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Prova visível do holocaustoDespertai! — 1993 | 8 de novembro
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Um museu para educar
O Instituto de Pesquisa do Holocausto do museu inclui uma extensa biblioteca e arquivos. Servirá também como centro internacional de erudição sobre o Holocausto. “Estamos dedicados à instrução e à educação do público”, diz a Dra. Elizabeth Koenig, diretora da Biblioteca do Museu. A biblioteca terá informações a respeito de alguns dos grupos minoritários que estavam nos campos de concentração. “Já temos muitas informações sobre as Testemunhas de Jeová”, diz ela.
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Prova visível do holocaustoDespertai! — 1993 | 8 de novembro
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O valor do museu
“Acho que há muitíssimo significado nesse museu”, diz a historiadora Dra. Christine Elizabeth King, vice-reitora substituta da Universidade de Staffordshire, na Inglaterra. “Em primeiro lugar, há o registro. E está aqui para contestar os que dizem: ‘Isto nunca aconteceu.’ Existe evidência abundante, bem como as testemunhas que sobreviveram ao Holocausto. Em segundo lugar, o museu é um excelente instrumento educacional.”
“E para as Testemunhas de Jeová”, continua ela, “é muito importante poder ver seus irmãos e irmãs que sofreram, que morreram e que deram suas vidas. Ver isto registrado é algo muito especial”.
[Quadro na página 18]
O texto na coluna reza:
“TESTEMUNHAS DE JEOVÁ”
“A fustigação nazista contra as Testemunhas de Jeová começou em 1933. Por se recusarem a prestar serviço militar e não jurarem lealdade ao regime, testemunhas de Jeová muitas vezes eram acusadas de espionagem e conspiração contra o Estado. Os nazistas interpretavam como ameaças revolucionárias as predições de uma anarquia futura feitas pelas Testemunhas de Jeová, e suas profecias sobre o retorno dos judeus à Palestina como declarações sionistas.
“Não obstante, as Testemunhas de Jeová continuaram a se reunir, a pregar e a distribuir literatura. Perderam seus empregos, pensões e todos os direitos civis e, a partir de 1937, foram enviadas a campos de concentração. Ali, os nazistas as classificaram como ‘prisioneiros voluntários’: as testemunhas de Jeová que renunciassem às suas crenças podiam ser libertadas. Nem sequer uma delas abjurou.”
[Quadro na página 19]
“Uma importante história a contar”
“As Testemunhas de Jeová são um dos casos mais notáveis. Por causa de suas crenças religiosas, foram uma das primeiras religiões banidas . . . pelo governo nazista alemão em 1933. Foi simplesmente porque compreenderam que deviam obediência e obrigação a uma lei superior, a lei de Deus. Em resultado disso, foram perseguidas tão impiedosamente como os judeus e os ciganos e colocados em campos de concentração onde muitas delas perderam a vida.
“É uma importante história a contar. Talvez o aspecto mais trágico disso [tenha sido] o de filhos de testemunhas de Jeová. Quando o pai tinha de ser levado a um campo e a mãe estava detida, eles eram colocados numa fileira dos fundos, na escola, junto com crianças judias e ciganas. Se as crianças persistissem em não fazer a saudação ‘Heil Hitler!’ ou prestar outras homenagens ao Estado nazista, elas eram classificadas como delinqüentes juvenis só por causa de suas crenças. E essas crianças, naturalmente, pagavam não apenas pelos pretensos e alegados crimes de seus pais, que eram crimes de consciência, mas também pelo fato de serem seus filhos.” — Dra. Sybil Milton, historiadora-chefe do museu.
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