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  • O atemorizante dia de Jeová está próximo
    A Sentinela — 1995 | 15 de abril
    • O atemorizante dia de Jeová está próximo

      “Começou-se a escrever perante ele um livro de recordação para os que temiam a Jeová e para os que pensavam no seu nome.” — MALAQUIAS 3:16.

      1, 2. A respeito de que atemorizante dia futuro avisou Malaquias?

      FOI uma coisa atemorizante! Ao amanhecer o dia 6 de agosto de 1945, uma grande cidade foi destruída num instante. Cerca de 80.000 pessoas morreram! Dezenas de milhares foram mortalmente feridas! Houve um fogo devastador! A bomba nuclear tinha cumprido o seu objetivo. Como enfrentaram as Testemunhas de Jeová esta catástrofe? Havia apenas uma Testemunha em Hiroshima — encarcerada atrás das muralhas protetoras da prisão, por causa da sua integridade cristã. A prisão desmoronou, mas o nosso irmão não ficou ferido. Conforme ele o expressou, foi tirado da prisão pela bomba atômica — talvez o único efeito colateral bom produzido por aquela bomba.

      2 Terrível como foi a explosão daquela bomba, torna-se insignificante quando comparada com “o grande e atemorizante dia de Jeová”, que é iminente. (Malaquias 4:5) É verdade que houve dias atemorizantes no passado, mas este dia de Jeová ultrapassará a todos eles. — Marcos 13:19.

      3. Que contraste se nota entre “toda a carne” e a família de Noé antes do Dilúvio?

      3 Nos dias de Noé, “toda a carne havia arruinado seu caminho na terra”, e Deus declarou: “A terra está cheia de violência por causa deles; e eis que os arruíno juntamente com a terra.” (Gênesis 6:12, 13) Conforme registrado em Mateus 24:39, Jesus disse que as pessoas ‘não fizeram caso, até que veio o dilúvio e as varreu a todas’. Mas o fiel Noé, “pregador da justiça”, sobreviveu àquele Dilúvio, junto com a sua família temente a Deus. — 2 Pedro 2:5.

      4. Que exemplo de aviso forneceram Sodoma e Gomorra?

      4 “Assim também Sodoma e Gomorra”, relata Judas 7, “e as cidades em volta delas, . . . tendo cometido fornicação de modo excessivo e tendo ido após a carne para uso desnatural, são postas diante de nós como exemplo de aviso por sofrerem a punição judicial do fogo eterno”. Essas pessoas ímpias pereceram por causa do seu modo de vida muito repugnante. Que se dêem por avisadas as comunidades orientadas para o sexo, neste mundo moderno! Note, porém, que Ló e suas filhas, tementes a Deus, foram preservados vivos durante aquela catástrofe, assim como os adoradores de Jeová serão protegidos durante a grande tribulação que se aproxima rapidamente. — 2 Pedro 2:6-9.

      5. O que podemos aprender dos julgamentos executados em Jerusalém?

      5 Considere, pois, os exemplos que servem de aviso, dados quando Jeová usou exércitos invasores para arrasar Jerusalém, a cidade gloriosa que antes fora “a exultação da terra inteira”. (Salmo 48:2) Estes acontecimentos trágicos ocorreram primeiro em 607 AEC e depois em 70 EC, porque o professo povo de Deus abandonara a adoração verdadeira. Felizmente, os servos leais de Jeová sobreviveram. A calamidade de 70 EC (ilustrada embaixo) é descrita como “tribulação tal como nunca ocorreu desde o princípio da criação, que Deus criou, até esse tempo”. Eliminou de vez o apóstata sistema judaico de coisas, e, certamente neste respeito, ‘não ocorrerá de novo’. (Marcos 13:19) No entanto, mesmo esta execução do julgamento divino foi apenas uma sombra da “grande tribulação” que agora ameaça o inteiro sistema mundial de coisas. — Revelação (Apocalipse) 7:14.

