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Túmulos — janelas para antigas crençasDespertai! — 2005 | 8 de dezembro
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A vida egípcia após a morte
As pirâmides do Egito perto do Cairo e as câmaras mortuárias no Vale dos Reis, perto de Lúxor, estão entre os túmulos antigos mais famosos. Para os egípcios antigos, a palavra para “túmulo” era per, a mesma usada para “casa”. “Assim, havia uma casa durante a vida e uma após a morte”, diz Christine El Mahdy, no seu livro Mummies, Myth and Magic in Ancient Egypt (Múmias, Mito e Magia no Egito Antigo). Ela também diz que, “de acordo com as crenças [dos egípcios], a sobrevivência do corpo era necessária para a sobrevivência das outras entidades do ser: o ka, o ba e o akh”.
O ka era uma cópia espiritual do corpo físico e incluía suas expectativas, desejos e necessidades. Depois da morte, o ka deixava o corpo e habitava o túmulo. Visto que o ka precisava de tudo o que a pessoa tinha usado durante a vida, “os objetos colocados no túmulo eram principalmente para satisfazer suas necessidades”, escreve El Mahdy. O ba podia ser comparado ao caráter ou à personalidade de uma pessoa e era representado por um pássaro com cabeça de humano. O ba entrava no corpo por ocasião do nascimento e saía do corpo na morte. A terceira entidade, o Akh, “germinava” da múmia quando palavras mágicas eram pronunciadas sobre ela.a O Akh habitava o mundo dos deuses.
Ao dividir uma pessoa em três entidades, os egípcios foram além dos antigos filósofos gregos que dividiram os humanos em duas entidades — o corpo e uma “alma” consciente. Embora ainda seja um ensino comum, esse conceito não é apoiado pela Bíblia, que diz: “Os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.” — Eclesiastes 9:5.
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Túmulos — janelas para antigas crençasDespertai! — 2005 | 8 de dezembro
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[Fotos na página 23]
À esquerda: máscara funerária de ouro maciço pertencente ao faraó egípcio Tutancâmon; abaixo: pintura em um túmulo representando o ba como um pássaro com cabeça de humano
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