BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Paz verdadeira: de que fonte?
    A Sentinela — 1997 | 15 de abril
    • Paz verdadeira: de que fonte?

      “[Jeová] faz cessar as guerras até a extremidade da terra.” — SALMO 46:9.

      1. Que maravilhosa promessa de paz encontramos na profecia de Isaías?

      “O TRABALHO da verdadeira justiça terá de tornar-se a paz; e o serviço da verdadeira justiça: sossego e segurança por tempo indefinido. E meu povo terá de morar num lugar de permanência pacífico, e em domicílios de plena confiança, e em lugares de descanso sem perturbação.” (Isaías 32:17, 18) Que bela promessa! É a promessa de paz verdadeira trazida por Deus.

      2, 3. Descreva a paz verdadeira.

      2 O que, porém, é paz verdadeira? É simplesmente a ausência de guerra? Ou é apenas um período em que as nações se preparam para a próxima guerra? É a paz verdadeira um mero sonho? São perguntas para as quais precisamos respostas confiáveis. Primeiro, a paz verdadeira é muito mais do que um mero sonho. A paz que Deus promete vai muito além de qualquer coisa que o mundo possa imaginar. (Isaías 64:4) Não é uma paz para alguns anos, ou para algumas décadas. É permanente! E não é uma paz para apenas uns poucos privilegiados — envolve céu e Terra, anjos e humanos. Alcança pessoas de todas as nações, grupos étnicos, idiomas e cor da pele. Não conhece fronteiras, nem barreiras, nem fracassos. — Salmo 72:7, 8; Isaías 48:18.

      3 Paz verdadeira significa paz todos os dias. Significa acordar todas as manhãs sem pensar em guerra, sem que se preocupe com o seu futuro, o futuro de seus filhos ou mesmo o futuro de seus netos. Significa completa paz mental. (Colossenses 3:15) Significa não haver mais crime, nem violência, nem lares desfeitos, nem pessoas desabrigadas, nem pessoas que padecem fome e frio, nem desespero e frustração. Melhor ainda, a paz de Deus significa um mundo sem doença, dor, tristeza ou morte. (Revelação [Apocalipse] 21:4) Que magnífica esperança de duradoura paz verdadeira nós temos! Não é esse o tipo de paz e de felicidade que todos nós almejamos? Não é esse o tipo de paz pela qual devemos orar e nos empenhar?

      Os esforços fracassados da humanidade

      4. Que esforços têm feito as nações em prol da paz, e com que resultados?

      4 Por séculos, homens e nações têm falado de paz, têm debatido a paz e assinado centenas de tratados de paz. Com que resultados? Nos últimos 80 anos, praticamente não houve um único momento sequer em que alguma nação ou grupo não estivesse em guerra. Obviamente, a paz fugiu do alcance da humanidade. Portanto, a pergunta é: por que fracassaram todos os esforços do homem para estabelecer uma paz internacional, e por que é o homem incapaz de trazer uma paz verdadeira que perdure?

      5. Por que têm fracassado constantemente os esforços de paz da humanidade?

      5 A resposta simples é que a humanidade não tem recorrido à fonte certa da paz verdadeira. Sob a influência de Satanás, o Diabo, os homens criaram organizações que caem vítimas de suas próprias fraquezas e vícios — de sua ganância e ambição, de sua ânsia de poder e de destaque. Eles se valeram de instituições de ensino superior, e estabeleceram fundações e centros intelectuais, que apenas têm idealizado mais meios de opressão e de destruição. A que fonte têm sido dirigidos os humanos? A que têm recorrido?

      6, 7. (a) Que histórico criou a Liga das Nações para si? (b) Qual é o histórico das Nações Unidas?

      6 Lá em 1919, as nações depositaram na Liga das Nações as suas esperanças de paz permanente. Essa esperança foi frustrada em 1935 pela invasão da Etiópia por Mussolini e pelo irrompimento da guerra civil na Espanha em 1936. A Liga deixou de funcionar com o irrompimento da Segunda Guerra Mundial em 1939. A chamada paz não havia durado nem 20 anos.

