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Jeová condenará os iníquosA Sentinela — 2004 | 15 de novembro
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11-13. Amós profetizou principalmente contra que nação, e que formas de opressão havia nela?
11 O profeta Amós havia acabado de declarar o julgamento de Jeová contra sete nações. Quem pensou que Amós tinha terminado de profetizar, porém, estava enganado. Ele estava apenas começando! Sua principal incumbência era declarar uma fulminante mensagem de julgamento contra o reino de Israel, ao norte. E Israel merecia a condenação divina porque a decadência moral e religiosa do país era deplorável.
12 A profecia de Amós expôs a opressão que havia se tornado comum no reino de Israel. Nesse respeito, lemos em Amós 2:6, 7: “Assim disse Jeová: ‘Por causa de três revoltas de Israel e por causa de quatro não o farei voltar atrás, por venderem o justo pela mera prata e o pobre pelo preço de um par de sandálias. Estão suspirando pelo pó da terra na cabeça das pessoas de condição humilde; e mudam o rumo do caminho dos mansos.’ ”
13 Os justos estavam sendo vendidos “pela mera prata”, o que talvez signifique que havia juízes que aceitavam prata como suborno para condenar inocentes. Credores vendiam os pobres como escravos pelo preço de “um par de sandálias”, talvez para saldar alguma dívida pequena. Homens impiedosos ‘suspiravam’, ou procuravam avidamente, reduzir “pessoas de condição humilde” a um estado tal que esses pobres jogariam pó em sua própria cabeça, em sinal de aflição, lamento e humilhação. A corrupção era tão generalizada que os “mansos” não podiam esperar encontrar nenhuma justiça.
14. Quem estava sendo maltratado no reino de Israel, de dez tribos?
14 Note quem estava sendo maltratado. Eram os justos, os pobres, as pessoas de condição humilde e os mansos que moravam no país. O pacto da Lei feito entre Jeová e os israelitas exigia que se mostrasse compaixão aos indefesos e aos carentes. Apesar disso, as condições dessas pessoas sob o domínio do reino de Israel, de dez tribos, não podiam ser piores.
“Apronta-te para te encontrares com o teu Deus”
15, 16. (a) Por que os israelitas foram advertidos: “Apronta-te para te encontrares com o teu Deus”? (b) Como Amós 9:1, 2 mostra que os iníquos não podiam escapar da execução da sentença divina? (c) O que aconteceu com o reino de Israel, de dez tribos, em 740 AEC?
15 Visto que a imoralidade e outros pecados tinham tomado conta de Israel, foi com bons motivos que o profeta Amós advertiu à nação rebelde: “Apronta-te para te encontrares com o teu Deus.” (Amós 4:12) O Israel infiel não poderia escapar da iminente execução da sentença divina, porque pela oitava vez Jeová declarou: “Não o farei voltar atrás.” (Amós 2:6) A respeito dos iníquos que tentassem se esconder dele, Jeová disse: “Nenhum deles que estiver fugindo conseguirá fugir e nenhum fugitivo deles conseguirá escapar. Se cavarem até o Seol, de lá os tirará a minha própria mão; e se subirem aos céus, de lá os farei descer.” — Amós 9:1, 2.
16 Os iníquos não poderiam fugir da execução da sentença de Jeová por ‘cavar até o Seol’, uma linguagem simbólica que significa tentativas de esconder-se nas partes mais profundas da Terra. Tampouco poderiam escapar da condenação divina por ‘subir aos céus’, isto é, tentar encontrar refúgio no alto das montanhas. O aviso de Jeová era claro: não havia esconderijo além de seu alcance. A justiça divina exigia que o reino de Israel prestasse contas por suas ações perversas. E esse dia realmente chegou. Em 740 AEC — uns 60 anos depois de Amós ter registrado a sua profecia — o reino de Israel caiu diante dos conquistadores assírios.
A condenação divina é seletiva
17, 18. O que o capítulo 9 de Amós revela a respeito da misericórdia de Jeová?
