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  • O maior homem que já viveu
    A Sentinela — 1992 | 15 de fevereiro
    • O maior homem que já viveu

      “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” — MATEUS 16:16.

      1, 2. (a) Como pode ser determinada a grandeza de um homem? (b) Que homens da História foram chamados de Grande, e por quê?

      NA SUA opinião, quem é o maior homem que já viveu? Como se avalia a grandeza de um homem? Por seu gênio militar? suas habilidades mentais superiores? sua força física?

      2 Vários governantes já foram chamados de Grande, tais como Ciro, o Grande, Alexandre, o Grande, e Carlos Magno, denominado “Magno” (ou Grande) mesmo em vida. Por sua impressionante presença, homens como estes exerciam grande influência sobre aqueles a quem governavam.

      3. (a) Qual é um dos testes para se medir a grandeza de um homem? (b) À base desse teste, quem é o maior homem que já viveu?

      3 Curiosamente, o historiador H. G. Wells descreveu seu teste que mede a grandeza de um homem. Há mais de 50 anos, ele escreveu: “O teste que o historiador faz da grandeza de um indivíduo é: ‘O que deixou ele para crescer? Introduziu ele uma nova mentalidade com um vigor que perdurou após ele?’ A julgar por este teste”, concluiu Wells, “Jesus ocupa o primeiro lugar”. Até mesmo Napoleão Bonaparte comentou: “Jesus Cristo tem influenciado e comandado Seus súditos sem Sua presença corporal visível.”

      4. (a) Que conceitos contrastantes existem a respeito de Jesus? (b) Que lugar na História deu a Jesus um historiador não-cristão?

      4 Todavia, alguns afirmam que Jesus não é um personagem histórico, mas um mito. No outro extremo, muitos idolatram a Jesus como Deus, dizendo que Deus veio à Terra na pessoa de Jesus. Contudo, baseando suas conclusões tão-somente nas evidências históricas da existência de Jesus como homem, Wells escreveu: “É interessante e significativo que um historiador, sem preconceito teológico algum, descubra não ser capaz de descrever o progresso da humanidade, de modo honesto, sem dar um lugar de destaque a um paupérrimo instrutor de Nazaré. . . . Um historiador como eu, que nem sequer se considera cristão, descobre que o cenário centraliza-se irresistivelmente em torno da vida e personalidade desse importantíssimo homem.”

      Será Que Jesus Realmente Existiu?

      5, 6. O que têm a dizer a respeito da historicidade de Jesus os historiadores H. G. Wells e Will Durant?

      5 Mas que diria se alguém lhe dissesse que Jesus realmente nunca existiu, que ele foi, na verdade, um mito, uma invenção de homens do primeiro século? Como refutaria essa acusação? Embora Wells reconheça que “nós não sabemos tanto sobre [Jesus] quanto gostaríamos de saber”, ele, não obstante, comenta: “Os quatro Evangelhos . . . estão de acordo no que diz respeito a fornecer-nos um quadro duma personalidade bem definida; eles transmitem uma convicção da realidade. Presumir que ele nunca existiu, que os relatos sobre sua vida são invenção, é mais difícil e suscita muito mais problemas para o historiador do que aceitar como fatos os elementos essenciais das narrativas evangélicas.”

      6 O respeitado historiador Will Durant argumentou de maneira similar, explicando: “Seria um milagre ainda mais incrível que apenas em uma geração uns tantos homens simples e rudes [que se chamavam de cristãos] inventassem uma personalidade tão poderosa e atraente como a de Jesus, uma moral tão elevada e uma tão inspiradora idéia da fraternidade humana.”

      7, 8. Quão grande foi a influência de Jesus na história humana?

      7 Assim, pode-se arrazoar da seguinte maneira com alguém que duvida: Poderia um personagem mítico — alguém que realmente nunca existiu — ter influenciado a história humana de modo tão notável? A obra de referência The Historians’ History of the World (A História do Mundo Segundo os Historiadores) comentou: “O resultado histórico das atividades [de Jesus] foi mais momentoso, mesmo dum ponto de vista estritamente profano, do que os feitos de qualquer outro personagem da história. Uma nova era, reconhecida pelas principais civilizações do mundo, tem o nascimento dele como ponto de partida.” Pense nisto. Até mesmo alguns calendários hoje baseiam-se no ano em que supostamente Jesus nasceu. “As datas anteriores a este ano são seguidas das iniciais a.C., isto é, antes de Cristo”, explica The World Book Encyclopedia (Enciclopédia World Book). “As datas posteriores a este ano são seguidas das iniciais a.D., isto é, anno Domini (no ano do nosso Senhor).”

