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O ministério de casa em casa — por que é importante agora?A Sentinela — 2008 | 15 de julho
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O ministério de casa em casa — por que é importante agora?
“Cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus.” — ATOS 5:42.
1, 2. (a) Que método de pregação caracteriza as Testemunhas de Jeová? (b) O que veremos neste artigo?
É UMA cena comum em quase todos os países do mundo. Duas pessoas bem vestidas aproximam-se de uma casa e procuram transmitir ao morador uma breve mensagem da Bíblia sobre o Reino de Deus. Se ele mostrar interesse na mensagem, talvez apresentem publicações bíblicas e ofereçam um curso bíblico gratuito, em domicílio. Daí se dirigem para a próxima casa. Se você participa nesse trabalho, é provável que perceba que a maioria das pessoas o reconhece como Testemunha de Jeová mesmo antes de você começar a falar. De fato, o ministério de casa em casa tornou-se nossa marca registrada.
2 Usamos uma variedade de métodos para cumprir a missão que Jesus nos deu: pregar e fazer discípulos. (Mat. 28:19, 20) Damos testemunho em mercados, nas ruas e em outras áreas públicas. (Atos 17:17) Contatamos muitos por telefone ou por carta. Falamos das verdades bíblicas aos que encontramos no nosso dia-a-dia. Temos até mesmo um site oficial na internet, que dá acesso a informações bíblicas em mais de 300 línguas.a Todos esses métodos dão bons resultados. Mas, na maioria dos lugares, nossa principal maneira de divulgar as boas novas é pregar de casa em casa. Qual é a base desse método de pregação? Como veio a ser tão comum entre o povo de Deus nos tempos modernos? E por que é importante agora?
O método apostólico
3. Que instruções sobre a pregação Jesus deu aos apóstolos, e o que isso indica quanto a como deviam pregar?
3 O método de pregar de casa em casa tem base nas Escrituras. Por exemplo, ao enviar seus apóstolos a pregar, Jesus os instruiu: “Em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai nela quem é merecedor.” Como haviam de procurar os merecedores? Jesus ordenou-lhes que fossem às casas das pessoas, dizendo: “Ao entrardes na casa, cumprimentai a família; e, se a casa for merecedora, venha sobre ela a paz que lhe desejais.” Será que deveriam esperar que as pessoas primeiro os convidassem? Note o que Jesus acrescentou: “Onde quer que alguém não vos acolher ou não escutar as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.” (Mat. 10:11-14) Essas instruções tornam claro que os apóstolos, ao passarem “pelo território, de aldeia em aldeia, declarando as boas novas”, deviam tomar a iniciativa de visitar as pessoas nas suas casas. — Luc. 9:6.
4. Onde a pregação de casa em casa é especificamente mencionada na Bíblia?
4 A Bíblia menciona especificamente que os apóstolos pregavam de casa em casa. Por exemplo, Atos 5:42 diz a respeito deles: “Cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus.” Uns 20 anos depois, o apóstolo Paulo lembrou aos anciãos da congregação em Éfeso: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa.” Será que Paulo visitou esses anciãos antes de se tornarem crentes? Com certeza, pois ele os ensinou, entre outras coisas, a respeito “do arrependimento para com Deus e da fé em nosso Senhor Jesus”. (Atos 20:20, 21) Comentando Atos 20:20, a obra Word Pictures in the New Testament (Quadros Verbais no Novo Testamento), de Robertson, diz: “É digno de nota que esse maior de todos os pregadores pregou de casa em casa.”
O atual exército de gafanhotos
5. Que comparação a profecia de Joel faz a respeito da obra de pregação?
5 A pregação no primeiro século foi apenas uma amostra da obra ainda maior que seria realizada hoje. O profeta Joel comparou a pregação dos cristãos ungidos a uma devastadora praga de insetos, incluindo gafanhotos. (Joel 1:4) Avançando como um exército, os gafanhotos vencem obstáculos, entram nas casas e devoram tudo no seu caminho. (Leia Joel 2:2, 7-9.) Que descrição vívida da perseverança e eficiência do povo de Deus na pregação nos tempos modernos! No cumprimento desse quadro profético, o principal método usado pelos cristãos ungidos e seus companheiros das “outras ovelhas” é o ministério de casa em casa. (João 10:16) Como é que nós, Testemunhas de Jeová, viemos a adotar o método apostólico de pregação?