      7 Que dizer das Nações Unidas? Ofereceram qualquer esperança real de paz duradoura em toda a Terra? É evidente que não. Mais de 150 guerras e conflitos armados foram travados desde a sua fundação em 1945! Não é de admirar que Gwynne Dyer, um canadense que estuda as guerras e suas origens, descrevesse a ONU como “associação de caçadores clandestinos transformados em fiscais de caça, e não uma assembléia de santos”, e como “um fórum de debates praticamente impotente”. — Note Jeremias 6:14; 8:15.

      8. Apesar das suas conferências de paz, o que têm feito as nações? (Isaías 59:8)

      8 Apesar de falarem de paz, as nações continuam a inventar e a fabricar armas. Os países que patrocinam conferências de paz muitas vezes são os mesmos que lideram a fabricação de armas. Poderosos interesses comerciais, nesses países, promovem a produção de armamentos mortíferos, incluindo as diabólicas minas terrestres que matam ou ferem anualmente cerca de 26.000 civis, adultos e crianças. A ganância e a corrupção são forças motivadoras. O suborno e o pagamento de propinas são componentes integrantes do comércio internacional de armas. Alguns políticos se enriquecem deste modo.

      9, 10. O que têm declarado peritos do mundo quanto às guerras e aos esforços humanos?

      9 Em dezembro de 1995, o físico polonês Joseph Rotblat, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, exortou as nações a acabarem com a corrida armamentista. Ele disse: “A única maneira de evitar [uma nova corrida armamentista] é abolir a guerra definitivamente.” Acha provável que isso aconteça? Desde 1928, 62 nações ratificaram o Pacto Briand-Kellogg, renunciando à guerra como meio de resolver divergências. A Segunda Guerra Mundial demonstrou claramente que esse pacto não valia nem o papel em que foi escrito.

      10 Não se pode negar que a guerra tem sido uma constante pedra de tropeço no caminho da humanidade na História. Conforme Gwynne Dyer escreveu, “a guerra é uma instituição central na civilização humana, e tem uma história exatamente tão longa quanto a da própria civilização”. Sim, virtualmente todas as civilizações e impérios tiveram seus reverenciados heróis militares, seus exércitos permanentes, suas batalhas famosas, suas sacrossantas academias militares e seus estoques de armas. Contudo, o nosso século tem sido marcado como nenhum outro, tanto pela destruição como pela perda de vidas causadas pela guerra.

      11. Que fator básico tem sido desconsiderado pelos líderes do mundo na sua busca de paz?

      11 É óbvio que os líderes do mundo têm desconsiderado a sabedoria básica de Jeremias 10:23: “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” Sem levar a Deus em conta, não é possível haver paz verdadeira. Será que tudo isso significa que a guerra é inevitável numa sociedade civilizada? Significa isso que a paz — a paz verdadeira — é um sonho impossível de se realizar?

      A raiz do problema

      12, 13. (a) O que revela a Bíblia sobre a causa básica, invisível, da guerra? (b) Como desviou Satanás a atenção da humanidade da solução verdadeira dos problemas do mundo?

      12 Para responder a essas perguntas, temos de entender as causas da guerra. A Bíblia diz claramente que o anjo rebelde, Satanás, é o original “homicida” e “mentiroso”, e que “o mundo inteiro jaz no poder do iníquo”. (João 8:44; 1 João 5:19) O que fez ele para promover suas intenções? Lemos em 2 Coríntios 4:3, 4: “Agora, se as boas novas que declaramos estão de fato veladas, estão veladas entre os que perecem, entre os quais o deus deste sistema de coisas tem cegado as mentes dos incrédulos, para que não penetre o brilho da iluminação das gloriosas boas novas a respeito do Cristo, que é a imagem de Deus.” Satanás faz todo o possível para desviar a atenção da humanidade do Reino de Deus como solução dos problemas do mundo. Ele cega e desencaminha as pessoas com divisórias questões sociais, políticas e religiosas, de modo que estas pareçam ser mais importantes do que o domínio de Deus. Um exemplo recente é o surto mundial do nacionalismo.

