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  • Um mundo injusto
    A Sentinela — 2005 | 1.° de novembro
    • Um mundo injusto

      VOCÊ concorda que vivemos num mundo injusto? Claro que sim! O fato é que, não importam as nossas habilidades nem se planejamos sabiamente a nossa vida, não há garantia de que teremos riqueza, sucesso na vida, nem mesmo alimento. Quase sempre acaba acontecendo o que o sábio Rei Salomão da antiguidade disse: “O pão não pertence ao sábio, nem a prosperidade ao inteligente, nem sucesso ao habilidoso.” Por quê? Porque, segundo Salomão, “o tempo e o acaso governam tudo”. — Eclesiastes 9:11, The New English Bible.

      “Quando a calamidade acontece de repente”

      “O tempo e o acaso”, que geralmente significa estar no lugar errado na hora errada, quase sempre arruínam nossos planos cuidadosamente elaborados e destroem nossos sonhos mais lindos. De acordo com Salomão, nós somos “como peixes capturados numa rede, como pássaros apanhados numa armadilha, . . . quando a calamidade acontece de repente”. (Eclesiastes 9:12, NE) Milhões de pessoas, por exemplo, trabalham incansavelmente cultivando o solo a fim de tirar o sustento para suas famílias e, depois, ficam sem nada quando ocorre uma seca que destrói a plantação, causando-lhes uma “calamidade”.

      A comunidade mundial tenta ajudar, mas mesmo o auxílio às vítimas da “calamidade” muitas vezes parece injusto. Por exemplo, na luta contra a fome, não muito tempo atrás, “o continente [africano] inteiro recebeu em dinheiro o equivalente a apenas um quinto do que foi gasto na Guerra do Golfo”, segundo uma das principais instituições de ajuda humanitária. É justo que estes países ricos gastem numa guerra em um único país cinco vezes mais do que gastaram para amenizar a dor e o sofrimento dos menos afortunados num continente inteiro? E é justo, num mundo onde muitos são ricos, que 1 em cada 4 habitantes da Terra ainda viva em pobreza absoluta ou que milhões de crianças morram por doenças evitáveis todos os anos? Certamente que não!

      Além ‘do tempo e do acaso’, é claro que existem outros fatores envolvidos quando “a calamidade acontece de repente”. Forças poderosas fora do nosso controle também dominam nossas vidas e ditam o que acontece conosco. Foi exatamente isso o que aconteceu em Beslan, na Ossétia do Norte, no outono de 2004, quando centenas de pessoas, muitas delas crianças no primeiro dia de aula, foram mortas num conflito brutal entre os terroristas e a polícia. Na verdade, morrer ou sobreviver naquela tragédia foi basicamente uma questão do acaso, mas a razão fundamental dessa “calamidade” foi o conflito humano.

      Vai ser sempre assim?

      “Mas a vida é assim mesmo”, alguns dizem, se referindo às injustiças. “Sempre foi assim e vai continuar assim.” Segundo eles, os fortes sempre vão oprimir os fracos, e os ricos sempre vão explorar os pobres. Isso, junto com o “tempo e o acaso”, dizem eles, continuará a afetar a família humana enquanto ela existir.

      Será que as coisas têm de ser realmente assim? Os que usam suas habilidades de maneira inteligente e sábia poderão algum dia ser recompensados pelo seu trabalho árduo? Será que alguém pode fazer algo para mudar de maneira permanente e duradoura esse mundo injusto? Considere o que o próximo artigo tem a dizer sobre isso.

  • Conseguirá alguém realmente mudar o mundo?
    A Sentinela — 2005 | 1.° de novembro
    • Conseguirá alguém realmente mudar o mundo?

      “Os pobres nos dizem que, acima de tudo, querem paz e segurança — e depois oportunidades que tornem suas vidas melhores. Eles desejam políticas nacionais e internacionais mais justas para que seus esforços não sejam frustrados pelo poder dominante das empresas e países ricos.”

      FOI assim que a diretora de uma agência internacional de ajuda humanitária descreveu as esperanças e as aspirações das pessoas pobres. Na verdade, essas palavras poderiam muito bem descrever o desejo de todas as vítimas de tragédias e injustiças do mundo. Todas elas anseiam um mundo de verdadeira paz e segurança. Será que um mundo assim se tornará realidade? Alguém tem realmente poder e habilidade para mudar um mundo que é essencialmente injusto?

