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  • Esperança — influência real ou mera ilusão?
    Despertai! — 2004 | 22 de abril
    • Esperança — influência real ou mera ilusão?

      DANIEL tinha apenas 10 anos, mas já lutava contra o câncer havia um ano. Seus médicos tinham perdido a esperança, assim como outras pessoas próximas ao menino. Mas Daniel se agarrava à sua esperança. Ele queria crescer e se tornar pesquisador, para um dia ajudar a encontrar a cura do câncer. E estava muito confiante, na expectativa da visita de um médico especializado no tratamento do seu tipo específico de câncer. Mas quando o dia chegou, o médico foi obrigado a cancelar a visita devido ao mau tempo. Daniel se entregou ao desânimo. Pela primeira vez, perdeu a alegria de viver. Morreu poucos dias depois.

      O caso de Daniel foi contado por um profissional de saúde que estudou como a esperança e a desesperança afetam a saúde. Você talvez já tenha ouvido histórias parecidas. Uma pessoa idosa, por exemplo, se encontra à beira da morte, mas está ansiosa pela expectativa de um evento importante esperado há muito tempo — quer seja a visita de uma pessoa amada quer a simples celebração de uma data especial. Quando o dia do evento tão esperado chega e passa, a morte vem logo em seguida. Que influência está envolvida em casos como esses? A esperança pode realmente ser uma força tão poderosa como alguns acreditam?

      Cada vez mais pesquisadores médicos sugerem que o otimismo, a esperança e outras emoções positivas realmente exercem um efeito considerável na vida e na saúde da pessoa. Mas tal ponto de vista de modo algum é unânime. Alguns pesquisadores descartam essas afirmações, considerando-as apenas mitos anticientíficos. Eles preferem acreditar que as doenças físicas ocorrem estritamente devido a causas físicas.

      É claro que o ceticismo a respeito da importância da esperança não é algo novo. Há mais de dois mil anos, pediu-se ao filósofo grego Aristóteles que definisse a esperança, e ele respondeu: “É o sonho do homem acordado.” E mais recentemente, o estadista norte-americano Benjamin Franklin satirizou: “Quem vive de esperança morre em jejum.”

  • Por que precisamos ter esperança?
    Despertai! — 2004 | 22 de abril
    • Por que precisamos ter esperança?

      O QUE teria acontecido com Daniel, o menino que sofria de câncer mencionado no início do artigo anterior, se ele não tivesse perdido a esperança? Teria vencido sua luta contra a doença? Estaria vivo hoje? É provável que nem mesmo os mais entusiásticos defensores da idéia de que a esperança faz bem à saúde iriam tão longe a ponto de fazer tais afirmações. E podemos encontrar nisso uma lição importante. Não devemos superestimar a esperança. Ela não é uma panacéia, ou solução de todos os males.

      Numa entrevista para a rede de TV CBS News, o Dr. Nathan Cherney chamou atenção ao perigo de se superestimar a força da esperança ao tratar de pacientes com doenças graves: “Já houve situações em que o marido repreendeu duramente a esposa, dizendo que ela não meditou o suficiente, que não foi otimista o suficiente.” Ele acrescentou: “Toda essa doutrina criou a ilusão de que é possível controlar o crescimento de tumores. Por isso, quando a doença evolui, chega-se à conclusão de que a pessoa não soube controlar o tumor como deveria, e isso não é justo.”

      Na verdade, os que sofrem de uma doença terminal travam uma batalha exaustiva, desgastante. Acrescentar o peso da culpa ao fardo enorme que eles já carregam é sem dúvida a última coisa que aqueles que os amam desejariam fazer. Devemos concluir, então, que a esperança não tem nenhum valor?

      De jeito nenhum! O próprio Dr. Cherney é especialista em cuidados paliativos — tratamento que prioriza, não o combate direto à doença ou o prolongamento da vida do paciente, mas o seu bem-estar e o alívio do seu sofrimento enquanto a luta persiste. Os médicos especialistas nessa área acreditam firmemente no valor dos tratamentos que proporcionam aos pacientes um estado mental mais feliz, mesmo aos gravemente doentes. Há evidência considerável de que a esperança pode fazer isso — e muito mais.

      O valor da esperança

      “A esperança é uma terapia que funciona”, garante o jornalista e médico Dr. W. Gifford-Jones. Ele examinou os resultados de vários estudos realizados para se determinar o valor do apoio emocional prestado a doentes terminais. Presume-se que esse apoio ajude as pessoas a manter um ponto de vista mais esperançoso e otimista. Um estudo realizado em 1989 revelou que pacientes que receberam tal apoio viveram por mais tempo, embora pesquisas recentes tenham sido menos conclusivas nesse campo. Seja qual for o caso, estudos têm confirmado que os pacientes que recebem apoio emocional têm menos depressão e menos dor do que os que não o recebem.

