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Tenha a atitude mental de CristoA Sentinela — 2009 | 15 de setembro
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Tenha a atitude mental de Cristo
‘Tende entre vós a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve.’ — ROM. 15:5.
1. Por que devemos procurar adotar a atitude mental de Cristo?
“VINDE a mim”, disse Jesus Cristo. “Aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas.” (Mat. 11:28, 29) Esse caloroso convite reflete bem a amorosa atitude mental de Jesus. Nenhum humano poderia ser um exemplo melhor para seguir. Embora fosse o poderoso Filho de Deus, ele demonstrou empatia e ternura, em especial para com os necessitados.
2. Que aspectos da atitude de Jesus consideraremos?
2 Neste e nos dois próximos artigos veremos como desenvolver e manter a mesma atitude mental de Jesus e refletir “a mente de Cristo” em nossa vida. (1 Cor. 2:16) Focalizaremos principalmente cinco aspectos: a brandura e humildade de Jesus, sua bondade, sua obediência a Deus, sua coragem e seu inabalável amor.
Aprenda da brandura de Jesus
3. (a) Cite uma lição de humildade que Jesus ensinou a seus discípulos. (b) Como Jesus reagia quando seus discípulos revelavam fraquezas?
3 Jesus, o perfeito Filho de Deus, de bom grado veio à Terra para servir entre pessoas imperfeitas e pecadoras. Algumas destas mais tarde o matariam. Mas Jesus sempre manteve sua alegria e autodomínio. (1 Ped. 2:21-23) ‘Olhar atentamente’ para o exemplo de Jesus pode nos ajudar a fazer o mesmo quando as falhas e imperfeições de outros nos afetam. (Heb. 12:2) Jesus convidou seus discípulos a ‘entrar sob o seu jugo com ele’ e assim aprender dele. (Mat. 11:29, nota) O que poderiam aprender? Que Jesus era de temperamento brando e paciente com seus discípulos, apesar das falhas deles. Na noite anterior à sua morte, Jesus lavou os pés deles, ensinando-lhes uma lição de ‘humildade de coração’ que eles jamais esqueceriam. (Leia João 13:14-17.) Mais tarde, quando Pedro, Tiago e João deixaram de ‘se manter vigilantes’, Jesus foi compreensivo e reconheceu a fraqueza deles. “Simão, estás dormindo?”, perguntou ele. “Homens, mantende-vos vigilantes e orai, a fim de que não entreis em tentação. O espírito, naturalmente, está ansioso, mas a carne é fraca.” — Mar. 14:32-38.
4, 5. Como o exemplo de Jesus pode nos ajudar a lidar com as falhas de outros?
4 Como nós reagimos se um irmão na fé demonstra ter um espírito competitivo, ofende-se com facilidade ou demora em aplicar os conselhos dos anciãos ou do “escravo fiel e discreto”? (Mat. 24:45-47) Talvez aceitemos com facilidade que as pessoas no mundo de Satanás demonstrem características carnais. Mas pode ser que achemos difícil perdoar as imperfeições de nossos irmãos. Se as falhas de outros facilmente nos aborrecem, temos de nos perguntar: ‘Como posso refletir melhor “a mente de Cristo”?’ Procure lembrar-se de que Jesus não ficava aborrecido com seus discípulos, mesmo quando eles mostravam certa medida de fraqueza espiritual.
5 Considere o caso do apóstolo Pedro. Quando Jesus lhe disse para sair do barco e andar por cima das águas, Pedro realmente conseguiu fazer isso por um tempo. Mas daí Pedro olhou para a ventania e começou a afundar. Será que Jesus ficou irado e disse: “Bem feito! Que isso lhe sirva de lição”? Não! “Estendendo imediatamente a mão, Jesus agarrou-o e disse-lhe: ‘Ó tu, de pouca fé, por que cedeste à dúvida?’” (Mat. 14:28-31) Se um dia tivermos de lidar com a aparente falta de fé de um irmão, poderíamos simbolicamente estender a mão e ajudá-lo a ter mais fé? Sem dúvida, podemos aprender do modo brando de Jesus agir com Pedro.
6. O que Jesus ensinou a seus apóstolos sobre buscar destaque?
6 Pedro também costumava se envolver na freqüente discussão dos apóstolos sobre qual deles era o maior. Tiago e João desejavam sentar-se um à direita e outro à esquerda de Jesus no seu Reino. Quando Pedro e os outros apóstolos ouviram isso, ficaram indignados. Jesus sabia que eles haviam desenvolvido essa atitude provavelmente por causa da influência da sociedade em que foram criados. Chamando-os a si, ele disse: “Sabeis que os governantes das nações dominam sobre elas e que os grandes homens exercem autoridade sobre elas. Não é assim entre vós; mas, quem quiser tornar-se grande entre vós tem de ser o vosso ministro, e quem quiser ser o primeiro entre vós tem de ser o vosso escravo.” Daí, Jesus mencionou seu próprio exemplo: “Assim como o Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” — Mat. 20:20-28.