17 A profecia de Amós nos ajudou a ver que a condenação divina é sempre merecida e que é impossível escapar dela. Mas o livro de Amós também mostra que as condenações de Jeová são seletivas. Jeová é capaz de encontrar os iníquos e executar seu julgamento contra eles onde quer que se escondam. E ele também pode encontrar os justos e os arrependidos, a quem decide tratar com misericórdia. Isso é destacado belamente no último capítulo de Amós.
18 Conforme Amós, capítulo 9, versículo 8, Jeová disse: “Não aniquilarei completamente a casa de Jacó.” Como mencionado nos Am 9 versículos 13 a 15, Jeová prometeu “recolher os cativos” do seu povo. Esses seriam tratados com misericórdia e desfrutariam de segurança e prosperidade. “O arador realmente alcançará o ceifeiro”, predisse Jeová. Imagine — uma safra tão grande que parte dela ainda não teria sido colhida quando chegasse a época de arar o solo e lançar as sementes para o próximo plantio!
19. O que aconteceu com um restante de Israel e de Judá?
19 Pode-se dizer que o julgamento de Jeová contra os iníquos, tanto em Judá como em Israel, foi seletivo, porque Jeová teve misericórdia com os arrependidos e com os que tinham a atitude correta. Em cumprimento dessa profecia de restauração, registrada em Amós, capítulo 9, um restante arrependido de Israel e de Judá voltou do cativeiro babilônico em 537 AEC. De volta à sua amada terra de origem, eles restauraram a adoração pura. Em segurança, eles também reconstruíram suas casas e plantaram vinhedos e pomares.
Em breve outra condenação de Jeová
20. Que certeza nos deve dar a consideração das mensagens de condenação declaradas por Amós?
20 Examinar as mensagens de condenação divina, proclamadas por Amós, deve dar-nos a certeza de que Jeová acabará com a iniqüidade atual. Por que podemos crer nisso? Primeiro, esses exemplos de como Jeová lidou com os iníquos no passado indicam como ele agirá em nossos dias. Segundo, a execução do julgamento divino contra o reino apóstata de Israel nos garante que Deus destruirá a cristandade, a parte mais repreensível de “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa. — Revelação (Apocalipse) 18:2.
21. Por que a cristandade merece a condenação divina?
21 Não há dúvida de que a cristandade merece a condenação divina. As deploráveis condições religiosas e morais em que ela se encontra falam por si mesmas. A sentença de Jeová contra a cristandade — e o resto do mundo de Satanás — é merecida. E não será possível escapar dela, porque quando chegar a hora de executá-la, as seguintes palavras de Amós, capítulo 9, versículo 1, se cumprirão: “Nenhum deles que estiver fugindo conseguirá fugir e nenhum fugitivo deles conseguirá escapar.” Não importa onde os iníquos se escondam, Jeová os achará.
22. Que particularidades das sentenças condenatórias de Deus são evidentes em 2 Tessalonicenses 1:6-8?
22 As sentenças condenatórias de Deus são sempre merecidas, não é possível escapar delas, e são sempre seletivas. Isso pode ser notado nas palavras do apóstolo Paulo: “Isto toma em conta que é justo da parte de Deus pagar de volta tribulação aos que vos causam tribulação, mas, a vós, os que sofreis tribulação, alívio junto conosco, por ocasião da revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus.” (2 Tessalonicenses 1:6-8) “É justo da parte de Deus” punir os que merecem a condenação por ter causado tribulação aos seus ungidos. Não será possível escapar dessa sentença, pois os iníquos não sobreviverão à ‘revelação de Jesus com os seus anjos poderosos em fogo chamejante’. A condenação divina também será seletiva, pois Jesus trará vingança “sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas”. E a execução da sentença divina trará alívio às pessoas tementes a Deus que sofrem tribulação.
Esperança para os justos
23. Que esperança e consolo podemos derivar do livro de Amós?
23 A profecia de Amós contém uma mensagem maravilhosa de esperança e consolo para os que têm a atitude correta. Conforme predito no livro de Amós, Jeová não aniquilou totalmente o seu povo dos tempos antigos. Por fim ele reuniu os cativos de Israel, conduziu-os de volta à sua terra de origem e os abençoou com muita segurança e prosperidade. O que isso significa para os nossos dias? Podemos ter a certeza de que, durante a execução da sentença divina, Jeová achará os iníquos onde quer que se escondam e também encontrará as pessoas que ele considera merecedoras de sua misericórdia, não importa onde vivam na Terra.
