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  • As “mudanças mais profundas”
    Despertai! — 1999 | 8 de dezembro
    • As “mudanças mais profundas”

      “O século 20 testemunhou mudanças mais profundas e abrangentes do que qualquer outro século na História humana.” — The Times Atlas of the 20th Century (Atlas Times do Século 20).

      AO ANALISAR os acontecimentos do século 20, muitos sem dúvida concordarão com Walter Isaacson, editor-executivo da revista Time, que disse: “Comparado com os outros, este foi um dos séculos mais surpreendentes: inspirador, às vezes assustador, sempre fascinante.”

      De modo similar, Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega, diz que este século foi chamado de “século dos extremos, . . . no qual os vícios humanos atingiram profundezas insondáveis”. Ela menciona que foi “um século de grande progresso [e, em alguns lugares, de] crescimento econômico sem precedentes”. Ao mesmo tempo, porém, nas zonas urbanas pobres as perspectivas para o futuro são sombrias: “superpopulação e grande incidência de doenças ligadas à pobreza e ao ambiente insalubre”.

      Reviravoltas políticas

      Quando o século 20 começou, a dinastia manchu, na China, o Império Otomano e vários impérios europeus dominavam grande parte do mundo. O Império Britânico sozinho cobria um quarto do globo e governava 1 em cada 4 pessoas na Terra. Bem antes do fim do século, todos esses impérios eram apenas História. “Em 1945”, diz The Times Atlas of the 20th Century, “a era do imperialismo estava acabada”.

      O fim do imperialismo permitiu que a onda de nacionalismo que varrera a Europa entre os séculos 17 e 19 se espalhasse para outras partes do mundo. The New Encyclopædia Britannica diz: “Depois da Segunda Guerra Mundial, o fervor nacionalista diminuiu em muitas nações européias . . . Na Ásia e na África, porém, o nacionalismo cresceu rápido, principalmente como reação contra o colonialismo.” Por fim, de acordo com The Collins Atlas of World History (Atlas Collins da História Mundial), “o Terceiro Mundo apareceu no cenário histórico e uma era, que começara cinco séculos antes com a expansão européia, chegou ao fim”.

      À medida que impérios caíam, nações independentes substituíam-nos, muitas delas com governos de orientação democrática. Com freqüência, a democracia enfrentou grande oposição da parte, por exemplo, de poderosos governos totalitários na Europa e na Ásia durante a Segunda Guerra Mundial. Esses regimes restringiam a liberdade individual e mantinham forte controle sobre a economia, a mídia e as forças armadas. Suas tentativas de dominação mundial foram finalmente frustradas, mas somente depois de um tremendo desperdício de dinheiro e de vidas humanas.

      Um século de guerras

      De fato, uma grande diferença do século 20 em relação aos anteriores é a guerra. O historiador alemão Guido Knopp escreve sobre a Primeira Guerra Mundial: “1.º de agosto de 1914: ninguém desconfiou que o século 19, que dera aos europeus um longo período de paz, terminou naquele dia. E ninguém notou que o século 20 realmente começou apenas naquela data, com um período de guerra que durou três décadas e que demonstrou o que o homem pode fazer a outros homens.”

      Hugh Brogan, professor de História, lembra-nos de que “o impacto da guerra sobre os Estados Unidos foi imenso, terrível, e ainda é sentido hoje [em 1998]”. Akira Iriye, professor de História da Universidade Harvard, escreveu: “A Primeira Guerra Mundial foi, de muitos modos, um marco na História do Leste Asiático e dos Estados Unidos.”

      Pode-se entender por que The New Encyclopædia Britannica chama a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais de “os grandes marcos da História geopolítica do século 20”. Menciona que “a Primeira Guerra Mundial causou a queda de quatro grandes dinastias imperiais . . ., resultou na Revolução Bolchevique na Rússia e . . . lançou a base para a Segunda Guerra Mundial”. Conta-nos também que nas guerras mundiais houve “matança, carnificina e destruição [praticamente] sem precedentes”. De modo similar, Guido Knopp diz: “A crueldade e a brutalidade humana excederam as piores expectativas. Nas trincheiras . . . lançaram-se as sementes de uma era na qual os humanos seriam encarados como material, não como indivíduos.”

