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Jeová, o imparcial “Juiz de toda a terra”A Sentinela — 1992 | 1.° de julho
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Jeová, o imparcial “Juiz de toda a terra”
“O Pai . . . julga imparcialmente segundo a obra de cada um.” — 1 PEDRO 1:17.
1, 2. (a) Por que devemos sentir-nos tanto atemorizados como consolados pela idéia de que Jeová é o grande Juiz? (b) Na causa jurídica de Jeová contra as nações, que papel desempenham seus servos terrestres?
JEOVÁ é o grande “Juiz de toda a terra”. (Gênesis 18:25) Como Deus Supremo do Universo, ele tem o incontestável direito de julgar suas criaturas. Esta idéia é tanto atemorizante como consoladora. Moisés expressou este aparente paradoxo de forma comovente, dizendo: “Jeová, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e atemorizante, que não trata a ninguém com parcialidade, nem aceita suborno, executando julgamento pelo menino órfão de pai e pela viúva, e amando o residente forasteiro, de modo a dar-lhe pão e uma capa.” — Deuteronômio 10:17, 18.
2 Que notável equilíbrio! Um Deus grande, poderoso e atemorizante, no entanto, que defende de modo imparcial e amoroso os interesses de órfãos, viúvas e residentes forasteiros. Quem poderia desejar um Juiz mais amoroso do que Jeová? Apresentando-se como tendo uma causa jurídica contra as nações do mundo de Satanás, Jeová convoca seus servos na Terra para serem suas testemunhas. (Isaías 34:8; 43:9-12) Ele não depende do testemunho deles para provar Sua divindade e legítima soberania. Mas concede às Suas testemunhas o significativo privilégio de testemunharem perante toda a humanidade que reconhecem a supremacia dele. As testemunhas dele sujeitam-se à Sua soberania justa, e por meio do ministério público que prestam, induzem outros a se colocarem sob a autoridade do Juiz Supremo.
O Modo de Jeová Julgar
3. Como se poderia resumir a maneira de Jeová julgar, e como foi isto ilustrado no caso de Adão e Eva?
3 Nos primórdios da história da humanidade, o próprio Jeová julgou certos delinqüentes. Seus exemplos de como lidar com assuntos judicativos estabeleceram a norma para aqueles dos seus servos que mais tarde seriam responsáveis por procedimentos jurídicos entre o Seu povo. (Salmo 77:11, 12) A maneira de Ele julgar pode ser resumida do seguinte modo: firmeza quando ela é necessária, misericórdia quando é possível. No caso de Adão e Eva, por serem criaturas humanas perfeitas que se haviam rebelado deliberadamente, eles não mereciam misericórdia. Por isso, Jeová sentenciou-os à morte. Mas Sua misericórdia entrou em operação para com os descendentes deles. Jeová adiou a execução da sentença de morte, permitindo assim que Adão e Eva tivessem filhos. Providenciou amorosamente que os descendentes deles tivessem a esperança de libertação da servidão ao pecado e à morte. — Gênesis 3:15; Romanos 8:20, 21.
4. De que maneira lidou Jeová com Caim, e por que é este caso de interesse especial?
4 O modo de Jeová lidar com Caim é de interesse especial, por ser o primeiro caso registrado que envolvia um dos descendentes imperfeitos de Adão e Eva, “vendido sob o pecado”. (Romanos 7:14) Será que Jeová levou isso em conta e lidou com Caim de maneira diferente de como lidou com os pais dele? E pode este caso constituir uma lição para os superintendentes cristãos hoje em dia? Vejamos. Percebendo a reação errada de Caim, quando o sacrifício dele não foi favoravelmente aceito, Jeová, de modo amoroso, avisou-o do perigo em que estava. Conforme diz um provérbio antigo: ‘Prevenir é melhor do que remediar.’ Jeová foi até onde pôde por avisar Caim sobre não se deixar dominar pela sua tendência pecaminosa. Esforçou-se a ajudá-lo a ‘voltar-se para fazer o bem’. (Gênesis 4:5-7) Esta foi a primeira vez que Deus exortou um pecador humano a se arrepender. Depois de Caim ter mostrado uma atitude impenitente e cometido seu delito grave, Jeová o sentenciou ao banimento, temperando isso com um decreto que proibia que outros humanos o matassem. — Gênesis 4:8-15.