7. Como cada um de nós pode contribuir para a união na congregação?
7 Refletir sobre a humilde atitude mental de Jesus pode nos ajudar a ‘comportar-nos como menores’ entre nossos irmãos. (Luc. 9:46-48) Fazer isso contribui para a união. Jeová, como pai de uma grande família, deseja que seus filhos ‘morem juntos em união’, ou seja, que se dêem bem. (Sal. 133:1) Jesus orou a seu Pai pedindo que os cristãos verdadeiros fossem unidos, para que, como disse ele, “o mundo tenha conhecimento de que tu me enviaste e que os amaste assim como amaste a mim”. (João 17:23) Assim, a nossa união ajuda a nos identificar como seguidores de Cristo. Para ter essa união, temos de ter o mesmo conceito de Cristo quanto às imperfeições de outros. Jesus era perdoador e ensinou que apenas por sermos perdoadores é que podemos receber perdão. — Leia Mateus 6:14, 15.
8. O que podemos aprender do exemplo daqueles que já servem a Deus há um bom tempo?
8 Também podemos aprender muito por imitar a fé daqueles que já por muitos anos imitam a Cristo. Assim como Jesus, em geral esses irmãos mostram que compreendem as imperfeições de outros. Eles aprenderam que mostrar compaixão semelhante à de Cristo não só nos ajuda a “suportar as fraquezas dos que não são fortes”, mas também contribui para a união. Além do mais, isso incentiva toda a congregação a refletir a atitude mental de Cristo. Eles desejam a seus irmãos o mesmo que o apóstolo Paulo desejava aos cristãos em Roma: “O Deus que provê perseverança e consolo vos conceda terdes entre vós próprios a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve, para que, de comum acordo, com uma só boca, glorifiqueis o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 15:1, 5, 6) De fato, a nossa adoração unida dá louvor a Jeová.
9. Por que precisamos de espírito santo para imitar o exemplo de Jesus?
9 Jesus relacionou ser “humilde de coração” com a brandura, que faz parte do fruto do espírito santo de Deus. Assim, além de estudar o exemplo de Jesus, precisamos do espírito santo de Jeová para poder imitar corretamente o exemplo de seu Filho. Devemos orar pedindo espírito santo a Deus e nos esforçar em cultivar o seu fruto — “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gál. 5:22, 23) Por seguirmos o modelo de humildade e brandura de Jesus, agradaremos ao nosso Pai celestial, Jeová.
Jesus tratou outros com bondade
10. De que modo Jesus manifestou bondade?
10 A bondade também faz parte do fruto do espírito santo. Jesus sempre tratou outros com bondade. Todos os que buscavam a Jesus com sinceridade descobriam que ele ‘os recebia benevolamente’. (Leia Lucas 9:11.) O que podemos aprender da bondade que Jesus demonstrou? A pessoa bondosa é amistosa, terna, compassiva e amável. Jesus era assim. Ele sentia pena das pessoas “porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. — Mat. 9:35, 36.
11, 12. (a) Dê um exemplo da compaixão de Jesus em ação. (b) O que você pode aprender desse exemplo?
11 Além disso, a compaixão de Jesus o motivava a agir. Veja um exemplo. Por 12 longos anos, certa mulher sofreu de um fluxo anormal de sangue. Ela sabia que, de acordo com a Lei mosaica, sua condição tornava tanto ela como quem a tocasse cerimonialmente impuros. (Lev. 15:25-27) Ainda assim, a reputação e a atitude de Jesus devem tê-la convencido de que ele poderia e iria curá-la. Ela dizia: “Se eu apenas tocar na sua roupagem exterior, ficarei boa.” Reunindo coragem, ela fez isso e imediatamente sentiu que havia sido curada.
12 Jesus percebeu que alguém o havia tocado, e olhou em volta para ver quem era. A mulher, provavelmente temendo uma repreensão por ter violado a Lei, caiu trêmula aos seus pés e contou toda a verdade. Será que Jesus repreendeu essa pobre mulher sofredora? Longe disso! “Filha”, disse ele consoladoramente, “a tua fé te fez ficar boa. Vai em paz”. (Mar. 5:25-34) Ela deve ter se sentido muito aliviada ao ouvir essas palavras!
13. (a) Como a atitude de Jesus era diferente da atitude dos fariseus? (b) Como Jesus tratava as crianças?
13 Diferentemente dos insensíveis fariseus, Cristo jamais usou sua autoridade para sobrecarregar outros. (Mat. 23:4) Ao contrário, de modo bondoso e paciente ele ensinou os caminhos de Jeová. Jesus era um verdadeiro amigo para seus seguidores; ele era gentil com eles, sempre demonstrando amor e bondade. (Pro. 17:17; João 15:11-15) Até as crianças se sentiam à vontade com Jesus, e ele obviamente se sentia à vontade com elas. Nunca estava tão ocupado que não pudesse dedicar tempo aos pequeninos. Em certa ocasião, seus discípulos, ainda se julgando muito importantes, como os líderes religiosos daquela época, tentaram impedir as pessoas de levar seus filhos a Jesus para que ele os tocasse. Jesus não gostou da atitude de seus discípulos. Ele lhes disse: “Deixai vir a mim as criancinhas; não tenteis impedi-las, pois o reino de Deus pertence a tais.” Daí, usando as crianças para ensinar uma importante lição, ele disse: “Deveras, eu vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criancinha, de modo algum entrará nele.” — Mar. 10:13-15.
14. Que benefícios as crianças derivam de uma atenção genuína?
14 Pense por um instante em como algumas dessas crianças devem ter se sentido quando, anos mais tarde, já adultas, se lembraram de que Jesus Cristo ‘as havia tomado nos seus braços e as abençoado’. (Mar. 10:16) As crianças de hoje também se recordarão com carinho dos anciãos e de outros que lhes mostrarem interesse puro e genuíno. Mais importante, crianças que desde cedo sentem que a congregação se importa com elas aprendem que o espírito de Jeová está sobre o seu povo.