      6. Por que permite Jeová calamidades?

      6 Por que permite Deus calamidades terríveis, com a perda de tantas vidas? Nos casos de Noé, de Sodoma e Gomorra, e de Jerusalém, Jeová estava executando o julgamento naqueles que haviam arruinado o seu modo de agir na terra, que haviam manchado este lindo planeta com poluição literal e com degradação moral, e que haviam apostatado da adoração verdadeira, ou a rejeitado. Hoje estamos no limiar duma execução cabal de julgamento, que envolverá o mundo inteiro. — 2 Tessalonicenses 1:6-9.

      “Nos últimos dias”

      7. (a) De que eram proféticos os antigos julgamentos divinos? (b) Que perspectiva gloriosa nos aguarda?

      7 Aquelas destruições nos tempos antigos eram proféticas da atemorizante grande tribulação descrita em 2 Pedro 3:3-13. O apóstolo diz: “Sabeis primeiramente isto, que nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos.” Daí, enfocando os dias de Noé, Pedro escreve: “O mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água. Mas, pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo e estão sendo reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios.” Depois desta maior de todas as tribulações, o há muito aguardado Reinado do Messias assumirá novas dimensões — “novos céus e uma nova terra . . . , e nestes há de morar a justiça”. Que perspectiva deleitosa!

      8. Como estão os acontecimentos mundiais avançando para um clímax?

      8 Durante o nosso século 20, os acontecimentos mundiais estão avançando progressivamente para um clímax. Embora a devastação de Hiroshima não fosse um castigo divino, pode ser incluída nas “vistas aterrorizantes” que Jesus profetizou para o tempo do fim. (Lucas 21:11) Iniciou a ameaça nuclear que ainda paira como tormenta sobre a humanidade. Neste respeito, um título no jornal The New York Times, de 29 de novembro de 1993, rezava: “Os Canhões Talvez Já Estejam um Pouco Enferrujados, mas as Armas Nucleares Ainda Estão Preparadas.” No ínterim, guerras internacionais, inter-raciais e intertribais continuam sua ceifa horrível. Em épocas passadas, a vasta maioria das baixas era de soldados. Hoje, relata-se que 80% das baixas de guerra são de civis, sem se mencionarem os milhões que abandonam a sua pátria como refugiados.

      9. Como têm mostrado os líderes religiosos sua amizade com o mundo?

      9 Os líderes religiosos muitas vezes mostraram, e continuam a mostrar, que têm “amizade com o mundo”, por se envolverem ativamente em guerras e em revoluções sangrentas. (Tiago 4:4) Alguns deles têm colaborado com gananciosos magnatas do mundo comercial, que produzem em massa armamentos e constroem impérios do narcotráfico. Por exemplo, relatando o assassinato dum chefe do narcotráfico sul-americano, o jornal The New York Times declarou: “Ocultando suas transações com drogas atrás de afirmações de riqueza comercial legítima e da imagem de benfeitor, ele patrocinava seus próprios programas de rádio e muitas vezes estava acompanhado por sacerdotes católico-romanos.” The Wall Street Journal noticiou que este chefão do narcotráfico, além de arruinar a vida dos milhões que ficaram viciados em drogas, dirigiu pessoalmente o assassinato de milhares. O jornal The Times de Londres noticiou: “Os assassinos muitas vezes pagam por missas especiais de agradecimento . . . ao mesmo tempo em que há missa fúnebre pela vítima em outro lugar.” Que maldade!

      10. Como devemos encarar a piora das condições mundiais?

      10 Quem sabe que estragos os homens inspirados por demônios ainda infligirão a esta terra? Conforme declara 1 João 5:19, “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”, Satanás, o Diabo. Hoje em dia, é “ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo”. (Revelação 12:12) Felizmente, porém, Romanos 10:13 assegura-nos que “todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”.