5, 6. (a) Como agiu Jeová com a geração pré-diluviana? (b) O que fez Jeová antes de executar o julgamento nos habitantes de Sodoma e Gomorra?
5 Antes do Dilúvio, quando ‘Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra, ele sentiu-se magoado no coração’. (Gênesis 6:5, 6) “Deplorou” isso por lamentar que a maioria da geração pré-diluviana tinha abusado do seu livre-arbítrio e que ele tinha de executar julgamento nela. Todavia, deu-lhe um adequado aviso, usando por muitos anos Noé como “pregador da justiça”. Depois disso, Jeová não tinha mais motivo para ‘se refrear de punir um mundo de pessoas ímpias’. — 2 Pedro 2:5.
6 Jeová viu-se também obrigado a tratar da causa jurídica contra os habitantes corruptos de Sodoma e Gomorra. Mas note como agiu. Ele havia ouvido um “clamor de queixa” sobre a conduta chocante dessa gente, mesmo que fosse só pelas orações do justo Ló. (Gênesis 18:20; 2 Pedro 2:7, 8) Mas, antes de agir, ele ‘desceu’ por meio de seus anjos para verificar os fatos. (Gênesis 18:21, 22; 19:1) Tomou também tempo para assegurar a Abraão que não agiria de forma injusta. — Gênesis 18:23-32.
7. Que lições podem aprender os anciãos que servem em comissões judicativas dos exemplos que temos da maneira de Jeová julgar?
7 O que podem os anciãos hoje aprender desses exemplos? No caso de Adão e Eva, Jeová mostrou amor e consideração para com aqueles que, embora aparentados com os culpados, não eram culpáveis neste caso. Teve misericórdia para com os descendentes de Adão e Eva. No caso de Caim, Jeová previu o perigo em que Caim estava e bondosamente raciocinou com ele, tentando prevenir que cometesse um pecado. Mesmo depois de bani-lo, Jeová teve consideração com Caim. Além disso, Jeová só executou o julgamento na geração pré-diluviana depois de mostrar muita paciência. Em vista da obstinada iniqüidade, Jeová “sentiu-se magoado no coração”. Deplorou que os homens se haviam rebelado contra o Seu governo justo e que se via obrigado a julgá-los desfavoravelmente. (Gênesis 6:6; compare com Ezequiel 18:31; 2 Pedro 3:9.) No caso de Sodoma e Gomorra, Jeová agiu apenas depois de verificar os fatos. Que exemplos excelentes para os que hoje têm de tratar de casos judicativos!
Juízes Humanos nos Tempos Patriarcais
8. Que leis básicas de Jeová eram conhecidas nos tempos patriarcais?
8 Embora, pelo visto, não houvesse naquele tempo nenhum código escrito, a sociedade patriarcal estava familiarizada com as leis básicas de Jeová, e os servos dele tinham a obrigação de observá-las. (Veja Gênesis 26:5.) O drama no Éden demonstrara a necessidade de obediência e de submissão à soberania de Jeová. O caso de Caim revelara que Jeová desaprovava o assassinato. Logo depois do Dilúvio, Deus deu à humanidade leis sobre a santidade da vida, o assassinato, a pena capital e o consumo de sangue. (Gênesis 9:3-6) Jeová condenou fortemente o adultério durante o incidente que envolveu Abraão, Sara e Abimeleque, rei de Gerar, perto de Gaza. — Gênesis 20:1-7.
9, 10. Que exemplos mostram que havia um sistema judicial na sociedade patriarcal?
9 Naqueles dias, os chefes de família atuavam como juízes e tratavam dos problemas legais. Jeová declarou a respeito de Abraão: “Fui familiarizar-me com ele, para que ordenasse aos seus filhos e aos da sua casa depois dele que guardassem o caminho de Jeová para fazer a justiça e o juízo.” (Gênesis 18:19) Abraão mostrou altruísmo e discernimento ao resolver a disputa entre seus próprios pastores e os de Ló. (Gênesis 13:7-11) Atuando como chefe e juiz patriarcal, Judá condenou sua nora Tamar a ser apedrejada até morrer e a ser queimada, acreditando que ela fosse adúltera. (Gênesis 38:11, 24; compare com Josué 7:25.) Quando soube de todos os fatos, porém, declarou-a mais justa do que ele mesmo. (Gênesis 38:25, 26) Quão importante é saber primeiro todos os fatos antes de tomar uma decisão judicial!
