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  • Ele ensina sobre o divórcio e o amor às crianças
    Jesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
    • Ele ensina sobre o divórcio e o amor às crianças

      MATEUS 19:1-15 MARCOS 10:1-16 LUCAS 18:15-17

      • JESUS MOSTRA O PONTO DE VISTA DE DEUS SOBRE O DIVÓRCIO

      • O DOM DO ESTADO DE SOLTEIRO

      • A IMPORTÂNCIA DE SER COMO CRIANÇAS

      Jesus e os discípulos saem da Galileia, atravessam o rio Jordão e seguem para o sul, através da Pereia. Quando esteve pela última vez na Pereia, Jesus falou aos fariseus sobre o padrão divino para o divórcio. (Lucas 16:18) Agora, eles falam sobre isso para testar Jesus.

      Moisés escreveu que era permitido se divorciar de uma mulher caso se descobrisse “alguma coisa indecente” da parte dela. (Deuteronômio 24:1) Há diferentes opiniões sobre o que seria um motivo para o divórcio. Alguns acreditam que isso inclui assuntos de menor importância. Por isso, os fariseus perguntam: “É permitido que um homem se divorcie da sua esposa por qualquer motivo?” — Mateus 19:3.

      Em vez de recorrer à opinião de humanos, Jesus habilmente se refere ao conceito de Deus sobre o casamento: “Não leram que aquele que os criou no princípio os fez homem e mulher, e disse: ‘Por essa razão o homem deixará seu pai e sua mãe e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’? De modo que não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, o homem não deve separar.” (Mateus 19:4-6) Ao unir Adão e Eva no casamento, Deus não abriu exceção para o divórcio.

      Os fariseus não concordam com Jesus: “Então, por que Moisés mandou que o homem desse a ela um certificado de divórcio e a mandasse embora?” (Mateus 19:7) Jesus lhes diz: “Foi por causa da dureza do coração de vocês que Moisés lhes fez a concessão de se divorciarem de suas esposas, mas não era assim no princípio.” (Mateus 19:8) Esse “princípio” não se refere aos dias de Moisés, mas a quando Deus instituiu o casamento no Éden.

      Então Jesus apresenta uma importante verdade: “Quem se divorcia da sua esposa, a não ser por causa de imoralidade sexual [em grego, porneía], e se casa com outra, comete adultério.” (Mateus 19:9) Assim, a imoralidade sexual é a única base bíblica para o divórcio.

      Os discípulos chegam à seguinte conclusão: “Se essa é a situação entre o homem e sua esposa, não é aconselhável se casar.” (Mateus 19:10) Assim, quem pensa em se casar deve considerar o casamento como algo permanente.

      Com respeito ao estado de solteiro, Jesus explica que alguns nascem eunucos, incapazes de ter relações sexuais. Outros são feitos eunucos e se tornam incapazes de ter relações. Mas há também aqueles que decidem controlar seu desejo de ter relações. Fazem isso a fim de se concentrar mais plenamente nos assuntos do Reino. Jesus encoraja seus ouvintes: “Dê lugar a isso [o estado de solteiro] aquele que pode dar lugar a isso.” — Mateus 19:12.

      Agora as pessoas começam a trazer seus filhos até Jesus. Mas os discípulos as repreendem, provavelmente querendo impedir que o incomodem. Vendo isso, Jesus fica indignado e lhes diz: “Deixem as criancinhas vir a mim. Não tentem impedi-las, pois o Reino de Deus pertence aos que são como elas. Eu lhes digo a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, de modo algum entrará nele.” — Marcos 10:14, 15; Lucas 18:15.

      Que excelente lição! Para entrar no Reino de Deus, precisamos ser humildes e estar dispostos a aprender, como as crianças. Então Jesus mostra como ama os pequeninos por pegá-los nos braços e abençoá-los. Ele demonstra terno amor por todos que ‘recebem o Reino de Deus como uma criancinha’. — Lucas 18:17.

  • Jesus fala com um jovem governante rico
    Jesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
    • Jesus ainda está viajando pela Pereia em direção a Jerusalém. Um jovem rico vai até ele e se ajoelha. O homem é “um dos líderes”, talvez seja presidente da sinagoga ou membro do Sinédrio. Ele pergunta: “Bom Instrutor, o que devo fazer para herdar a vida eterna?” — Lucas 8:41; 18:18; 24:20.

      Jesus responde: “Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um só, Deus.” Provavelmente o homem usa “bom” como título, assim como os rabinos fazem. Embora Jesus seja um bom instrutor, ele deixa claro para o homem que o título “Bom” pertence apenas a Deus.