      8 Por meio de seus dinâmicos ensinamentos e pela maneira que viveu em harmonia com eles, Jesus tem influenciado intensamente a vida de incontáveis multidões de pessoas já por quase dois mil anos. Conforme certo escritor expressou apropriadamente: “Todos os exércitos que já marcharam, todas as frotas navais que já se construíram, todos os parlamentos que já se reuniram e todos os reis que já governaram, juntos, não influenciaram a vida do homem sobre a terra tão poderosamente.” No entanto, os críticos dizem: “Tudo o que realmente sabemos sobre Jesus se encontra na Bíblia. Não existem outros registros contemporâneos a respeito dele.” Mas, é isto verdade?

      9, 10. (a) O que disseram sobre Jesus primitivos historiadores e escritores seculares? (b) À base do testemunho de primitivos historiadores, a que conclusão chega uma conceituada enciclopédia?

      9 Embora sejam escassas as referências a Jesus Cristo da parte de primitivos historiadores seculares, tais referências realmente existem. Cornélio Tácito, respeitado historiador romano do primeiro século, escreveu que o imperador romano Nero ‘lançou a culpa pelo incêndio de Roma nos cristãos’, explicando em seguida: “O nome [cristão] deriva-se de Cristo, a quem o procurador Pôncio Pilatos executou no reinado de Tibério.” Suetônio e Plínio, o Moço, outros escritores romanos daquela época, também se referiram a Cristo. Além disso, Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século, escreveu em Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas) a respeito da morte do discípulo cristão Tiago. Josefo disse, na explicação, que Tiago era “o irmão de Jesus, que era chamado Cristo”.

      10 Assim, a The New Encyclopædia Britannica (Nova Enciclopédia Britânica) conclui: “Estes relatos independentes provam que nos tempos antigos nem os oponentes do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, que foi disputada pela primeira vez e em bases inadequadas em fins do século 18, durante o século 19 e no início do século 20.”

      Quem Realmente Era Jesus?

      11. (a) Essencialmente, qual é a única fonte de informação histórica sobre Jesus? (b) Que indagação tinham os próprios seguidores de Jesus a respeito de Sua identidade?

      11 Em essência, porém, tudo o que atualmente se sabe sobre Jesus foi registrado por seus seguidores do primeiro século. Os registros deles foram preservados nos Evangelhos — os livros bíblicos escritos por dois de seus apóstolos, Mateus e João, e por dois de seus discípulos, Marcos e Lucas. O que revelam os relatos desses homens sobre a identidade de Jesus? Quem era ele, realmente? Os associados de Jesus no primeiro século fizeram esta pergunta. Quando viram Jesus acalmar o mar agitado pelo vento com uma censura, eles perguntaram, assombrados: “Quem é realmente este?” Numa ocasião posterior, Jesus perguntou aos apóstolos: “Quem dizeis que eu sou?” — Marcos 4:41; Mateus 16:15.

      12. Como sabemos que Jesus não é Deus?

      12 Se lhe fizessem esta pergunta, como responderia? Quem era Jesus, realmente? Por certo, muitos na cristandade diriam que ele era o Deus Todo-Poderoso em forma humana, Deus encarnado. Todavia, os associados de Jesus nunca creram que ele fosse Deus. O apóstolo Pedro chamou-o de “o Cristo, o Filho do Deus vivente”. (Mateus 16:16) E, não importa quanto se pesquise, jamais se lerá que Jesus alegou ser Deus. Em vez disso, ele disse aos judeus que era “Filho de Deus”, não Deus. — João 10:36.

      13. De que modo era Jesus diferente de todos os outros homens?

      13 Quando Jesus caminhou sobre o mar tempestuoso, os discípulos ficaram impressionados pelo fato de que ele não era um homem como outro qualquer. (João 6:18-21) Era uma pessoa muito especial. Isto porque anteriormente ele vivera qual pessoa espiritual com Deus, no céu, sim, como um anjo, identificado na Bíblia como o arcanjo. (1 Tessalonicenses 4:16; Judas 9) Deus o criara antes de criar todas as outras coisas. (Colossenses 1:15) Assim, por incontáveis eras, antes mesmo de o universo físico ter sido criado, Jesus usufruiu íntimo companheirismo no céu com seu Pai, Jeová Deus, o Grandioso Criador. — Provérbios 8:22, 27-31; Eclesiastes 12:1.