      Deus chega para julgamento

      11. Que condições em Israel levaram ao proferimento da profecia de Malaquias?

      11 No que se refere ao futuro imediato da humanidade, a profecia de Malaquias lança luz sobre o que está para acontecer. Malaquias é alistado como o último da longa sucessão de antigos profetas hebreus. Israel sofrera a desolação de Jerusalém em 607 AEC. Mas, 70 anos depois, Jeová demonstrou benevolência misericordiosa por restabelecer essa nação na sua terra. No entanto, em cem anos, Israel afastou-se novamente para a apostasia e a iniqüidade. O povo desonrava o nome de Jeová, desconsiderava as Suas leis justas e poluía o templo por trazer animais cegos, coxos e doentes como sacrifícios. Divorciavam-se da esposa da sua mocidade para poder casar-se com uma mulher estrangeira. — Malaquias 1:6-8; 2:13-16.

      12, 13. (a) Que purificação da ungida classe sacerdotal foi necessária? (b) Como é também a grande multidão beneficiada pela purificação?

      12 Havia necessidade duma obra purificadora. Ela é descrita em Malaquias 3:1-4. Iguais ao antigo Israel, as hodiernas Testemunhas de Jeová precisavam ser purificadas, de modo que a obra purificadora descrita por Malaquias pode ser aplicada a elas. Quando a Primeira Guerra Mundial se aproximava do seu fim, alguns dos Estudantes da Bíblia, como as Testemunhas de Jeová eram então conhecidas, não mantiveram uma nítida neutralidade nos assuntos mundiais. Em 1918, Jeová enviou seu “mensageiro do pacto”, Cristo Jesus, ao arranjo do Seu templo espiritual, para eliminar do pequeno grupo de Seus adoradores as máculas do mundo. Jeová perguntara profeticamente: “Quem agüentará o dia da . . . vinda [do mensageiro] e quem se manterá de pé quando ele aparecer? Pois ele será como o fogo do refinador e como a barrela dos lavadeiros. E terá de assentar-se como refinador e purificador de prata e terá de purificar os filhos de Levi [o ungido grupo sacerdotal]; e terá de depurá-los como o ouro e como a prata, e hão de tornar-se para Jeová pessoas que apresentam uma oferenda em justiça.” Como povo purificado, fizeram exatamente isso!

      13 Este ungido grupo sacerdotal é de apenas 144.000. (Revelação 7:4-8; 14:1, 3) Mas, que dizer dos outros cristãos dedicados hoje em dia? Ascendendo agora a milhões, estes constituem “uma grande multidão” que também tem de ser purificada dos modos do mundo, ‘lavando as suas vestes compridas e as embranquecendo no sangue do Cordeiro’. (Revelação 7:9, 14) Exercendo assim fé no sacrifício resgatador do Cordeiro, Cristo Jesus, eles conseguem manter uma posição pura perante Jeová. Promete-se-lhes a sobrevivência durante toda a grande tribulação, o atemorizante dia de Jeová. — Sofonias 2:2, 3.

      14. Que palavras devem os do povo de Deus acatar hoje, ao passo que continuam a cultivar a nova personalidade?

      14 Esta grande multidão, junto com os do restante sacerdotal, tem de acatar as palavras adicionais de Deus: “Vou chegar-me a vós para julgamento e vou tornar-me testemunha veloz contra os feiticeiros, e contra os adúlteros, e contra os que juram falsamente, e contra os que agem fraudulentamente com o salário do assalariado, com a viúva e com o menino órfão de pai, e os que repelem o residente forasteiro, ao passo que não me temeram . . . Pois eu sou Jeová; não mudei.” (Malaquias 3:5, 6) Não, as normas de Jeová não mudam, de modo que os do seu povo, em temor de Jeová, têm de evitar hoje toda espécie de idolatria e ser verazes, honestos e generosos, ao passo que continuam a cultivar a personalidade cristã. — Colossenses 3:9-14.

      15. (a) Que convite misericordioso faz Jeová? (b) Como podemos evitar ‘roubar’ a Jeová?

      15 Jeová faz o convite a todos os que talvez se tenham desviado dos Seus caminhos justos, dizendo: “Retornai a mim e eu vou retornar a vós.” Caso perguntem: “De que modo retornaremos?” ele responde: “Vós me roubais.” E em resposta à pergunta adicional: “De que modo te roubamos?” Jeová declara que o roubaram por não terem trazido o melhor como suas ofertas para o serviço no Seu templo. (Malaquias 3:7, 8) Tendo-nos tornado parte do povo de Jeová, devemos realmente querer dedicar o melhor de nossa energia, capacidade e recursos materiais ao serviço de Jeová. Deste modo, em vez de roubarmos a Deus, ‘persistiremos em buscar primeiro o reino e a Sua justiça’. — Mateus 6:33.