6. Que incentivo quanto ao testemunho de casa em casa foi dado em 1922, mas como alguns reagiram?
6 Desde 1919, tem sido enfatizada a responsabilidade de todo cristão de participar, em base pessoal, na pregação. Por exemplo, o artigo “O Serviço É Essencial”, em A Sentinela de 15 de agosto de 1922 (em inglês), lembrou os cristãos ungidos da importância de “ativamente levar a mensagem impressa às pessoas e conversar com elas nas portas, dando testemunho de que o reino dos céus está próximo”. Apresentações detalhadas eram providas no Bulletin (Boletim; hoje Nosso Ministério do Reino). Mesmo assim, no início, o número dos que de fato pregavam de casa em casa era pequeno. Alguns se refreavam disso. Levantavam várias objeções, mas o problema básico era que eles achavam que pregar de casa em casa os rebaixaria. À medida que se deu mais ênfase ao serviço de campo, muitos desses aos poucos se afastaram da organização de Jeová.
7. Que necessidade se tornou evidente nos anos 50?
7 Nas décadas seguintes, a obra de pregação se expandiu. Ficou evidente, porém, que era preciso mais treinamento individual no ministério de casa em casa. Tome como exemplo a situação nos Estados Unidos. No início dos anos 50, 28% das Testemunhas de Jeová nesse país limitavam sua pregação a distribuir convites ou a ficar parados nas ruas exibindo as revistas. Mais de 40% eram irregulares na pregação, chegando a passar meses sem dar testemunho. O que poderia ser feito para ajudar todos os cristãos dedicados a pregar de casa em casa?
8, 9. Que treinamento foi iniciado em 1953, e com que resultados?
8 Num congresso internacional realizado na cidade de Nova York em 1953, o ministério de casa em casa recebeu atenção especial. O irmão Nathan H. Knorr declarou que a obra principal de todos os superintendentes cristãos devia ser ajudar cada Testemunha de Jeová a ser regular no ministério de casa em casa. “Todos”, disse ele, “deviam ser capazes de pregar as boas novas de casa em casa”. Para atingir esse objetivo, foi lançado um programa mundial de treinamento. Quem ainda não pregava de casa em casa foi treinado para falar com as pessoas nas portas, raciocinar com elas à base da Bíblia e responder às suas perguntas.
9 Os resultados desse treinamento foram impressionantes. Em uma década, o número de publicadores no mundo aumentou 100%, o de revisitas 126% e o de estudos bíblicos 150%. Hoje, quase sete milhões de publicadores do Reino pregam as boas novas no mundo inteiro. Esse enorme crescimento confirma as bênçãos de Jeová sobre os esforços de seu povo no ministério de casa em casa. — Isa. 60:22.
Marcar pessoas para a sobrevivência
10, 11. (a) Que visão foi dada a Ezequiel, conforme registrada no capítulo 9 do livro que leva seu nome? (b) Como essa visão se cumpre hoje?
10 A importância do ministério de casa em casa pode ser percebida numa visão dada a Ezequiel. Nela, esse profeta viu seis homens com armas nas mãos e um sétimo homem vestido de linho com um tinteiro de secretário ao seu lado. Esse sétimo homem recebeu a ordem de ‘passar pelo meio da cidade e marcar com um sinal as testas dos que suspiravam e gemiam por causa das coisas detestáveis que se faziam no meio dela’. Depois dessa marcação, os seis homens com as armas de matança receberam ordens de executar todos os que não tinham a marca. — Leia Ezequiel 9:1-6.
