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  • Assédio sexual: como se proteger
  • Despertai! — 1996
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Assédio sexual: como se proteger

“NÃO é o caso de as mulheres terem de passar todo dia por um corredor polonês de insinuações sexuais”, diz Gretchen Morgenson, editor de uma revista, “mas também não é razoável que esperem que o local de trabalho seja um ambiente vitoriano, livre de comportamentos grosseiros”. É louvável que os empregadores e a Justiça tenham obtido bons resultados em seus esforços de tornar o local de trabalho mais seguro. O risco de um processo judicial, por exemplo, está levando empregadores e empregados, no mundo todo, a tomar medidas para melhorar o ambiente de trabalho. Muitas empresas já criaram normas internas para tratar de casos de assédio sexual no trabalho. Realizam-se reuniões e seminários para instruir os funcionários no que se considera comportamento apropriado no local de trabalho.

Naturalmente é sensato conhecer e acatar as diretrizes e as leis da empresa. (Romanos 13:1; Tito 2:9) Os cristãos também acham útil aplicar os princípios bíblicos. Acatar as orientações inspiradas da Bíblia no relacionamento com colegas de trabalho pode contribuir bastante para evitar que você se torne vítima de assédio sexual, ou que seja o próprio assediador.

A conduta apropriada para os homens

Veja a questão de como os homens devem tratar as mulheres. Muitos especialistas acautelam contra tocar em pessoas do sexo oposto. Dizem que um tapinha amistoso nas costas pode facilmente ser mal interpretado. “Os tribunais acham que tocar nos outros é uma questão muito séria”, comenta Frank Harty, um advogado trabalhista. Ele dá uma sugestão: “Se for além de um aperto de mãos, alto lá!” Está certo que a Bíblia não estabelece nenhuma regra abrangente nessa questão.a Mas, em vista do atual clima jurídico e moral, toda cautela é pouca, especialmente da parte de quem, sem se dar conta, tem a tendência de tocar nos outros enquanto conversa.

É preciso admitir que nem sempre é fácil acatar esse conselho. Glen, por exemplo, vem duma cultura hispânica. “Na minha terra”, diz ele, “as pessoas se abraçam muito mais do que aqui nos Estados Unidos. Na minha família, nós geralmente cumprimentamos os amigos com um beijo, mas aqui fomos aconselhados a não ir logo fazendo isso”. Os princípios bíblicos, porém, são úteis nessa questão. O apóstolo Paulo disse ao jovem Timóteo: “Trate os mais jovens como irmãos, as mulheres mais idosas como mães e as mais moças como irmãs, com toda a pureza.” (1 Timóteo 5:1, 2, A Bíblia na Linguagem de Hoje) Isso exclui toques promíscuos, sedutores ou importunos, não é mesmo?

O mesmo princípio pode ser aplicado à linguagem. É bem apropriado o que a Bíblia diz: “A fornicação e a impureza de toda sorte, ou a ganância, não sejam nem mesmo mencionadas entre vós, assim como é próprio dum povo santo; nem conduta vergonhosa, nem conversa tola, nem piadas obscenas, coisas que não são decentes.” (Efésios 5:3, 4) Kathy Chinoy, advogada especializada em assédio sexual, sugere que a pessoa avalie uma coisa, antes de falar: “Gostaria que sua mãe, irmã ou filha ficasse exposta a isso?” Comentários obscenos e sugestivos degradam tanto quem os faz como quem os ouve.

Como evitar o assédio

O que fazer para não ser vítima do assédio? O conselho de Jesus aos discípulos ao lhes dar a primeira missão pregadora pode, talvez, ser aplicado nesse contexto: “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos; portanto, mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas.” (Mateus 10:16) De qualquer forma, o cristão não fica indefeso. A Bíblia garante: “Quando a sabedoria entrar no teu coração . . . guardar-te-á o próprio raciocínio, resguardar-te-á o próprio discernimento.” (Provérbios 2:10, 11) Portanto, examinemos alguns princípios bíblicos que podem ajudá-lo a resguardar-se.

1. Fique de olho na sua conduta com os colegas de trabalho. Não é o caso de ser frio ou hostil, porque a Bíblia nos incentiva a ‘empenhar-nos pela paz com todos’. (Hebreus 12:14; Romanos 12:18) Mas, já que a Bíblia aconselha os cristãos a ‘prosseguir andando em sabedoria para com os de fora’, faz sentido manter uma postura profissional, especialmente no relacionamento com pessoas do sexo oposto. (Colossenses 4:5) O livro Talking Back to Sexual Pressure (Como Rebater a Pressão Sexual), de Elizabeth Powell, incentiva quem trabalha fora a “aprender a fazer clara distinção entre uma atitude agradável, apropriada a sua função, e o grau de intimidade que pode dar a entender receptividade a investidas sexuais”.