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Busque a Jeová, o examinador dos coraçõesA Sentinela — 2004 | 15 de novembro
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Busque a Jeová, o examinador dos corações
“Buscai-me e continuai vivendo.” — AMÓS 5:4.
1, 2. Em que sentido Jeová “vê o que o coração é”?
JEOVÁ DEUS disse ao profeta Samuel: “O mero homem vê o que aparece aos olhos, mas quanto a Jeová, ele vê o que o coração é.” (1 Samuel 16:7) Em que sentido Jeová “vê o que o coração é”?
2 Nas Escrituras, o coração é muitas vezes usado como símbolo do que a pessoa é no íntimo — seus desejos, pensamentos, emoções e sentimentos. Assim, quando a Bíblia diz que Deus vê o coração, isso significa que ele olha além das aparências e se concentra no que a pessoa realmente é.
Deus examina Israel
3, 4. Conforme Amós 6:4-6, que situação havia no reino de Israel, de dez tribos?
3 Nos dias de Amós, quando o Examinador dos corações observou o reino de Israel, de dez tribos, o que ele viu? Amós 6:4-6 fala de ‘homens que se deitavam em leitos de marfim e se estiravam sobre seus divãs’. Eles ‘comiam os carneiros dentre o rebanho e os novilhos dentre os bezerros cevados’. Tais homens haviam ‘inventado para si instrumentos para canto’ e ‘bebiam em tigelas de vinho’.
4 À primeira vista, isso parece algo agradável. No conforto de suas casas bem mobiliadas, os ricos comiam e bebiam do bom e do melhor e se divertiam ao som de instrumentos musicais da melhor qualidade. Eles também tinham “leitos de marfim”. Os arqueólogos encontraram em Samaria, capital do reino de Israel, belíssimos trabalhos esculpidos em marfim. (1 Reis 10:22) É bem provável que muitos deles fizessem parte de móveis ou de painéis decorativos.
5. Por que Deus estava descontente com os israelitas dos dias de Amós?
5 Será que Jeová estava descontente com o fato de os israelitas viverem confortavelmente, saborearem boa comida, beberem bom vinho e ouvirem bela música? Claro que não! Afinal, ele fornece generosamente tais coisas para o prazer dos seres humanos. (1 Timóteo 6:17) O que desagradava a Jeová eram os desejos errados das pessoas, a condição iníqua de seu coração, sua atitude insolente para com o Deus verdadeiro e sua falta de amor por seus irmãos israelitas.
6. Qual era a condição espiritual de Israel no tempo de Amós?
6 Os que ‘se estiravam sobre seus divãs, comiam os carneiros dentre o rebanho, bebiam vinho e inventavam instrumentos para canto’ podiam esperar uma surpresa. Perguntou-se àqueles homens: “Estais tirando da mente o dia calamitoso?” Eles deveriam ter ficado muito angustiados com as condições de Israel, mas ‘não se haviam afligido diante da catástrofe de José’. (Amós 6:3-6) Olhando além da prosperidade econômica do país, Deus viu que José — ou Israel — se encontrava numa situação catastrófica em sentido espiritual. Apesar disso, o povo vivia o cotidiano sem maiores preocupações. Muitos hoje têm uma atitude similar. Talvez reconheçam que vivemos em tempos difíceis, mas, enquanto não são pessoalmente atingidos, pouco se importam com o sofrimento dos outros e não demonstram interesse em assuntos espirituais.
Israel — uma nação em decadência
7. O que aconteceria se o povo de Israel não acatasse os avisos de Deus?
7 O livro de Amós retrata uma nação em decadência, apesar de sua prosperidade aparente. Visto que os israelitas não acataram os avisos de Deus nem corrigiram seus conceitos, Jeová não mais os protegeria contra os inimigos. Os assírios os arrancariam de seus esplêndidos leitos de marfim e os arrastariam ao cativeiro. Seria o fim do conforto deles.