11 Entendemos que, no cumprimento dessa profecia, o homem “vestido de linho” simboliza os remanescentes cristãos ungidos por espírito. Por meio da obra de pregação e de fazer discípulos, a classe ungida põe uma marca simbólica naqueles que se tornam parte das “outras ovelhas” de Cristo. (João 10:16) O que é essa marca? É a evidência, como que exibida na testa, de que essas ovelhas são discípulos cristãos dedicados e batizados, e que se revestiram da nova personalidade semelhante à de Jesus Cristo. (Efé. 4:20-24) Essas pessoas, comparáveis a ovelhas, compõem um só rebanho com os cristãos ungidos e os ajudam na tarefa vital de continuar a marcar outros. — Rev. 22:17.
12. Como a visão de Ezequiel sobre marcar as testas destaca a importância de nossa contínua procura por pessoas comparáveis a ovelhas?
12 Essa visão de Ezequiel destaca uma das razões pelas quais a nossa contínua procura por pessoas que “suspiram e gemem” é tão urgente. Ela envolve vidas. Em breve, as celestiais forças executoras de Jeová, representadas pelos seis homens com armas, destruirão os que não têm a marca simbólica. Sobre esse futuro julgamento, o apóstolo Paulo escreveu que o Senhor Jesus, acompanhado de “seus anjos poderosos”, trará “vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”. (2 Tes. 1:7, 8) Note que as pessoas serão julgadas com base na sua reação às boas novas. Por isso, a proclamação da mensagem de Deus tem de continuar até o fim, sem diminuir o passo. (Rev. 14:6, 7) Isso impõe uma séria responsabilidade a todos os servos dedicados de Jeová. — Leia Ezequiel 3:17-19.
13. (a) Que responsabilidade o apóstolo Paulo sentia, e por quê? (b) Que responsabilidade você sente para com as pessoas no seu território?
13 O apóstolo Paulo se sentia responsável de compartilhar as boas novas com outros. Ele escreveu: “Sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a insensatos: de modo que há um anelo da minha parte para declarar as boas novas também a vós aí em Roma.” (Rom. 1:14, 15) Por causa da misericórdia que lhe havia sido estendida, Paulo sentia-se compelido a tentar ajudar outros a também se beneficiarem da bondade imerecida de Deus. (1 Tim. 1:12-16) Era como se ele estivesse em dívida com todas as pessoas que encontrasse, uma dívida que só poderia ser paga por falar-lhes as boas novas. Você também se sente assim em relação às pessoas no seu território? — Leia Atos 20:26, 27.
14. Qual é nosso principal motivo para pregar publicamente e de casa em casa?
14 Por mais importante que seja a preservação de vidas humanas, há um motivo ainda maior para pregar de casa em casa. Na profecia registrada em Malaquias 1:11, Jeová declara: “Meu nome será grande entre as nações desde o nascente do sol até o seu poente, e . . . far-se-á um oferecimento ao meu nome, sim, um presente limpo; porque meu nome será grande entre as nações.” Cumprindo essa profecia, os servos dedicados de Jeová louvam publicamente Seu nome em toda a Terra ao passo que, com humildade, realizam seu ministério. (Sal. 109:30; Mat. 24:14) Prestar “um sacrifício de louvor” a Jeová é nossa principal razão para pregar publicamente e de casa em casa. — Heb. 13:15.
Futuros eventos significativos
15. (a) Que aumento houve na atividade dos israelitas quando marcharam em volta de Jericó no sétimo dia? (b) O que isso pode indicar a respeito do trabalho de pregação?
15 O que ainda pode acontecer com relação à pregação? O cerco a Jericó, registrado no livro de Josué, nos dá uma idéia. Lembre-se de que, pouco antes de Deus destruir Jericó, os israelitas foram instruídos a marchar em volta da cidade uma vez por dia, durante seis dias. No sétimo dia, porém, haveria um aumento marcante nessa atividade. Jeová disse a Josué: “Deveis marchar sete vezes em volta da cidade e os sacerdotes devem tocar as buzinas. E terá de acontecer que, quando fizerem soar o corno de carneiro, . . . todo o povo deve dar um grande grito de guerra; e a muralha da cidade tem de cair rente ao chão.” (Jos. 6:2-5) Assim, é possível que ocorra uma expansão similar na nossa atividade de pregação. Sem dúvida, quando chegar o dia da destruição do atual sistema mundial, teremos visto o maior testemunho já dado em favor do nome de Deus e de seu Reino na História deste mundo.