2. Vista-se com modéstia. O que você usa diz algo aos outros. Nos tempos bíblicos, certos estilos de roupa classificavam a pessoa como imoral ou promíscua. (Provérbios 7:10) Acontece o mesmo hoje. Roupas justas demais, espalhafatosas ou reveladoras podem atrair o tipo indesejável de atenção. É bem verdade que algumas pessoas sentem-se no direito de usar o que desejam. Mas, como a escritora Elizabeth Powell diz, “se você trabalhasse com pessoas que acreditassem que não há problema algum em roubar dinheiro, eu lhe recomendaria que não deixasse a carteira à vista. . . . Você tem de reconhecer que as atitudes da sociedade são doentias e procurar proteger-se para não ser vítima delas”. Por isso é que os conselhos da Bíblia são atuais. Ela recomenda que as mulheres “se adornem em vestido bem arrumado, com modéstia e bom juízo”. (1 Timóteo 2:9) Vista-se com modéstia, e é menos provável que seja um alvo de assédio verbal ou físico.

3. Veja bem com quem anda! A Bíblia fala de uma moça, chamada Diná, que foi vítima de assédio sexual. É evidente que ela atraiu a atenção de quem a assediou porque “costumava sair para ver as filhas do país” de Canaã, mulheres conhecidas por serem promíscuas! (Gênesis 34:1, 2) Como naquela época, se hoje em dia você dá confiança a colegas de trabalho que falam de assuntos picantes (ou se dá ouvidos ao tipo de conversa deles), alguns talvez concluam que você aceita investidas sexuais.

Não é o caso de evitar os colegas de trabalho, mas, se a conversa se torna maliciosa, por que simplesmente não pedir licença e retirar-se? É interessante saber que muitas Testemunhas de Jeová descobriram que a reputação de ter elevadas normas de moral é uma proteção contra o assédio. — 1 Pedro 2:12.

4. Evite situações comprometedoras. A Bíblia relata que um jovem chamado Amnom tramou ficar a sós com uma jovem, Tamar, para aproveitar-se dela sexualmente. (2 Samuel 13:1-14) Os assediadores hoje podem comportar-se como ele, talvez convidando uma subordinada para um drinque ou para fazer serão sem nenhum motivo aparente. Cuidado com esses convites! A Bíblia diz: “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se.” — Provérbios 22:3.

Em caso de assédio

É claro que alguns homens fazem investidas mesmo que a conduta da mulher seja impecável. Como reagir se você for o alvo? Há quem recomende que a pessoa assediada simplesmente leve o caso na esportiva! ‘A atração sexual no escritório dá sabor à vida!’, diz uma mulher. No entanto, os genuínos cristãos de modo algum encaram essas atenções impróprias na base do humor ou da lisonja; eles repudiam isso. ‘Abominam o que é iníquo’ e entendem que a intenção por trás das investidas em geral é seduzir a pessoa para a imoralidade sexual. (Romanos 12:9; note o que diz 2 Timóteo 3:6.) No mínimo esse comportamento grosseiro é uma afronta à sua dignidade cristã. (Note o que diz 1 Tessalonicenses 4:7, 8.) Como lidar com essas situações?

1. Deixe bem claro qual é sua posição! A Bíblia mostra o que José, um homem que temia a Deus, fez diante de propostas imorais: “Depois destas coisas sucedeu que a esposa de seu amo começou a levantar seus olhos para José e a dizer: ‘Deita-te comigo.’” Será que José apenas ignorou suas propostas, esperando que o problema se resolvesse sozinho? Pelo contrário! A Bíblia diz que ele teve a coragem de rejeitar seus avanços, dizendo: “Como poderia eu cometer esta grande maldade e realmente pecar contra Deus?” — Gênesis 39:7-9.

As ações de José são um bom exemplo tanto para os homens como para as mulheres. Ignorar — ou, pior ainda, ficar intimidado por — comentários insinuantes ou comportamento agressivo raramente põe um ponto final no assunto. O que pode acontecer, sim, é o medo ou a hesitação agravar o problema! Martha Langelan, conselheira para prevenção de estupro, adverte que os estupradores muitas vezes usam o assédio sexual como “maneira de sondar a probabilidade de que uma mulher reaja ao ser atacada; se ela for passiva e tímida ao ser assediada, eles presumem que ela será passiva e ficará aterrorizada ao ser atacada”. Por isso é importantíssimo que você deixe bem claro qual é sua posição logo ao primeiro sinal de assédio. Segundo certa escritora, “dizer não imediatamente e com toda a clareza geralmente basta para fazer o assediador parar com o comportamento ofensivo”.

