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GuadalupeAnuário das Testemunhas de Jeová de 1995
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Um modo de vida diferente
Quando Armand e Marguerite Faustini se mudaram da França para Guadalupe, em 1963, para ajudar no ministério, descobriram que a vida aqui era um pouco diferente. No começo, ficaram surpresos quando os moradores, sem vir à porta, simplesmente chamavam: “Por favor, entre.” As pessoas eram de condição humilde e tinham pouco dinheiro, mas freqüentemente tinham prazer em trocar frutas e verduras por publicações bíblicas. Portanto, conforme os Faustini prosseguiam no ministério de campo, às vezes se viam carregando não só publicações, mas também bananas, mangas, batatas-doces e ovos.
Receberam a designação de trabalhar no circuito, e o irmão Faustini se lembra: “Os irmãos nos acolhiam bem cordialmente, mas na questão da pontualidade era preciso seriamente fazer progresso. Na zona rural, a maioria deles não tinham relógio, e assim determinavam a hora por olhar para o sol. Às vezes, em resultado disso, as reuniões começavam até uma hora mais tarde. Com a mudança das estações, tínhamos algumas surpresas!”
Ajuda para Marie-Galante
No mesmo ano em que os Faustini chegaram a Guadalupe, a ilha de Marie-Galante, uns 40 quilômetros ao sul de Pointe-à-Pitre, recebeu um testemunho especial. O irmão Faustini, junto com um grupo de 16 pioneiros auxiliares, passou um mês inteiro ali, dando testemunho aos 14.000 habitantes da ilha. O filme da Sociedade, A Sociedade do Novo Mundo em Ação, foi projetado ali diversas vezes durante o mês. Depois, alguns anos mais tarde, foram designados pioneiros especiais para a ilha. Dois deles, Frédéric Ferdinand e Léo Jacquelin, constituíram família ali.
Para dar apoio aos pioneiros especiais em Marie-Galante, decidimos transportar nosso Salão de Assembléias para esta ilha em abril de 1969, e realizar ali uma assembléia. O superintendente de circuito, o irmão Faustini, relatou: “Foi uma assembléia extraordinária. Imagine o espanto das pessoas de Grand-Bourg, uma pequena cidade de uns 6.000 habitantes, ao presenciarem a ‘invasão’ de mil Testemunhas, que desembarcaram de três navios, cada uma com uma lata de 20 litros de água na mão! Naquele período de estio, a água era escassa, e os habitantes da ilha apreciaram que os visitantes trouxeram água, economizando assim o suprimento nas cisternas. Foi a primeira vez que viram algo assim — uma fila interminável de pessoas, indo das docas através da cidade para o local de assembléia. Os habitantes de toda a ilha receberam a visita das Testemunhas, em alguns casos, várias vezes na mesma manhã. Em poucos dias, tiveram a oportunidade de conhecer e ter apreço pela organização de Deus.” Há agora três congregações em Marie-Galante.
Depois de cerca de dez anos, o irmão e a irmã Faustini tiveram de voltar à França. Posteriormente, puderam voltar ao Caribe, e o irmão Faustini é agora membro da Comissão de Filial da Martinica.
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GuadalupeAnuário das Testemunhas de Jeová de 1995
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[Foto na página 150]
Armand e Marguerite Faustini, que serviram 10 anos em Guadalupe,agora estão na Martinica
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