      Para evitar outras guerras catastróficas como essas, foi formada a Liga das Nações, em 1919. Visto que ela falhou no seu objetivo de preservar a paz mundial, foi substituída pelas Nações Unidas. Embora tenha conseguido evitar a Terceira Guerra Mundial, a ONU não pôde evitar a Guerra Fria que, por décadas, ameaçou terminar em um holocausto nuclear. Nem conseguiu evitar conflitos menores no mundo todo, como nos Bálcãs.

      Com o aumento do número de países, cresceram também as dificuldades para manter a paz entre eles. Se compararmos um mapa de antes da Primeira Guerra Mundial com um mais atual, notaremos que, no início do século, pelo menos 51 países africanos e 44 asiáticos que existem hoje nem mesmo eram independentes. Dos 185 membros atuais das Nações Unidas, 116 não eram Estados independentes quando ela foi fundada em 1945.

      “Um dos espetáculos mais dramáticos”

      Perto do fim do século 19, o Império Russo era uma das maiores potências do mundo. Mas perdia apoio rapidamente. Segundo o autor Geoffrey Ponton, muitas pessoas achavam que, “em vez de reformas, uma revolução era necessária”. Ele acrescenta: “Mas foi preciso uma grande guerra, a Primeira Guerra Mundial, e o caos resultante dela, para precipitar a revolução propriamente dita.”

      A ascensão dos bolcheviques ao poder na Rússia naquele tempo lançou a base para um novo império: o do comunismo mundial patrocinado pela União Soviética. Embora tenha nascido em meio à guerra mundial, o Império Soviético não terminou devido a um conflito. O livro Down With Big Brother (Abaixo o Grande Irmão), de Michael Dobbs, afirma que, em fins da década de 70, a União Soviética era “um vasto império multinacional que já entrava em declínio irreversível”.

      Mesmo assim, sua queda foi súbita. O livro Europe—A History (História da Europa), de Norman Davies, comenta: “A rapidez de sua queda superou todos os grandes colapsos na História européia” e “ocorreu devido a causas naturais”. De fato, “a ascensão, o desenvolvimento e o colapso da União Soviética”, diz Ponton, foi “um dos espetáculos mais dramáticos do século 20”.

      Na verdade, o colapso da União Soviética foi apenas uma de uma série de mudanças profundas no século 20 que tiveram conseqüências abrangentes. Naturalmente, mudanças políticas não são nenhuma novidade. Elas acontecem há milhares de anos.

      Porém, uma mudança governamental ocorrida no século 20 foi especialmente significativa. Mais adiante analisaremos qual foi essa mudança e como ela o afeta pessoalmente.

      Mas primeiro, vejamos alguns feitos da ciência no século 20. Sobre eles, o professor Michael Howard diz: “Os povos da Europa Ocidental e da América do Norte pareciam ter todos os motivos para saudar o século 20 como a aurora de uma era nova e mais feliz na História da humanidade.” Será que esses avanços resultariam na boa vida?

      [Tabela/Fotos nas páginas 2-7]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      1901

      A Rainha Vitória morre depois de reinar por 64 anos

      População mundial é de 1,6 bilhão

      1914

      O Arquiduque Ferdinando é assassinado. Irrompe a Primeira Guerra Mundial

      O último czar, Nicolau II, com a família

      1917

      Lenin conduz a Rússia à revolução

      1919

      Formada a Liga das Nações

      1929

      Quebra do mercado de ações americano leva à Grande Depressão

      Gandhi continua sua luta pela independência da Índia

      1939

      Adolf Hitler invade a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial

      Winston Churchill se torna primeiro-ministro da Grã-Bretanha em 1940

      O Holocausto

      1941

      O Japão bombardeia Pearl Harbor

      1945

      Os Estados Unidos lançam bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki. Fim da Segunda Guerra Mundial

      1946

      Primeira reunião da Assembléia Geral das Nações Unidas

      1949

      Mao Tsé-tung proclama a República Popular da China

      1960

      Criadas 17 nações africanas

      1975

      Fim da Guerra do Vietnã

      1989

      Com o enfraquecimento do comunismo, cai o Muro de Berlim

      1991

      Colapso da União Soviética

  • Em busca da boa vida
    Despertai! — 1999 | 8 de dezembro
    • Em busca da boa vida

      “À medida que o século 20 avançava, a vida cotidiana de muitas pessoas . . . foi passando por mudanças devido aos desenvolvimentos científicos e tecnológicos.” — The Oxford History of the Twentieth Century (História Oxford do Século 20).

