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É você um dos que Deus ama?A Sentinela — 2002 | 1.° de fevereiro
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Examinemos os capítulos 13 a 17 de João.
Aprenda do amor exemplar de Jesus
4. (a) Como enfatizou João o tema predominante da reunião de Jesus com seus discípulos quando instituiu a Comemoração? (b) Qual é um motivo importante de Jeová amar a Jesus?
4 O amor é o tema de destaque em todos esses capítulos que contêm os conselhos de despedida de Jesus aos seus seguidores. Na realidade, ocorrem ali 31 vezes a palavra “amor” e derivados de “amar”. O profundo amor que Jesus tinha ao seu Pai, Jeová, e aos seus discípulos, em parte alguma é tornado mais evidente do que nestes capítulos. O amor de Jesus a Jeová é evidente em todos os relatos evangélicos sobre a sua vida, mas apenas João registra a declaração explícita de Jesus: “Eu amo o Pai.” (João 14:31) Jesus declarou também que Jeová o ama e explicou por quê. Disse: “Assim como o Pai me tem amado e eu vos tenho amado, permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho observado os mandamentos do Pai e permaneço no seu amor.” (João 15:9, 10) Deveras, Jeová ama seu Filho por causa da implícita obediência dele. Que bela lição para todos os seguidores de Jesus Cristo!
5. Como mostrou Jesus amor aos seus discípulos?
5 O profundo amor que Jesus tem aos seus seguidores é destacado logo no começo do relato de João sobre a última reunião de Jesus com os apóstolos. João conta: “Ora, visto que ele sabia antes da festividade da páscoa que havia chegado a sua hora para se transferir deste mundo para o Pai, Jesus, tendo amado os seus próprios que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (João 13:1) Naquela noite memorável, ele lhes deu uma lição inesquecível a respeito de se servir amorosamente a outros. Lavou-lhes os pés. A disposição de fazer isso para Jesus e para seus irmãos é o que cada um deles devia ter demonstrado, no entanto não o fizeram. Jesus realizou esta tarefa humilde e depois disse aos seus discípulos: “Se eu, embora Senhor e Instrutor, lavei os vossos pés, vós também deveis lavar os pés uns dos outros. Pois estabeleci o modelo para vós, a fim de que, assim como eu vos fiz, vós também façais.” (João 13:14, 15) Os verdadeiros cristãos devem sentir-se dispostos e felizes de servir seus irmãos. — Mateus 20:26, 27, nota, NM com Referências; João 13:17.
Cumpra o novo mandamento
6, 7. (a) Que pormenor importante fornece João a respeito da instituição da Comemoração? (b) Que novo mandamento deu Jesus aos discípulos, e o que havia de novo nisso?
6 O relato de João sobre o que aconteceu na sala de sobrado, na noite de 14 de nisã, é o único que menciona especificamente a saída de Judas Iscariotes. (João 13:21-30) Os relatos evangélicos concordam entre si que foi somente depois de este traidor ter saído que Jesus instituiu a Comemoração da Sua morte. Ele falou então extensamente aos seus apóstolos fiéis, dando-lhes os últimos conselhos e instruções. Ao passo que nos preparamos para assistir à Comemoração, devemos estar muito interessados no que Jesus disse naquela ocasião, e tanto mais porque certamente queremos ser dos que Deus ama.
7 A primeira instrução que Jesus deu aos discípulos, depois de instituir a Comemoração da sua morte, foi algo novo. Declarou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:34, 35) O que havia de novo neste mandamento? Um pouco mais tarde naquela noite, Jesus esclareceu o assunto, dizendo: “Este é o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos.” (João 15:12, 13) A Lei mosaica ordenava aos israelitas que ‘amassem o seu próximo como a si mesmos’. (Levítico 19:18) Mas o mandamento de Jesus foi mais longe. Os cristãos devem amar uns aos outros assim como Cristo os amou, estando dispostos a sacrificar a própria vida a favor dos seus irmãos.
8. (a) O que envolve ter amor abnegado? (b) Como as Testemunhas de Jeová mostram amor abnegado hoje?