2. Que seu não signifique não! Jesus disse isso no Sermão do Monte. (Mateus 5:37) Suas palavras são apropriadas para essas circunstâncias, já que os assediadores em geral são bem persistentes. De quanta firmeza você precisa usar? Depende das circunstâncias e da reação do assediador. Use de quanta firmeza for necessário para que ele entenda que você não vai ceder. Em alguns casos basta uma resposta simples, mas direta, num tom de voz calmo. Olhe bem nos olhos dele. Os especialistas sugerem o seguinte: (a) Diga como se sente. (“Não gosto nem um pouco quando você . . .”) (b) Especifique o que no comportamento dele é ofensivo. (“. . . quando você se dirige a mim com linguagem grosseira e vulgar . . .”) (c) Deixe claro o que quer que essa pessoa faça. (“Quero que pare de falar comigo desse jeito!”)

Langelan alerta: “Em nenhuma circunstância, porém, o enfrentamento deve descambar para a agressão. Rebater (recorrendo a insultos, ameaças e abusos verbais, dando socos, cuspindo no assediador) não leva a nada. A violência verbal é perigosa, e não há necessidade de recorrer a violência física, a menos que haja uma agressão física que requeira autodefesa.” Esse conselho prático está de acordo com as palavras da Bíblia em Romanos 12:17: “Não retribuais a ninguém mal por mal.”

E se o assédio continuar, apesar dos seus melhores esforços para pôr um basta nisso? Algumas empresas elaboraram códigos de conduta para tratar do assédio sexual. Muitas vezes a simples ameaça de denunciar o assédio aos superiores faz com que o assediador pare de amolar. Mas pode ser que não. Lamentavelmente, não são só as mulheres que têm dificuldade de encontrar um supervisor compreensivo. Glen, que diz que foi assediado por uma colega de trabalho, foi queixar-se. Ele recorda: “Quando contei ao chefe o que se passava, ele não me ajudou em nada. Achou foi graça de tudo e se matou de rir. Só me restou tomar cuidado com a colega e fazer tudo para evitá-la.”

Alguns processam o assediador. Mas as enormes indenizações de processos noticiados pela mídia de modo algum são a regra. De mais a mais, o livro Talking Back to Sexual Pressure adverte: “As soluções jurídicas contra o assédio requerem tremenda energia emocional e tempo; geram estresse físico e também mental.” É com bom motivo que a Bíblia acautela: “Não saias para pleitear apressadamente uma causa jurídica.” (Provérbios 25:8) Depois de levar em conta os custos emocionais e espirituais da ação legal, alguns preferem procurar outro emprego.

O fim do assédio

O assédio sexual não é nada novo. É tão universal quanto o imperfeito, ardiloso e ganancioso coração humano. Códigos de conduta e processos judiciais nunca livrarão a sociedade do assédio sexual. Para que o assédio sexual acabe é preciso que ocorra nas pessoas uma mudança fundamental, uma mudança de coração.

Hoje, a Palavra de Deus e seu espírito estão efetuando essa mudança em pessoas do mundo todo. É como se lobos e leões estivessem aprendendo a se comportar como cordeiros e bezerros, como predito pelo profeta Isaías. (Isaías 11:6-9) Estudando a Bíblia com os interessados, todo ano as Testemunhas de Jeová ajudam milhares que antes eram como ‘lobos’ a fazer profundas e duradouras mudanças de personalidade. Essas pessoas acatam a ordem bíblica de ‘pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao seu procedimento anterior’ e substituí-la pela “nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. — Efésios 4:22-24.

Um dia a Terra estará cheia de homens e mulheres que aderem às normas da Bíblia. Pessoas tementes a Deus aguardam com ansiedade esse dia, quando acabará todo tipo de agressão. Até lá, elas lidam da melhor maneira possível com as desagradáveis realidades da vida.

[Nota(s) de rodapé]

a A advertência que Paulo deu em 1 Coríntios 7:1, com respeito a ‘não tocar em mulher’, evidentemente se refere ao contato sexual, não a tocar numa pessoa sem segundas intenções. (Note o que diz Provérbios 6:29.) No contexto, Paulo incentiva o estado de solteiro e acautela contra a imoralidade sexual. — Veja “Perguntas dos Leitores”, em A Sentinela de 15 de maio de 1973.

[Destaque na página 7]

“Gostaria que sua mãe, irmã ou filha ficasse exposta a isso?”

[Foto na página 8]

Um comportamento estritamente profissional e roupas modestas podem contribuir muito para proteger a pessoa do assédio

[Foto na página 10]

Os genuínos cristãos aprendem a tratar uns aos outros com respeito

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