      16. Que encorajamento encontramos em Malaquias 3:10-12?

      16 Há uma grandiosa recompensa para todos os que deixam de lado os modos egotísticos e materialistas do mundo, conforme indica Malaquias 3:10-12: “‘Experimentai-me, por favor, neste respeito’, disse Jeová dos exércitos, ‘se eu não vos abrir as comportas dos céus e realmente despejar sobre vós uma bênção até que não haja mais necessidade’.” Jeová promete prosperidade e produtividade espirituais a todos os apreciadores. Ele acrescenta: “Todas as nações terão de declarar-vos felizes, porque vós mesmos vos tornareis uma terra de agrado.” Não tem ele mostrado ser assim entre os milhões de pessoas gratas a Deus em toda a terra, hoje em dia?

      Os que mantêm a integridade estão no livro da vida

      17-19. (a) Como foram nossos irmãos em Ruanda afetados pela agitação ali? (b) Com que convicção prosseguiram todos esses irmãos fiéis?

      17 Neste ponto, podemos comentar a integridade de nossos irmãos e irmãs em Ruanda. Eles sempre trouxeram as melhores ofertas espirituais à casa espiritual de adoração de Jeová. Por exemplo, no seu Congresso de Distrito “Ensino Divino”, em dezembro de 1993, os 2.080 publicadores do Reino tiveram uma assistência total de 4.075. Houve 230 Testemunhas novas batizadas, e dentre estas, 150 se alistaram no serviço de pioneiro auxiliar no mês seguinte.

      18 Em abril de 1994, quando irrompeu o ódio étnico, pelo menos 180 Testemunhas, inclusive o superintendente de cidade em Kigali, a capital, e toda a sua família, foram mortas. Os seis tradutores na congênere da Sociedade Torre de Vigia em Kigali, quatro deles hutus e dois tutsis, continuaram a trabalhar por várias semanas sob pesadas ameaças, até que os tutsis tiveram de fugir, mas mesmo assim foram mortos num posto de controle. Por fim, carregando o que sobrara do seu equipamento de computadores, os quatro remanescentes fugiram para Goma, no Zaire, onde continuaram lealmente a traduzir A Sentinela na língua quiniaruanda. — Isaías 54:17.

      19 Estas Testemunhas refugiadas, embora em situação precária, sempre pediram o alimento espiritual antes das provisões materiais. Irmãos amorosos de diversos países, com grandes sacrifícios, puderam enviar-lhes provisões. Estes refugiados têm dado um maravilhoso testemunho tanto por palavra como por seu comportamento ordeiro sob tensão. Deveras, têm continuado a trazer o seu melhor à adoração de Jeová. Têm demonstrado uma convicção como a de Paulo, expressa em Romanos 14:8: “Quer vivamos, vivemos para Jeová, quer morramos, morremos para Jeová. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos a Jeová.”

      20, 21. (a) Os nomes de quem não estão inscritos no livro de recordação de Jeová? (b) Os nomes de quem constam no livro, e por quê?

      20 Jeová mantém um registro de todos os que o servem em integridade. A profecia de Malaquias prossegue: “Naquele tempo, os que temiam a Jeová falaram um ao outro, cada um ao seu companheiro, e Jeová prestava atenção e escutava. E começou-se a escrever perante ele um livro de recordação para os que temiam a Jeová e para os que pensavam no seu nome.” — Malaquias 3:16.

