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Deve minha família ser imunizada?Despertai! — 1993 | 8 de agosto
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Recentemente, deu-se publicidade à grande preocupação com um dos componentes do DTP, a saber, a parte da pertussis, ou coqueluche. O êxito desta vacina tem resultado num notável declínio da doença anteriormente temida — de 200.000 casos por ano só num país, antes da aplicação da vacina, para 2.000 casos por ano, depois do amplo uso da vacina. Não obstante, em cerca de 1 em 100.000 doses aplicadas ocorreram graves efeitos colaterais — convulsões e até danos cerebrais.
Embora esse tipo de reação seja bem raro, provoca certa ansiedade em muitos pais, que descobrem que não têm outra escolha senão deixar seu filho ser inoculado para poder ingressar na escola. Visto que a coqueluche, embora seja incomum, é muito devastadora quando ataca uma comunidade, os entendidos concluíram que, para a criança mediana, “a vacina é muito mais segura do que contrair a doença”. Esses entendidos aconselham que a imunização seja dada exceto “quando uma dose anterior resultou em convulsões, encefalite, sinais neurológicos focais ou colapso. A criança que apresenta ‘excessiva sonolência, excessiva gritaria (persistente choro ou gritos por 3 ou mais horas) ou febre de mais de 40.5°C’ tampouco deve receber doses adicionais da vacina”.b
Em muitos países, a verdadeira solução do problema é uma vacina acelular, como é atualmente aplicada no Japão com perspectivas muito promissoras. Esta vacina nova e aparentemente mais segura está ficando disponível também em outros países.
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Deve minha família ser imunizada?Despertai! — 1993 | 8 de agosto
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b O histórico de convulsões na família não parece ter relação com reações. E embora infecções respiratórias não pareçam predispor a uma reação, parece prudente não dar a inoculação se a criança estiver mesmo que só um pouco doente.
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