (Mateus 24:14) Todavia, sua generosidade não lhes traz prejuízo, pois Deus infalivelmente supre as necessidades de seu povo nessa obra, e a força por trás do prosseguimento e do aumento dessa obra é o Seu espírito.

      9. De que modo a fé, o conhecimento e o amor se relacionam com o dar de bom grado?

      9 O dar de bom grado é induzido por fé, conhecimento e amor. Paulo disse: “Assim como vós [coríntios] abundais em tudo, em fé, e em palavra, e em conhecimento, e em toda a seriedade, e neste amor nosso por vós, que abundeis também nesta dádiva benigna. Não é como se fôsseis mandados, mas em vista da seriedade dos outros e para fazer uma prova da genuinidade do vosso amor é que eu estou falando.” (2 Coríntios 8:7, 8) Contribuir para a causa de Jeová, em especial quando o dador dispõe de poucos recursos, exige fé nas provisões futuras de Deus. Os cristãos que são ricos em conhecimento desejam servir ao propósito de Jeová, e os que são ricos em amor por ele e pelo Seu povo de bom grado usam seus recursos na promoção de Sua causa.

      10. Por que se pode dizer que o exemplo de Jesus induz os cristãos a dar de bom grado?

      10 O exemplo de Jesus induz os cristãos a dar de bom grado. Depois de instar os coríntios a dar por amor, Paulo disse: “Conheceis a benignidade imerecida de nosso Senhor Jesus Cristo, que ele, embora fosse rico, tornou-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos por intermédio de sua pobreza.” (2 Coríntios 8:9) Sendo mais rico no céu do que qualquer outro filho de Deus, Jesus destituiu-se de tudo isso e assumiu vida humana. (Filipenses 2:5-8) Por tornar-se pobre dessa maneira altruísta, porém, Jesus contribuiu para a santificação do nome de Jeová e depôs a sua vida como sacrifício resgatador em benefício de humanos que o aceitassem. Em harmonia com o exemplo de Jesus, não deveríamos nós dar de bom grado para ajudar outros e contribuir para a santificação do nome de Jeová?

      11, 12. Como pode o bom planejamento nos tornar pessoas que dão de bom grado?

      11 Bom planejamento possibilita dar de bom grado. Paulo disse aos coríntios: “Todo primeiro dia da semana, cada um de vós, na sua própria casa, ponha algo de lado, em reserva, conforme tiver prosperado, para que, quando eu chegar, não se façam então as coletas.” (1 Coríntios 16:1, 2) Numa similar maneira pessoal e voluntária, aqueles que desejam fazer donativos para promover a obra do Reino hoje fariam bem em reservar algo de sua renda para este fim. Com tal bom planejamento, Testemunhas individuais, famílias e congregações podem fazer donativos para promover a adoração verdadeira.

      12 Pôr em ação planos para contribuir nos tornará alegres. Como disse Jesus, “há mais felicidade em dar do que há em receber”. (Atos 20:35) De modo que os coríntios podiam aumentar sua alegria por acatar o conselho de Paulo de executar o plano deles, que já durava um ano, de enviar fundos a Jerusalém. “É especialmente aceitável segundo o que a pessoa tem, não segundo o que a pessoa não tem”, disse ele. Quando alguém faz contribuições segundo o que tem, estas devem ser altamente prezadas. Se confiamos em Deus, ele pode equilibrar as coisas de modo que os que têm mais sejam generosos, não esbanjadores, e os que têm pouco não sofram carências que reduzam a sua força e a sua habilidade para servi-lo. — 2 Coríntios 8:10-15.

      Cuidadoso Manejo dos Donativos

      13. Por que podiam os coríntios confiar na supervisão dos donativos exercida por Paulo?

      13 Embora Paulo supervisionasse o arranjo de donativos de modo que os crentes em necessidade pudessem usufruir ajuda material e empenhar-se mais vigorosamente na obra de pregação, nem ele nem outros tomaram qualquer parte dos fundos como pagamento pelos seus serviços. (2 Coríntios 8:16-24; 12:17, 18) Paulo trabalhava para suprir suas próprias necessidades materiais em vez de impor cargas financeiras a qualquer congregação. (1 Coríntios 4:12; 2 Tessalonicenses 3:8) Ao encaminhar-lhe donativos, portanto, os coríntios confiavam-nos a um fidedigno e diligente servo de Deus.