8 A época da Comemoração é uma ocasião apropriada para examinar a nós mesmos, individualmente e como congregação, para ver se realmente temos o sinal distintivo do verdadeiro cristianismo — um amor como o de Cristo. Esse amor abnegado pode significar, e às vezes tem significado, que um cristão arriscaria a vida pelos seus irmãos, e não os trairia. Com mais freqüência, porém, isso envolve estarmos dispostos a sacrificar interesses pessoais para ajudar e servir nossos irmãos e outros. O apóstolo Paulo foi um excelente exemplo neste respeito. (2 Coríntios 12:15; Filipenses 2:17) As Testemunhas de Jeová são conhecidas no mundo inteiro por seu espírito abnegado, ajudando irmãos e vizinhos, e esforçando-se a transmitir a verdade bíblica ao seu próximo.b — Gálatas 6:10.
Relacionamentos a serem prezados
9. Para mantermos o nosso relacionamento precioso com Deus e seu Filho, o que temos o prazer de fazer?
9 Nada poderia ser mais precioso para nós do que sermos amados por Jeová e pelo seu Filho, Cristo Jesus. Para termos e sentirmos este amor, porém, temos de fazer algo. Naquela última noite de Jesus com seus discípulos, ele disse: “Quem tem os meus mandamentos e os observa, este é o que me ama. Por sua vez, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei claramente a ele.” (João 14:21) Visto que prezamos nosso relacionamento com Deus e com seu Filho, obedecemos alegremente aos mandamentos deles. Isto inclui o novo mandamento, de ter amor abnegado, bem como a ordem que Cristo deu depois da sua ressurreição, de ‘pregar ao povo e de dar um testemunho cabal’, no esforço de ‘fazer discípulos’ dos que aceitam as boas novas. — Atos 10:42; Mateus 28:19, 20.
10. Que relacionamentos preciosos estão disponíveis aos ungidos e aos das “outras ovelhas”?
10 Mais tarde naquela noite, respondendo a uma pergunta do fiel apóstolo Judas (Tadeu), Jesus disse: “Se alguém me amar, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos a ele e faremos a nossa residência com ele.” (João 14:22, 23) Mesmo enquanto ainda estão na Terra, os cristãos ungidos, convocados para reinar com Cristo no céu, têm um relacionamento especialmente achegado com Jeová e com o Filho dele. (João 15:15; 16:27; 17:22; Hebreus 3:1; 1 João 3:2, 24) Mas os seus companheiros das “outras ovelhas”, cuja esperança é viver para sempre na Terra, também têm um relacionamento precioso com o seu “um só pastor”, Jesus Cristo, e com o seu Deus, Jeová, desde que sejam obedientes. — João 10:16; Salmo 15:1-5; 25:14.
“Não fazeis parte do mundo”
11. Que advertência que induzia à reflexão deu Jesus aos seus discípulos?
11 Durante esta última reunião com os seus discípulos fiéis antes da sua morte, Jesus deu uma advertência que induzia à reflexão: Quem for amado por Deus será odiado pelo mundo. Declarou: “Se o mundo vos odeia, sabeis que me odiou antes de odiar a vós. Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós; se observaram a minha palavra, observarão também a vossa.” — João 15:18-20.
12. (a) Por que Jesus advertiu seus discípulos que o mundo os odiaria? (b) O que todos fariam bem em considerar ao se aproximar a Comemoração?
12 Jesus deu esta advertência para que os 11 apóstolos e posteriormente todos os cristãos verdadeiros não ficassem desanimados e desistissem por causa do ódio do mundo. Acrescentou: “Tenho falado estas coisas para que não tropeceis. Os homens vos expulsarão da sinagoga. De fato, vem a hora em que todo aquele que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus. Mas, farão estas coisas porque não vieram a conhecer nem o Pai nem a mim.” (João 16:1-3) Um léxico bíblico explica que uma forma do verbo vertido “tropeçar” significa “fazer a pessoa começar a desconfiar e abandonar aquele em quem deve confiar e a quem deve obedecer; fazê-la renegar”. Com a aproximação do dia da Comemoração, todos fariam bem em refletir sobre o modo de vida dos fiéis do passado e do presente, e imitar seu exemplo de firmeza sob provação. Não permita que a oposição ou a perseguição o façam abandonar a Jeová e a Jesus, mas esteja resolvido a confiar neles e a obedecê-los.
13. O que solicitou Jesus a favor dos seus seguidores numa oração ao seu Pai?
13 Na sua oração de encerramento, antes de saírem da sala de sobrado em Jerusalém, Jesus disse ao seu Pai: “Tenho-lhes dado a tua palavra, mas o mundo os tem odiado, porque não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo. Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14-16) Podemos ter certeza de que Jeová zela pelos que ele ama, fortalecendo-os ao passo que continuam a manter-se separados do mundo. — Isaías 40:29-31.