      21 Como é importante hoje que demonstremos temor piedoso em honrar o nome de Jeová! Por fazermos isso, não sofreremos um julgamento adverso, assim como sofrerão aqueles que apóiam com admiração os sistemas deste mundo. Revelação 17:8 relata que ‘os nomes destes não foram inscritos no rolo da vida’. Logicamente, o nome mais destacado inscrito no livro da vida de Jeová é o do Agente Principal da vida, o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. Mateus 12:21 declara: “Deveras, em seu nome esperarão as nações.” Garante-se a vida eterna a todos os que exercem fé no sacrifício resgatador de Jesus. Que privilégio é termos nosso próprio nome acrescentado ao nome de Jesus naquele rolo!

      22. Que distinção será evidente quando Jeová executar o julgamento?

      22 Como se sairão os servos de Deus neste julgamento? Jeová responde em Malaquias 3:17, 18: “Vou ter compaixão deles assim como o homem tem compaixão do seu filho que o serve. E vós haveis de ver novamente a diferença entre o justo e o iníquo, entre o que serve a Deus e o que não o serviu.” A distinção será evidente a todos: os iníquos, separados para o decepamento eterno, e os justos, aprovados para a vida eterna no domínio do Reino. (Mateus 25:31-46) Portanto, uma grande multidão de pessoas semelhantes a ovelhas sobreviverá ao grande e atemorizante dia de Jeová.

  • O dia que “arde como fornalha”
    A Sentinela — 1995 | 15 de abril
    • O dia que “arde como fornalha”

      “Eis que vem o dia que arde como fornalha.” — MALAQUIAS 4:1.

      1. Que perguntas surgem relacionadas com Malaquias 4:1?

      NESTES últimos dias, felizes são aqueles cujo nome Jeová decide escrever no seu livro de recordações. Mas, que dizer daqueles que não se habilitam para este privilégio? Quer sejam governantes, quer apenas pessoas comuns, o que lhes acontecerá se tratarem com desprezo os proclamadores do Reino de Deus e sua mensagem? Malaquias fala dum dia de ajuste de contas. Lemos no Mal. capítulo 4, versículo 1: “‘Pois, eis que vem o dia que arde como fornalha, e todos os presunçosos e todos os que praticam a iniqüidade terão de tornar-se como restolho. E o dia que virá certamente os devorará’, disse Jeová dos exércitos, ‘de modo que não lhes deixará nem raiz nem galho’.”

      2. Que descrição vívida do julgamento de Jeová é dada por Ezequiel?

      2 Também outros profetas comparam o julgamento das nações feito por Jeová com o calor abrasador duma fornalha. Quão aptamente Ezequiel 22:19-22 se aplica ao julgamento, por Deus, das seitas da cristandade apóstata! O texto reza: “Assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘Visto que todos vós vos tornastes como muita escória, portanto, eis que vos reúno . . . Assim como se reúne prata, e cobre, e ferro, e chumbo, e estanho no meio do forno de fundição, para soprar sobre ele com fogo para que seja fundido, assim os reunirei na minha ira e no meu furor, e vou soprar e fazer que sejais fundidos. E vou reunir-vos e soprar sobre vós com o fogo da minha fúria, e tereis de ser fundidos no meio dela. Assim como se funde prata dentro de um forno de fundição, assim vós sereis fundidos no meio dela; e tereis de saber que eu mesmo, Jeová, derramei sobre vós o meu furor.’”

      3, 4. (a) Que afirmação hipócrita têm feito os clérigos? (b) Que antecedentes sórdidos tem a religião?

      3 Deveras uma impressionante ilustração! Os clérigos que se têm escusado a usar o nome de Jeová, até mesmo blasfemando este santo nome, terão de enfrentar este dia de ajuste de contas. Eles afirmam presunçosamente que serão eles e seus aliados políticos que estabelecerão o Reino de Deus na terra, ou que pelo menos transformarão a terra num lugar apropriado para o Reino.

      4 A cristandade apóstata juntou-se a governantes políticos em travar guerras terríveis. A História registra as Cruzadas dos tempos medievais, as conversões forçadas da Inquisição Espanhola, a Guerra dos Trinta Anos que dizimou a Europa no século 17, e a Guerra Civil Espanhola da década de 1930, travada para tornar a Espanha segura para o catolicismo. O maior derramamento de sangue ocorreu nas duas guerras mundiais de nosso século, quando católicos e protestantes se empenharam numa matança irrestrita, indiscriminada, de concrentes, bem como dos de outras religiões. Mais recentemente, tem havido lutas assassinas entre católicos e protestantes na Irlanda, entre facções religiosas na Índia e entre grupos religiosos da antiga Iugoslávia. As páginas da história religiosa também estão manchadas de sangue pelo martírio de milhares de testemunhas fiéis de Jeová. — Revelação (Apocalipse) 6:9, 10.