Mostre bondade num mundo sem bondade
15. Por que não deve nos surpreender a falta de bondade hoje em dia?
15 Muitos hoje acham que não têm tempo para ser bondosos. Assim, diariamente, na escola, no trabalho, ao viajar e no ministério, o povo de Jeová se confronta com o espírito do mundo. A falta de bondade pode nos desapontar, mas não deve nos surpreender. Jeová inspirou Paulo a nos alertar de que a vida nestes “últimos dias” críticos colocaria os cristãos verdadeiros em contato com pessoas ‘amantes de si mesmas, sem afeição natural’. — 2 Tim. 3:1-3.
16. Como podemos promover a bondade cristã na congregação?
16 Por outro lado, é animador ver o contraste que há entre o ambiente da verdadeira congregação cristã e o deste mundo sem bondade. Por imitar a Jesus, cada um de nós pode contribuir para esse ambiente sadio. Como podemos fazer isso? Para começar, muitos na congregação precisam de nossa ajuda e encorajamento porque enfrentam problemas de saúde ou outras circunstâncias adversas. Nestes “últimos dias”, esses problemas parecem aumentar, mas de modo algum são novidade. Nos tempos bíblicos, cristãos enfrentavam problemas similares. Assim, ações prestativas são tão importantes hoje como eram para os cristãos que viviam naquele tempo. Paulo, por exemplo, incentivou os cristãos a ‘falar consoladoramente às almas deprimidas, a amparar os fracos, a ser longânimes para com todos’. (1 Tes. 5:14) Isso envolve colocar a bondade cristã em prática.
17, 18. Quais são algumas das maneiras de imitar a bondade de Jesus?
17 É dever dos cristãos ‘receber os irmãos benevolamente’ e tratá-los assim como Jesus os trataria, mostrando preocupação sincera tanto pelos que já conhecem há muitos anos como pelos que acabaram de conhecer. (3 João 5-8) Assim como Jesus tomava a iniciativa em mostrar compaixão, nós também devemos fazer o mesmo, sempre encorajando outros. — Isa. 32:2; Mat. 11:28-30.
18 Cada um de nós pode mostrar bondade por se interessar ativamente no bem-estar de outros. Procure meios e crie oportunidades para fazer isso. Tome a iniciativa! “Em amor fraternal, tende terna afeição uns para com os outros”, exortou Paulo, acrescentando: “Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros.” (Rom. 12:10) Isso significa seguir o exemplo de Cristo, tratando outros com ternura e bondade, aprendendo a mostrar “amor livre de hipocrisia”. (2 Cor. 6:6) Paulo descreveu tal amor cristão da seguinte maneira: “O amor é longânime e benigno. O amor não é ciumento, não se gaba, não se enfuna.” (1 Cor. 13:4) Em vez de guardar ressentimento contra nossos irmãos, acatemos o conselho: “Tornai-vos benignos uns para com os outros, ternamente compassivos, perdoando-vos liberalmente uns aos outros, assim como também Deus vos perdoou liberalmente por Cristo.” — Efé. 4:32.
19. Que bons resultados a bondade cristã produz?
19 O nosso empenho em cultivar e mostrar bondade cristã em todos os momentos e situações nos traz ricas recompensas. O espírito de Jeová poderá operar livremente na congregação, produzindo o bom fruto do espírito. Além disso, se seguirmos o padrão estabelecido por Jesus e ajudarmos outros a fazer o mesmo, nossa felicidade e adoração unida darão glória a Deus. Por isso, empenhemo-nos sempre em refletir a brandura e a bondade de Jesus em nossos relacionamentos com outros.
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Seja obediente e corajoso como CristoA Sentinela — 2009 | 15 de setembro
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Seja obediente e corajoso como Cristo
“Coragem! eu venci o mundo.” — JOÃO 16:33.
1. Até que ponto Jesus obedeceu a Deus?
JESUS CRISTO sempre fez a vontade de Deus. Nunca lhe passou pela mente desobedecer ao seu Pai celestial. (João 4:34; Heb. 7:26) Mas, as circunstâncias que vivenciou aqui na Terra não tornavam fácil ser obediente. Desde o início de seu ministério, seus inimigos, incluindo o próprio Satanás, tentaram enganar Jesus, procurando convencê-lo ou forçá-lo a abandonar seu proceder de fidelidade. (Mat. 4:1-11; Luc. 20:20-25) Esses inimigos lhe causaram intenso sofrimento mental, emocional e físico. Por fim, eles conseguiram fazer com que ele fosse morto na estaca de tortura. (Mat. 26:37, 38; Luc. 22:44; João 19:1, 17, 18) Em meio a tudo isso e apesar de intenso sofrimento, Jesus permaneceu “obediente até à morte”. — Leia Filipenses 2:8.
2, 3. O que podemos aprender da obediência de Jesus apesar de seu sofrimento?