      14. De que modo Jesus se tornou homem?

      14 Daí, uns dois mil anos atrás, Deus transferiu a vida de seu Filho para o ventre de uma mulher. Assim, Jesus tornou-se filho humano de Deus, nascido da maneira normal, por meio duma mulher. (Gálatas 4:4) Enquanto se desenvolvia no ventre de sua mãe, Maria, e mais tarde, durante sua infância, Jesus dependia daqueles que Deus escolhera para serem seus pais terrestres. Com o tempo, Jesus tornou-se adulto e evidentemente então foi-lhe concedido lembrar-se de sua anterior associação com Deus no céu. Isto ocorreu ‘quando os céus se abriram para ele’ por ocasião de seu batismo. — Mateus 3:16; João 8:23; 17:5.

      15. Como sabemos que Jesus era plenamente humano quando viveu na Terra?

      15 Jesus era uma pessoa ímpar, é verdade. Ele era, não obstante, um homem, o equivalente de Adão, originalmente criado por Deus e colocado no jardim do Éden. O apóstolo Paulo explicou: “‘O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente’. O último Adão tornou-se espírito vivificante.” Jesus é chamado de “o último Adão” porque, como o Adão original, ele era um humano perfeito. Mas, quando Jesus morreu, ele foi ressuscitado e juntou-se novamente a seu Pai no céu qual pessoa espiritual. — 1 Coríntios 15:45.

      Melhor Maneira de Aprender Sobre Deus

      16. (a) O que fez com que associar-se com Jesus fosse tamanho privilégio? (b) Por que se podia dizer que ver Jesus era o mesmo que ver Deus?

      16 Pense por um momento no maravilhoso privilégio que alguns tiveram de associar-se com Jesus quando ele estava na Terra! Imagine o que foi escutar e conversar, observar e até trabalhar com Aquele que passara, quem sabe, bilhões de anos como companheiro íntimo de Jeová Deus no céu! Como filho fiel, Jesus imitou seu Pai celestial em tudo o que fez. De fato, Jesus imitou seu Pai com tanta perfeição que pôde dizer a seus apóstolos pouco antes de sua execução: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai.” (João 14:9, 10) Sim, em todas as situações que enfrentou aqui na Terra, Jesus fez exatamente como seu Pai, o Deus Todo-Poderoso, teria feito, se tivesse estado aqui. Assim, quando estudamos a vida e o ministério de Jesus Cristo, estamos, na verdade, aprendendo exatamente que tipo de pessoa é Deus.

      17. Que excelente objetivo cumpriu a série “A Vida e o Ministério de Jesus” na Sentinela?

      17 Por conseguinte, a série “A Vida e o Ministério de Jesus”, publicada em cada edição de A Sentinela de abril de 1985 a junho de 1991, não apenas nos forneceu uma excelente idéia de quem era o homem Jesus, mas também ensinou muita coisa sobre seu Pai celestial, Jeová Deus. Depois das duas primeiras partes, um ministro-pioneiro escreveu uma carta de apreço à Sociedade Torre de Vigia, dizendo: “Não há melhor maneira de nos achegarmos mais ao Pai do que conhecer melhor o Filho!” Quão veraz é isto! O terno cuidado do Pai pelas pessoas e sua grandeza de coração são magnificados na vida do Filho.

      18. Quem é o Autor da mensagem do Reino, e como reconhecia Jesus isto?

      18 O amor de Jesus por seu Pai, conforme manifestado pela completa submissão à vontade do Pai, é deveras bonito de ver. “Não faço nada de minha própria iniciativa”, disse Jesus aos judeus que procuravam matá-lo, “mas assim como o Pai me ensinou, estas coisas eu falo”. (João 8:28) Portanto, Jesus não era o autor da mensagem do Reino que ele pregava. Era Jeová Deus! E Jesus vez após vez deu a seu Pai o crédito. “Não falei de meu próprio impulso”, disse ele, “mas o próprio Pai que me enviou tem-me dado um mandamento quanto a que dizer e que falar. . . . Portanto, as coisas que eu falo, assim como o Pai mas disse, assim as falo”. — João 12:49, 50.

      19. (a) Como sabemos que Jesus ensinou à maneira de Jeová? (b) Por que foi Jesus o maior homem que já viveu?