      5. Que julgamento terá a religião falsa?

      5 Não podemos deixar de reconhecer a justiça de Jeová em executar em breve Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, junto com seus apoiadores. Esta execução é descrita em Revelação 18:21, 24: “Um anjo forte levantou uma pedra semelhante a uma grande mó e lançou-a no mar, dizendo: ‘Assim, com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, será lançada para baixo, e ela nunca mais será achada. Sim, nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.’”

      6. (a) Quem tem de tornar-se como restolho, e por quê? (b) Que garantia têm os que temem a Jeová?

      6 Com o tempo, todos os inimigos da justiça, e aqueles que os apóiam, “terão de tornar-se como restolho”. O dia de Jeová arderá entre eles como uma fornalha. “Não lhes deixará nem raiz nem galho.” Naquele dia de ajuste de contas, as crianças pequenas, ou galhos, serão tratadas com justiça segundo a avaliação que Jeová faz das suas raízes, seus pais, que detêm a guarda desses filhos. Os pais iníquos não terão posteridade para perpetuar seu proceder iníquo. Mas aqueles que exercem fé na promessa de Deus, de estabelecer o Reino, não serão abalados. Por isso, Hebreus 12:28, 29, exorta: “Continuemos a ter benignidade imerecida, por intermédio da qual podemos prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso e com espanto reverente. Porque o nosso Deus é também um fogo consumidor.”

      É Jeová um deus cruel?

      7. Que papel desempenha o amor de Jeová neste julgamento?

      7 Significa isso que Jeová é um Deus cruel e vingativo? Longe disso! O apóstolo declara uma verdade fundamental em 1 João 4:8: “Deus é amor.” Daí, no versículo 16 de 1Jo 4, ele dá mais ênfase: “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em união com Deus, e Deus permanece em união com ele.” É por causa do seu amor à humanidade que Jeová tem o propósito de eliminar da terra toda a iniqüidade. Nosso amoroso e misericordioso Deus declara: “Assim como vivo, . . . não me agrado na morte do iníquo, mas em que o iníquo recue do seu caminho e realmente continue vivendo. Recuai, recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer?” — Ezequiel 33:11.

      8. Como foi o amor enfatizado por João, mas como mostrou ele também ser Filho do Trovão?

      8 João menciona a·gá·pe, o amor segundo princípios, mais vezes do que os outros três escritores dos Evangelhos juntos, mas, em Marcos 3:17, o próprio João é descrito como ‘Filho do Trovão’. Foi por inspiração da parte de Jeová que este Filho do Trovão escreveu as mensagens apocalípticas no último livro da Bíblia, Revelação, que retrata a Jeová como o Deus que executa a justiça. Este livro está cheio de expressões de julgamento, tais como o “grande lagar da ira de Deus”, “as sete tigelas da ira de Deus” e o “furor de Deus, o Todo-poderoso”. — Revelação 14:19; 16:1; 19:15.

      9. Que expressões fez Jesus sobre os julgamentos de Jeová, e como se cumpriram as suas profecias?

      9 Nosso Senhor Jesus Cristo, que é “a imagem do Deus invisível”, declarou destemidamente os julgamentos de Jeová enquanto estava na terra. (Colossenses 1:15) Por exemplo, há os sete ais no capítulo 23 de Mateus, que ele proclamou francamente contra os hipócritas religiosos dos seus dias. Ele concluiu esta sentença condenatória com as seguintes palavras: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” Trinta e sete anos mais tarde, o julgamento foi executado pelo exército romano sob o comando do General Tito. Foi um dia terrível, profético do que mostrará ser o mais atemorizante dia em toda a história da humanidade — o dia de Jeová, que irromperá em breve.

