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Viagens antigas além do MediterrâneoA Sentinela — 2010 | 1.° de março
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Entre o povo da Bretanha havia construtores de barcos e marinheiros experientes, que faziam trocas comerciais com a Grã-Bretanha. A Cornualha, a ponta sudoeste da Grã-Bretanha, era rica em estanho, um componente básico do bronze, e foi para lá que Píteas se dirigiu depois. Seu relatório descreveu o tamanho e o formato mais ou menos triangular da Grã-Bretanha, o que parece indicar que ele navegou em volta da ilha.
Apesar de não se saber a rota exata de Píteas, é bem provável que ele tenha navegado entre a Grã-Bretanha e a Irlanda, desembarcando na ilha de Man, cuja latitude corresponde à segunda medição do ângulo do Sol. A terceira medição pode ter sido feita em Lewis, nas ilhas Hébridas Exteriores, a oeste da costa da Escócia. Dali, provavelmente ele continuou para o norte em direção às ilhas Orkney, ao norte da Escócia continental, porque seu relato, citado por Plínio, o Velho, menciona que elas eram compostas de 40 ilhas.
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Viagens antigas além do MediterrâneoA Sentinela — 2010 | 1.° de março
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Presume-se que Píteas tenha voltado à Grã-Bretanha usando basicamente a mesma rota e que depois tenha terminado sua viagem de circum-navegação daquela ilha. Não se sabe se ele continuou a explorar a costa norte da Europa antes de voltar ao Mediterrâneo. De qualquer forma, Plínio, o Velho, cita Píteas como autoridade a respeito das regiões produtoras de âmbar. Fontes antigas desse material ficavam na Jutlândia, parte da atual Dinamarca, e na costa sul do mar Báltico. É claro que Píteas podia ter ouvido falar desses lugares em qualquer porto no leste da Grã-Bretanha. Além disso, tanto quanto se sabe, ele nunca disse que esteve nessas terras.
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