10 O livro de Jó alude a um sistema judicial e mostra quão desejável é um julgamento imparcial. (Jó 13:8, 10; 31:11; 32:21) O próprio Jó recordou o tempo em que ele era um juiz respeitado, que se sentava no portão da cidade para administrar a justiça, e para defender a causa da viúva e do menino órfão de pai. (Jó 29:7-16) Portanto, há evidência de que, dentro da sociedade patriarcal, havia “anciãos” atuando como juízes entre os descendentes de Abraão mesmo já antes do Êxodo e da constituição legal, dada por Deus, da nação de Israel. (Êxodo 3:16, 18) De fato, os termos do pacto da Lei foram apresentados por Moisés aos “anciãos” de Israel, que representavam o povo. — Êxodo 19:3-7.
O Sistema Judiciário de Israel
11, 12. Segundo dois eruditos da Bíblia, o que distinguia o sistema judicial de Israel do das outras nações?
11 Em Israel, a administração da justiça era bem diferente dos procedimentos jurídicos adotados nas nações circunvizinhas. Não havia distinção entre direito civil e direito penal. Ambos estavam interligados com leis morais e religiosas. Um delito contra o próximo era um delito praticado contra Jeová. O autor André Chouraqui, no seu livro The People and the Faith of the Bible (O Povo e a Fé da Bíblia), escreve: “A tradição jurídica dos hebreus difere daquela dos seus vizinhos, não só na sua definição de transgressões e penalidades, mas no próprio espírito das leis. . . . A Tora [Lei] não se diferencia da vida cotidiana; ela controla a natureza e o conteúdo da vida cotidiana por aplicar bênçãos ou maldições. . . . Em Israel . . . é quase impossível estabelecer uma nítida diferença nas atividades jurídicas da cidade. Ocultavam-se na unidade duma vida completamente orientada para o cumprimento da vontade do Deus vivente.”
12 Esta situação ímpar colocava a administração da justiça, em Israel, num nível muito mais elevado do que nas nações contemporâneas. O erudito da Bíblia Roland de Vaux escreve: “A lei israelita, apesar das suas semelhanças em forma e conteúdo, difere radicalmente das cláusulas dos ‘tratados’ orientais e dos artigos dos seus ‘códigos’. É uma lei religiosa. . . . Nenhum código oriental pode ser comparado com a lei israelita, que é inteiramente atribuída a Deus como autor. Quando contém, e freqüentemente mistura, prescrições éticas e rituais, isso se deve a ela abranger todo o campo do Pacto divino, e porque este Pacto governava o relacionamento dos homens entre si, bem como sua relação com Deus.” Não é de admirar que Moisés perguntasse: “Que grande nação há que tenha regulamentos justos e decisões judiciais semelhantes a toda esta lei que hoje ponho diante de vós?” — Deuteronômio 4:8.
Juízes em Israel
13. Em que sentidos é Moisés um excelente exemplo para os anciãos hoje em dia?
13 Em vista de um sistema judiciário tão elevado, que tipo de homem era necessário para atuar como juiz? A Bíblia declara a respeito do primeiríssimo juiz designado em Israel: “O homem Moisés era em muito o mais manso de todos os homens na superfície do solo.” (Números 12:3) Ele não era excessivamente autoconfiante. (Êxodo 4:10) Embora tivesse de julgar o povo, às vezes tornava-se o defensor deste perante Jeová, rogando-lhe que perdoasse o povo e até mesmo oferecendo sacrificar-se a favor deste. (Êxodo 32:11, 30-32) Declarou poeticamente: “Minha declaração pingará como o orvalho, como chuvas suaves sobre a relva, e como chuvas copiosas sobre a vegetação.” (Deuteronômio 32:2) Longe de julgar o povo baseado na sua própria sabedoria, ele declarou: “Caso lhes surja uma causa, ela tem de ser apresentada a mim e eu tenho de julgar entre um litigante e outro, e tenho de tornar conhecidas as decisões do verdadeiro Deus e suas leis.” (Êxodo 18:16) Quando estava em dúvida, apresentava o assunto a Jeová. (Números 9:6-8; 15:32-36; 27:1-11) Moisés é um belo exemplo para os anciãos que hoje ‘pastoreiam o rebanho de Deus’ e fazem decisões judicativas. (Atos 20:28) Que seu relacionamento com os irmãos seja igualmente como “chuvas suaves sobre a relva”.