      “O sol” brilha

      10. Como dá “o sol da justiça” alegria ao povo de Deus?

      10 Jeová informa que haverá sobreviventes ao seu dia. Menciona-os em Malaquias 4:2, dizendo: “Para vós os que temeis o meu nome há de brilhar o sol da justiça, com cura nas suas asas.” Este sol da justiça é o próprio Jesus Cristo. Ele é a espiritual “luz do mundo”. (João 8:12) Como brilha? Ele se levanta com cura nas asas — primeiro a cura espiritual, que já podemos ter hoje, e depois, no novo mundo vindouro, a cura física de pessoas de todas as nações. (Mateus 4:23; Revelação 22:1, 2) Conforme Malaquias diz, em sentido figurado, os curados ‘sairão e escavarão o solo como bezerros cevados’, que acabam de ser soltos do estábulo. Quanta alegria sentirão também os ressuscitados, que terão a perspectiva de alcançar a perfeição humana!

      11, 12. (a) Que destino aguarda os iníquos? (b) Como é que os do povo de Deus ‘pisoteiam os iníquos’?

      11 Mas, que dizer dos iníquos? Lemos em Malaquias 4:3: “‘Vós haveis de pisotear os iníquos, pois tornar-se-ão como poeira sob a sola de vossos pés no dia em que eu agir’, disse Jeová dos exércitos.” Ao passo que protegerá os que o amam, nosso Deus-Guerreiro terá eliminado da terra esses inimigos tirânicos, aniquilando-os. Satanás e seus demônios terão sido restritos. — Salmo 145:20; Revelação 20:1-3.

      12 Os do povo de Deus não participam na destruição dos iníquos. Então, como é que ‘pisoteiam os iníquos’? Fazem isso figurativamente por participar numa grande celebração de vitória. Êxodo 15:1-21 descreve uma celebração assim. Ela se seguiu à destruição de Faraó e das suas hostes no mar Vermelho. Em cumprimento de Isaías 25:3-9, à eliminação dos ‘tirânicos’ seguir-se-á um banquete de vitória, relacionado com a promessa de Deus: “Ele realmente tragará a morte para sempre, e o Soberano Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces. E de toda a terra ele tirará o vitupério de seu povo, pois o próprio Jeová falou isso. E naquele dia certamente se dirá: ‘Eis! Este é o nosso Deus. . . . Este é Jeová. Pusemos nossa esperança nele. Jubilemos e alegremo-nos na salvação por ele.’” Esta alegria não é vingativa nem jactanciosa, mas é exultação pela santificação do nome de Jeová e pela purificação da terra para a habitação pacífica da humanidade unida.

      Um grandioso programa educacional

      13. Que instrução será dada na “nova terra”?

      13 Em Malaquias 4:4, os judeus foram admoestados a ‘se lembrarem da lei de Moisés’. Assim também hoje, temos de seguir “a lei do Cristo”, como se menciona em Gálatas 6:2. Os sobreviventes ao Armagedom, sem dúvida, receberão mais instruções baseadas nela, e é bem possível que elas estejam inscritas nos “rolos” de Revelação 20:12, os quais serão abertos por ocasião da ressurreição. Quão grandioso será este dia em que os mortos ressuscitados são instruídos para seguir o modo de vida da “nova terra”! — Revelação 21:1.

      14, 15. (a) Como é identificado o hodierno Elias? (b) De que responsabilidade se desincumbe a classe de Elias?

      14 Isto será uma ampliação do programa educacional mencionado por Jeová, conforme registrado em Malaquias 4:5: “Eis que vos envio Elias, o profeta, antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová.” Quem é o atual Elias? Conforme mostra Mateus 16:27, 28, Jesus disse ao se referir a ele “vir no seu reino”: “O Filho do homem está destinado a vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então recompensará a cada um segundo o seu comportamento.” Seis dias depois, ao estar num monte junto com Pedro, Tiago e João, “ele foi transfigurado diante deles, e o seu rosto brilhava como o sol, e a sua roupagem exterior tornou-se brilhante como a luz”. Estava ele sozinho nesta visão? Não, pois, “eis que lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com ele”. — Mateus 17:2, 3.

