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Como conviver com a doença?Despertai! — 2001 | 22 de janeiro
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De forma similar, aceitar sua doença não é fracasso, mas é um “avanço numa nova direção”, como disse uma mulher que sofre de uma doença crônica.
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Como conviver com a doença?Despertai! — 2001 | 22 de janeiro
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Helen, uma senhora de 70 anos que sofre de esclerose múltipla avançada, confirma: “Não é tanto a doença, mas sua reação a ela que determina se você vai recuperar o equilíbrio.” Um homem que já lida com um problema de saúde por muitos anos diz: “Uma atitude positiva é a quilha que impede o barco de emborcar.”
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Como conviver com a doença?Despertai! — 2001 | 22 de janeiro
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Veja, por exemplo, o caso de Helen, já mencionada.
Durante os últimos 25 anos, a esclerose múltipla enfraqueceu seus músculos. De início, ela usava um andador. Depois, quando perdeu o controle da mão direita, ela passou a usar a esquerda. Daí, a mão esquerda falhou. Então, há uns oito anos, ela parou de andar. Agora precisa que outra pessoa lhe dê banho, a alimente e troque sua roupa. Isso a deixa triste, mas mesmo assim ela diz: “Meu lema continua sendo: ‘Pense no que você pode fazer e não no que fazia no passado.’” Com a ajuda do marido e das enfermeiras que cuidam dela, bem como de suas próprias idéias bem criativas, ela ainda consegue participar em algumas atividades de que gosta. Por exemplo, desde que tinha 11 anos, uma parte importante de sua vida é partilhar a promessa bíblica de um vindouro novo mundo pacífico e até hoje ela participa nessa obra, toda semana. (Mateus 28:19, 20) Helen explica como faz isso:
“Peço à enfermeira que segure o jornal para mim. Lemos juntas as notas de falecimento e escolhemos algumas delas. Daí, digo à enfermeira os pensamentos que gostaria de incluir numa carta para os parentes do falecido e ela datilografa a carta. Envio com a carta um exemplar da brochura Quando Morre Alguém Que Amamos,a que explica a consoladora esperança bíblica da ressurreição. Faço isso todo domingo à tarde. Fico feliz de ainda poder partilhar as boas novas do Reino de Deus com outros.”
Estabeleça alvos razoáveis e atingíveis. Uma das razões por que Helen tenta mudar o que pode é que isso lhe permite estabelecer e atingir alvos.
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“Não importa se seus alvos parecem muito pequenos, alcançá-los servirá de incentivo para você fazer mais”, diz Lex, que mora na Holanda. Há mais de 20 anos, quando tinha 23 anos de idade, ele sofreu um acidente que o deixou paralítico. Durante as diversas sessões de fisioterapia que se seguiram, ele foi incentivado a estabelecer metas, como lavar o rosto com um pano. Era uma tarefa cansativa, mas ele conseguiu. Quando viu que tinha conseguido atingir esse alvo, ele estabeleceu outro: abrir e fechar um tubo de creme dental sozinho. De novo, ele conseguiu. “Embora não fosse fácil”, diz Lex, “descobri que conseguia fazer bem mais do que achava ser possível”.
De fato, com o apoio da esposa, Tineke, Lex alcançou metas ainda maiores. Por exemplo, em companhia dela, ele agora faz visitas de casa em casa numa cadeira de rodas para partilhar o conhecimento bíblico com outros. Ele também faz visitas semanais para incentivar um homem que sofre de deficiências graves e estudar a Bíblia com ele. “Ajudar os outros”, diz Lex, “me dá muita satisfação”.
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Uma mulher que sofre duma doença crônica resolveu o problema impondo um limite para o tempo que gasta falando sobre sua saúde com o marido. “Simplesmente tínhamos de controlar essas conversas”, diz ela. De fato, sua doença não precisa sufocar todas as outras coisas boas que você pode partilhar com outros. Depois de conversar com um amigo acamado sobre arte, História e suas razões para ter fé em Jeová Deus, um visitante disse: “Ele não permite que a doença o domine. Foi ótimo conversar com ele.”
Manter um bom senso de humor também tornará mais agradável as visitas que seus amigos fizerem. Além do mais, rir é bom para você. “O bom humor ajuda a enfrentar muitas situações e a lidar com elas”, diz um homem que sofre do mal de Parkinson. De fato, rir é um bom remédio. É como diz Provérbios 17:22: “O coração alegre faz bem como o que cura.” Mesmo poucos minutos de riso lhe farão bem. Além disso, “diferentemente de outros remédios, o riso é totalmente seguro, atóxico e agradável”, diz a escritora Susan Milstrey Wells, que também sofre de uma doença crônica. “Só temos uma coisa a perder com o sorriso: o mau humor.”
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Por exemplo, Lex e Tineke, já mencionados, conseguiram viajar para o exterior. “De início, eu estava um pouco tenso”, diz Lex, “mas tivemos férias maravilhosas!” De fato, para você, a doença faz parte da vida, mas sua vida não precisa ser controlada por ela.
Sua fé pode lhe dar forças. Cristãos que tiveram êxito em lidar com graves problemas de saúde dizem que sua fé em Jeová Deus e a associação com a congregação cristã verdadeira foram constantes fontes de consolo e força.c A seguir, reproduzimos alguns de seus comentários sobre o valor da oração, do estudo da Bíblia, da meditação sobre o futuro e da assistência às reuniões cristãs no Salão do Reino.
● “Vez por outra, ainda me sinto deprimido. Quando isso acontece, oro a Jeová e ele renova minha determinação de prosseguir fazendo o que eu posso.” — Salmo 55:22; Lucas 11:13.
● “Ler a Bíblia e meditar no que leio é uma grande ajuda para eu conservar a paz mental.” — Salmo 63:6; 77:11, 12.
● “O estudo da Bíblia me faz lembrar que a verdadeira vida ainda está no futuro e que não continuarei incapacitada para sempre.” — Isaías 35:5, 6; Revelação (Apocalipse) 21:3, 4.
● “A fé no futuro que a Bíblia promete me dá forças para enfrentar a vida um dia de cada vez.” — Mateus 6:33, 34; Romanos 12:12.
● “Estando presente às reuniões no Salão do Reino, concentro a mente em coisas positivas, não na doença.” — Salmo 26:12; 27:4.
● “O companheirismo animador com os membros da congregação me deixa muito feliz.” — Atos 28:15.
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Entenda que, mesmo com uma atitude positiva, talvez haja dias ou semanas difíceis em que os efeitos de sua doença serão desgastantes. Com o tempo, porém, é possível que você note progresso. Foi isso que aconteceu com uma mulher, que disse: “Fiquei radiante quando percebi que havia passado um dia inteiro sem nem pensar no câncer. . . . Há pouco tempo, eu imaginava que fosse impossível isso acontecer.”
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