      14. Quanto ao uso de donativos, que antecedentes tem a Sociedade Torre de Vigia?

      14 Desde que a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA) foi constituída, em 1884, os contribuintes têm tido provas de que se trata de um fidedigno supervisor de todos os donativos que lhe são confiados em favor da obra do Reino, de Jeová. Segundo seus estatutos, a Sociedade empenha-se em suprir a necessidade maior de todos os povos, a necessidade de coisas espirituais. Isto se faz através de literatura e de instruções bíblicas sobre como ganhar a salvação. Atualmente, Jeová está acelerando o ajuntamento dos semelhantes a ovelhas à sua organização em expansão, e sua bênção sobre o sábio uso de donativos na obra de pregação do Reino é clara evidência de aprovação divina. (Isaías 60:8, 22) Confiamos em que ele continuará a induzir os corações dos que dão de bom grado.

      15. Por que esta revista fala ocasionalmente em donativos?

      15 A Sociedade ocasionalmente usa as colunas desta revista para alertar leitores sobre o privilégio de fazer donativos voluntários para a obra mundial de pregação do Reino. Não se trata de solicitação, mas sim de um lembrete a todos os que desejam apoiar a “obra santa das boas novas” conforme Deus os faz prosperar. (Romanos 15:16; 3 João 2) A Sociedade usa todo o dinheiro doado da maneira mais econômica possível, de modo a tornar conhecido o nome e o Reino de Jeová. Todas as contribuições são recebidas com gratidão, acusa-se o recebimento, e elas são usadas na divulgação das boas novas do Reino de Deus. Por exemplo, por esses meios são mantidas atividades missionárias em muitos países, e gráficas vitais para a disseminação do conhecimento bíblico são mantidas e ampliadas. Ademais, contribuições para a obra mundial são usadas para cobrir os crescentes custos de produção de Bíblias e de publicações bíblicas, bem como de fitas de áudio e de vídeo. É de tais maneiras que os que dão de bom grado promovem os interesses do Reino.

      Não por Compulsão

      16. Embora poucas Testemunhas de Jeová sejam materialmente ricas, por que são apreciadas as suas contribuições?

      16 Poucas Testemunhas de Jeová são materialmente ricas. Embora talvez dêem quantias modestas para promover os interesses do Reino, seus donativos são, não obstante, importantes. Quando Jesus notou uma viúva necessitada lançar duas moedinhas de pouco valor num cofre do tesouro no templo, ele disse: “Esta viúva, embora pobre, lançou neles mais do que todos eles. Porque todos estes [outros contribuintes] lançaram neles dádivas do que lhes sobrava, mas esta mulher, de sua carência, lançou neles todo o seu meio de vida.” (Lucas 21:1-4) Embora sua dádiva fosse pequena, ela doara de bom grado — e sua contribuição foi apreciada.

      17, 18. Qual é a essência das palavras de Paulo em 2 Coríntios 9:7, e o que indica a palavra grega traduzida por “animado”?

      17 A respeito da obra de assistência em favor de cristãos na Judéia, Paulo disse: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado.” (2 Coríntios 9:7) O apóstolo talvez se referisse a um trecho de Provérbios 22:8 na versão Septuaginta, que diz: “Deus abençoa quem dá de bom grado; e suprirá a carência de suas obras.” (The Septuagint Bible, traduzida para o inglês por Charles Thomson) Paulo substituiu “abençoa” por “ama”, mas há uma relação entre as duas coisas, pois é do amor de Deus que resultam bênçãos.

      18 Quem dá de bom grado sente-se realmente feliz em dar. Ora, do termo grego traduzido por “animado”, em 2 Coríntios 9:7, deriva-se a palavra “hilariante”! Depois de ter destacado isto, o erudito R. C. H. Lenski disse: “Deus ama o dador contente, jubiloso, feliz . . . [cuja] fé se abre num largo sorriso ao ser saudada por uma nova oportunidade de dar.” Quem tem esse espírito jubiloso não dá de modo ressentido, nem sob compulsão, mas de coração. Sente você tamanha alegria de dar em apoio dos interesses do Reino?