      15 O que significava isso? Apontava para Jesus como o profetizado Moisés Maior por ocasião da sua vinda para o julgamento. (Deuteronômio 18:18, 19; Atos 3:19-23) Ele estaria então associado com um Elias hodierno, a fim de realizar uma obra vital, a da pregação das boas novas do Reino em toda a terra, antes de sobrevir o grande e atemorizante dia de Jeová. Descrevendo a obra deste “Elias”, Malaquias 4:6 declara: “Ele terá de voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais; para que eu não venha e realmente golpeie a terra, devotando-a à destruição.” De modo que “Elias” é identificado como a classe do escravo fiel e discreto de cristãos ungidos na terra, à qual o Amo, Jesus, confiou todos os Seus bens. Isto inclui fornecer à família da fé o necessário “alimento [espiritual] no tempo apropriado”. — Mateus 24:45, 46.

      16. Que resultado feliz tem tido a obra da classe de Elias?

      16 Hoje em dia, em todo o mundo, podemos ver o resultado feliz deste programa de alimentação. A revista A Sentinela, com uma tiragem de 16.100.000 exemplares de cada número, em 120 idiomas, dos quais 97 são publicados simultaneamente, está inundando a terra com “estas boas novas do reino”. (Mateus 24:14) Usam-se outras publicações em muitas línguas nos diversos aspectos da obra de pregação e de ensino das Testemunhas de Jeová. A classe de Elias, o escravo fiel e discreto, está atenta a suprir abundantemente todos “os cônscios de sua necessidade espiritual”. (Mateus 5:3) Além disso, os que aceitam esta esperança do Reino e agem de acordo ficam aliados numa maravilhosa união mundial. Esta abrange a grande multidão “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. (Revelação 7:9) Quando esta obra tiver sido terminada na medida que Jeová requer, então virá o fim no Seu grande e atemorizante dia.

      17. Quando irromperá o atemorizante dia de Jeová?

      17 Mas, quando é que irromperá este atemorizante dia? O apóstolo Paulo responde: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. Quando estiverem dizendo [talvez de modo singular]: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” — 1 Tessalonicenses 5:2, 3.

      18, 19. (a) Como se declara “paz e segurança”? (b) Quando terão alívio os do povo de Jeová?

      18 Quem diz esta profecia que não escapará? São os líderes políticos que afirmam que podem desenvolver uma nova ordem unida com os elementos fragmentados deste mundo violento. Seus grandiosos produtos, a Liga das Nações e as Nações Unidas, fracassaram neste respeito. Conforme predisse o profeta de Jeová, eles até mesmo agora estão “dizendo: ‘Há paz! Há paz!’ quando não há paz”. — Jeremias 6:14; 8:11; 14:13-16.

      19 No ínterim, os do povo de Jeová sofrem as pressões e as perseguições deste mundo ímpio. Mas, dentro em breve, conforme declarado em 2 Tessalonicenses 1:7, 8, terão alívio “por ocasião da revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”.

      20. (a) O que profetizam Sofonias e Habacuque sobre o dia que “arde como fornalha”? (b) Que conselho e encorajamento dão essas profecias?

      20 Quando se dará isso? Muitos de nós já esperamos por bastante tempo. No ínterim, um grande número de mansos, que sobreviverão, acata a convocação encontrada em Sofonias 2:2, 3: “Procurai a Jeová . . . Procurai a justiça, procurai a mansidão. Provavelmente sereis escondidos no dia da ira de Jeová.” Daí, Sofonias 3:8 contém a exortação: “‘Portanto, estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente; porque toda a terra será devorada pelo fogo do meu zelo’.” O fim está próximo! Jeová sabe o dia e a hora, e ele não mudará seu cronograma. Portanto, perseveremos com paciência. “Porque a visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” (Habacuque 2:3) O atemorizante dia de Jeová aproxima-se cada vez mais. Lembre-se, este dia não tardará!

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