14. Quais eram as qualificações espirituais dos homens designados por Moisés para serem juízes em Israel?
14 Com o tempo, Moisés não podia mais sozinho levar o fardo de cuidar de causas jurídicas para o povo. (Êxodo 18:13, 18) Aceitou a sugestão de seu sogro no sentido de obter ajuda. Novamente, que espécie de homens foram escolhidos? Lemos: “‘Deves selecionar dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, homens fidedignos, que odeiam o lucro injusto.’ . . . E Moisés passou a escolher homens capacitados dentre todo o Israel e a dar-lhes posições como cabeças sobre o povo, como chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. E julgaram o povo em toda ocasião propícia. Qualquer causa difícil traziam a Moisés, mas toda causa pequena resolveram eles mesmos como juízes.” — Êxodo 18:21-26.
15. Quais eram as qualificações daqueles que serviam quais juízes em Israel?
15 Pode-se ver que a idade da pessoa não era o critério exclusivo na escolha de homens para atuarem como juízes. Moisés declarou: “Tomai homens sábios, e discretos, e experientes das vossas tribos, para que eu os ponha por cabeças sobre vós.” (Deuteronômio 1:13) Moisés estava bem familiarizado com o que o jovem Eliú declarara muitos anos antes: “Não são apenas os abundantes em dias que se mostram sábios, nem somente os idosos que entendem o juízo.” (Jó 32:9) Certamente, os designados tinham de ser ‘homens experientes’. Mas, acima de tudo, tinham de ser homens capazes, tementes a Deus e fidedignos, que odiavam o lucro injusto, e que eram sábios e discretos. Portanto, é evidente que os “cabeças” e os “juízes” mencionados em Josué 23:2 e Jos 24:1 não eram diferentes dos “anciãos” mencionados nos mesmos versículos, mas eram escolhidos entre eles. — Veja Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1, página 129.
Administração da Justiça
16. O que devemos hoje observar a respeito das instruções que Moisés deu aos juízes recém-designados?
16 Referente às instruções dadas a esses juízes designados, Moisés disse: “Prossegui, mandando aos vossos juízes naquele tempo específico, dizendo: ‘Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos, tendes de julgar com justiça entre o homem e seu irmão ou seu residente forasteiro. Não deveis ser parciais no julgamento. Deveis ouvir o pequeno do mesmo modo como o grande. Não deveis ficar amedrontados por causa dum homem, pois o julgamento pertence a Deus; e o caso que for difícil demais para vós deveis apresentar a mim [Moisés], e eu terei de ouvi-lo.’” — Deuteronômio 1:16, 17.
17. Quem foram os designados como juízes, e que advertência lhes deu o Rei Jeosafá?
17 Naturalmente, só se podiam apresentar causas a Moisés enquanto vivia. Por isso se fizeram arranjos adicionais para que causas difíceis fossem apresentadas a sacerdotes, levitas e juízes especialmente designados. (Deuteronômio 17:8-12; 1 Crônicas 23:1-4; 2 Crônicas 19:5, 8) O Rei Jeosafá declarou aos juízes que ele designou nas cidades de Judá: “Vede o que estais fazendo, porque não é para o homem que julgais, mas é para Jeová . . . Assim deveis fazer no temor de Jeová com fidelidade e de pleno coração. Quanto a cada causa que chegar a vós de vossos irmãos que moram nas suas cidades, . . . tendes de avisá-los para que não procedam em erro contra Jeová e não tenha de haver indignação contra vós e contra os vossos irmãos. Assim deveis fazer, para que não vos torneis culpados.” — 2 Crônicas 19:6-10.