      UMA DAS grandes mudanças da nossa era tem que ver com a população. Nenhum outro século teve um aumento tão drástico na população mundial. Ela atingiu cerca de um bilhão no início dos anos 1800 e 1,6 bilhão em 1900. Em 1999, a população mundial alcançou os seis bilhões! E cada vez mais pessoas entre essa população crescente querem as chamadas boas coisas da vida.

      O progresso na medicina e a maior disponibilidade de sistemas de saúde contribuíram para esse crescimento populacional. Em países como Alemanha, Austrália, Estados Unidos e Japão, a expectativa média de vida aumentou de menos de 50 anos no início do século para bem mais de 70 anos hoje. Mas em outros países essa tendência positiva é menos evidente. Em pelo menos 25 países a expectativa de vida ainda é de 50 anos ou menos.

      ‘Como é que vocês viviam sem . . .?’

      Os jovens muitas vezes não conseguem entender como seus antepassados viviam sem aviões, computadores, televisores — coisas comuns em países mais ricos e que são até consideradas essenciais. Veja, por exemplo, como o automóvel mudou nossa vida. Foi inventado no fim do século 19, mas a revista Time recentemente comentou: “O automóvel é uma invenção que caracterizou o século 20 do início ao fim.”

      Em 1975, calculou-se que 1 em cada 10 pessoas na força de trabalho européia ficaria sem emprego se os veículos motorizados de repente desaparecessem. Além do efeito óbvio sobre a própria indústria automobilística, bancos, shopping centers, lanchonetes que atendem motoristas em seu carro, e outros estabelecimentos que dependem de consumidores que andam de carro, fechariam as portas. Sem um meio de os agricultores enviarem seus produtos para o mercado, os sistemas de distribuição de alimentos acabariam parando. Quem mora no subúrbio e trabalha na cidade não poderia ir trabalhar. As extensas auto-estradas cairiam em desuso.

      No início deste século, introduziram-se linhas de montagem, hoje comuns em muitas indústrias, para dar impulso à produção automobilística e reduzir custos. (As linhas de montagem possibilitaram a produção em massa de outros produtos, como eletrodomésticos.) Na virada do século, a carruagem sem cavalos era um brinquedo dos ricos em poucos países, mas hoje é um meio de transporte do cidadão comum em grande parte do mundo. Como mencionou certo autor, “é quase inconcebível pensar na vida em fins do século 20 sem os veículos motorizados”.

      Busca de prazeres

      Antigamente, as pessoas viajavam quando precisavam. Mas no século 20, as coisas mudaram, em especial nos países desenvolvidos. Visto que os empregos começaram a ser mais bem remunerados e a semana de trabalho encolheu para 40 horas ou menos, as pessoas passaram a ter tempo e dinheiro para viajar. Com isso, passaram a viajar para onde queriam. Com os carros, ônibus e aviões, ficou mais fácil ir se divertir em lugares distantes. O turismo em massa tornou-se um grande negócio.

      Segundo The Times Atlas of the 20th Century, o turismo “teve um impacto dramático, tanto nos países que recebem turistas como nos seus países de origem”. Parte do impacto foi negativo. Muitas vezes os turistas contribuíram para arruinar as atrações que visitavam.

      As pessoas passaram também a ter mais tempo para os esportes. Muitos se tornaram esportistas; outros se contentaram em ser fãs ardorosos — às vezes desordeiros — dos seus times e dos atletas favoritos. Com a televisão, quase todos puderam passar a assistir a eventos esportivos. Esses eventos, tanto nacionais como internacionais, começaram a atrair centenas de milhões de telespectadores entusiásticos.