      13 Satanás, o Diabo, promove o nacionalismo e o tribalismo, a crença na superioridade de uma nação, raça, ou tribo sobre as demais. Ódios arraigados, reprimidos há séculos, estão sendo reavivados para fomentar mais guerras e mais conflitos. Federico Mayor, diretor-geral da UNESCO, alertou a respeito dessa tendência: “Mesmo onde a tolerância costumava ser a ordem do dia, uma mudança para a xenofobia está-se tornando mais evidente, e as declarações chauvinistas ou racistas, que pareciam ser uma coisa do passado, estão-se tornando cada vez mais freqüentes.” Qual tem sido o resultado? Os horríveis massacres na antiga Iugoslávia e os banhos de sangue tribais em Ruanda são apenas dois de tais acontecimentos que se tornaram manchetes.

      14. Como descreve Revelação 6:4 a guerra e seu efeito em nosso tempo?

      14 A Bíblia predisse que, no tempo do fim deste sistema, um cavalo cor de fogo, simbolizando a guerra, galoparia por toda a Terra. Lemos em Revelação 6:4: “Saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.” Desde 1914 temos visto esse cavaleiro simbólico ‘tirar a paz’, e as nações têm continuado a lutar e a guerrear.

      15, 16. (a) Que papel tem desempenhado a religião nas guerras e nas matanças? (b) Que acha Jeová do que as religiões têm feito?

      15 Não se deve desperceber o papel desempenhado pela religião nessas guerras e matanças. A história sangrenta da humanidade pode ser atribuída, em grande parte, à desencaminhante influência da religião falsa. O teólogo católico Hans Küng escreveu: “É indiscutível que, em termos negativos, destrutivos, [as religiões] têm dado uma enorme contribuição. Elas são responsáveis por muitas lutas, por muitos conflitos sangrentos, sim, por muitas ‘guerras religiosas’; . . . e também pelas duas guerras mundiais.”

      16 O que acha Jeová Deus do papel desempenhado pela religião falsa nas matanças e nas guerras? A condenação da religião falsa, por Deus, registrada em Revelação 18:5, declara: “Os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” A cumplicidade da religião falsa com os governantes políticos do mundo resultou em tanta culpa de sangue, em tantos pecados acumulados, que não é possível Deus ignorar isso. Em breve Ele eliminará por completo esta pedra de tropeço no caminho para a paz verdadeira. — Revelação 18:21.

      O caminho para a paz

      17, 18. (a) Por que não é apenas sonho irrealístico crer que a paz duradoura seja possível? (b) O que já foi feito por Jeová para garantir que haverá paz verdadeira?

      17 Se os homens, por meio de organismos tais como as Nações Unidas, não conseguem implantar uma paz verdadeira e duradoura, de que fonte virá a paz verdadeira, e como? É apenas um sonho irrealístico crer que a paz duradoura seja possível? Não se recorrermos à fonte correta de paz. E quem é essa fonte? O Salmo 46:9 responde, dizendo-nos que Jeová “faz cessar as guerras até a extremidade da terra. Destroça o arco e retalha a lança; as carroças ele queima no fogo”. E Jeová já iniciou o processo de acabar com as guerras e estabelecer paz verdadeira. Como? Por instalar Cristo Jesus no seu trono legítimo do Reino em 1914, e também por promover a maior campanha educacional pela paz na história da humanidade. As palavras proféticas de Isaías 54:13 asseguram-nos: “Todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.”

      18 Essa profecia ilustra o princípio de causa e efeito — isto é, todo efeito tem uma causa. Neste caso, o ensino de Jeová — a causa — transforma pessoas beligerantes em pessoas amantes da paz, que estão em paz com Deus. O efeito é a mudança de coração, que transforma as pessoas em amantes da paz. Esse ensino, que transforma o coração e a mente das pessoas, está agora mesmo sendo difundido no mundo inteiro, à medida que milhões seguem o exemplo do “Príncipe da Paz”, Jesus Cristo. — Isaías 9:6.

      19. Que ensinou Jesus a respeito da paz verdadeira?

      19 E o que ensinou Jesus a respeito da paz verdadeira? Ele não falou meramente de paz entre nações, mas de paz entre pessoas nos seus relacionamentos e da paz interior resultante de uma boa consciência. Em João 14:27 lemos as palavras de Jesus aos seus seguidores: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não a dou a vós do modo como o mundo a dá. Não se aflijam os vossos corações, nem se encolham de temor.” Em que sentido era a paz de Jesus diferente da paz do mundo?