18. (a) Quais são alguns dos princípios que os juízes em Israel tinham de aplicar? (b) De que tinham de lembrar-se os juízes, e que textos bíblicos mostram as conseqüências de se terem esquecido disso?
18 Entre os princípios que os juízes em Israel tinham de aplicar estavam os seguintes: justiça equânime com ricos e com pobres (Êxodo 23:3, 6; Levítico 19:15); estrita imparcialidade (Deuteronômio 1:17); não aceitar subornos. (Deuteronômio 16:18-20) Os juízes tinham de lembrar-se constantemente de que os que eles julgavam eram ovelhas de Jeová. (Salmo 100:3) Na realidade, um dos motivos pelos quais Jeová rejeitou o Israel carnal era que seus sacerdotes e seus pastores haviam deixado de julgar com justiça e haviam tratado o povo com dureza. — Jeremias 22:3, 5, 25; 23:1, 2; Ezequiel 34:1-4; Malaquias 2:8, 9.
19. De que valor é para nós este exame das normas de justiça de Jeová antes da Era Comum, e o que se considerará no artigo que segue?
19 Jeová não muda. (Malaquias 3:6) Esta breve recapitulação da maneira em que o julgamento deveria ter sido administrado em Israel, e de como Jeová encarava qualquer negação de justiça, deve fazer pensar os anciãos que hoje são responsáveis por decisões judicativas. O exemplo de Jeová qual Juiz, e o sistema judiciário que ele instituiu em Israel, estabeleceram princípios que fixaram as normas para a administração da justiça dentro da congregação cristã. Veremos isso no artigo que segue.
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Anciãos, julguem com justiçaA Sentinela — 1992 | 1.° de julho
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Anciãos, julguem com justiça
“Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos, tendes de julgar com justiça.” — DEUTERONÔMIO 1:16.
1. Na questão de julgamento, que autoridade foi delegada, e o que indica isso com respeito aos juízes humanos?
JEOVÁ, como Juiz Supremo, delegou autoridade judicativa ao seu Filho. (João 5:27) Cristo, como Cabeça da congregação cristã, por sua vez, usa a classe do escravo fiel e discreto e seu Corpo Governante para designar anciãos, os quais às vezes têm de atuar como juízes. (Mateus 24:45-47; 1 Coríntios 5:12, 13; Tito 1:5, 9) Estes, como juízes substitutos, têm a obrigação de seguir de perto o exemplo dos Juízes celestiais, Jeová e Cristo Jesus.
Cristo — O Juiz Exemplar
2, 3. (a) Que profecia messiânica revela as qualidades de Cristo como Juiz? (b) Que pontos se destacam em especial?
2 A respeito de Cristo como Juiz escreveu-se profeticamente: “Sobre ele terá de pousar o espírito de Jeová, o espírito de sabedoria e de compreensão, o espírito de conselho e de potência, o espírito de conhecimento e do temor de Jeová; e deleitar-se-á no temor de Jeová. E não julgará pelo que meramente parece aos seus olhos, nem repreenderá simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos. E terá de julgar com justiça os de condição humilde e terá de dar repreensão com retidão em benefício dos mansos da terra.” — Isaías 11:2-4.
3 Note nesta profecia as qualidades que habilitam Cristo a “julgar em justiça a terra habitada”. (Atos 17:31) Ele julga em harmonia com o espírito, a sabedoria divina, o entendimento, o conselho e o conhecimento de Jeová. Note também que ele julga no temor de Jeová. De modo que “a cadeira de juiz do Cristo” é representativamente a “cadeira de juiz de Deus”. (2 Coríntios 5:10; Romanos 14:10) Ele tem cuidado de julgar as causas do modo como Deus as julga. (João 8:16) Não julga pela mera aparência, nem por ouvir dizer. Julga com retidão em benefício dos mansos e dos de condição humilde. Que Juiz maravilhoso! E que maravilhoso exemplo para humanos imperfeitos, dos quais se espera que atuem hoje na qualidade de juízes!
Juízes Terrestres
4. (a) Qual será uma das funções dos 144.000 durante o Reinado milenar de Cristo? (b) Que profecia mostra que alguns dos cristãos ungidos seriam designados juízes enquanto ainda na Terra?