      “Os esportes e o cinema deram as cartas na indústria de entretenimento em massa, hoje uma das que mais gera empregos e uma das que dá maiores lucros”, diz The Times Atlas of the 20th Century. As pessoas gastam anualmente bilhões de dólares em entretenimento, incluindo a jogatina, uma forma de recreação preferida por muitos. Por exemplo, um estudo de 1991 alistou a jogatina como a 12.ª maior indústria da Comunidade Européia, com um movimento anual de pelo menos 57 bilhões de dólares.

      Quando essas diversões se tornaram rotineiras, as pessoas passaram a buscar novas emoções. Por exemplo, o uso de drogas é tão comum que, em meados dos anos 90, as atividades do narcotráfico valiam, segundo cálculos, 500 bilhões de dólares por ano, tornando-o, como diz certa fonte, “o negócio mais lucrativo do mundo”.

      “Divertir-nos até morrer”

      A tecnologia ajudou a transformar o mundo numa aldeia global. As mudanças políticas, econômicas e culturais influenciam pessoas em todo o mundo quase instantaneamente. “Sem dúvida, houve outras épocas em que ocorreram reviravoltas marcantes”, disse em 1970 o professor Alvin Toffler, autor de Future Shock (O Choque do Futuro), acrescentando: “Mas esses choques e reviravoltas ficavam contidos nas fronteiras de uma sociedade ou de um grupo de sociedades adjacentes. Passavam-se gerações, até séculos, antes que seu impacto se espalhasse para além dessas fronteiras. . . . Hoje, a rede de contatos sociais está tão interligada que as conseqüências de eventos contemporâneos se espalham instantaneamente ao redor do mundo.” A televisão via satélite e a Internet também tiveram um papel em influenciar as pessoas em todo o mundo.

      Alguns consideram a televisão o meio de informação mais influente do século 20. Uma escritora comentou: “Embora algumas pessoas critiquem seu conteúdo, ninguém discute o poder da televisão.” Mas a televisão não é melhor do que as pessoas que produzem os programas. Assim, além de ter poder de influenciar para o bem, ela pode influenciar para o mal. Embora programas com pouco conteúdo, recheados de violência e imoralidade, sejam exatamente o que algumas pessoas querem ver, esses programas não contribuíram para melhorar os relacionamentos humanos e freqüentemente os pioraram.

      Neil Postman, no livro Amusing Ourselves to Death (Divertir-nos Até Morrer), menciona outro perigo: “O problema não é que a televisão nos apresente matérias de entretenimento, mas que toda matéria é apresentada como entretenimento . . . Não importa o que seja apresentado ou qual o ponto de vista, a idéia dominante é de que está ali para nossa diversão e prazer.”

      À medida que as pessoas passaram a dar prioridade aos prazeres, os valores espirituais e a moral afundaram. “Em grande parte do mundo, a religião organizada perdeu influência durante o século 20”, diz The Times Atlas of the 20th Century. Com o declínio da espiritualidade, as pessoas passaram a dar maior importância à busca de prazeres do que isso realmente merecia.

      “Nem tudo que reluz . . .”

      O século 20 teve muitas mudanças positivas, mas, como diz o ditado, “nem tudo que reluz é ouro”. Embora as pessoas tenham se beneficiado de uma vida mais longa, o crescimento demográfico mundial gerou grandes problemas. A revista National Geographic recentemente mencionou: “O crescimento populacional talvez seja a questão mais urgente com que nos confrontamos ao entrar no novo milênio.”

      O automóvel é útil e agradável, mas também mortífero, como prova a estimativa de 250 mil mortes anuais em acidentes de trânsito no mundo inteiro. E os carros são grandes poluidores. Segundo os autores de 5000 Days to Save the Planet (5.000 Dias para Salvar o Planeta), a poluição “hoje é global, destruindo ou minando a viabilidade de ecossistemas de um pólo ao outro”. Explicam: “Em vez de simplesmente danificar alguns ecossistemas, nós agora estamos afetando os próprios processos que fazem da Terra um lugar apropriado para formas de vida superiores.”

      Durante o século 20 a poluição se tornou um problema que praticamente não existia em outros séculos. “Até recentemente ninguém achava que as ações humanas pudessem ter efeitos globais”, diz a revista National Geographic. “Agora alguns cientistas acreditam que, pela primeira vez de que se tem registro na História, essas mudanças estão ocorrendo.” E avisa: “O impacto da humanidade como um todo é tão grande que a extinção em massa poderia ocorrer em uma única geração humana.”