16, 17. (a) O que será realizado antes do fim da “grande tribulação”? (b) O que consideraremos no próximo artigo?
16 Poderá chegar o tempo em que a mensagem que declaramos será como “um grande grito de guerra”. No livro de Revelação, poderosas mensagens de julgamento são retratadas como “uma grande saraivada, cada pedra tendo aproximadamente o peso de um talento”.b E Revelação 16:21 declara: “A praga dela era extraordinariamente grande.” O papel exato que o ministério de casa em casa desempenhará na proclamação dessas culminantes mensagens de julgamento de Deus ainda resta saber. Mas podemos ter certeza de que antes do fim da “grande tribulação” o nome de Jeová terá se tornado conhecido como nunca antes na História da humanidade. — Rev. 7:14; Eze. 38:23.
17 Enquanto aguardamos esses eventos significativos, continuemos zelosamente a declarar as boas novas do Reino. Ao cumprirmos essa designação, que desafios temos no ministério de casa em casa, e como podemos enfrentá-los? Essas perguntas serão consideradas no próximo artigo.
[Nota(s) de rodapé]
a O site é www.watchtower.org.
b Caso isso se refira ao talento grego, cada pedra de granizo pesaria uns 20 quilos.
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Como vencer os desafios do ministério de casa em casaA Sentinela — 2008 | 15 de julho
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Como vencer os desafios do ministério de casa em casa
“Ficamos denodados, por meio de nosso Deus, para falar-vos as boas novas de Deus com bastante luta.” — 1 TES. 2:2.
1. Que desafios Jeremias enfrentou, e como conseguiu vencê-los?
JEREMIAS foi uma pessoa com sentimentos iguais aos nossos. Quando Jeová o designou “profeta para as nações”, ele exclamou: “Ai! Soberano Senhor Jeová! Eis que realmente nem sei falar, pois sou apenas rapaz.” Apesar disso, confiando em Jeová, ele aceitou a designação. (Jer. 1:4-10) Por mais de 40 anos, Jeremias lidou com apatia, rejeição, zombaria e até violência física. (Jer. 20:1, 2) Às vezes, ele teve vontade de desistir. Ainda assim, perseverou em declarar uma mensagem impopular a pessoas nada receptivas. Com a ajuda de Deus, Jeremias realizou o que ele nunca poderia ter conseguido fazer sozinho. — Leia Jeremias 20:7-9.
2, 3. Como os atuais servos de Jeová enfrentam desafios parecidos com os de Jeremias?
2 Muitos servos de Deus hoje compreendem os sentimentos de Jeremias. Diante da idéia de pregar de casa em casa, não poucos de nós já pensaram: ‘Eu nunca faria isso.’ No entanto, quando entendemos que Jeová deseja que proclamemos as boas novas, vencemos nossos receios e passamos a nos empenhar na pregação. Mesmo assim, muitos de nós já enfrentamos circunstâncias na vida que tornaram difícil, pelo menos por algum tempo, continuar a pregar. Não se pode negar que é um desafio começar a pregar de casa em casa e persistir nisso até o fim. — Mat. 24:13.
3 Será que você estuda a Bíblia com as Testemunhas de Jeová e, já por algum tempo, assiste às reuniões congregacionais, mas hesita em começar a pregar de casa em casa? Ou você é uma Testemunha de Jeová batizada que acha difícil participar no trabalho de porta em porta mesmo tendo condições físicas para isso? Esteja certo de que pessoas de todas as formações estão vencendo os desafios do ministério de casa em casa. Com a ajuda de Jeová, você também poderá vencê-los.