2 A experiência de Jesus como humano na Terra ensinou-lhe novos aspectos da obediência. (Heb. 5:8) Pode parecer que não havia mais nada que Jesus pudesse aprender quanto a servir a Jeová. Afinal, ele havia usufruído de íntima associação com Jeová por um longo período e tinha sido o “mestre-de-obras” de Deus durante a criação. (Pro. 8:30) Mas, perseverar na fé como humano apesar de sofrimento provou sua completa integridade. Jesus, o Filho de Deus, cresceu espiritualmente. O que podemos aprender de sua experiência?
3 Embora fosse homem perfeito, Jesus não confiou na sua própria força para permanecer obediente. Ele orou pela ajuda de Deus para continuar obediente. (Leia Hebreus 5:7.) Para permanecermos obedientes, nós também precisamos ser humildes e orar pela ajuda de Deus. Por essa razão, o apóstolo Paulo aconselhou os cristãos: “Mantende em vós esta atitude mental que houve também em Cristo Jesus”, que “humilhou-se e tornou-se obediente até à morte”. (Fil. 2:5-8) O proceder de Jesus provou que a obediência é possível para humanos mesmo em meio a uma sociedade perversa. É verdade que Jesus era perfeito. Mas que dizer de humanos imperfeitos como nós?
Obedientes apesar da imperfeição
4. O que significa termos sido criados com livre-arbítrio?
4 Deus criou Adão e Eva como criaturas inteligentes e com a capacidade de livre-arbítrio. Como seus descendentes, nós também temos livre-arbítrio. O que isso significa? Significa que podemos decidir entre fazer o bem ou fazer o mal. Em outras palavras, Deus nos deu a liberdade de escolher obedecê-lo ou não. Essa grande liberdade traz também responsabilidade. De fato, nossas decisões morais significam vida ou morte para nós. Elas também afetam as pessoas a nossa volta.
5. Que luta todos nós temos, e como podemos ser bem-sucedidos?
5 Por causa de nossa imperfeição herdada, a obediência não ocorre naturalmente. Nem sempre é fácil obedecer às leis de Deus. Paulo teve de se esforçar para permanecer obediente. Ele escreveu: “Observo em meus membros outra lei guerreando contra a lei da minha mente e levando-me cativo à lei do pecado que está nos meus membros.” (Rom. 7:23) É claro que é mais fácil obedecer quando não há sacrifício, sofrimento ou dificuldade envolvidos. Mas como reagimos quando há um conflito entre nosso desejo de ser obedientes e “o desejo da carne, e o desejo dos olhos”? Essas forças negativas se originam de nossa imperfeição e também da influência do “espírito do mundo” a nossa volta, e são muito poderosas. (1 João 2:16; 1 Cor. 2:12) Para resistir a elas, precisamos ‘preparar nosso coração’ antes de enfrentar uma situação difícil ou tentação, e estar determinados a obedecer a Jeová, haja o que houver. (Sal. 78:8) Na Bíblia, há muitos exemplos de pessoas que conseguiram permanecer obedientes porque prepararam o coração. — Esd. 7:10; Dan. 1:8.
6, 7. Ilustre como o estudo pessoal nos ajuda a fazer escolhas sábias.
6 Um modo de preparar o coração é estudar diligentemente a Bíblia e as publicações que a explicam. Imagine-se nesta situação: é sua noite de estudo pessoal. Você acabou de orar para que o espírito de Jeová o ajude a aplicar o que aprende de sua Palavra. Você planeja assistir a um filme na TV na noite seguinte. Ficou sabendo que esse filme recebeu críticas favoráveis; no entanto, você sabe também que ele contém cenas de imoralidade e violência.
7 Você medita no conselho de Paulo em Efésios 5:3: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo.” Também se lembra do conselho de Paulo em Filipenses 4:8. (Leia.) À medida que reflete nesses conselhos inspirados, pergunta a si mesmo: ‘Se eu deliberadamente expuser meu coração e mente a programas desse tipo, estarei seguindo o exemplo de Jesus de estrita obediência a Deus?’ O que você fará? Irá em frente mesmo assim e assistirá ao filme?
8. Por que devemos manter elevados padrões morais e espirituais?
8 Seria um erro baixar nossos padrões morais e espirituais, achando que somos fortes o bastante para resistir aos efeitos de más companhias, mesmo que sejam em forma de entretenimento violento e imoral. Em vez disso, devemos proteger a nós e a nossos filhos da influência corrompedora do espírito de Satanás. Usuários de computador fazem de tudo para impedir que seu equipamento seja infectado com vírus, pois esses podem destruir dados, interferir no funcionamento da máquina, até mesmo controlando-a e usando-a num ataque a outros computadores. Deveríamos ser menos vigilantes em nos proteger das “artimanhas” de Satanás? — Efé. 6:11, nota.
9. Por que devemos estar determinados a obedecer a Jeová todos os dias?
9 Quase todos os dias, de algum modo temos de escolher se faremos as coisas da maneira de Jeová ou não. Para ganhar a salvação, devemos obedecer a Deus e viver de acordo com seus princípios justos. Por seguir o exemplo de Cristo em ser obediente, mesmo “até à morte”, mostramos que nossa fé é verdadeira. Jeová recompensará nosso proceder fiel. Jesus prometeu: “Quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” (Mat. 24:13) É claro que isso exige desenvolver verdadeira coragem, como a de Jesus. — Sal. 31:24.