      De fato, o século 20 tem sido único. As pessoas, que têm oportunidades inigualáveis de desfrutar a boa vida, deparam-se agora com ameaças à própria vida.

      [Tabela/Fotos nas páginas 8, 9]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      1901

      Marconi envia o primeiro sinal de rádio através do Atlântico

      1905

      Einstein publica a teoria especial da relatividade

      1913

      Ford abre sua linha de montagem do Modelo-T

      1941

      Surge a TV comercial

      1969

      O homem anda na Lua

      O turismo em massa se transforma num grande negócio

      Cresce a popularidade da Internet

      1999

      A população mundial atinge seis bilhões

  • Uma notável mudança para melhor
    Despertai! — 1999 | 8 de dezembro
    • Uma notável mudança para melhor

      “Em 1900, o mundo estava às portas de um dos mais notáveis períodos de mudança na História humana. Uma velha ordem dava lugar a uma nova.” — The Times Atlas of the 20th Century.

      LOGO cedo no século 20, “o mundo entrou numa era de excepcional turbulência e violência”, diz o atlas supracitado. Este século teria mais guerras do que qualquer outro, com mais de 100 milhões de mortos.

      Nesta era, as guerras mataram mais civis do que nunca. Na Primeira Guerra Mundial, 15% dos mortos eram civis. Mas na Segunda Guerra Mundial, em alguns países o número de civis mortos ultrapassou o de militares. Dos milhões de mortos em guerras desde então, a maioria era de civis. Toda essa violência cumpre a profecia bíblica sobre o cavaleiro num “cavalo cor de fogo”, a quem “foi concedido tirar da terra a paz”. — Revelação (Apocalipse) 6:3, 4; Mateus 24:3-7.

      Mudança de valores

      No século 20, cumpre-se a profecia de 2 Timóteo 3:1-5, que diz: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder.”

      Até certo ponto, os humanos imperfeitos sempre demonstraram essas atitudes. Mas no século 20 elas se intensificaram e generalizaram. Antigamente, quem se comportava conforme descrito acima era considerado anti-social, às vezes até mesmo perverso. Hoje, é cada vez mais comum que até pessoas que ‘têm uma forma de devoção piedosa’ encarem esses comportamentos como normais.

      Houve época em que pessoas religiosas consideravam impensável um casal viver juntos sem se casar. Uma jovem se tornar mãe solteira e os relacionamentos homossexuais eram considerados comportamentos vergonhosos. Para a maioria das pessoas o aborto, assim como o divórcio, estava fora de cogitação. Condenava-se a desonestidade nos negócios. Mas hoje, como diz um escritor, “vale tudo”. Por quê? Uma razão é que “isso serve aos interesses daqueles que não querem que outros lhes digam o que não podem fazer”.

      Com o abandono de altos padrões éticos neste século, as prioridades mudaram. The Times Atlas of the 20th Century explica: “Em 1900, nações e pessoas ainda se avaliavam em termos não-monetários. . . . No fim do século, as nações medem seu sucesso quase que inteiramente em termos econômicos. . . . Mudanças similares ocorreram no modo de as pessoas encararem a riqueza.” Hoje, a jogatina generalizada promove o amor ao dinheiro, ao passo que o rádio, a televisão, o cinema e os vídeos incentivam os desejos materialistas. Até programas de prêmios e concursos publicitários transmitem a mensagem de que o dinheiro é, se não tudo, pelo menos quase tudo.

      Próximas, mas isoladas

      No início do século 20, a maioria das pessoas vivia na zona rural. Dizem que, em princípios do século 21, mais da metade da população morará em cidades. O livro 5000 Days to Save the Planet diz: “A tarefa de fornecer um padrão de vida decente para os habitantes das cidades de hoje (sem mencionar as futuras gerações) envolve problemas aparentemente intransponíveis.” A revista World Health, publicada pela ONU, afirma: “No mundo, a proporção de pessoas que moram em cidades está aumentando. . . . Centenas de milhões . . . vivem agora em condições prejudiciais à saúde e até perigosas para a vida.”