Reunir coragem
4. O que habilitou o apóstolo Paulo a pregar as boas novas com coragem?
4 Você sem dúvida reconhece que a obra mundial de pregação não está sendo executada pelo poder ou sabedoria de homens, mas sim pelo espírito de Deus. (Zac. 4:6) O mesmo se dá no ministério de cristãos individuais. (2 Cor. 4:7) Veja o exemplo do apóstolo Paulo. Recordando certo período em que ele e seu companheiro missionário foram maltratados por opositores, ele escreveu: “Depois de primeiro termos sofrido e termos sido tratados com insolência em Filipos . . . , ficamos denodados, por meio de nosso Deus, para falar-vos as boas novas de Deus com bastante luta.” (1 Tes. 2:2; Atos 16:22-24) Pode ser difícil imaginar um pregador zeloso como Paulo passar por momentos de luta para não desistir de pregar. Mas, assim como nós, Paulo dependia do apoio de Jeová para falar as boas novas com coragem. (Leia Efésios 6:18-20.) Como podemos imitar o exemplo de Paulo?
5. O que pode nos ajudar a reunir coragem para pregar?
5 Algo que nos ajuda a reunir coragem para pregar é a oração. Certa pioneira disse: “Eu oro para que possa falar com confiança, oro para que possa tocar o coração das pessoas e oro para que possa encontrar alegria no ministério. Afinal, essa obra é de Jeová, não nossa, de modo que nada podemos fazer sem a ajuda dele.” (1 Tes. 5:17) Todos nós precisamos pedir continuamente a ajuda do espírito santo de Deus para pregarmos com coragem. — Luc. 11:9-13.
6, 7. (a) Que visão Ezequiel recebeu, e qual era seu significado? (b) Que lição a visão de Ezequiel ensina aos servos de Deus hoje?
6 O livro de Ezequiel revela algo mais que pode nos ajudar a falar com coragem. Numa visão, Jeová deu a Ezequiel um rolo escrito em ambos os lados contendo ‘endechas, gemidos e lamúria’ e ordenou-lhe que o comesse, dizendo: “Filho do homem, deves fazer o teu próprio ventre comer, para encheres os teus próprios intestinos com este rolo que te dou.” O que significava essa visão? Que Ezequiel tinha de assimilar completamente a mensagem antes de levá-la a outros. Ela se tornou parte dele, por assim dizer, afetando seus sentimentos mais íntimos. O profeta continuou o relato: “Eu comecei a comê-lo, e veio a ser na minha boca doce como mel.” Para Ezequiel, declarar a mensagem de Deus em público era um prazer, assim como saborear mel. Ele se sentiu muito honrado por representar a Jeová e cumprir sua designação divina, mesmo que isso significasse levar uma forte mensagem a um povo nada receptivo. — Leia Ezequiel 2:8–3:4, 7-9.
7 Nessa visão há uma lição valiosa para os servos de Deus hoje. Nós também temos uma forte mensagem para levar a pessoas que nem sempre reconhecem nossos esforços. Para continuarmos a encarar o ministério cristão como um privilégio dado por Deus, precisamos estar bem nutridos espiritualmente. Hábitos de estudo superficiais ou irregulares não serão suficientes para assimilarmos a Palavra de Deus de modo pleno. Você poderia melhorar a qualidade ou a freqüência de sua leitura e estudo pessoal da Bíblia? Poderia meditar mais no que lê? — Sal. 1:2, 3.
Como iniciar conversas bíblicas
8. Que método tem ajudado alguns publicadores do Reino a iniciar conversas bíblicas no ministério de casa em casa?
8 Para muitos publicadores, a parte mais difícil do ministério de casa em casa é o contato inicial com o morador. Deve-se admitir que, em alguns territórios, é um desafio iniciar conversas. Alguns publicadores se sentem mais à vontade para falar com as pessoas quando iniciam sua apresentação com poucas palavras bem escolhidas e, em seguida, entregam um tratado ao morador, conforme exemplificado no quadro abaixo. O título do tratado ou uma ilustração colorida podem atrair a atenção do morador, dando-nos a oportunidade de mencionar em poucas palavras o objetivo de nossa visita e levantar uma pergunta. Outro método é mostrar ao morador três ou quatro tratados e convidá-lo a escolher um que lhe interesse. Naturalmente, nosso objetivo não é apenas entregar tratados ou usá-los em todas as casas, mas sim iniciar conversas bíblicas que resultem em estudos bíblicos.