Jesus — o principal exemplo de coragem
10. Que tipos de pressão podem nos afligir, e como devemos reagir?
10 Visto que estamos cercados pela conduta e pelas atitudes deste mundo, precisamos de coragem para resistir à contaminação. Os cristãos enfrentam pressões morais, sociais, financeiras e religiosas que podem fazê-los se desviar dos caminhos justos de Jeová. Muitos sofrem oposição familiar. Em alguns países, instituições de ensino promovem cada vez mais a teoria da evolução e o ateísmo tem tido maior aceitação. Diante dessas pressões, não podemos simplesmente cruzar os braços e não fazer nada. Precisamos agir para resistir a elas e, desse modo, nos proteger. O exemplo de Jesus mostra-nos como podemos ser bem-sucedidos.
11. Como meditar no exemplo de Jesus pode nos dar mais coragem?
11 Jesus disse a seus discípulos: “No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” (João 16:33) Ele nunca cedeu à influência do mundo. Nunca permitiu que o mundo o impedisse de cumprir sua comissão de pregar ou que o fizesse baixar seus padrões no que se refere à adoração verdadeira e conduta apropriada. Nós também não podemos permitir que isso aconteça conosco. Em oração, Jesus disse a respeito de seus discípulos: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:16) Estudar o exemplo corajoso de Cristo — e meditar nesse exemplo — pode dar-nos a coragem necessária para permanecer separados do mundo.
Aprenda a ser corajoso como Jesus
12-14. Dê exemplos da coragem de Jesus.
12 Jesus manifestou grande coragem durante seu ministério. Exercendo sua autoridade como Filho de Deus, ele destemidamente “entrou no templo e lançou fora todos os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as bancas dos que vendiam pombas”. (Mat. 21:12) Quando os soldados vieram prender Jesus em sua última noite na Terra, ele corajosamente se identificou para proteger seus discípulos, dizendo: “Se . . . sou eu a quem procurais, deixai ir a estes.” (João 18:8) Momentos depois, ele disse a Pedro para guardar sua espada, mostrando assim que a fonte de sua confiança não eram as armas terrenas, mas Jeová. — João 18:11.
13 Jesus não teve medo de expor os insensíveis falsos instrutores de seus dias e seus ensinamentos errados. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque fechais o reino dos céus diante dos homens”, disse-lhes Jesus. “Desconsiderastes os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade. . . . Limpais por fora o copo e o prato, mas por dentro estão cheios de saque e de intemperança.” (Mat. 23:13, 23, 25) Os discípulos de Jesus precisariam ter coragem similar porque falsos líderes religiosos também os perseguiriam e matariam alguns deles. — Mat. 23:34; 24:9.
14 Jesus se posicionou corajosamente até mesmo contra demônios. Certa ocasião, ele se deparou com um homem possuído por demônios que era tão forte que ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. Sem se intimidar, Jesus expulsou os muitos demônios que mantinham o homem sob seu controle. (Mar. 5:1-13) Hoje, Deus não dá aos cristãos o poder para realizar milagres assim. Entretanto, em nossa pregação e ensino, nós também precisamos travar uma luta espiritual contra Satanás, aquele que tem “cegado as mentes dos incrédulos”. (2 Cor. 4:4) Como no caso de Jesus, nossas armas “não são carnais, mas poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas” — conceitos religiosos profundamente arraigados, mas errados. (2 Cor. 10:4) Podemos aprender muito do exemplo de Jesus sobre como manejar essas armas espirituais.
15. Em que se baseava a coragem de Jesus?
15 A coragem de Jesus não era simples valentia, mas se baseava na fé. A nossa coragem também precisa basear-se na fé. (Mar. 4:40) Como adquirir verdadeira fé? De novo o exemplo de Jesus nos guia. Ele demonstrou perfeito conhecimento das Escrituras e plena confiança nelas. Como arma, Jesus manejava, não uma espada literal, mas sim a espada do espírito, a Palavra de Deus. Repetidas vezes ele provou a veracidade de seu ensino com uma referência às Escrituras. Geralmente ele introduzia suas palavras com a declaração: “Está escrito”, isto é, na Palavra de Deus.a
16. Como podemos adquirir mais fé?
16 Para desenvolver uma fé que resista às provações que inevitavelmente sobrevêm aos cristãos, nós precisamos ler e estudar a Bíblia todos os dias e assistir às reuniões cristãs, alimentando nossa mente com as verdades que são a base da fé. (Rom. 10:17) Também devemos meditar, ou seja, refletir profundamente no que aprendemos, permitindo que penetre em nosso coração. Somente a verdadeira fé pode nos motivar a agir de maneira corajosa. (Tia. 2:17) E devemos orar pelo espírito santo porque a fé faz parte do fruto do espírito. — Gál. 5:22.
17, 18. Como uma jovem irmã demonstrou coragem na escola?
17 Kitty, uma jovem irmã, sentiu pessoalmente como a fé verdadeira dá coragem. Desde pequena, ela sabia que não devia ‘se envergonhar das boas novas’ na escola, e realmente queria dar um bom testemunho a seus colegas. (Rom. 1:16) Ela começava todo ano letivo decidida a falar das boas novas com eles, mas hesitava em fazer isso por falta de coragem. No fim da adolescência, Kitty mudou de escola e disse a si mesma: “Dessa vez vou compensar as oportunidades que deixei escapar.” Ela orou pedindo coragem semelhante à de Cristo, discrição e a oportunidade certa.