      19 No entanto, Jesus não apenas falava ou ensinava o que o Pai lhe mandava. Fazia muito mais. Ele falava ou ensinava da maneira que o Pai teria falado ou ensinado. Ademais, em todas as suas atividades e relacionamentos, ele se comportava e agia como o Pai se teria comportado e agido sob as mesmas circunstâncias. “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa”, explicou Jesus, “mas somente o que ele observa o Pai fazer. Porque as coisas que Este faz, estas o Filho faz também da mesma maneira”. (João 5:19) Em todos os aspectos, Jesus era o reflexo perfeito de seu Pai, Jeová Deus. Portanto, não é de admirar que Jesus seja o maior homem que já viveu! Certamente, pois, é de vital importância que consideremos de perto esse importantíssimo homem!

      O Amor de Deus Visto em Jesus

      20. Como podia o apóstolo João saber que “Deus é amor”?

      20 O que, em especial, aprendemos fazendo um estudo profundo e meticuloso da vida e do ministério de Jesus? Bem, o apóstolo João reconheceu que “nenhum homem jamais viu a Deus”. (João 1:18) Todavia, João escreveu com absoluta confiança em 1 João 4:8: “Deus é amor.” João pôde dizer isto porque conhecia o amor de Deus através do que vira em Jesus.

      21. O que a respeito de Jesus fez dele o maior homem que já viveu?

      21 A exemplo do Pai, Jesus era compassivo, bondoso, humilde e acessível. Os fracos e oprimidos sentiam-se à vontade em sua companhia, como também todo o tipo de pessoas — homens, mulheres, crianças, ricos, pobres, poderosos, e também conhecidos pecadores. Deveras, foi em especial o transcendente exemplo de amor de Jesus, em imitação de seu Pai, que fez dele o maior homem que já viveu. Até mesmo Napoleão Bonaparte teria dito: “Alexandre, César, Carlos Magno e eu mesmo fundamos impérios, mas à base de que firmamos as criações do nosso gênio? À base da força. Só Jesus Cristo fundou seu reino à base do amor, e até hoje milhões de homens morreriam por ele.”

      22. Em que sentido eram revolucionários os ensinamentos de Jesus?

      22 Os ensinamentos de Jesus eram revolucionários. “Não resistais àquele que é iníquo”, instou Jesus, “mas, a quem te esbofetear a face direita, oferece-lhe também a outra”. “Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem.” ‘Fazei aos outros o que gostaríeis que vos fizessem.’ (Mateus 5:39, 44; 7:12) Quão diferente o mundo seria se todos aplicassem estes sublimes ensinamentos!

      23. O que fez Jesus para tocar o coração das pessoas e motivá-las a fazer o bem?

      23 As parábolas, ou ilustrações, de Jesus tocavam o coração, induzindo as pessoas a fazer o bem e a evitar o mal. Talvez se lembre daquela bem-conhecida história sobre um desprezado samaritano que ajudou um homem ferido de outra raça depois que homens ‘piedosos’, que eram da mesma raça do ferido, nada fizeram. Ou da parábola sobre um pai compassivo e perdoador e seu filho pródigo. E que dizer da história dum rei que perdoou a um escravo uma dívida de 60 milhões de denários, mas cujo escravo, por sua vez, lançou na prisão um co-escravo que não lhe podia pagar uma dívida de apenas 100 denários? Com ilustrações simples, Jesus fez com que as ações de egoísmo e de ganância se tornassem repulsivas e os atos de amor e de misericórdia mui desejáveis! — Mateus 18:23-35; Lucas 10:30-37; 15:11-32.

      24. Por que se pode dizer que Jesus foi inquestionavelmente o maior homem que já viveu?

      24 Contudo, o que atraía de modo especial as pessoas a Jesus e as influenciava para o bem era que a própria vida dele harmonizava-se perfeitamente com o que ensinava. Ele praticava o que pregava. Pacientemente suportava as falhas dos outros. Quando seus discípulos altercavam sobre quem deles era o maior, Jesus bondosamente os corrigia, em vez de censurá-los rispidamente. Humildemente ministrava às necessidades deles, chegando até mesmo a lavar-lhes os pés. (Marcos 9:30-37; 10:35-45; Lucas 22:24-27; João 13:5) E, por fim, voluntariamente sofreu uma morte dolorosa não apenas em benefício deles, mas em benefício de toda a humanidade! Sem dúvida, Jesus foi o maior homem que já viveu.