8. Como Israel veio a estar numa péssima condição em sentido espiritual?
8 Como é que os israelitas vieram a estar nessa condição? Essa situação começou a tomar forma em 997 AEC, quando o Rei Salomão foi sucedido pelo seu filho Roboão, e dez tribos de Israel se separaram das tribos de Judá e Benjamim. O primeiro rei do reino de Israel, de dez tribos, foi Jeroboão I, “filho de Nebate”. (1 Reis 11:26) Jeroboão convenceu o povo do seu país que era muito difícil para eles viajar a Jerusalém a fim de adorar a Jeová. Mas ele não estava realmente interessado no bem-estar do povo, e sim em proteger seus próprios interesses. (1 Reis 12:26) Jeroboão temia que, se os israelitas continuassem a ir ao templo em Jerusalém para as festividades anuais relacionadas com a adoração de Jeová, com o tempo eles passariam a ser leais ao reino de Judá. Na tentativa de evitar isso, Jeroboão erigiu dois bezerros de ouro, um em Dã e o outro em Betel. E assim a adoração de bezerros tornou-se a religião oficial em Israel. — 2 Crônicas 11:13-15.
9, 10. (a) Que observâncias religiosas o Rei Jeroboão I organizou? (b) Como Deus encarava as festividades realizadas em Israel nos dias do Rei Jeroboão II?
9 Jeroboão tentou conferir à nova religião um ar de respeitabilidade. Ele organizou eventos que, de certa forma, eram parecidos com as festividades realizadas em Jerusalém. Em 1 Reis 12:32, lemos: “Jeroboão foi realizar uma festividade no oitavo mês, no décimo quinto dia do mês, igual à festividade que havia em Judá, para fazer ofertas sobre o altar que fizera em Betel.”
10 Jeová nunca aprovou tais festividades religiosas falsas. Ele deixou isso bem claro por meio de Amós mais de um século depois, durante o reinado de Jeroboão II, que se tornou rei do reino de Israel, de dez tribos, por volta de 844 AEC. (Amós 1:1) Conforme Amós 5:21-24, Deus disse: “Odiei, rejeitei as vossas festividades e não terei prazer no cheiro das vossas assembléias solenes. Mas, se me oferecerdes holocaustos, mesmo nas vossas oferendas não terei prazer e não olharei para os vossos sacrifícios de participação em comum, de animais cevados. Afastai de mim o tumulto dos vossos cânticos; e não ouça eu o som melodioso dos vossos instrumentos de cordas. E saia o juízo rolando como águas e a justiça como torrente de fluxo contínuo.”
Similaridades com os nossos dias
11, 12. Que similaridades há entre a adoração no Israel antigo e a praticada pela cristandade?
11 É evidente que Jeová examinou o coração dos participantes das festividades de Israel e rejeitou suas observâncias e oferendas. Similarmente hoje, Deus rejeita as celebrações pagãs da cristandade, como o Natal e a Páscoa. Para os adoradores de Jeová, não pode haver parceria entre a justiça e a violação da lei, e nenhuma associação entre a luz e a escuridão. — 2 Coríntios 6:14-16.
12 Há ainda outras similaridades entre a forma de adoração da cristandade e a dos israelitas adoradores de bezerros. Embora alguns professos cristãos aceitem a verdade da Palavra de Deus, a adoração praticada pela cristandade não é motivada pelo amor genuíno a Deus. Se fosse, ela insistiria em adorar a Jeová “com espírito e verdade”, pois esse é o tipo de adoração que agrada a ele. ( João 4:24) Além do mais, a cristandade não permite que “saia o juízo rolando como águas e a justiça como torrente de fluxo contínuo”. Em vez disso, ela sempre minimiza os requisitos morais de Deus. Tolera a fornicação e outros pecados graves, e algumas igrejas chegam ao ponto de abençoar uniões homossexuais!
