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  • Tolerância: de um extremo ao outro
    Despertai! — 1997 | 22 de janeiro
    • Da tolerância ao extremismo

      O oposto da tolerância é a intolerância, que tem vários graus de intensidade. A intolerância pode começar com uma desaprovação tacanha do comportamento ou da maneira de fazer as coisas de outra pessoa. A mentalidade estreita tira a alegria de viver e bloqueia a mente da pessoa a novas idéias.

      Por exemplo, uma pessoa austera talvez repudie o ânimo efusivo duma criança. Um jovem talvez se aborreça com o jeito meditativo de uma pessoa mais velha. Coloque uma pessoa cautelosa para trabalhar com uma pessoa afoita — talvez ambas por fim se irritem. Por que o repúdio, o aborrecimento e a irritação? Porque, em cada caso, uma pessoa acha difícil tolerar as atitudes ou o comportamento da outra.

      Quando a intolerância germina, a mentalidade estreita pode virar preconceito, que é a aversão a um grupo, raça, ou religião. Mais forte do que o preconceito é o extremismo, ou fanatismo, que pode extravasar em ódio violento. O resultado são infortúnios e derramamento de sangue. Pense em que desgraças a intolerância causou nas Cruzadas! Mesmo hoje, a intolerância é um forte fator nos conflitos na Bósnia, em Ruanda e no Oriente Médio.

  • O bom equilíbrio pode adoçar a sua vida
    Despertai! — 1997 | 22 de janeiro
    • “Os seres humanos não desejam [por natureza] ser tolerantes”, escreveu Arthur M. Melzer, professor adjunto na Universidade do Estado de Michigan, EUA. “O que vem com naturalidade é . . . o preconceito.” Portanto, a intolerância não é uma mera falha de caráter que afeta apenas uma minoria; ser de mentalidade estreita é uma tendência natural em todos nós, pois toda a humanidade é imperfeita. — Note Romanos 5:12.

      Intrometidos em potencial

      Em 1991, a revista Time publicou uma matéria a respeito da crescente mentalidade estreita nos Estados Unidos. O artigo descreveu “pessoas intrometidas no estilo de vida” de outros, pessoas que tentam impor as suas próprias normas de conduta a outros. Os não-conformistas têm sido vítimas. Por exemplo, uma mulher, em Boston, foi despedida do emprego porque se recusou a usar maquiagem. Um homem em Los Angeles foi demitido por ter excesso de peso. Por que esse fervor em fazer os outros se enquadrarem?

      Pessoas de mentalidade estreita são desarrazoadas, egoístas, obstinadas e dogmáticas. Mas, até certo ponto, não são desarrazoadas, egoístas, obstinadas ou dogmáticas a maioria das pessoas? Se esses traços encontrarem um firme ancoradouro na nossa personalidade, seremos de mentalidade estreita.

      Que dizer de você? Balança a cabeça em sinal de aversão pelo gosto de outros em questões de comida? Numa conversa, deseja normalmente ter a última palavra? Ao trabalhar em grupo, espera que todos sigam a sua maneira de pensar? Neste caso, será bom ‘adicionar um pouco de açúcar ao seu café’!

      Mas, conforme mencionado no artigo anterior, a intolerância pode vir em forma de preconceito hostil. Um fator que pode agravar a intolerância é a ansiedade severa.

      “Um profundo sentimento de incerteza”

      Os etnólogos estudaram o passado da humanidade para descobrir quando e onde o preconceito racial tem se manifestado. Descobriram que esse tipo de intolerância não emerge sempre, nem se manifesta no mesmo grau em cada país. A revista alemã de ciências naturais, GEO, diz que a fricção racial aflora em tempos de crise, quando “as pessoas têm um profundo sentimento de incerteza e a impressão de que a sua identidade está ameaçada”.

      É comum hoje tal “profundo sentimento de incerteza”? Definitivamente, sim. Como nunca antes, a humanidade é cercada por uma crise atrás da outra. O desemprego, o galopante custo de vida, a superpopulação, a destruição da camada de ozônio, o crime nas cidades, a poluição da água potável, o aquecimento global — um temor persistente de qualquer uma dessas coisas aumenta a ansiedade. As crises geram ansiedade, e a indevida ansiedade abre a porta para a intolerância.

      Tal intolerância encontra expressão, por exemplo, onde diferentes grupos étnicos e culturais se misturam, como em alguns países europeus. Segundo dados na revista National Geographic, em 1993, os países da Europa Ocidental hospedavam, naquela época, mais de 22 milhões de imigrantes. Muitos europeus “sentiam-se esmagados pelo influxo de recém-chegados” de idioma, cultura ou religião diferentes. Tem havido um aumento no sentimento antiestrangeiro na Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Suécia.

      Que dizer dos líderes mundiais? Nos anos 30 e 40, Hitler fez da intolerância uma diretriz de governo. Infelizmente, alguns líderes políticos e religiosos hoje usam a intolerância para atingir os seus próprios fins. Tem sido assim em países como Áustria, Estados Unidos, França, Irlanda, Ruanda e Rússia.

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