      Esforços para mudar

      Muitas pessoas já tentaram. Por exemplo, Florence Nightingale, uma inglesa do século 19, dedicou a sua vida aos doentes, cuidando deles de maneira limpa e compassiva. Em seus dias — antes de existirem os anti-sépticos e os antibióticos — a prática da enfermagem não era o que esperaríamos hoje. “As enfermeiras”, diz certo livro, “eram mal-educadas, sujas e bem conhecidas pela embriaguez e imoralidade”. Será que Florence Nightingale foi bem-sucedida em mudar o mundo da enfermagem? Sim. Similarmente, inúmeras pessoas generosas e altruístas tiveram muito sucesso em diversos campos da vida —  alfabetização, educação, medicina, moradia e programas de alimentação, para se mencionar apenas alguns. Em resultado disso, vêm ocorrendo melhoras significativas na qualidade de vida de milhões de pessoas desamparadas.

      Ainda assim, não podemos ignorar esta triste realidade: centenas de milhões continuam sendo atingidos pela guerra, crime, doenças, fome e outras calamidades. “A pobreza mata 30 mil pessoas todos os dias”, diz a agência irlandesa de ajuda Concern. Até mesmo a escravidão, um assunto debatido por muitos reformadores durante séculos, ainda existe. “Há mais escravos vivos hoje do que todas as pessoas capturadas da África na época do comércio transatlântico de escravos”, diz o livro Disposable People—New Slavery in the Global Economy (Pessoas Descartáveis — A Nova Escravidão na Economia Global).

      O que frustrou os esforços das pessoas de realizar mudanças completas e duradouras? Será que é simplesmente o poder dominante dos ricos e poderosos ou há algo mais envolvido?

      Obstáculos às mudanças

      De acordo com a Palavra de Deus, o maior obstáculo aos esforços do homem de transformar o planeta em um mundo realmente justo é Satanás, o Diabo. O apóstolo João nos diz que “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”. (1 João 5:19) Na verdade, agora mesmo Satanás está “desencaminhando toda a terra habitada”. (Revelação [Apocalipse] 12:9) Até que sua influência maligna seja exterminada, haverá vítimas de desgraças e injustiças. O que causou essa triste situação?

      Nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram abençoados com uma Terra projetada para ser um perfeito lar paradísico para toda a família humana — um mundo que era “muito bom”. (Gênesis 1:31) Quem mudou essa situação? Satanás. Ele desafiou o direito de Deus de estabelecer as regras pelas quais homens e mulheres deveriam viver. Insinuou que a maneira de Deus governar era injusta. Induziu Adão e Eva a optar por um estilo de vida independente em que pudessem decidir por si mesmos o que era bom e o que era mau. (Gênesis 3:1-6) Isso criou um segundo obstáculo aos esforços do homem de produzir um mundo justo: o pecado e a imperfeição. — Romanos 5:12.

      Por que se permitiu isso?

      ‘Mas por que Deus permitiu que o pecado e a imperfeição se desenvolvessem?’, alguns talvez perguntem. ‘Por que ele não usou seu poder ilimitado para se livrar daqueles rebeldes e começar tudo de novo?’ Parece ser uma solução simples, mas o uso do poder levanta questões sérias. Não é verdade que o abuso de poder é uma das principais queixas dos pobres e oprimidos? Quando um ditador abusa de seu poder para eliminar qualquer um que discorde dele, isso não cria dúvidas na mente dos sinceros?

      Para assegurar a esses sinceros que não é um tirano que abusa de seu poder, Deus decidiu permitir que Satanás e os humanos rebeldes agissem independentemente das leis e princípios divinos, mas apenas por um tempo limitado. O tempo provaria que a maneira de Deus governar é a melhor. Mostraria que qualquer restrição que ele impusesse seria para o nosso bem. Na verdade, os resultados trágicos da rebelião contra Deus já mostraram que isso é uma realidade. Já provaram também que Deus tem todos os motivos para usar seu grande poder com o objetivo de eliminar toda a iniqüidade quando assim decidir fazer. Isso ocorrerá muito em breve. — Gênesis 18:23-32; Deuteronômio 32:4; Salmo 37:9, 10, 38.

      Até que isso aconteça, viveremos num sistema injusto em que “toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores”. (Romanos 8:22) Não importa o que façamos para mudar as coisas, não poderemos nos livrar de Satanás, nem mesmo eliminar a imperfeição, a fonte de todo o sofrimento que passamos. Está simplesmente além da nossa capacidade reparar os efeitos do pecado herdado de Adão. — Salmo 49:7-9.