9. Por que é importante a boa preparação?
9 Qualquer que seja o método que você use, a boa preparação o ajudará a se sentir confiante e a ser entusiástico no ministério de casa em casa. Um pioneiro observou: “Tenho mais alegria se estou bem preparado. Isso me faz querer usar minha apresentação.” Outro pioneiro disse: “Quando conheço bem o conteúdo das publicações que vou oferecer, fico mais animado para usá-las.” Embora seja proveitoso ensaiar em silêncio a apresentação, muitos acham que é ainda mais proveitoso fazer isso em voz alta. Isso os ajuda a dar o seu melhor a Jeová. — Col. 3:23; 2 Tim. 2:15.
10. O que pode ser feito a fim de que as reuniões para o serviço de campo sejam práticas e proveitosas?
10 Reuniões práticas para o serviço de campo contribuem para nossa eficiência e alegria no ministério de casa em casa. Se o texto para o dia tiver aplicação direta à atividade de pregação, poderá ser lido e considerado brevemente. No entanto, o irmão que dirige a reunião para o serviço de campo deve reservar tempo suficiente para considerar ou demonstrar uma apresentação simples e apropriada para o território, ou apresentar outra informação prática que possa ser usada no ministério naquele dia. Isso deixará os presentes ainda mais bem preparados para dar um testemunho eficaz. Com boa preparação, os anciãos ou outros que dirigem essas reuniões podem alcançar esse objetivo dentro do tempo concedido a tais reuniões. — Rom. 12:8.
O valor de escutar
11, 12. Como escutar de modo compassivo pode nos ajudar a tocar o coração das pessoas com as boas novas? Exemplifique.
11 Além da boa preparação, um profundo interesse pessoal em outros nos ajuda a iniciar conversas bíblicas e a tocar o coração dos ouvintes no ministério. Uma maneira de mostrar esse interesse é pelo modo como escutamos. Um superintendente viajante observou: “Ser paciente e demonstrar disposição para escutar as pessoas exerce um incrível poder de atração, e é uma maravilhosa expressão de caloroso interesse pessoal.” Escutar compassivamente pode ser a chave que abrirá o coração do morador, como mostra o seguinte caso real.
12 Numa carta publicada no jornal Le Progrès, de Saint-Étienne, França, uma mulher contou como foi a visita de duas pessoas que bateram na sua porta pouco depois de ela ter sofrido a trágica perda de sua filha de três meses de vida. “Eu logo vi que eram Testemunhas de Jeová”, escreveu. “Eu estava prestes a educadamente dispensá-las, mas uma brochura que estavam oferecendo me chamou a atenção. Era sobre por que Deus permite o sofrimento. Decidi convidá-las a entrar com a intenção de provar que estavam erradas. . . . Elas ficaram pouco mais de uma hora e me escutaram com grande compaixão. Quando estavam de saída, eu me senti muito melhor e concordei em receber outra visita.” (Rom. 12:15) Com o tempo, essa senhora aceitou um estudo bíblico. É importante notar que o que ela se lembrou daquela primeira visita não foi o que as Testemunhas disseram, mas sim o modo como a escutaram.