      20. De que modo trará Jesus paz verdadeira?

      20 Primeiro, a paz de Jesus relacionava-se intimamente com a sua mensagem do Reino. Ele sabia que o governo celestial justo, formado por ele e 144.000 co-governantes, acabaria com as guerras e os fomentadores de guerra. (Revelação 14:1, 3) Sabia que implantaria as pacíficas condições paradísicas que ele ofereceu ao malfeitor que morreu ao seu lado. Jesus não lhe ofereceu um lugar no Reino celestial, mas disse: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” — Lucas 23:43.

      21, 22. (a) A paz verdadeira inclui que maravilhosa esperança sustentadora? (b) Que temos de fazer para presenciar essa bênção?

      21 Jesus também sabia que todos os pesarosos que tivessem fé nele seriam consolados pelo seu Reino. A sua paz inclui a maravilhosa e sustentadora esperança da ressurreição. Lembre-se de suas encorajadoras palavras em João 5:28, 29: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento.”

      22 Aguarda você esse tempo? Já perdeu entes queridos na morte? Anseia vê-los novamente? Então, aceite a paz que Jesus oferece. Tenha fé como a de Marta, irmã de Lázaro, que disse a Jesus: “Sei que ele se levantará na ressurreição, no último dia.” Mas note a resposta animadora que Jesus deu a Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, viverá outra vez; e todo aquele que vive e exerce fé em mim nunca jamais morrerá. Crês isso?” — João 11:25, 26.

      23. Por que é essencial o conhecimento exato da Palavra de Deus para se ter paz verdadeira?

      23 Você também poderá crer nesta promessa e tirar proveito dela. Como? Por obter conhecimento exato da Palavra de Deus. Note como o apóstolo Paulo enfatizou a importância do conhecimento exato: “Não cessamos de orar por vós e de pedir que fiqueis cheios do conhecimento exato da sua vontade, em toda a sabedoria e compreensão espiritual, para andardes dignamente de Jeová, com o fim de lhe agradardes plenamente, ao prosseguirdes em dar fruto em toda boa obra e em aumentar no conhecimento exato de Deus.” (Colossenses 1:9, 10) Esse conhecimento exato convencerá você de que Jeová Deus é a fonte de paz verdadeira, e lhe mostrará também o que precisa fazer agora para poder dizer, assim como o salmista: “Vou tanto deitar-me como dormir em paz, pois somente tu, ó Jeová, me fazes morar em segurança.” — Salmo 4:8.

  • Busque a paz verdadeira e empenhe-se por ela!
    A Sentinela — 1997 | 15 de abril
    • Busque a paz verdadeira e empenhe-se por ela!

      “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, . . . desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom; busque a paz e empenhe-se por ela.” — 1 PEDRO 3:10, 11.

      1. Que palavras famosas de Isaías cumprir-se-ão com certeza?

      “TERÃO de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2:4) Embora este texto famoso esteja exposto perto da sede mundial das Nações Unidas na cidade de Nova York, esta organização mundial de forma alguma o tem aplicado. No entanto, visto que esta declaração faz parte da palavra infalível de Jeová Deus, ela não ficará sem cumprimento. — Isaías 55:10, 11.

      2. O que ‘terá de acontecer na parte final dos dias’, segundo Isaías 2:2, 3?

      2 Na realidade, as palavras de Isaías 2:4 fazem parte duma profecia maravilhosa que trata da paz verdadeira — e ela tem cumprimento agora mesmo nos nossos tempos. Antes de proclamar a perspectiva emocionante de não haver mais guerras e armas de guerra, a profecia diz: “Na parte final dos dias terá de acontecer que o monte da casa de Jeová ficará firmemente estabelecido acima do cume dos montes e certamente se elevará acima dos morros; e a ele terão de afluir todas as nações. E muitos povos certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Jeová, à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.’ Pois de Sião sairá a lei e de Jerusalém a palavra de Jeová.” — Isaías 2:2, 3.