18 No primeiro dia de aula, cada aluno foi convidado a se apresentar. Vários mencionaram sua formação religiosa, acrescentando que realmente não eram praticantes de sua fé. Kitty percebeu que essa era a oportunidade pela qual havia orado. Quando chegou sua vez, ela disse com confiança: “Sou Testemunha de Jeová e minha fonte de orientação em assuntos espirituais e morais é a Bíblia.” À medida que ela continuava, alguns alunos não disfarçavam seu desprezo. Mas outros prestaram atenção e depois fizeram perguntas. O professor até mesmo usou Kitty como bom exemplo de alguém que defende suas crenças. Kitty está muito feliz por ter aprendido do corajoso exemplo de Jesus.
Demonstre fé e coragem semelhantes às de Cristo
19. (a) O que está envolvido em ter verdadeira fé? (b) Como podemos alegrar a Jeová?
19 Os apóstolos também percebiam que suas ações corajosas deviam se basear na fé. Eles rogaram a Jesus: “Dá-nos mais fé.” (Leia Lucas 17:5, 6.) Ter verdadeira fé é mais do que simplesmente acreditar que Deus existe. Envolve desenvolver um relacionamento profundo com Jeová e ter confiança nele, semelhante ao de uma criancinha com seu amoroso e bondoso pai. Sob inspiração, Salomão escreveu: “Filho meu, se teu coração se tiver tornado sábio, alegrar-se-á meu coração, sim, o meu. E meus rins rejubilarão quando os teus lábios falarem retidão.” (Pro. 23:15, 16) Do mesmo modo, nossa posição corajosa a favor de princípios justos alegra a Jeová, e saber isso aumenta nossa coragem. Portanto, que sempre imitemos o exemplo de Jesus, tomando uma posição corajosa a favor da justiça!
[Nota(s) de rodapé]
a Para exemplos, veja Mateus 4:4, 7, 10; 11:10; 21:13; 26:31; Marcos 9:13; 14:27; Lucas 24:46; João 6:45; 8:17.
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O amor de Cristo nos motiva a amarA Sentinela — 2009 | 15 de setembro
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O amor de Cristo nos motiva a amar
“Jesus, tendo amado os seus próprios que estavam no mundo, amou-os até o fim.” — JOÃO 13:1.
1, 2. (a) Em que sentido o amor de Jesus é notável? (b) Que aspectos do amor consideraremos neste artigo?
JESUS estabeleceu o exemplo perfeito de amor. Tudo a seu respeito — seu modo de falar, sua conduta, seus ensinos e sua morte sacrificial — demonstrou seu amor. Até o fim de sua vida na Terra, Jesus amou aqueles a quem conheceu e especialmente seus discípulos.
2 O notável exemplo de amor de Jesus estabelece um elevado padrão para seus seguidores. Também nos motiva a mostrar um amor semelhante por nossos irmãos espirituais e por outras pessoas. Neste artigo, consideraremos o que os anciãos podem aprender de Jesus sobre demonstrar amor aos que cometem até mesmo erros graves. Também consideraremos como o amor de Jesus nos motiva a agir de maneira positiva em situações de dificuldades financeiras, desastres e doença.
3. Apesar das falhas graves de Pedro, como Jesus o tratou?
3 Na noite anterior à morte de Jesus, o próprio apóstolo Pedro negou-o três vezes. (Mar. 14:66-72) Mas, quando Pedro retornou, como Jesus predisse que faria, este o perdoou. Jesus encarregou Pedro de pesadas responsabilidades. (Luc. 22:32; Atos 2:14; 8:14-17; 10:44, 45) O que aprendemos da atitude de Jesus para com os que cometem falhas graves?
Demonstre para com os transgressores a atitude mental de Cristo
4. Especialmente em que situação é preciso demonstrar a atitude mental de Cristo?
4 Entre as muitas situações que exigem que se demonstre a maneira de pensar de Cristo, uma em especial pode ser difícil: lidar com transgressões graves, quer na família, quer na congregação. Infelizmente, à medida que o sistema de Satanás chega ao seu fim, o espírito do mundo cobra um tributo moral cada vez maior. A imoralidade ou a indiferença do mundo em questões morais podem influenciar tanto jovens como adultos, corroendo sua determinação de andar no caminho estreito. No primeiro século, alguns tiveram de ser desassociados da congregação cristã, e outros foram repreendidos. Hoje ocorre o mesmo. (1 Cor. 5:11-13; 1 Tim. 5:20) Apesar disso, quando anciãos que lidam com essas situações demonstram amor semelhante ao de Cristo, isso pode ter um profundo impacto no transgressor.
5. Como os anciãos devem imitar a atitude de Cristo para com os transgressores?
5 Assim como Jesus, os anciãos sempre têm de apoiar os justos padrões de Jeová. Ao fazerem isso, eles refletem a brandura, a bondade e o amor de Jeová. Quando alguém está genuinamente arrependido, com o “coração quebrantado” e o “espírito esmagado” por causa de seu erro, não é difícil para os anciãos “reajustar tal homem num espírito de brandura”. (Sal. 34:18; Gál. 6:1) Mas, que dizer de lidar com alguém hostil e que demonstra pouco ou nenhum arrependimento?