      É uma ironia que, ao passo que se mudam para cidades e ficam mais próximas, as pessoas estejam cada vez mais isoladas. A televisão, o telefone e a Internet, bem como as compras on-line, embora úteis, acabam suprimindo o contato direto. Assim, o jornal alemão Berliner Zeitung conclui: “O século 20 não é apenas o século da superpopulação. É também o século da solidão.”

      Isso resulta em tragédias como a ocorrida em Hamburgo, Alemanha, onde o corpo de um homem foi encontrado em seu apartamento cinco anos depois de sua morte! “Ninguém sentiu falta dele, nem os parentes, nem os vizinhos, nem as autoridades”, disse a revista Der Spiegel, acrescentando: “Para muitos cidadãos isso mostra a que ponto chegou o anonimato e a falta de contato social nas grandes cidades.”

      As culpadas por essas condições deploráveis não são apenas a ciência e a tecnologia, mas principalmente as pessoas. Mais do que nunca, este século produziu pessoas que são ‘amantes de si mesmas, amantes do dinheiro, ingratas, sem afeição natural, não dispostas a acordos, sem amor à bondade, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus’. — 2 Timóteo 3:1-5.

      1914, um ano marcado

      Segundo Winston Churchill, “a aurora do século 20 parecia brilhante e tranqüila”. Muitos achavam que ela traria uma era de paz e prosperidade sem precedentes. Contudo, em 1.º de setembro de 1905, a revista Watch Tower (A Sentinela) avisou: “Logo haverá mais guerra”, declarando também que “um grande cataclismo” começaria em 1914.

      De fato, já em 1879, esse periódico indicava que 1914 era uma data significativa. Posteriormente, explicou que as profecias bíblicas do livro de Daniel marcavam aquele ano como o tempo em que o Reino de Deus fora estabelecido no céu. (Mateus 6:10) Embora em 1914 o Reino não tenha tomado controle completo dos assuntos terrestres, aquele foi o ano em que ele começou a reinar.

      A profecia bíblica predissera: “Nos dias daqueles reis [existentes em nosso tempo] o Deus do céu estabelecerá [no céu] um reino que jamais será arruinado.” (Daniel 2:44) Esse Reino, com Cristo como Rei, começou a reunir na Terra pessoas tementes a Deus que queriam ser seus súditos. — Isaías 2:2-4; Mateus 24:14; Revelação 7:9-15.

      Coincidindo com o que aconteceu no céu, em 1914 começaram os “últimos dias”, um período que se encerraria com a destruição do sistema mundial hoje existente. Jesus predisse que o início desse período seria marcado por guerras mundiais, falta de alimentos, epidemias, terremotos devastadores e aumento da criminalidade, bem como pelo esfriamento do amor das pessoas por Deus e pelo homem. Todas essas coisas, ele disse, marcariam o “princípio das dores de aflição”. — Mateus 24:3-12.

      Logo haverá um mundo inteiramente novo

      Já se passaram 85 anos desde o início dos “últimos dias” e nos aproximamos rapidamente do fim do atual sistema mundial insatisfatório. Logo o Reino de Deus, sob Cristo, “esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [hoje existentes], e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos”. — Daniel 2:44; 2 Pedro 3:10-13.

      Deus eliminará a maldade da Terra e deixará que as pessoas de coração justo vivam num mundo inteiramente novo. “Os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra.” — Provérbios 2:21, 22.

      Que mensagem alegre! Sem dúvida vale a pena proclamá-la em toda a parte. O Reino de Deus em breve resolverá os problemas que só pioraram no século 20: guerra, pobreza, doença, injustiça, ódio, intolerância, desemprego, crime, infelicidade, morte. — Veja Salmo 37:10, 11; 46:8, 9; 72:12-14, 16; Isaías 2:4; 11:3-5; 25:6, 8; 33:24; 65:21-23; João 5:28, 29; Revelação 21:3, 4.

      Gosta da idéia de viver para sempre num mundo justo em felicidade indescritível? Peça mais informações às Testemunhas de Jeová. Elas lhe mostrarão na sua própria Bíblia que os anos críticos de mudanças que marcaram o século 20 logo terminarão e que, então, você poderá desfrutar de benefícios infindáveis.

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