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Uma vida inteira aprendendo lições com nosso Grandioso InstrutorA Sentinela (Estudo) — 2025 | junho
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(À esquerda) Ulysses Glass
(À direita) Jack Redford
Fomos designados para servir no Haiti, junto com John e Marie Goode.
No Haiti, em 1988
Os últimos missionários de Gileade tinham sido expulsos do Haiti em 1962 e, desde então, a escola não enviava mais missionários para lá. Apenas três semanas depois da formatura, eu e Debbie começamos a servir no Haiti, numa área remota nas montanhas. A nossa congregação tinha 35 publicadores. Nós dois éramos jovens, inexperientes e estávamos vivendo sozinhos no lar missionário. As pessoas na região eram muito pobres, e a maioria não sabia ler. Durante aquele período no Haiti, nós enfrentamos guerras civis, golpes de estado, barricadas, protestos e furacões.
Nós aprendemos muito com a resiliência e com a alegria dos irmãos e irmãs no Haiti. Muitos deles tinham uma vida difícil, mas amavam a Jeová e o ministério. Lembro de uma irmã idosa que não sabia ler, mas sabia de cor uns 150 textos da Bíblia. As duras condições daquele país nos fizeram ter ainda mais vontade de continuar pregando a mensagem do Reino como a única solução para os problemas da humanidade. Não dá nem para descrever a alegria que sentimos de saber que alguns dos nossos primeiros estudantes se tornaram pioneiros regulares, pioneiros especiais e anciãos.
Lá no Haiti, conheci um jovem chamado Trevor, que era missionário mórmon. Nós conversamos sobre a Bíblia algumas vezes. Para minha surpresa, anos depois eu recebi uma carta dele, que dizia: “Eu vou me batizar na próxima assembleia! Quero voltar para o Haiti e servir como pioneiro especial no mesmo lugar onde eu era missionário mórmon.” E foi exatamente isso que ele fez por muitos anos, junto com sua esposa.
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