6. O que os anciãos devem evitar ao lidar com transgressores e por quê?
6 Quando um transgressor rejeita conselhos bíblicos ou tenta jogar a culpa por seu erro em outros, os anciãos e outras pessoas podem se sentir indignados. Sabendo do dano que a pessoa já causou, eles talvez se sintam tentados a dizer o que sentem sobre as ações e a atitude dela. Contudo, a ira é prejudicial e não reflete “a mente de Cristo”. (1 Cor. 2:16; leia Tiago 1:19, 20.) Jesus advertiu alguns em seus dias em termos bem claros, mas nem uma única vez disse algo que demonstrasse ódio ou que tivesse a intenção de magoar. (1 Ped. 2:23) Em vez disso, ele deixou o caminho aberto para que os transgressores se arrependessem e voltassem a ter o favor de Jeová. De fato, uma das principais razões para a vinda de Jesus ao mundo foi “para salvar pecadores”. — 1 Tim. 1:15.
7, 8. O que deve orientar os anciãos ao lidarem com assuntos judicativos?
7 Como o exemplo de Jesus nesse respeito deve afetar a nossa atitude para com os que precisam ser disciplinados pela congregação? Lembre-se de que a orientação bíblica para ação judicativa na congregação protege o rebanho e pode levar o transgressor a se arrepender. (2 Cor. 2:6-8) Infelizmente alguns não se arrependem e precisam ser desassociados, mas é consolador saber que um grande número deles mais tarde volta para Jeová e sua congregação. Quando demonstram uma atitude semelhante à de Cristo, os anciãos tornam mais fácil para a pessoa mudar seu proceder e com o tempo retornar. No futuro, alguns desses ex-transgressores talvez não se lembrem de todos os conselhos bíblicos que os anciãos lhes deram, mas com certeza se lembrarão de que eles respeitaram sua dignidade e os trataram com amor.
8 Os anciãos, portanto, precisam mostrar ‘o fruto do espírito’, principalmente o amor semelhante ao de Cristo, mesmo em situações difíceis. (Gál. 5:22, 23) Eles nunca devem se apressar em desassociar um transgressor da congregação. Devem demonstrar que desejam que os que erraram voltem para Jeová. Assim, quando um pecador mais tarde se arrepende de coração, como acontece com muitos, ele talvez fique profundamente grato tanto a Jeová como às “dádivas em homens” que tornaram mais fácil para ele retornar à congregação. — Efé. 4:8, 11, 12.
Amor semelhante ao de Cristo no tempo do fim
9. Dê um exemplo prático do amor de Jesus por seus discípulos.
9 Lucas registrou um notável exemplo prático do amor de Jesus. Sabendo que um dia a condenada cidade de Jerusalém seria sitiada por soldados romanos, que impediriam qualquer fuga, Jesus amorosamente alertou seus discípulos: “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela.” O que eles deveriam fazer? Jesus deu instruções antecipadas de modo claro e específico. “Então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia, e retirem-se os que estiverem no meio dela, e não entrem nela os que estiverem nos campos; porque estes são dias para se executar a justiça, para que se cumpram todas as coisas escritas.” (Luc. 21:20-22) Depois que os exércitos romanos cercaram Jerusalém em 66 EC, os obedientes agiram de acordo com essas instruções.
10, 11. Como uma consideração da fuga dos primeiros cristãos de Jerusalém pode nos preparar para a “grande tribulação”?
10 Durante sua fuga de Jerusalém, os cristãos precisavam demonstrar amor semelhante ao de Cristo uns pelos outros, assim como Cristo tinha mostrado amor por eles. Eles com certeza tiveram de partilhar o que possuíam. Mas a profecia de Jesus tinha um alcance muito maior do que a destruição daquela antiga cidade. Ele predisse: “Haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo.” (Mat. 24:17, 18, 21) Antes e durante essa futura “grande tribulação”, pode ser que nós também enfrentemos dificuldades e privações. Ter a mesma atitude mental de Cristo nos ajudará a enfrentá-las.
11 Naquele tempo, precisaremos seguir o exemplo de Jesus, mostrando amor altruísta. Em relação a isso, Paulo aconselhou: “Que cada um de nós agrade ao seu próximo naquilo que é bom para a edificação dele. Pois até mesmo o Cristo não agradou a si mesmo . . . Ora, o Deus que provê perseverança e consolo vos conceda terdes entre vós próprios a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve.” — Rom. 15:2, 3, 5.
12. Que tipo de amor precisamos desenvolver agora e por quê?
12 Pedro, que foi beneficiado pelo amor de Jesus, de maneira similar incentivou os cristãos a cultivar “afeição fraternal sem hipocrisia” e a demonstrar “obediência à verdade”. Eles devem ‘amar uns aos outros intensamente de coração’. (1 Ped. 1:22) Hoje, mais do que nunca, precisamos desenvolver qualidades semelhantes às de Cristo. Atualmente, a pressão sobre o povo de Deus se intensifica. Nada que faça parte deste velho mundo deve merecer a nossa confiança, como a recente crise financeira mundial tão claramente demonstra. (Leia 1 João 2:15-17.) Em vez disso, à medida que o fim deste sistema se aproxima, precisamos nos achegar mais a Jeová e uns aos outros, cultivando amizades verdadeiras na congregação. Paulo aconselhou: “Em amor fraternal, tende terna afeição uns para com os outros. Tomai a dianteira em dar honra uns aos outros.” (Rom. 12:10) Pedro enfatizou esse ponto ainda mais ao dizer: “Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.” — 1 Ped. 4:8.
13-15. Como alguns irmãos têm demonstrado amor semelhante ao de Cristo após a ocorrência de desastres?