      As pessoas podem tornar-se pacíficas

      3. Como pode a pessoa deixar de ser beligerante e se tornar pacífica?

      3 Note que antes de as pessoas poderem adotar um proceder pacífico, elas têm de ser instruídas nos modos de Jeová agir. Aceitar obedientemente o ensino de Jeová pode transformar a maneira de pensar e de agir da pessoa, de modo que o beligerante se torna pacífico. Como se consegue esta transformação? Romanos 12:2 diz: “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.” Reformamos a nossa mente, ou a motivamos numa direção diferente, por enchê-la com princípios e preceitos da Palavra de Deus. O estudo regular da Bíblia ajuda-nos a fazer esta mudança e habilita-nos a provar para nós mesmos qual é a vontade de Jeová para nós, a fim de podermos ver claramente o caminho que devemos seguir. — Salmo 119:105.

      4. Como podemos revestir-nos da nova personalidade pacífica?

      4 A verdade da Bíblia não só transforma nosso modo de pensar, mas também nossas ações e nossa personalidade. Ela nos ajuda a fazer o que o apóstolo Paulo exortou: “Deveis pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos; mas . . . deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” (Efésios 4:22-24) A força que ativa a mente é interior. Ela é transformada e se torna poderosa, ao passo que nosso amor a Jeová e a suas leis aumenta, e torna-nos pessoas espirituais e pacíficas.

      5. De que forma contribui o “novo mandamento” que Jesus deu aos discípulos para a paz entre eles?

      5 Que esta transformação é necessária se vê na instrução que Jesus deu aos discípulos durante as últimas horas que passou com eles: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) Este amor altruísta, semelhante ao de Cristo, mantém os discípulos num perfeito vínculo de união. (Colossenses 3:14) Apenas os que estiverem dispostos a aceitar e a viver segundo este “novo mandamento” usufruirão a paz prometida por Deus. Existem hoje pessoas que fazem isso?

      6. Por que usufruem as Testemunhas de Jeová a paz, em contraste com as pessoas do mundo?

      6 As Testemunhas de Jeová esforçam-se a mostrar amor na sua fraternidade mundial. Embora procedam de todas as nações do mundo, não se envolvem nas controvérsias deste, nem quando sujeitas a severas pressões políticas e religiosas. Como povo unido, são ensinadas por Jeová e usufruem a paz. (Isaías 54:13) Mantêm-se neutras nos conflitos políticos e não participam nas guerras. Algumas delas, antes pessoas violentas, abandonaram este estilo de vida. Tornaram-se cristãos amantes da paz, imitando o exemplo de Jesus Cristo. E seguem de todo o coração o conselho de Pedro: “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os seus lábios de falar engano, mas desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom; busque a paz e empenhe-se por ela.” — 1 Pedro 3:10, 11; Efésios 4:3.

      Os que se empenham pela paz

      7, 8. Cite exemplos de pessoas que renunciaram à guerra e passaram a buscar a paz verdadeira. (Relate outros que souber.)

      7 Por exemplo, há Rami Oved, ex-oficial dum esquadrão antiterrorista especializado. Ele foi treinado para matar seus inimigos. Acreditava fervorosamente no seu nacionalismo israelense, até o dia em que descobriu que os rabinos não queriam que ele se casasse com a mulher que amava, só porque ela era asiática, gentia. Ele começou a pesquisar a verdade na Bíblia. Então entrou em contato com as Testemunhas de Jeová. Seu estudo da Bíblia com as Testemunhas convenceu-o de que não mais podia ser um nacionalista fanático. O amor cristão significava renunciar à guerra e às armas, e aprender a amar pessoas de todas as raças. Como foi grande a surpresa dele quando recebeu uma carta com a saudação: “Meu irmão Rami”! O que havia de tão extraordinário nisso? O remetente da carta era uma Testemunha palestina. “Eu achava isso incrível”, disse Rami, “pois os palestinos eram meus inimigos e agora um deles me chamava de ‘meu irmão’”. Rami e sua esposa empenham-se agora pela paz verdadeira do modo de Deus.

      8 Outro exemplo é o de Georg Reuter, que serviu no exército alemão que invadiu a Rússia durante a Segunda Guerra Mundial. Ele logo ficou desiludido com o ambicioso esquema de Hitler para dominar o mundo. Ao retornar da guerra, começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová. Ele escreveu: “Por fim, as coisas começaram a ficar claras para mim. Compreendi que Deus não era culpado de todo o sangue derramado. . . . Fiquei sabendo que Seu propósito era estabelecer um paraíso em toda a Terra, com bênçãos eternas para a humanidade obediente. . . . Hitler se jactara de seu ‘Reich de Mil Anos’, mas só havia governado 12 [anos] — e com aquele resultado horrível! É Cristo, e não Hitler, . . . que pode estabelecer e que estabelecerá um reinado milenar sobre a Terra.” Georg, já por uns 50 anos, serve como enviado da paz verdadeira no ministério de tempo integral.