Permaneça no amor do Pai e no amor do Filho
14, 15. (a) A que se comparou Jesus, em contraste com que ‘videira degenerada’? (b) Quem são os “ramos” da “verdadeira videira”?
14 Durante a conversa afetuosa que Jesus teve com os seus discípulos fiéis na noite de 14 de nisã, ele se comparou à “verdadeira videira”, em contraste com a ‘videira degenerada’ do Israel infiel. Ele disse: “Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o lavrador.” (João 15:1) Séculos antes, o profeta Jeremias registrou as seguintes palavras de Jeová ao seu povo renegado: “Eu te tinha plantado como videira seleta de casta tinta . . . Portanto, como é que te transformaste para mim em varas degeneradas duma videira estrangeira?” (Jeremias 2:21) E o profeta Oséias escreveu: “Israel é uma videira em degeneração. Está produzindo fruto para si mesmo. . . . Seu coração tornou-se hipócrita.” — Oséias 10:1, 2.
15 Em vez de produzir os frutos da adoração verdadeira, Israel tornou-se apóstata e produziu frutos para si mesmo. Três dias antes da última reunião com seus discípulos fiéis, Jesus disse aos líderes judeus hipócritas: “[Eu] vos digo: O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos.” (Mateus 21:43) Esta nova nação é “o Israel de Deus”, composto dos 144.000 cristãos ungidos, que são comparados aos “ramos” da “verdadeira videira”, Cristo Jesus. — Gálatas 6:16; João 15:5; Revelação (Apocalipse) 14:1, 3.
16. Que exortou Jesus os 11 apóstolos fiéis a fazer, e o que se pode dizer a respeito do restante fiel neste tempo do fim?
16 Jesus disse aos 11 apóstolos que estavam com ele na sala de sobrado: “Todo ramo em mim que não dá fruto, ele tira, e todo o que dá fruto, ele limpa, para que dê mais fruto. Permanecei em união comigo, e eu em união convosco. Assim como o ramo não pode dar fruto de si mesmo, a menos que permaneça na videira, do mesmo modo tampouco vós podeis, a menos que permaneçais em união comigo.” (João 15:2, 4) A história moderna do povo de Jeová mostra que o restante fiel de cristãos ungidos tem continuado em união com o Cabeça, Cristo Jesus. (Efésios 5:23) Eles têm aceitado purificação e poda. (Malaquias 3:2, 3) Desde 1919, tem produzido em abundância os frutos do Reino, primeiro outros cristãos ungidos e, desde 1935, uma sempre-crescente “grande multidão” de companheiros. — Revelação 7:9; Isaías 60:4, 8-11.
17, 18. (a) Que palavras de Jesus ajudam os ungidos e os das outras ovelhas a permanecer no amor de Jeová? (b) Como nos ajudará assistir à Comemoração?
17 As palavras adicionais de Jesus se aplicam a todos os cristãos ungidos e seus companheiros: “Nisto é glorificado o meu Pai, que persistais em dar muito fruto e vos mostreis meus discípulos. Assim como o Pai me tem amado e eu vos tenho amado, permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho observado os mandamentos do Pai e permaneço no seu amor.” — João 15:8-10.
18 Todos nós queremos permanecer no amor de Deus, e isso nos motiva a ser cristãos fiéis. Fazemos isso por aproveitar todas as oportunidades para pregar as “boas novas do reino”. (Mateus 24:14) Fazemos também o máximo para manifestar “os frutos do espírito” na nossa vida. (Gálatas 5:22, 23) Assistirmos à Comemoração da morte de Cristo fortalecerá nossa determinação de fazer isso, pois nos fará recordar o grande amor que Deus e Cristo têm por nós. — 2 Coríntios 5:14, 15.
19. Que ajuda adicional será considerada no artigo seguinte?
19 Depois de Jesus instituir a Comemoração, ele prometeu que seu Pai enviaria aos seus seguidores fiéis um “ajudador, o espírito santo”. (João 14:26) Como este espírito ajuda os ungidos e os das outras ovelhas a permanecer no amor de Jeová será examinado no artigo seguinte.
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Recebeu “o espírito da verdade”?A Sentinela — 2002 | 1.° de fevereiro
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Recebeu “o espírito da verdade”?