      Jesus Cristo fará mudanças permanentes

      Significa isso que não temos nenhuma esperança? Não, não significa. Alguém muito mais poderoso do que meros homens mortais recebeu a responsabilidade de realizar mudanças permanentes. Quem é esse? Jesus Cristo. Ele é descrito na Bíblia como o agente principal de Deus para a salvação da família humana. — Atos 5:31.

      Ele está aguardando o “tempo designado” de Deus para agir. (Revelação 11:18) O que ele fará exatamente? Ele trará o “restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos”. (Atos 3:21) Por exemplo, Jesus “livrará ao pobre que clama por ajuda, também ao atribulado e a todo aquele que não tiver ajudador. . . . Resgatará sua alma da opressão e da violência”. (Salmo 72:12-16) Por meio de Jesus Cristo, Deus promete “cessar as guerras até a extremidade da terra”. (Salmo 46:9) “Nenhum residente [de sua terra purificada] dirá: ‘Estou doente’ ”, promete ele. Os cegos, os surdos, os coxos — todos os afligidos por doenças — serão curados e terão saúde perfeita. (Isaías 33:24; 35:5, 6; Revelação 21:3, 4) Até mesmo aqueles que já morreram há séculos se beneficiarão. Ele promete trazer de volta à vida as vítimas das injustiças e da opressão. — João 5:28, 29.

      Jesus Cristo não fará uma mudança parcial, temporária. Ele eliminará completamente todos os obstáculos para um mundo verdadeiramente justo. Acabará com o pecado e a imperfeição e destruirá Satanás, o Diabo, junto com todos aqueles que seguem seu proceder rebelde. (Revelação 19:19, 20; 20:1-3, 10) O sofrimento e a aflição que Deus tem temporariamente permitido ‘não se levantarão pela segunda vez’. (Naum 1:9) Isso era o que Jesus tinha em mente quando nos ensinou a orar pelo Reino de Deus e para que a vontade de Deus fosse feita “no céu, assim também na terra”. — Mateus 6:10.

      Você talvez pergunte: ‘Mas não foi o próprio Jesus quem disse que nós sempre teríamos os pobres conosco? Isso não significa que sempre haverá injustiça e pobreza?’ (Mateus 26:11) Sim, Jesus disse que sempre haveria pessoas pobres. No entanto, o contexto de suas palavras e as promessas da Palavra de Deus indicavam que sempre haveria pessoas pobres enquanto durasse este sistema. Ele sabia que nenhum humano jamais teria a capacidade de eliminar a pobreza e a injustiça do mundo. Jesus também sabia que iria fazer isso. Ele trará em breve um novo sistema — “novos céus e uma nova terra” onde a dor, a doença, a pobreza e a morte deixarão de existir. — 2 Pedro 3:13; Revelação 21:1.

      “Não vos esqueçais de fazer o bem”

      Indica isso que é inútil fazer qualquer coisa para ajudar outros? De forma alguma. A Bíblia nos incentiva a ajudar outros que enfrentam situações aflitivas e provadoras. “Não negues o bem àqueles a quem é devido, quando estiver no poder da tua mão fazê-lo”, escreve o antigo Rei Salomão. (Provérbios 3:27) “Não vos esqueçais de fazer o bem e de partilhar as coisas com outros”, incentiva o apóstolo Paulo. — Hebreus 13:16.

      O próprio Jesus Cristo nos incentivou a fazer o que pudermos para ajudar outros. Ele contou a ilustração do samaritano que se deparou com um homem que tinha sido espancado e roubado. O samaritano, disse Jesus, “teve pena” e usou seus próprios recursos para tratar os ferimentos e ajudá-lo a se recuperar. (Lucas 10:29-37) Aquele samaritano compassivo não mudou o mundo, mas fez uma grande diferença na vida daquele homem. Nós também podemos fazer o mesmo.

      Jesus Cristo, porém, pode fazer mais do que ajudar as pessoas. Ele pode realizar mudanças e fará isso em breve. Quando isso acontecer, as vítimas das condições injustas de hoje poderão viver melhor e usufruir verdadeira paz e segurança. — Salmo 4:8; 37:10, 11.

      Enquanto aguardamos isso, nunca hesitemos em fazer “o que é bom” tanto em sentido espiritual como material para aqueles que são vítimas de um mundo injusto. — Gálatas 6:10.

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