  • Corresponderá você ao amor de Jesus?
    A Sentinela — 1992 | 15 de fevereiro
    • Corresponderá você ao amor de Jesus?

      “O amor de Cristo nos compele.” — 2 CORÍNTIOS 5:14.

      1. Como pode ser descrito o amor de Jesus?

      DEVERAS, quão maravilhoso é o amor de Jesus! Quando levamos em conta seu indescritível sofrimento ao fornecer o resgate, que é o único meio de podermos ganhar a vida eterna, certamente os nossos corações se enchem de apreço por ele! Jeová Deus e o próprio Jesus tomaram a iniciativa. Eles nos amaram primeiro, enquanto éramos ainda pecadores. (Romanos 5:6-8; 1 João 4:9-11) Conhecer “o amor do Cristo”, escreveu o apóstolo Paulo, “ultrapassa o conhecimento”. (Efésios 3:19) De fato, o amor de Jesus supera em muito o conhecimento intelectual acadêmico. Transcende qualquer coisa já vista ou sentida pelos humanos.

      2. O que não pode impedir Jesus de nos amar?

      2 Escrevendo aos cristãos em Roma, Paulo perguntou: “Quem nos separará do amor do Cristo? Acaso tribulação, ou aflição, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” Nada disso pode impedir que Jesus nos ame. “Estou convencido”, prossegue Paulo, “de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem governos, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. — Romanos 8:35-39.

      3. Qual é a única coisa que pode levar Jesus e seu Pai a nos abandonar?

      3 O amor de Jeová Deus e de Jesus por você é realmente tão forte assim. Uma única coisa pode impedi-los de amá-lo, isto é, se você mesmo voluntariamente rejeitar o amor deles, recusando-se a fazer o que eles pedem. Um profeta de Deus certa vez explicou a um rei de Judá: “Jeová está convosco enquanto mostrardes estar com ele; e se o buscardes, deixar-se-á achar por vós, mas se o abandonardes, ele vos abandonará.” (2 Crônicas 15:2) Quem de nós desejaria afastar-se de amigos tão maravilhosos e compassivos como Jeová Deus e seu Filho, Jesus Cristo?

      A Correta Reação ao Amor de Jesus

      4, 5. (a) Como deve o amor de Jesus afetar o nosso relacionamento com os nossos semelhantes? (b) A quem mais devemos sentir-nos induzidos a amar por causa do amor de Jesus por nós?

      4 De que modo o infinito amor de Jesus o afeta pessoalmente? Como deveria afetar? Bem, Jesus mostrou como a sua demonstração de amor devia influir na nossa relação com os nossos semelhantes. Depois de humildemente servir seus apóstolos lavando-lhes os pés, Jesus disse: “Estabeleci o modelo para vós, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também façais.” E acrescentou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” (João 13:15, 34) Seus discípulos aprenderam e sentiram-se induzidos a imitá-lo. “Por meio disso chegamos a conhecer o amor”, escreveu o apóstolo João, “porque esse entregou a sua alma por nós; e nós temos a obrigação de entregar as nossas almas pelos nossos irmãos”. — 1 João 3:16.

      5 Todavia, estaríamos deixando de perceber o objetivo da vida e do ministério de Jesus se o exemplo dele nos induzisse simplesmente a amar e a servir aos interesses do próximo. Não deveria o amor de Jesus por nós motivar-nos também a amá-lo em retribuição e, em especial, a amar seu Pai, que lhe ensinou tudo o que ele sabe? Corresponderá você ao amor de Cristo e servirá Seu Pai assim como ele serviu? — Efésios 5:1, 2; 1 Pedro 1:8, 9.

      6. Que efeito teve sobre o apóstolo Paulo o amor de Jesus por ele?

      6 Considere o caso de Saulo, mais tarde conhecido como Paulo. Houve tempo em que ele perseguia a Jesus, ‘respirando ameaça e assassínio contra os discípulos’. (Atos 9:1-5; Mateus 25:37-40) Mas, quando veio a realmente conhecer a Jesus, Paulo sentiu-se tão grato por ter sido perdoado que não só se dispunha a sofrer em favor de Jesus como também a morrer por ele. “Estou pregado na estaca junto com Cristo”, escreveu ele. “Quem vive não sou mais eu . . . Deveras, a vida que agora vivo na carne, eu a vivo pela fé que é para com o Filho de Deus, o qual me amou e se entregou por mim.” — Gálatas 2:20.