      9. Como prova aquilo que as Testemunhas de Jeová passaram na Alemanha nazista que elas são corajosas, mas pacíficas?

      9 A integridade e a neutralidade das Testemunhas de Jeová na Alemanha, durante o regime nazista, continuam a dar testemunho do seu amor a Deus e à paz mesmo agora, mais de 50 anos depois. Um folheto publicado pelo Museu Memorial do Holocausto, dos Estados Unidos, em Washington, DC, declara: “As Testemunhas de Jeová resistiram à intensa perseguição sob o regime nazista. . . . A coragem da vasta maioria em se recusar [a renunciar à sua religião], em face de tortura, maus-tratos em campos de concentração e, às vezes, execução, granjeou-lhes o respeito de muitos contemporâneos.” Então acrescenta: “Durante a libertação dos campos, as Testemunhas de Jeová continuaram o seu trabalho, misturando-se entre os sobreviventes, fazendo conversos.”

      Uma mudança muito maior

      10. (a) Que grande mudança é necessária para haver paz verdadeira? (b) Como foi isso retratado no livro de Daniel?

      10 Significa isso que as Testemunhas de Jeová acreditam que possam trazer paz ao mundo inteiro por meio de uma conversão em massa para a crença na neutralidade cristã? Não! Para se restaurar a paz na Terra, é preciso uma mudança muito maior. De que se trata? O domínio humano, divisório, opressivo e violento, precisa dar lugar ao domínio do Reino de Deus, pelo qual Jesus ensinou que seus discípulos orassem. (Mateus 6:9, 10) Mas como isso se dará? Num sonho de inspiração divina, o profeta Daniel soube que, nos últimos dias, o Reino de Deus, igual a uma enorme pedra, ‘cortada sem mãos humanas’, esmiuçaria uma gigantesca imagem representando os domínios políticos da humanidade sobre a Terra. Depois ele proclamou: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Daniel 2:31-44.

      11. De que modo fará Jeová a mudança necessária para haver paz?

      11 Por que ocorrerá esta mudança radical no cenário mundial? Porque Jeová prometeu que eliminará da Terra todos os que a poluem e arruínam. (Revelação [Apocalipse] 11:18) Esta transformação ocorrerá na guerra justa de Jeová contra Satanás e seu mundo iníquo. Lemos em Revelação [Apocalipse] 16:14, 16: “São, de fato, [impuras] expressões inspiradas por demônios e realizam sinais, e vão aos reis [os governantes políticos] de toda a terra habitada, a fim de ajuntá-los para a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso. E ajuntaram-nos ao lugar que em hebraico se chama Har-Magedon.”

      12. Como será o Armagedom?

      12 Como será o Armagedom? Não será um apocalipse nuclear, nem uma calamidade provocada por humanos. Não, trata-se da guerra de Deus para acabar com todas as guerras humanas e aniquilar todos os que as promovem. É a guerra de Deus para implantar a paz verdadeira para os que amam a paz. Deveras, o Armagedom vem assim como Jeová determinou. Não demorará. Seu profeta Habacuque foi inspirado a escrever: “A visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” (Habacuque 2:3) Por causa de nossos sentimentos humanos talvez esse dia pareça demorar, mas Jeová cumpre sua programação. O Armagedom sobrevirá na hora predeterminada por Jeová.

      13. Como lidará Deus com o verdadeiro culpado, Satanás, o Diabo?

      13 Esta ação decisiva preparará o caminho para a paz verdadeira! Mas para se estabelecer firmemente a paz verdadeira é preciso fazer mais uma coisa — eliminar aquele que causa divisões, ódios e lutas. E isto é exatamente o que a Bíblia profetiza como acontecendo a seguir — Satanás, o fomentador de guerra e o pai da mentira, será lançado no abismo. O apóstolo João viu este evento numa visão profética, registrada em Revelação 20:1-3: “Eu vi descer do céu um anjo com a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. E ele se apoderou do dragão, a serpente original, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. E lançou-o no abismo, e fechou e selou este sobre ele, para que não mais desencaminhasse as nações até que tivessem terminado os mil anos.”