      Considere outro estudo que examinou a influência do otimismo e do pessimismo na ocorrência de doenças coronarianas (DC). Um grupo de mais de 1.300 homens foi avaliado meticulosamente para se determinar se tinham um ponto de vista otimista ou pessimista a respeito da vida. Um estudo de acompanhamento, dez anos depois, revelou que mais de 12% dos membros do grupo tiveram algum caso de DC. Dentre estes, o número de pessimistas foi aproximadamente o dobro do de otimistas. Laura Kubzansky, professora-adjunta de saúde e comportamento social na Escola de Saúde Pública de Harvard, comenta: “A maior parte das evidências para defender a opinião de que o ‘pensamento positivo’ faz bem à saúde não passava de casos isolados, sem pesquisa científica. Mas este estudo fornece evidência médica comprovada do papel do otimismo no campo da doença cardíaca.”

      Alguns estudos mostraram que os que consideram sua própria saúde fraca realmente demoram mais para se recuperar depois de uma cirurgia do que aqueles que consideram sua saúde ótima. Descobriu-se que até a longevidade está associada ao otimismo. Certo estudo examinou como os idosos são influenciados por pontos de vista positivos e negativos a respeito do envelhecimento. Depois de serem expostos a mensagens instantâneas, subliminares, que associavam o processo de envelhecimento a mais sabedoria e experiência, eles começaram a andar com mais força e disposição. De fato, a melhora na postura deles foi tão grande que podemos compará-la à que obteriam com um programa de 12 semanas de exercícios físicos!

      Por que as atitudes positivas como a esperança e o otimismo parecem fazer bem para a saúde? Talvez os cientistas e os médicos ainda não compreendam a mente e o corpo humano o suficiente para fornecer respostas definitivas. Mesmo assim, especialistas que estudam o assunto podem apresentar suposições abalizadas. Por exemplo, certo professor de neurologia propõe: “É gostoso ser feliz e ter esperança. É um estado agradável que gera muito pouco estresse e contribui para o excelente funcionamento do corpo. Trata-se de mais uma coisa que as pessoas podem fazer por si mesmas para tentar cuidar da saúde.”

      Essa idéia talvez surpreenda alguns médicos, psicólogos e cientistas, que a acham uma revolução, mas certamente não é algo novo para os estudantes da Bíblia. Há uns três mil anos, o sábio Rei Salomão foi inspirado a registrar este ponto de vista: “O coração alegre faz bem como o que cura, mas o espírito abatido resseca os ossos.” (Provérbios 17:22) Note o equilíbrio evidente nesse texto. O versículo não diz que o coração alegre vai curar qualquer doença, mas apenas que ele “faz bem como o que cura”.

      Por tudo isso, talvez seja razoável perguntar: se a esperança fosse um remédio, que médico não a receitaria? Além do mais, a esperança resulta em benefícios que vão muito além da boa saúde.

      O otimismo, o pessimismo e a sua vida

      Pesquisadores descobriram que os otimistas são beneficiados de muitas maneiras pelo seu ponto de vista positivo. Seu desempenho tende a ser melhor na escola, no trabalho e até em atividades esportivas. Veja, por exemplo, um estudo realizado com uma equipe feminina de atletismo. Os treinadores forneceram uma avaliação completa das habilidades atléticas das participantes. Ao mesmo tempo, as próprias atletas foram entrevistadas, e documentou-se detalhadamente seu nível de confiança. Os resultados provaram que o grau de confiança das participantes era um prognóstico muito mais preciso do seu desempenho do que todas as estatísticas levantadas pelos treinadores. Por que a confiança e o otimismo são influências tão poderosas?

      Tem-se aprendido muito estudando o oposto do otimismo — o pessimismo. Durante a década de 60, certas experiências produziram uma revelação inesperada sobre o comportamento animal, levando os pesquisadores a criar a expressão “desamparo aprendido”. Eles descobriram que os humanos também podem sofrer de uma forma dessa síndrome. Por exemplo, os participantes de um estudo foram expostos a um ruído desagradável e informados de que poderiam silenciá-lo se conseguissem apertar os botões de um painel na seqüência correta. Eles conseguiram interromper o ruído.

      A mesma coisa foi dita a um segundo grupo — mas no caso deste, apertar os botões não adiantava nada. Como pode imaginar, muitos desse segundo grupo se sentiram desamparados, impotentes diante da situação. Em testes posteriores, realizados no mesmo dia, eles não seguiram mais as instruções. Eles chegaram à conclusão de que nada que fizessem adiantaria. Mas mesmo nesse segundo grupo, os otimistas se recusaram a ceder a tal sentimento de desamparo.

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