      19. De que modo os cristãos primitivos faziam contribuições?

      19 Os primitivos cristãos não passavam pratos de coleta nem praticavam o dízimo doando um décimo de sua renda para fins religiosos. Em vez disso, suas contribuições eram totalmente voluntárias. Tertuliano, convertido ao cristianismo por volta de 190 EC, escreveu: “Embora tenhamos nosso cofre, este não é constituído de dinheiro [para comprar a salvação], como no caso de uma religião que tem seu preço. No dia mensal [aparentemente uma vez por mês], se deseja, cada qual deposita um pequeno donativo; mas apenas se for de seu agrado, e apenas se puder; pois não há compulsão; tudo é voluntário.” — Apology, Capítulo XXXIX.

      20, 21. (a) O que disse uma antiga edição desta revista sobre o privilégio de apoiar financeiramente a causa de Deus, e como isto se aplica mesmo hoje em dia? (b) O que acontece quando honramos a Jeová com as nossas coisas valiosas?

      20 Dar voluntariamente tem sido costumeiro entre os servos de Jeová da atualidade. Às vezes, contudo, alguns não têm aproveitado plenamente seu privilégio de apoiar a causa de Deus fazendo donativos. Em fevereiro de 1883, por exemplo, esta revista disse: “Alguns estão carregando tanta carga pecuniária [monetária] pela causa de outros, que sua musculatura econômica [sua capacidade de dar ajuda financeira] está-se atrofiando por causa de excesso de trabalho e exaustão, e, assim, sua utilidade fica prejudicada; e não apenas isso, mas aqueles que . . . não entenderam plenamente a situação, têm sido perdedores [de bênçãos] por falta de exercício nesse sentido [o de contribuir financeiramente].”

      21 À medida que a grande multidão aflui à organização de Jeová hoje, e à medida que a obra de Deus se expande à Europa Oriental e a outras áreas antes restritas, há uma crescente necessidade de expansão de gráficas e outras instalações. Mais Bíblias e outras publicações têm de ser impressas. Muitos projetos teocráticos estão em andamento; contudo, alguns poderiam avançar mais rapidamente, se houvesse suficientes fundos disponíveis. Naturalmente, temos fé que Deus suprirá o que é necessário, e sabemos que aqueles que ‘honram a Jeová com suas coisas valiosas’ serão abençoados. (Provérbios 3:9, 10) Deveras, “quem semear generosamente, ceifará também generosamente”. Jeová ‘nos enriquecerá para toda a sorte de generosidade’, e o nosso dar de bom grado levará muitos a agradecer-lhe e louvar-lhe. — 2 Coríntios 9:6-14.

      Mostre Gratidão Pelas Dádivas de Deus

      22, 23. (a) Qual é a indescritível dádiva gratuita de Deus? (b) Visto que apreciamos as dádivas de Jeová, o que devemos fazer?

      22 Induzido por profunda gratidão, o próprio Paulo disse: “Graças a Deus por sua indescritível dádiva gratuita.” (2 Coríntios 9:15) Qual “sacrifício propiciatório” pelos pecados de cristãos ungidos e pelos do mundo, Jesus é a base e o canal para a indescritível dádiva gratuita de Jeová. (1 João 2:1, 2) Essa dádiva é a “sobrepujante benignidade imerecida de Deus” que ele tem mostrado a seu povo na Terra por meio de Jesus Cristo, e esta abundância resulta na salvação deles e na glória e vindicação de Jeová. — 2 Coríntios 9:14.

      23 Sentimos profunda gratidão a Jeová por sua indescritível dádiva gratuita e muitas outras dádivas espirituais e materiais a seu povo. Ora, a bondade de nosso Pai celestial para conosco é tão maravilhosa que ultrapassa a capacidade humana de expressão! E certamente deve induzir-nos a dar de bom grado. Com apreço de coração, pois, façamos tudo ao nosso alcance para promover a causa de nosso generoso Deus, Jeová, o maior e o mais importante ‘Dador animado’!

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