‘Amem o que é bom’
13. Por que precisamos acatar as palavras de Amós 5:15?
13 A todos os que desejam adorá-lo de modo aceitável, Jeová diz: “Odiai o que é mau e amai o que é bom.” (Amós 5:15) O amor e o ódio são emoções fortes que se originam do coração figurativo. Visto que o coração é traiçoeiro, precisamos fazer tudo ao nosso alcance para protegê-lo. (Provérbios 4:23; Jeremias 17:9) Se não combatermos os desejos errados que podem surgir no coração, com o tempo podemos começar a amar o que é mau e odiar o que é bom. E se cedermos a esses desejos, fazendo do pecado uma prática, não haverá zelo que nos faça recuperar o favor de Deus. Oremos a ele, então, pedindo ajuda para ‘odiar o que é mau e amar o que é bom’.
14, 15. (a) Em Israel, quem estava entre os que faziam o que é bom, mas como alguns deles foram tratados? (b) Como podemos incentivar os que estão no serviço de tempo integral hoje?
14 Nem todos os israelitas faziam o que era mau aos olhos de Jeová. Oséias e Amós, por exemplo, ‘amavam o que era bom’ e serviram fielmente como profetas. Outros fizeram o voto de nazireu. Enquanto viviam como nazireus, eles se abstinham de produtos da videira, especialmente o vinho. (Números 6:1-4) Como é que os outros israelitas encaravam a vida abnegada dessas pessoas que faziam boas obras? A perturbadora resposta a essa pergunta revela a que ponto havia chegado a decadência do país. Amós 2:12 diz: “Vós fostes dar de beber vinho aos nazireus e impusestes uma ordem aos profetas, dizendo: ‘Não deveis profetizar.’ ”
15 Ao observarem o exemplo fiel dos nazireus e dos profetas, aqueles israelitas deveriam ter se sentido envergonhados e motivados a mudar de comportamento. Mas em vez disso, eles tentavam desanimar os leais de glorificar a Deus, demonstrando falta de amor. Que nunca pressionemos nossos irmãos cristãos que são pioneiros, missionários, superintendentes viajantes ou membros da família de Betel a descontinuar seu serviço de tempo integral simplesmente para voltar a uma suposta vida normal. Muito pelo contrário, procuremos incentivá-los a continuar o bom trabalho!
16. Por que os israelitas estavam numa condição melhor nos dias de Moisés do que no tempo de Amós?
16 Embora muitos israelitas fossem abastados e levassem uma vida confortável nos dias de Amós, eles ‘não eram ricos para com Deus’. (Lucas 12:13-21) Os antepassados deles tiveram apenas maná como alimento no deserto durante 40 anos. Eles não se banqueteavam com carne de touros cevados nem se estiravam preguiçosamente sobre leitos de marfim. No entanto, Moisés tinha razão quando disse a eles: “Jeová, teu Deus, te abençoou em todo ato da tua mão. . . . Jeová, teu Deus, tem estado contigo estes quarenta anos. Não carecias de nada.” (Deuteronômio 2:7) De fato, os israelitas no deserto sempre tiveram o que realmente precisavam. E, acima de tudo, tinham o amor, a proteção e a bênção de Deus!
17. Por que Jeová havia conduzido os israelitas para a Terra Prometida?
17 Jeová lembrou aos contemporâneos de Amós que Ele havia conduzido os israelitas para a Terra Prometida e os ajudado a eliminar do país todos os inimigos. (Amós 2:9, 10) Mas por que Jeová havia tirado os israelitas do Egito e os conduzido à Terra Prometida? Será que foi para que levassem uma vida ociosa e de luxo, e rejeitassem seu Criador? Não! Foi para que pudessem adorar a Jeová como povo livre e espiritualmente puro. Mas os habitantes do reino de Israel, de dez tribos, não odiavam o que era mau nem amavam o que era bom. Eles glorificavam imagens esculpidas em vez de a Deus. Que vergonha!
Jeová exige uma prestação de contas
18. Com que objetivo Jeová nos libertou em sentido espiritual?
18 Deus não fecharia os olhos à conduta vergonhosa dos israelitas. Ele deixou clara sua posição quando disse: “Ajustarei contas convosco por todos os vossos erros.” (Amós 3:2) Essas palavras deveriam nos fazer pensar na nossa própria libertação da escravidão ao Egito moderno — o atual perverso sistema mundial. Jeová não nos libertou para que pudéssemos empenhar-nos por objetivos egoístas, mas para que o louvássemos de coração como povo livre, praticando uma adoração pura. E todos nós prestaremos contas sobre como usamos a liberdade que Deus nos deu. — Romanos 14:12.
