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  • A injustiça dói!
    Despertai! — 2012 | maio
    • A injustiça dói!

      EM 2010, Michael foi libertado após passar 27 anos numa prisão no Texas, EUA, acusado de estupro — crime que não havia cometido. Sua inocência foi provada por meio de exames de DNA, que não estavam disponíveis na época de sua condenação. Mais tarde, as autoridades identificaram os responsáveis pelo crime, mas não foi possível processá-los, pois o período legal para isso havia terminado.

      Muitos criminosos escapam da justiça. Na Grã-Bretanha, por exemplo, “casos de assassinato não resolvidos duplicaram na última década, intensificando o temor de que a polícia e os tribunais são incapazes de lidar com crimes violentos”, disse o jornal The Telegraph.

      Em agosto de 2011, a polícia britânica teve muita dificuldade para combater outra forma de crime: o vandalismo em Birmingham, Liverpool, Londres e outras áreas. Turbas provocaram incêndios, quebraram vitrines e saquearam lojas, destruindo não apenas comércios, casas e veículos, mas também o sustento de muitas pessoas. O motivo? Para muitos, pura ganância. Para outros, porém, era uma reação a aparentes injustiças. Alguns comentaristas disseram que esses vândalos talvez fossem jovens frustrados, “marginalizados” e sem perspectivas, que moravam em bairros pobres.

      O personagem bíblico Jó disse: “Estou clamando por ajuda, mas não há justiça.” (Jó 19:7) Muitos hoje também estão clamando por justiça, mas geralmente não são ouvidos. Mas será que está ao alcance de alguém acabar com a injustiça? Ou será que a esperança de um futuro mais justo não passa de um sonho dos ingênuos? Para obter uma resposta satisfatória, precisamos examinar algumas das causas da injustiça.

  • Causas da injustiça
    Despertai! — 2012 | maio
    • Causas da injustiça

      QUASE dois mil anos atrás, a Bíblia descreveu com incrível precisão o perfil social das pessoas dos nossos dias. Ela disse: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, . . . ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, . . . sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus.” — 2 Timóteo 3:1-4.

      Dificilmente alguém negaria que essas características negativas são mais comuns em nossos dias. Elas se manifestam de várias maneiras, como ganância, preconceito, atitudes antissociais, corrupção e extrema desigualdade econômica. Vejamos cada uma delas.

      GANÂNCIA. Alguns dizem que a ganância é saudável, mas isso é mentira. Ela é prejudicial. Por exemplo, a ganância muitas vezes está por trás de fraudes contábeis, esquemas de pirâmides e empréstimos irresponsáveis. As consequências, como o colapso financeiro, têm prejudicado muitas pessoas. É verdade que algumas das vítimas também são gananciosas. Mas entre elas há pessoas trabalhadoras, algumas das quais perderam suas casas e aposentadorias.

      PRECONCEITO. Pessoas preconceituosas julgam outras injustamente e chegam a discriminá-las com base na etnia, cor da pele, sexo, posição social ou religião. Por exemplo, uma convenção das Nações Unidas constatou que, num país sul-americano, uma mulher grávida morreu vítima de discriminação racial e social que sofreu num hospital. Na sua forma mais extrema, o preconceito já resultou em crassas injustiças, como limpeza étnica e genocídio.

      ATITUDES ANTISSOCIAIS. Uma sinopse de um livro sobre comportamento antissocial comentou: “Todo ano, dezenas de milhares de famílias são desfeitas, centenas de milhares de vidas são arruinadas e propriedades no valor de milhões de dólares são destruídas em consequência de comportamento antissocial. A violência e a agressividade estão tão difundidas em nossa sociedade que não é difícil imaginar historiadores no futuro descrevendo a última parte do século 20, não como a ‘Era Espacial’ ou a ‘Era da Informação’, mas como a ‘Era Antissocial’ — período em que a sociedade entrou em guerra contra si mesma.” Desde que esse livro foi publicado em 1997, não houve nenhuma melhora nas atitudes e comportamentos das pessoas.

      CORRUPÇÃO. Um relatório sobre a corrupção na África do Sul mencionou que, num período de sete anos, mais de 81% dos 25,2 bilhões de randes (na época, 4 bilhões de dólares) pagos à Secretaria de Saúde de uma província foram usados de forma indevida. O dinheiro que “deveria ter sido destinado a hospitais, clínicas e centros de saúde da província” não foi usado para esses fins, disse a revista The Public Manager.

      EXTREMA DESIGUALDADE ECONÔMICA. Em 2005, quase 30% da renda anual britânica “ficou com os 5% das pessoas mais bem remuneradas”, disse uma reportagem da revista Time. Nos EUA, essa proporção “passou de 33% em relação aos 5% das pessoas mais bem remuneradas”, disse a mesma revista. No mundo todo, cerca de 1,4 bilhão de pessoas vive com 1,25 dólar ou menos por dia, e 25 mil crianças morrem diariamente por causa da pobreza.

      Existe solução para a injustiça?

      Em 1987, o então primeiro-ministro da Austrália estabeleceu a meta de que em 1990 não haveria nenhuma criança australiana vivendo em pobreza. Essa meta nunca foi alcançada. Mais tarde, esse primeiro-ministro se arrependeu de ter estabelecido essa meta.

      Sem dúvida, por mais poderoso, rico e influente que alguém seja, ele ainda é um ser humano e não consegue eliminar a injustiça. Na verdade, até mesmo pessoas poderosas sofrem injustiças, envelhecem e morrem. Isso nos faz lembrar de duas passagens da Bíblia:

      “Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” — Jeremias 10:23.

      “Não confieis nos nobres, . . . a quem não pertence a salvação.” — Salmo 146:3.

      Se reconhecermos essas duas verdades sábias, não ficaremos desapontados quando esforços humanos falharem. Então, será que devemos perder a esperança? Não! Como veremos no último artigo desta série, um mundo realmente justo está bem próximo. Enquanto isso, porém, não precisamos ficar de braços cruzados. Podemos examinar a nós mesmos. Pergunte-se: ‘Posso ser mais justo na maneira de tratar os outros? Existem campos em que posso melhorar?’ Essas perguntas serão abordadas no próximo artigo.

      [Fotos nas páginas 4, 5]

      A. Policiais prendendo homem na China por ter participado de violência étnica

      B. Turba saqueando e destruindo propriedades em Londres, Inglaterra

      C. Pobreza absoluta num campo de refugiados em Ruanda

      [Créditos]

      No alto, à esquerda: © Adam Dean/Panos Pictures; no alto, no centro: © Matthew Aslett/Demotix/CORBIS; no alto, à direita: © David Turnley/CORBIS

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