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Por que precisamos da polícia?Despertai! — 2002 | 8 de julho
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“Gosto de ajudar as pessoas”, disse Ivan, policial britânico. “O que me atraiu foi a variedade do serviço. Pouca gente sabe que ocorrências criminais respondem por apenas 20% a 30% das chamadas. Na maior parte prestamos um serviço comunitário e social. Um dia típico de patrulhamento, por exemplo, consiste em atender a um caso de morte súbita, um acidente de trânsito, um crime e uma pessoa idosa desnorteada. É muito gratificante devolver uma criança perdida aos seus pais ou ajudar uma vítima de crime a lidar com o trauma emocional.”
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Polícia: a esperança e o medo da populaçãoDespertai! — 2002 | 8 de julho
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Polícia: a esperança e o medo da população
NO INÍCIO do século 19, muitos na Inglaterra resistiram às propostas da criação de uma força policial uniformizada. Temiam que um exército sob o comando de um governo central constituísse uma ameaça à liberdade. Havia também o receio de que se desenvolvesse um sistema de policiais espiões, como ocorreu na França sob José Fouché. Mas o dilema era: ‘O que faremos sem polícia?’
Ao passo que Londres se tornara a maior e a mais rica cidade do mundo, o aumento da criminalidade representava uma ameaça ao seu comércio. Os vigias noturnos voluntários e os caçadores de ladrões (detetives de uma entidade privada denominada Bow Street Runners) não davam conta de proteger a população e suas propriedades. Clive Emsley comenta no seu livro The English Police: A Political and Social History (História Política e Social da Polícia Inglesa): “Houve uma conscientização cada vez maior de que o crime e a desordem não poderiam ser tolerados numa sociedade civilizada.” Assim, os londrinos acharam por bem dispor de uma força policial profissional, organizada sob a direção de Sir Robert Peel.a Em setembro de 1829, policiais uniformizados da Polícia Metropolitana começaram a fazer rondas.
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