13 Em todo o mundo, as Testemunhas de Jeová são conhecidas por demonstrarem na prática seu amor semelhante ao de Cristo. Veja o exemplo das Testemunhas de Jeová que se ofereceram para prestar ajuda depois que tempestades e furacões devastaram grandes áreas no sul dos Estados Unidos em 2005. Motivados pelo exemplo de Jesus, mais de 20 mil trabalharam como voluntários, muitos deixando casas confortáveis e empregos seguros para ajudar seus irmãos afligidos.
14 Em uma região, a água do mar chegou a avançar 80 quilômetros terra adentro, formando uma parede de água de 10 metros de altura. Quando a água retrocedeu, um terço das casas e de outros edifícios em seu caminho estava totalmente destruído. Testemunhas de Jeová voluntárias vieram de vários países com suas habilidades, ferramentas e materiais de construção e estavam dispostas a realizar qualquer serviço que fosse necessário. Duas irmãs carnais, viúvas, colocaram seus pertences numa picape e dirigiram mais de 3 mil quilômetros para ajudar. Uma delas ainda está na região, ajudando a comissão de assistência local e servindo como pioneira regular.
15 Mais de 5.600 casas de irmãos e de outras pessoas na região foram reconstruídas ou reformadas. Como os irmãos locais se sentiram a respeito dessa notável demonstração de amor? Uma irmã, cuja casa foi destruída, havia se mudado para um minúsculo trailer com goteiras no telhado e um fogão quebrado. Os irmãos construíram para ela uma casa modesta mas confortável. Em pé na frente de sua bela casa nova, ela chorou de gratidão a Jeová e a seus irmãos. Em muitos outros casos, Testemunhas de Jeová desabrigadas permaneceram em suas acomodações temporárias por um ano ou mais depois de suas casas terem sido reconstruídas. Por quê? Para deixar suas casas à disposição dos voluntários que prestavam ajuda humanitária. Que exemplo em demonstrar a atitude mental de Cristo!
Demonstre a atitude de Cristo para com os doentes
16, 17. De que maneiras podemos refletir a atitude mental de Cristo para com os doentes?
16 Relativamente poucos de nós tiveram de lidar com um grande desastre natural. Mas quase todo mundo enfrenta problemas de saúde, quer seus próprios, quer os de familiares. A atitude mental de Jesus para com os doentes serve de exemplo para nós. Seu amor motivou-o a sentir pena deles. Quando multidões trouxeram-lhe seus doentes, ele “curou a todos os que passavam mal”. — Mat. 8:16; 14:14.
17 Hoje, os cristãos não têm o poder de curas milagrosas que Jesus tinha, mas eles compartilham da atitude compassiva dele para com os doentes. Como isso é demonstrado? Como evidência disso, os anciãos demonstram que têm a atitude mental de Cristo por organizar e monitorar a ajuda aos doentes na congregação, seguindo o princípio expresso em Mateus 25:39, 40.a (Leia.)
18. Como duas irmãs demonstraram genuíno amor por outra irmã, e com que resultados?
18 É claro que não é preciso ser um ancião para fazer o bem a outros. Veja o caso de Charlene, de 44 anos, que tinha câncer e havia sido informada de que tinha apenas dez dias de vida. Percebendo sua necessidade e como estava sendo difícil para seu devotado marido cuidar dela, duas irmãs na fé, Sharon e Nicolette, colocaram-se à disposição por tempo integral para ajudá-la em seus últimos dias. Esses dias acabaram se tornando seis semanas, mas as duas irmãs cuidaram da irmã doente até o fim. “É difícil quando você sabe que a pessoa não vai se recuperar”, observa Sharon. “Mas Jeová nos fortaleceu. Nos achegamos mais a ele e uns aos outros.” O marido de Charlene diz: “Eu sempre me lembrarei da bondade e da ajuda prática dessas duas queridas irmãs. Sua motivação pura e atitude positiva tornaram essa provação mais fácil para minha fiel Charlene e me deram o tão necessário alívio emocional e físico. Serei eternamente grato a elas. Sua abnegação fortaleceu minha fé em Jeová e meu amor por nossa associação inteira de irmãos.”
19, 20. (a) Que cinco aspectos da atitude mental de Cristo consideramos? (b) O que você está decidido a fazer?
19 Nesta série de três artigos, consideramos cinco aspectos da atitude mental de Jesus e como podemos imitar seu modo de pensar e de agir. Portanto, assim como Jesus, sejamos ‘brandos e humildes de coração’. (Mat. 11:29) Esforcemo-nos também em tratar outros com bondade, mesmo quando suas imperfeições e fraquezas vêm à tona. Obedeçamos corajosamente a todos os requisitos de Jeová, mesmo diante de provações.
20 Em conclusão, demonstremos amor semelhante ao de Cristo a todos os nossos irmãos, como o próprio Cristo fez, “até o fim”. Esse amor identifica-nos como verdadeiros seguidores de Jesus. (João 13:1, 34, 35) Sim, “continue o vosso amor fraternal”. (Heb. 13:1) Não desista! Use sua vida para louvar a Jeová e para ajudar outros! Jeová abençoará seus esforços sinceros.
[Nota(s) de rodapé]
a Veja o artigo “Faça mais do que dizer: ‘Mantende-vos aquecidos e bem alimentados’”, em A Sentinela de 15 de outubro de 1986.
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