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A luz acaba com uma era de escuridãoA Sentinela — 1996 | 15 de janeiro
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O período grego
Alexandre, o Grande (ou Magno), em 332 AEC, saltou qual leopardo sobre o Oriente Médio, mas o gosto por tudo que era grego já o havia precedido. (Daniel 7:6) Dando-se conta de que a cultura grega tinha valor político, ele empreendeu deliberadamente a helenização do seu império em expansão. O grego tornou-se uma língua internacional. O domínio breve de Alexandre fomentou o amor à sofística, o entusiasmo pelos esportes e o apreço pela estética. Aos poucos, até mesmo o patrimônio judaico cedeu ao helenismo.
Após a morte de Alexandre, em 323 AEC, seus sucessores, na Síria e no Egito, foram os primeiros a desempenhar o papel que o profeta Daniel chama de “o rei do norte” e “o rei do sul”. (Daniel 11:1-19) Durante o reinado do egípcio “rei do sul”, Ptolomeu II Filadelfo (285-246 AEC), as Escrituras Hebraicas começaram a ser traduzidas para o grego coiné, ou comum. Esta versão passou a ser chamada de Septuaginta. Muitos versículos desta obra foram citados nas Escrituras Gregas Cristãs. A língua grega mostrou-se excelente para transmitir esclarecedoras nuances de sentido a um mundo espiritualmente confuso e em escuridão.
Depois de Antíoco IV Epifanes tornar-se rei da Síria e governante da Palestina (175-164 AEC), o judaísmo foi quase que eliminado pela perseguição patrocinada pelo governo. Os judeus foram obrigados, sob pena de morte, a renunciar a Jeová Deus e a oferecer sacrifícios apenas a deidades gregas. Em dezembro de 168 AEC, erigiu-se um altar pagão sobre o grande altar de Jeová no templo de Jerusalém e ofereceram-se ali sacrifícios ao Zeus do Olimpo. Camponeses chocados mas corajosos, juntaram-se sob a liderança de Judas Macabeu e travaram uma ferrenha guerra até se apoderarem de Jerusalém. O templo foi novamente dedicado a Deus, e três anos depois da sua dessacração, exatamente no mesmo dia, renovaram-se os sacrifícios diários.
No decorrer do restante do período grego, os da comunidade judaica procuravam de forma agressiva ampliar seu território até às fronteiras antigas. Sua nova perícia militar foi usada de modo ímpio para obrigar seus vizinhos pagãos a se converter à ponta da espada. Mesmo assim, a teoria política grega continuava a reger as cidades e aldeias.
Durante este período, os pretendentes ao sumo sacerdócio muitas vezes eram corruptos. Tramas, assassinatos e intrigas políticas maculavam seus cargos. Quanto mais ímpio se tornava o espírito entre os judeus, tanto mais popular se tornavam os esportes gregos. Era espantoso ver sacerdotes jovens negligenciar seus deveres a fim de participar nos jogos! Atletas judeus até mesmo se submetiam a uma dolorosa cirurgia para se tornar “incircuncisos”, a fim de evitar o embaraço quando competiam nus com os gentios. — Note 1 Coríntios 7:18.
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A luz acaba com uma era de escuridãoA Sentinela — 1996 | 15 de janeiro
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No Egito, a filosofia grega florescia entre os judeus de Alexandria. Dali se espalhou para a Palestina e para os judeus amplamente dispersos da Diáspora. Os teóricos judeus que escreveram os Apócrifos e as pseudo-epígrafes interpretavam os escritos de Moisés como alegorias vagas e insípidas.
Quando chegou a era romana, a helenização já transformara permanentemente a Palestina em sentido social, político e filosófico.
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