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Grécia, GregosEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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Helenistas. No livro de Atos aparece outro termo: Hel·le·ni·staí (singular: Hel·le·ni·stés). Este termo não é encontrado nem na literatura grega, nem na helenística judaica; portanto, não se tem plena certeza do seu sentido. Todavia, a maioria dos lexicógrafos acredita que designe “judeus que falavam grego”, em Atos 6:1 e 9:29. No primeiro destes dois textos, estes Hel·le·ni·staí são contrastados com os “judeus que falavam hebraico” (E·braí·oi [texto de Westcott e Hort]). No dia de Pentecostes de 33 EC, judeus e prosélitos de muitas terras estavam ali presentes. Que muitas pessoas que falavam grego vieram à cidade é evidenciado pela “Inscrição de Teódoto” encontrada no morro de Ofel, em Jerusalém. Escrita em grego, declara: “Teódoto, filho de Vêneto, sacerdote e presidente de sinagoga, filho de um presidente de sinagoga e neto de um presidente de sinagoga, construiu a sinagoga para a leitura da Lei e para o ensino dos Mandamentos, e (ele construiu) a casa de hóspedes, os quartos e as cisternas de água a fim de hospedar os que viessem de fora e precisassem de hospedagem — (a sinagoga) que foi fundada por seus antepassados e pelos anciãos, e por Simônides.” (Biblical Archaelogy, de G. Ernest Wright, 1962, p. 240)
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GregoEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1
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GREGO
Língua que pertence à família indo-europeia de línguas. (O hebraico é da família semítica, outra família de línguas.) O grego é a língua em que se escreveram originalmente as Escrituras Cristãs (exceto o Evangelho de Mateus, que foi primeiro escrito em hebraico) e na qual também apareceu a primeira tradução completa das Escrituras Hebraicas, a saber, a Septuaginta grega (ou Versão dos Setenta). É uma língua flexional, que alcança uma variedade de expressão por meio de radicais, prefixos e desinências.
Coiné. Desde cerca de 300 AEC a aproximadamente 500 EC estendeu-se a era do grego coiné, ou comum, uma mistura de diferentes dialetos gregos, dos quais o ático era o mais influente. Coiné tornou-se a língua internacional. Tinha uma nítida vantagem sobre as outras línguas daquele tempo, por ser quase que universalmente conhecida. Coiné significa língua comum, ou dialeto comum a todos. Quão amplo era o uso do coiné pode ser visto no fato de que os decretos dos governadores imperiais e do senado romano eram traduzidos para o coiné, a fim de serem distribuídos em todo o Império Romano. Concordemente, a acusação afixada acima da cabeça de Jesus Cristo, quando ele foi pregado na estaca, foi escrita não só em latim oficial, e em hebraico, mas também em grego (coiné). — Mt 27:37; Jo 19:19, 20.
Sobre o uso do grego na terra de Israel, certo perito comenta: “Embora o grosso do povo judaico rejeitasse o helenismo e seus modos, o intercâmbio com os povos gregos e o uso da língua grega não era de forma alguma evitado. . . . Os instrutores palestinos consideravam de forma favorável a tradução grega das Escrituras, como um instrumento para levar a verdade aos gentios.” (Hellenism [Helenismo], de N. Bentwich, 1919, p. 115) Naturalmente, o motivo primário da Septuaginta grega era beneficiar os judeus, especialmente os da Dispersão, os quais não mais falavam o hebraico puro, mas conheciam o grego. Antigos termos hebraicos, que envolviam a adoração judaica, vieram a ser substituídos por termos de origem grega. A palavra sy·na·go·gé, que significa “uma reunião (assembleia)”, é um exemplo da adoção de palavras gregas pelos judeus.
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