19. Conforme Amós 4:4, 5, o que a maioria dos israelitas amava?
19 Infelizmente, a maioria dos habitantes de Israel não acatou a poderosa mensagem proferida por Amós. O profeta expôs a eles a sua condição espiritual doentia nas seguintes palavras registradas em Amós 4:4, 5: “Vinde a Betel e cometei transgressão. Cometei freqüentemente transgressão em Gilgal, . . . pois é assim que o amastes, ó filhos de Israel.” Os israelitas não haviam cultivado desejos corretos. Não haviam protegido seu coração. Por isso a maioria deles começou a amar o que era mau e odiar o que era bom. Aqueles obstinados adoradores de bezerros não mudaram. Jeová exigiria uma prestação de contas, e eles continuariam pecando até morrer!
20. Que proceder mostra que aceitamos o convite registrado em Amós 5:4?
20 Para quem viveu em Israel naquele tempo não deve ter sido fácil permanecer fiel a Jeová. Como os cristãos jovens e idosos bem sabem, hoje também não é fácil nadar contra a corrente. Mesmo assim, o amor a Deus e o desejo de agradá-lo motivaram alguns israelitas a realmente praticar a adoração verdadeira. Jeová fez a eles o caloroso convite registrado em Amós 5:4: “Buscai-me e continuai vivendo.” Hoje em dia, Deus também trata com misericórdia os que se arrependem e o buscam por assimilar conhecimento exato de sua Palavra e então fazer sua vontade. Não é fácil seguir tal proceder, mas ele conduz à vida eterna. — João 17:3.
Prosperidade apesar de fome espiritual
21. Que fome atinge os que não praticam a adoração verdadeira?
21 O que podiam aguardar os que não apoiavam a adoração verdadeira? Fome da pior espécie — fome espiritual! “Eis que vêm dias”, disse o Soberano Senhor Jeová, “e eu vou enviar uma fome à terra, uma fome, não de pão, e uma sede, não de água, mas de se ouvirem as palavras de Jeová”. (Amós 8:11) A cristandade está sofrendo as dores dessa fome espiritual. Mas os sinceros entre seus membros conseguem observar a prosperidade espiritual do povo de Deus e estão afluindo à organização de Jeová. O contraste entre a situação da cristandade e a dos verdadeiros cristãos é demonstrado claramente nas palavras de Jeová: “Eis que os meus próprios servos comerão, mas vós passareis fome. Eis que os meus próprios servos beberão, mas vós passareis sede. Eis que os meus próprios servos se alegrarão, mas vós passareis vergonha.” — Isaías 65:13.
22. Que motivos temos para nos alegrar?
22 Será que nós, como servos de Jeová, apreciamos pessoalmente o que temos em matéria de provisões espirituais e bênçãos? Quando estudamos a Bíblia e as publicações cristãs, e assistimos a nossas reuniões congregacionais, assembléias e congressos, sem dúvida sentimos vontade de ‘gritar de júbilo por causa da boa condição do coração’. Ficamos alegres com o nosso entendimento claro da Palavra de Deus, incluindo a divinamente inspirada profecia de Amós.
23. O que usufruem os que glorificam a Deus?
23 Para todas as pessoas que amam a Deus e desejam glorificá-lo, a profecia de Amós contém uma mensagem de esperança. Não importa qual seja a nossa condição financeira atual ou que provações tenhamos de enfrentar neste mundo atribulado, nós, que amamos a Deus, temos as bênçãos dele e o melhor alimento espiritual. (Provérbios 10:22; Mateus 24:45-47) E quem merece toda a glória por isso é Deus, que nos fornece generosamente todas essas coisas. Portanto, estejamos decididos a louvá-lo eternamente, de todo o coração. Poderemos ter essa honra e alegria se buscarmos a Jeová, o Examinador dos corações.
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