      7. O que deve o amor de Jesus nos compelir a fazer?

      7 Que força compelente na nossa vida deve ser o amor que Jesus tem por nós! “O amor de Cristo nos compele”, escreveu Paulo aos coríntios, ‘a viver não mais para nós mesmos, mas para aquele que morreu por nós e foi levantado’. (2 Coríntios 5:14, 15) De fato, a gratidão por Jesus ter dado a sua vida em nosso favor deve induzir-nos a fazer o que quer que ele nos peça. Só assim provamos que realmente o amamos. “Se me amardes, observareis os meus mandamentos”, disse Jesus. “Quem tem os meus mandamentos e os observa, este é o que me ama.” — João 14:15, 21; veja também 1 João 2:3-5.

      8. De que modo o amor de Jesus afetou a vida de muitos transgressores?

      8 Ao aprenderem os mandamentos de Jesus, fornicadores, adúlteros, homossexuais, ladrões, beberrões e extorsores na antiga Corinto corresponderam ao amor de Jesus largando tais práticas. Paulo escreveu-lhes: “Vós fostes lavados, . . . fostes declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 6:9-11) Similarmente, o amor de Jesus tem compelido muitos hoje a fazer notáveis mudanças na vida. “Os verdadeiros triunfos do cristianismo foram vistos em transformar em homens bons aqueles que professavam suas doutrinas”, escreveu o historiador John Lord. “Temos testemunho de suas vidas imaculadas, de sua moral irrepreensível, de sua boa cidadania, e de suas virtudes cristãs.” Quanta diferença fizeram os ensinamentos de Jesus!

      9. O que está envolvido em escutar a Jesus?

      9 Certamente, é impossível que alguém hoje se dedique a um estudo que seja mais importante do que sobre a vida e o ministério de Jesus Cristo. ‘Olhai atentamente para Jesus’, instou o apóstolo Paulo. “Deveras, considerai[-o] de perto.” (Hebreus 12:2, 3) Na transfiguração de Jesus, o próprio Deus ordenou a respeito de seu Filho: “Escutai-o.” (Mateus 17:5) Deve-se frisar, porém, que escutar Jesus inclui mais do que simplesmente ouvir o que ele diz. Significa acatar suas instruções, sim, imitá-lo, fazendo o que ele fez do modo como ele fez. Corresponderemos ao amor de Jesus se o adotarmos como modelo e seguirmos de perto as suas pisadas.

      O Que Jesus Quer que Façamos

      10. A quem treinou Jesus, e com que objetivo?

      10 A missão que Jesus recebeu de Deus era pregar o Reino de seu Pai, e ele treinou seus seguidores a fazerem o mesmo serviço. “Vamos a outro lugar”, disse ele a seus primeiros discípulos, “para que eu pregue também ali, pois é com este objetivo que saí”. (Marcos 1:38; Lucas 4:43) Mais tarde, depois de ter treinado cabalmente 12 apóstolos, Jesus deu-lhes estas instruções: “Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’” (Mateus 10:7) Meses depois, tendo treinado mais 70, ele os enviou com a ordem: “Continuai a dizer-lhes: ‘O reino de Deus se tem chegado a vós.’” (Lucas 10:9) Obviamente, Jesus queria que seus seguidores fossem pregadores e instrutores.

      11. (a) Em que sentido os discípulos de Jesus fariam obras maiores do que ele? (b) O que aconteceu com os discípulos depois que Jesus foi morto?

      11 Jesus continuou a treinar seus discípulos para essa obra. Na noite antes de morrer, ele os encorajou, dizendo: “Quem exercer fé em mim, esse fará também as obras que eu faço; e ele fará obras maiores do que estas.” (João 14:12) As obras de seus seguidores seriam maiores do que as dele porque eles alcançariam muito mais pessoas no ministério, numa área muito maior e por um período mais prolongado. Todavia, depois que Jesus foi morto, o medo paralisou seus discípulos. Passaram a esconder-se e não prosseguiram com a obra para a qual ele os treinara. Alguns até mesmo retornaram à pesca. Contudo, de maneira inesquecível, Jesus incutiu nestes sete o que ele queria que estes, bem como todos os outros seguidores, fizessem.

      12. (a) Que milagre fez Jesus junto ao mar da Galiléia? (b) O que, evidentemente, queria Jesus dizer quando perguntou a Pedro se este o amava “mais do que estes?”

      12 Jesus materializou um corpo humano e apareceu junto ao mar da Galiléia. Os sete apóstolos estavam num barco, pescando, mas não haviam apanhado nenhum peixe a noite inteira. Jesus bradou, da praia: “Lançai a rede do lado direito do barco e achareis algo.” Quando a rede ficou tão cheia de peixes a ponto de quase romper-se, os que estavam no barco perceberam que era Jesus quem estava na praia e foram às pressas para junto dele. Após servir-lhes o desjejum, Jesus, provavelmente olhando para a grande quantidade de peixes, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?” (João 21:1-15) Jesus, obviamente, queria dizer: ‘Apegas-te mais à pesca do que à obra de pregação para a qual eu te preparei?’

      13. De que modo Jesus incutiu fortemente em seus seguidores a maneira pela qual eles deviam corresponder ao seu amor?

      13 Pedro respondeu: “Senhor, tu sabes que tenho afeição por ti.” Jesus respondeu: “Apascenta meus cordeiros.” Jesus perguntou uma segunda vez: “Simão, filho de João, amas-me?” De novo Pedro respondeu, sem dúvida com mais veemência: “Sim, Senhor, tu sabes que tenho afeição por ti.” Novamente Jesus ordenou-lhe: “Pastoreia minhas ovelhinhas.” Jesus perguntou pela terceira vez: “Simão, filho de João, tens afeição por mim?” A essa altura Pedro sentia-se realmente contristado. Poucos dias antes ele negara três vezes conhecer Jesus, de modo que teria motivo de se perguntar se Jesus duvidava de sua lealdade. Assim, pela terceira vez, Pedro respondeu, provavelmente em tom de apelo: “Senhor, tu sabes todas as coisas; tu te apercebes que eu tenho afeição por ti.” Jesus respondeu-lhe simplesmente: “Apascenta as minhas ovelhinhas.” (João 21:15-17) Pode haver dúvida sobre o que Jesus queria que Pedro e seus associados fizessem? Quão vigorosamente ele incutiu neles — e em todos os que hoje vêm a se tornar discípulos seus — que, se o amarem, participarão na obra de fazer discípulos!

      14. Em outras ocasiões, como mostrou Jesus o modo em que seus discípulos deviam corresponder ao seu amor?

      14 Poucos dias depois dessa palestra à beira-mar, Jesus apareceu num monte da Galiléia e deu as seguintes instruções numa alegre reunião de uns 500 seguidores: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. (Mateus 28:19, 20; 1 Coríntios 15:6) Pense nisso! Homens, mulheres e crianças — todos receberam essa mesma missão. Ainda mais tarde, pouco antes de ascender ao céu, Jesus disse a seus discípulos: “Sereis testemunhas de mim . . . até à parte mais distante da terra.” (Atos 1:8) Depois de todas essas exortações, não é de admirar que Pedro, anos depois, dissesse: “[Jesus] nos ordenou que pregássemos ao povo e que déssemos um testemunho cabal.” — Atos 10:42.

      15. A respeito do que não pode haver dúvidas?

      15 Não pode haver dúvidas sobre como devemos corresponder ao amor de Jesus. Como ele disse a seus apóstolos: “Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor . . . Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando.” (João 15:10-14) A questão é: Mostrará você apreço pelo amor de Jesus obedecendo a seu mandamento de participar na obra de fazer discípulos? Admite-se que isto talvez não lhe seja fácil, por vários motivos. Mas para Jesus também não foi fácil. Considere as mudanças que ele teve de fazer.

      Siga o Exemplo de Jesus

      16. Que maravilhoso exemplo deixou Jesus?

      16 O Filho unigênito de Deus tinha uma destacada posição de glória celestial, superior a todos os anjos. Ele era deveras rico! Não obstante, voluntariamente se despojou de tudo, nasceu como membro duma família pobre e cresceu em meio a humanos sujeitos a doenças e morredouros. Fez isto por nossa causa, como explicou o apóstolo Paulo: “Conheceis a benignidade imerecida de nosso Senhor Jesus Cristo, que ele, embora fosse rico, tornou-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis ricos por intermédio de sua pobreza.” (2 Coríntios 8:9; Filipenses 2:5-8) Que exemplo! Que demonstração de amor! Ninguém renunciou a mais coisas ou sofreu mais pelos outros do que ele. E ninguém tornou possível que outros usufruíssem riquezas maiores do que as que ele oferece, sim, vida eterna em perfeição!

      17. Que proceder se nos recomenda, e que resultará de o seguirmos?

      17 Podemos seguir o exemplo de Jesus e ser de similar benefício a outros. Repetidas vezes, Jesus instou pessoas a se tornarem seguidores seus. (Marcos 2:14; Lucas 9:59; 18:22) De fato, Pedro escreveu: “Fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos um modelo para seguirdes de perto os seus passos.” (1 Pedro 2:21) Corresponderá você ao amor de Cristo, mesmo a ponto de sofrer para servir a seu Pai, como ele fez? Quão benéfico para outros pode ser esse proceder! Deveras, se seguirmos o exemplo de Jesus, aplicando plenamente os ensinamentos que ele recebeu de seu Pai, ‘salvaremos tanto a nós mesmos como aos que nos escutam’. — 1 Timóteo 4:16.

      18. (a) Que exemplo de atitude para com outros deu Jesus? (b) Como reagiram as pessoas ao modo de ser de Jesus?

      18 Para ajudar ao máximo possível as pessoas, temos de ter por elas o mesmo sentimento que Jesus tinha. Certa profecia disse a seu respeito: “Terá dó daquele de condição humilde e do pobre.” (Salmo 72:13) Seus seguidores podiam notar que ‘Jesus sentia amor’ pelos com quem falava e que realmente queria ajudá-los. (Marcos 1:40-42; 10:21) “Vendo as multidões”, diz a Bíblia, “sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. (Mateus 9:36) Até mesmo crassos pecadores percebiam seu amor e sentiam-se atraídos a ele. Seu tom de voz, suas atitudes e sua maneira de ensinar deixava-os à vontade. De modo que até mesmo desprezados cobradores de impostos e prostitutas o procuravam. — Mateus 9:9-13; Lucas 7:36-38; 19:1-10.

      19. De que modo Paulo imitou a Jesus, e o que resultará de fazermos o mesmo?

      19 Os discípulos de Jesus do primeiro século imitaram seu exemplo de amor. Paulo escreveu a alguns a quem ministrara: “Tornamo-nos meigos entre vós, como a mãe lactante que acalenta os seus próprios filhos . . . Assim como o pai faz com os seus filhos, nós exortávamos a cada um de vós, e vos confortávamos e vos dávamos testemunho.” (1 Tessalonicenses 2:7-11) Tem você pelas pessoas no seu território o mesmo interesse genuíno que os pais amorosos têm pelos seus filhos amados? Demonstrar esse interesse no seu tom da voz, na sua expressão facial e nas suas ações tornará a mensagem do Reino mais atraente para os semelhantes a ovelhas.

      20, 21. Cite exemplos modernos de pessoas que seguiram o exemplo de amor de Jesus.

      20 Num certo dia frio, na Espanha, duas Testemunhas de Jeová visitaram uma senhora idosa que usava muletas, cuja casa estava muito fria porque a lenha para o fogo havia acabado. Ela estava esperando seu filho voltar do trabalho para cortar mais lenha. As Testemunhas cortaram a lenha, e deixaram algumas revistas para ela ler. Ao chegar em casa, o filho ficou tão impressionado com o cuidado das Testemunhas para com a sua mãe que leu as revistas, começou a estudar a Bíblia, foi batizado e, pouco depois, entrou no ministério de pioneiro.

      21 Na Austrália, um homem e sua esposa disseram ao casal de Testemunhas que os visitava que eles estavam sem dinheiro para alimentar a família. O casal de Testemunhas saiu e comprou alguns alimentos, inclusive doces para as crianças. Os pais choraram, comovidos, dizendo que seu desespero era tão grande que haviam cogitado o suicídio. Ambos passaram a estudar a Bíblia e a esposa foi batizada recentemente. Uma mulher nos Estados Unidos, que tinha preconceito contra as Testemunhas de Jeová, disse depois de conhecer uma delas: “Realmente não me lembro do que falamos, mas, o que me lembro, sim, é quão bondosa ela foi comigo, e quão hospitaleira e humilde ela era. Ela realmente me cativou. Até hoje eu prezo a sua amizade.”

      22. Após examinarmos a vida de Jesus, a que conclusão chegamos a seu respeito?

      22 Quando correspondemos ao amor de Jesus fazendo a obra que ele fez, da maneira como ele a fez, que bênçãos maravilhosas podemos ter! A grandeza de Jesus é óbvia e sobrepujante. Somos induzidos a repetir as palavras do governador romano Pôncio Pilatos: “Eis o homem!” Sim, deveras, “o homem”, o maior homem que já viveu! — João 19:5.

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