“[O] Pai . . . vos dará outro ajudador para estar convosco para sempre, o espírito da verdade.” — JOÃO 14:16, 17.
1. Que informação importante deu Jesus aos seus discípulos nas últimas horas que passou com eles na sala de sobrado?
“SENHOR, para onde vais?” Esta foi uma das perguntas que os apóstolos de Jesus lhe fizeram nas últimas horas que passou com eles numa sala de sobrado em Jerusalém. (João 13:36) No decurso da reunião, Jesus os informou que estava para deixá-los, a fim de retornar ao seu Pai. (João 14:28; 16:28) Não estaria mais fisicamente com eles para instruí-los e para responder às suas perguntas. Assegurou-lhes, porém: “Eu solicitarei ao Pai e ele vos dará outro ajudador [ou: consolador] para estar convosco para sempre.” — João 14:16, nota, NM com Referências.
2. O que Jesus prometeu enviar aos discípulos depois de ir embora?
2 Jesus identificou esse ajudador e explicou como auxiliaria seus discípulos. Disse-lhes: “Estas coisas, porém, eu não vos disse no princípio, porque eu estava convosco. Mas agora vou para aquele que me enviou . . . É para o vosso proveito que vou embora. Pois, se eu não for embora, de modo algum virá a vós o ajudador; mas, se eu for embora, vo-lo enviarei. . . . Quando esse chegar, o espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade.” — João 16:4, 5, 7, 13.
3. (a) Quando foi “o espírito da verdade” enviado aos primeiros cristãos? (b) De que modo importante o espírito foi para eles um “ajudador”?
3 Esta promessa se cumpriu no Pentecostes de 33 EC, como atestou o apóstolo Pedro: “A este Jesus, Deus ressuscitou, fato de que todos nós somos testemunhas. Portanto, visto que ele foi enaltecido à direita de Deus e recebeu do Pai o prometido espírito santo, derramou isto que vedes e ouvis.” (Atos 2:32, 33) Conforme veremos mais tarde, o espírito santo derramado no Pentecostes realizou muitas coisas para os primeiros cristãos. Mas Jesus prometeu que “o espírito da verdade” os ‘faria lembrar todas as coisas que lhes dissera’. (João 14:26) Ele os habilitaria a lembrar-se do ministério e dos ensinos de Jesus, até mesmo das palavras dele, e a assentá-los por escrito. Isto seria especialmente útil para o idoso apóstolo João no fim do primeiro século EC quando ele passou a escrever seu Evangelho. Este relato inclui os conselhos preciosos que Jesus deu quando instituiu a Comemoração da sua morte. — João, capítulos 13-17.
4. Como “o espírito da verdade” ajudou os primeiros cristãos ungidos?
4 Jesus prometeu também àqueles primeiros discípulos que o espírito ‘lhes ensinaria todas as coisas’ e ‘os guiaria a toda a verdade’. O espírito os ajudaria a compreender as coisas mais profundas das Escrituras e os preservaria unidos em pensamento, entendimento e objetivo. (1 Coríntios 2:10; Efésios 4:3) O espírito santo deu assim força àqueles primeiros cristãos para agirem, em sentido coletivo, como um “escravo fiel e discreto”, que supre aos cristãos ungidos individuais “alimento [espiritual] no tempo apropriado”. — Mateus 24:45.
O espírito dá testemunho
5. (a) Que nova perspectiva deu Jesus aos seus discípulos na noite de 14 de nisã de 33 EC? (b) Que papel desempenharia o espírito santo no cumprimento da promessa de Jesus?
5 Na noite de 14 de nisã de 33 EC, Jesus deu a entender aos seus discípulos que mais tarde ele os receberia no céu para morarem com ele e seu Pai. Disse-lhes: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não, eu vos teria dito, porque vou embora para vos preparar um lugar. Também, se eu for embora e vos preparar um lugar, virei novamente e vos acolherei a mim, para que, onde eu estiver, vós também estejais.” (João 13:36; 14:2, 3) Governariam com ele no seu Reino. (Lucas 22:28-30) Para terem esta esperança celestial, ‘nasceriam do espírito’ como filhos espirituais de Deus e seriam ungidos para servir quais reis e sacerdotes com Cristo no céu. — João 3:5-8; 2 Coríntios 1:21, 22; Tito 3:5-7; 1 Pedro 1:3, 4; Revelação (Apocalipse) 20:6.
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