13. O que precisamos fazer para poder adaptar nossa apresentação das boas novas às pessoas que encontramos?
13 Quando escutamos de modo compassivo, na realidade permitimos que as pessoas nos digam por que precisam do Reino. Isso nos deixa em melhores condições de transmitir-lhes as boas novas. É provável que já tenha notado que evangelizadores eficazes são, em geral, bons ouvintes. (Pro. 20:5) Eles demonstram real interesse nas pessoas que encontram no ministério. Anotam não só o nome e o endereço, mas também os interesses e as necessidades da pessoa. Quando alguém levanta um assunto específico, eles o pesquisam e logo voltam para explicar o que encontraram. Como o apóstolo Paulo, eles adaptam a apresentação da mensagem do Reino às pessoas que encontram. (Leia 1 Coríntios 9:19-23.) Esse interesse sincero atrai pessoas para as boas novas e reflete maravilhosamente a “terna compaixão de nosso Deus”. — Luc. 1:78.
Mantenha uma atitude positiva
14. Como podemos refletir as qualidades de Jeová no nosso ministério?
14 Jeová nos concedeu dignidade ao nos dar o livre-arbítrio. Apesar de ser o Deus Todo-Poderoso, ele não obriga ninguém a servi-lo, mas atrai as pessoas à base do amor, abençoando as que aceitam com apreço suas maravilhosas provisões. (Rom. 2:4) Como seus ministros, sempre que damos testemunho devemos estar preparados para apresentar as boas novas de uma maneira digna de nosso misericordioso Deus. (2 Cor. 5:20, 21; 6:3-6) Para isso é preciso ser positivo com relação às pessoas no nosso território. O que pode nos ajudar a vencer esse desafio?
15. (a) O que Jesus instruiu os apóstolos a fazer caso as pessoas rejeitassem a mensagem? (b) O que pode nos ajudar a manter o foco no objetivo de encontrar os merecedores?
15 Jesus disse a seus seguidores que não se preocupassem demais caso alguns rejeitassem a mensagem; em vez disso, deviam manter o foco no objetivo de encontrar os merecedores. (Leia Mateus 10:11-15.) Estabelecer alvos pequenos e alcançáveis pode nos ajudar a fazer isso. Certo irmão compara a si mesmo a um minerador. Seu lema é: “Minha esperança é encontrar ouro a qualquer momento hoje.” Outro irmão tem como alvo “encontrar uma pessoa interessada toda semana e voltar dentro de poucos dias para cultivar o interesse dela”. Alguns publicadores se esforçam em ler pelo menos um texto a cada morador, se possível. Que alvo realístico você poderia estabelecer para si mesmo?
16. Que razões temos para continuar a pregar?
16 O êxito do ministério de casa em casa não depende só da reação das pessoas no território. É verdade que a obra de pregação cumpre um papel vital na salvação dos sinceros, mas serve também a outros objetivos importantes. O ministério cristão nos permite demonstrar nosso amor a Jeová. (1 João 5:3) E possibilita que evitemos a culpa de sangue. (Atos 20:26, 27) Também avisa aos maus que “já chegou a hora do julgamento por [Deus]”. (Rev. 14:6, 7) Acima de tudo, pela pregação das boas novas, o nome de Jeová está sendo louvado em toda a Terra. (Sal. 113:3) Por isso, quer as pessoas escutem, quer não, temos de continuar a divulgar a mensagem do Reino. De fato, todos os nossos esforços de proclamar as boas novas são belos aos olhos de Jeová. — Rom. 10:13-15.
17. O que as pessoas em breve terão de reconhecer?
17 Apesar de muitos hoje desprezarem nossa obra de pregação, em breve eles vão encará-la de outra maneira. (Mat. 24:37-39) Jeová garantiu a Ezequiel que, quando se cumprissem as condenações que ele passaria a proclamar, a casa rebelde de Israel ‘saberia que houve um profeta no seu meio’. (Eze. 2:5) De modo similar, quando Deus executar seus julgamentos contra o atual sistema mundial, as pessoas terão de reconhecer que a mensagem que as Testemunhas de Jeová pregavam em lugares públicos e de casa em casa procedia do único Deus verdadeiro, Jeová, e que realmente serviam como seus representantes. Que privilégio é levar o nome e declarar a mensagem de Deus nestes tempos momentosos! Com a ajuda do poder de Deus, continuemos a enfrentar os desafios do ministério de casa em casa.
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