      14. Como se pode descrever a ação triunfante de Jeová contra Satanás?

      14 Não se trata dum sonho; é a promessa de Deus — e a Bíblia diz: “É impossível que Deus minta.” (Hebreus 6:18) Por isso é que Jeová pôde dizer por meio do seu profeta Jeremias: “‘Eu sou Jeová, Aquele que usa de benevolência, de juízo e de justiça na terra; porque é destas coisas que me agrado’, é a pronunciação de Jeová.” (Jeremias 9:24) Jeová age com retidão e justiça, e ele se agrada da paz que instituirá na Terra.

      Domínio exercido pelo Príncipe da Paz

      15, 16. (a) A quem escolhe Jeová para ser Rei? (b) Como é descrito este governo e quem participará nele?

      15 Para garantir que todos os que viverem sob o seu Reino tenham paz verdadeira, Jeová deu o domínio ao verdadeiro Príncipe da Paz, Jesus Cristo, conforme predito em Isaías 9:6, 7: “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim . . . O próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso.” Também o salmista escreveu profeticamente sobre o domínio pacífico do Messias: “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua.” — Salmo 72:7.

      16 Além disso, 144.000 irmãos de Cristo, ungidos com o espírito, governarão com ele nos céus. São os co-herdeiros de Cristo a respeito dos quais Paulo escreveu: “O Deus que dá paz, por sua parte, esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés. A benignidade imerecida de nosso Senhor Jesus seja convosco.” (Romanos 16:20) Deveras, esses participarão desde os céus na vitória de Cristo contra o fomentador de guerra, Satanás, o Diabo!

      17. Que temos de fazer para herdar a paz verdadeira?

      17 De modo que a pergunta é: o que precisa você fazer para herdar a paz verdadeira? Esta só pode vir do modo de Deus, e para ganhá-la você precisa tomar uma ação positiva. Tem de aceitar o Príncipe da Paz e recorrer a ele. Isto significa que tem de aceitar a Cristo no seu papel de Redentor e Resgatador da humanidade pecadora. O próprio Jesus proferiu essas famosas palavras: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Está disposto a exercer fé em Cristo Jesus como Agente de Deus para trazer paz verdadeira e salvação? Não há outro nome debaixo do céu que possa estabelecer e garantir a paz. (Filipenses 2:8-11) Por quê? Porque Jesus é o Escolhido por Deus. Ele é o maior mensageiro da paz que já andou na Terra. Escutará você a Jesus e seguirá o exemplo dele?

      18. Que devemos fazer em resposta às palavras de Jesus registradas em João 17:3?

      18 “Isto significa vida eterna”, disse Jesus, “que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo”. (João 17:3) Chegou o tempo para você absorver conhecimento exato por assistir regularmente às reuniões das Testemunhas de Jeová no Salão do Reino. Essas reuniões educativas o motivarão a transmitir seu conhecimento e sua esperança a outros. Você também pode tornar-se um enviado da paz de Deus. Pode usufruir a paz agora por confiar em Jeová Deus, conforme declarado em Isaías 26:3, segundo a versão Almeida, da Imprensa Bíblica Brasileira: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” Em quem deve você confiar? “Confiai em Jeová para todo o sempre, pois em Jah Jeová está a Rocha dos tempos indefinidos.” — Isaías 26:4.

      19, 20. Que aguarda os que hoje buscam a paz e se empenham por ela?

      19 Tome agora posição para com a vida eterna no novo mundo pacífico de Deus. A Palavra de Deus nos assegura em Revelação 21:3, 4: “Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles. E enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” Não é este o futuro pacífico que anseia ter?

      20 Lembre-se então do que Deus prometeu. “Os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz. Vigia o inculpe e mantém a vista no homem reto, porque o futuro deste homem será pacífico.” (Salmo 37:11, 37) Quando este dia feliz vier, diremos com gratidão: “Enfim, paz verdadeira! Graças a Jeová Deus, a fonte da paz verdadeira!”

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar