Durante mais de 800 anos após Isaías ter escrito essas palavras proféticas (c. 732 AEC), não há registro de que algum judeu ou rabino ensinasse que esse “servo” devia ser encarado em sentido coletivo. No transcorrer desse período, a profecia era universalmente entendida como se referindo a uma pessoa, e era geralmente considerada uma profecia sobre o Messias.
Além disso, note o comentário feito no prólogo do livro The Fifty-Third Chapter of Isaiah According to the Jewish Interpreters (O Capítulo Cinqüenta e Três de Isaías Segundo os Intérpretes Judeus): “A exegese judaica que sobreviveu até o fim do período do amoraim [até o sexto século EC] sugere que então se admitia com freqüência, talvez até de modo geral, sem sombra de dúvida, que o personagem mencionado era o Messias, o que naturalmente é também como o Targum, um pouco mais tarde, interpreta isso.” — Editado por H. M. Orlinsky, 1969, página 17.