      Jesus o aconselha: “Porém, se você quer entrar na vida, obedeça sempre aos mandamentos.” Por isso, o homem pergunta: “Quais?” Jesus cita cinco dos Dez Mandamentos: não assassinar, não cometer adultério, não roubar, não dar falso testemunho e honrar os pais. Então acrescenta um mandamento mais importante: “Ame o seu próximo como a si mesmo.” — Mateus 19:17-19.

      O homem diz: “Tenho cumprido todos esses. O que me falta ainda?” (Mateus 19:20) Talvez ele ache que ainda tem de fazer alguma boa ação ou algo extraordinário que o qualifique para a vida eterna. Percebendo que o seu pedido é sincero, Jesus ‘sente amor por ele’. (Marcos 10:21) No entanto, o homem tem um obstáculo diante de si.

      O homem tem muito apego aos seus bens materiais. Então Jesus diz: “Falta uma coisa a seu respeito: vá, venda o que você tem e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu; e venha ser meu seguidor.” O homem podia distribuir seu dinheiro aos pobres, que não têm como lhe pagar, e se tornar discípulo de Jesus. Provavelmente sentindo pena do homem, Jesus o vê se levantar e ir embora triste. Por se apegar às riquezas, suas “muitas posses”, o verdadeiro tesouro fica escondido do homem. (Marcos 10:21, 22) Jesus diz: “Como será difícil para os que têm dinheiro entrar no Reino de Deus!” — Lucas 18:24.

      Os discípulos ficam surpresos com essas palavras e com o que Jesus diz a seguir: “De fato, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha de costura, do que um rico entrar no Reino de Deus.” Isso leva os discípulos a perguntar: “Quem é que pode ser salvo?” Ele diz: “As coisas impossíveis para os homens são possíveis para Deus.” — Lucas 18:25-27.

      Pedro destaca que eles fizeram uma escolha diferente da feita pelo homem rico, dizendo: “Veja, deixamos tudo e seguimos o senhor. O que haverá então para nós?” Jesus menciona o resultado dessa escolha correta: “Na recriação, quando o Filho do Homem se sentar no seu trono glorioso, vocês que me seguiram se sentarão em 12 tronos e julgarão as 12 tribos de Israel.” — Mateus 19:27, 28.

      Fica claro que Jesus está falando do futuro, quando haverá a recriação das condições que existiam no jardim do Éden. Pedro e os outros discípulos serão recompensados por governar com Jesus sobre o Paraíso terrestre, uma recompensa que vale qualquer sacrifício.

      Contudo, as recompensas não são apenas futuras. Os discípulos já são recompensados agora, pois Jesus diz: “Não há ninguém que tenha deixado casa, esposa, irmãos, pais ou filhos por causa do Reino de Deus que não receba muitas vezes mais neste tempo e, no futuro sistema de coisas, a vida eterna.” — Lucas 18:29, 30.

      Não importa para onde vão, a amizade que os discípulos de Jesus podem ter com seus irmãos na fé é mais achegada e valiosa do que a amizade com pessoas da própria família. Infelizmente, parece que o jovem governante rico vai perder essa bênção, bem como a recompensa da vida no Reino celestial de Deus.

      Jesus acrescenta: “Mas muitos que são primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros.” (Mateus 19:30) O que ele quer dizer?

      O jovem governante rico está entre os “primeiros”, pois é um dos líderes dos judeus. Por obedecer aos mandamentos de Deus, ele tem potencial para o futuro e pode se esperar muito dele. Mas está colocando as riquezas à frente de tudo na vida. Por outro lado, as pessoas comuns percebem que os ensinamentos de Jesus são a verdade e o caminho para a vida. Elas têm sido as ‘últimas’, por assim dizer, mas agora se tornam as ‘primeiras’, pois têm a perspectiva de se sentar em tronos no céu com Jesus e governar sobre o Paraíso terrestre.

  • A ilustração dos trabalhadores no vinhedo
    Jesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
    • Jesus acaba de dizer aos seus ouvintes na Pereia que “muitos que são primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros”. (Mateus 19:30) Ele enfatiza isso com uma ilustração sobre trabalhadores em um vinhedo.

      Jesus diz: “Pois o Reino dos céus é semelhante a um proprietário, que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para o seu vinhedo. Depois de combinar com os trabalhadores um denário por dia, mandou-os ao seu vinhedo. Por volta da terceira hora, ao sair novamente, viu outros que estavam na praça principal sem trabalhar, e disse a eles: ‘Vão vocês também ao vinhedo, e eu lhes darei o que for justo.’ De modo que eles foram. Ele saiu novamente por volta da sexta hora e da nona hora, e fez o mesmo. Finalmente, por volta da décima primeira hora, ele saiu e encontrou outros parados ali, e lhes perguntou: ‘Por que ficaram aqui o dia todo sem trabalhar?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou.’ Disse-lhes: ‘Vão também ao vinhedo.’” — Mateus 20:1-7.

      É provável que os ouvintes pensem em Jeová Deus quando Jesus fala sobre “o Reino dos céus” e “um proprietário”. As Escrituras identificam Jeová como o proprietário de um vinhedo, que representa a nação de Israel. (Salmo 80:8, 9; Isaías 5:3, 4) Os que estão debaixo do pacto da Lei são comparados a trabalhadores no vinhedo. Mas Jesus não está fazendo uma ilustração sobre o passado. Ele está descrevendo uma situação dos seus dias.

      Assim como os fariseus, que há pouco tempo testaram Jesus sobre o divórcio, os líderes religiosos aparentemente estão sempre trabalhando no serviço a Deus. Eles são como os que trabalham o dia todo e que esperam receber um denário, o pagamento completo de um dia de trabalho.

      Para os sacerdotes e outros como eles, os judeus comuns não servem tão plenamente a Deus e são comparados aos que trabalham menos tempo no vinhedo. Nessa ilustração, esses são os homens contratados “por volta da terceira hora” (9 horas) ou mais tarde: na sexta, na nona e finalmente na décima primeira hora (17 horas).

      Os que seguem Jesus são vistos como “pessoas amaldiçoadas”. (João 7:49) Eles têm trabalhado como pescadores ou em outra ocupação braçal durante quase toda a vida. Então, por volta de outubro de 29 EC, “o dono do vinhedo” envia Jesus para chamar esses humildes a fim de trabalhar para Deus como discípulos de Cristo. Eles são “os últimos” mencionados por Jesus, os trabalhadores da décima primeira hora no vinhedo.

      Concluindo, Jesus descreve o que ocorre no final do dia de trabalho: “Quando anoiteceu, o dono do vinhedo disse ao seu administrador: ‘Chame os trabalhadores e pague-lhes seu salário, começando com os últimos e terminando com os primeiros.’ Quando os homens da décima primeira hora chegaram, cada um deles recebeu um denário. Então, quando os primeiros chegaram, concluíram que receberiam mais, mas eles também receberam o pagamento de um denário cada um. Após recebê-lo, começaram a reclamar contra o proprietário e disseram: ‘Esses últimos homens trabalharam só uma hora; ainda assim o senhor os igualou a nós, que suportamos o fardo do dia e o calor intenso!’ Mas ele disse, em resposta, a um deles: ‘Amigo, não lhe faço nenhuma injustiça. Você não concordou comigo em um denário? Pegue o que é seu e vá. Eu quero dar a esse último o mesmo que a você. Não tenho o direito de fazer o que quero com as minhas próprias coisas? Ou você ficou com inveja porque eu fui bom com eles?’ Desse modo, os últimos serão primeiros; e os primeiros, últimos.” — Mateus 20:8-16.

      Os discípulos talvez se perguntem sobre o significado do final da ilustração. Como os líderes religiosos judeus, que pensam ser “os primeiros”, se tornarão “últimos”? E como os discípulos de Jesus se tornarão “primeiros”?

      Os discípulos de Jesus, a quem os fariseus e outros veem como “últimos”, serão os “primeiros”, pois receberão o pagamento completo. Com a morte de Jesus, a Jerusalém terrestre será rejeitada, e Deus escolherá uma nova nação, “o Israel de Deus”. (Gálatas 6:16; Mateus 23:38) João Batista se referiu aos que fariam parte do “Israel de Deus” quando falou sobre o futuro batismo com espírito santo. Esses, que têm sido “últimos”, serão os primeiros a ter esse batismo e a receber o privilégio de ser testemunhas de Jesus “até a parte mais distante da terra”. (Atos 1:5, 8; Mateus 3:11) Pelo que entenderam da grande mudança de que Jesus está falando, pode ser que os discípulos imaginem a forte oposição que enfrentarão por parte dos líderes religiosos, que se tornam “os últimos”.

  • Os apóstolos mais uma vez buscam ter destaque
    Jesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
    • Jesus e seus discípulos estão viajando pela Pereia, indo em direção a Jerusalém ao sul. Quase no final da viagem, atravessam o rio Jordão, próximo de Jericó. Outras pessoas os acompanham para a Páscoa de 33 EC.

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