4 As Escrituras indicam que os do relativamente pequeno número de cristãos ungidos, começando com os 12 apóstolos, serão juízes associados com Cristo Jesus durante o Milênio. (Lucas 22:28-30; 1 Coríntios 6:2; Revelação [Apocalipse] 20:4) O próprio restante dos membros ungidos do Israel espiritual na Terra foi igualmente julgado e restabelecido em 1918-19. (Malaquias 3:2-4) Profetizou-se a respeito deste restabelecimento do Israel espiritual: “Vou novamente trazer de volta juízes para ti, como no princípio, e conselheiros para ti, como no início.” (Isaías 1:26) De modo que, assim como fizera “no início” do Israel carnal, Jeová tem dado ao restante restabelecido juízes e conselheiros justos.
5. (a) Quem foram ‘colocados como juízes’ depois do restabelecimento do Israel espiritual, e como são retratados no livro de Revelação? (b) Quem ajuda agora os superintendentes ungidos na obra judicativa, e como são estes treinados para se tornarem juízes melhores?
5 Para começar, os ‘homens sábios’ que foram ‘colocados como juízes’ eram todos anciãos ungidos. (1 Coríntios 6:4, 5) Superintendentes ungidos, fiéis e respeitados, são retratados no livro de Revelação como estando na mão direita de Jesus, isto é, sob o controle e a direção dele. (Revelação 1:16, 20; 2:1) Desde 1935, os ungidos têm recebido o apoio leal de uma sempre crescente “grande multidão”, cuja esperança é sobreviver à “grande tribulação” e viver para sempre na Terra paradísica. (Revelação 7:9, 10, 14-17) Ao passo que se aproxima “o casamento do Cordeiro”, cada vez mais desta multidão são designados pelo Corpo Governante ungido para servir como anciãos e juízes nas mais de 66.000 congregações das Testemunhas de Jeová em toda a Terra.a (Revelação 19:7-9) São treinados por meio de escolas especiais para cuidar de responsabilidades na sociedade da “nova terra”. (2 Pedro 3:13) A Escola do Ministério do Reino, realizada em muitos países no fim de 1991, colocou ênfase no manejo correto de casos judicativos. Os anciãos que servem como juízes têm o dever de imitar a Jeová e a Cristo Jesus, cujos julgamentos são verdadeiros e justos. — João 5:30; 8:16; Revelação 19:1, 2.
Juízes ‘Que Se Comportam com Temor’
6. Por que devem os anciãos que servem em comissões judicativas ‘comportar-se com temor’?
6 Se o próprio Cristo julga em temor de Jeová e com a ajuda do espírito Dele, quanto mais devem fazer isso anciãos imperfeitos! Quando designados para servir numa comissão judicativa, precisam ‘comportar-se com temor’, invocando “o Pai que julga imparcialmente”, para ajudá-los a julgar em justiça. (1 Pedro 1:17) Devem lembrar-se de que estão lidando com a vida das pessoas, as “almas” delas, como aqueles que ‘hão de prestar contas’. (Hebreus 13:17) Em vista disso, certamente serão também responsáveis perante Jeová por qualquer engano judicial evitável que cometam. J. H. A. Ebrard escreveu no seu comentário sobre Hebreus 13:17: “É o dever do pastor vigiar sobre as almas confiadas aos seus cuidados, e . . . ele tem de prestar contas por todas elas, também por aquelas que se perderam por sua culpa. Esta é uma palavra solene. Que todo ministro da palavra considere que ele assumiu voluntariamente este cargo de extrema responsabilidade.” — Veja João 17:12; Tiago 3:1.
7. (a) De que se devem lembrar os atuais juízes, e qual deve ser seu objetivo? (b) Que lições devem tirar os anciãos de Mateus 18:18-20?
7 Os anciãos que atuam numa qualidade judicativa devem lembrar-se de que os verdadeiros Juízes, em cada caso, são Jeová e Cristo Jesus. Lembre-se de que se disse aos juízes em Israel: “Não é para o homem que julgais, mas é para Jeová; e ele está convosco na questão do julgamento. E agora venha sobre vós o pavor de Jeová. . . . Assim deveis fazer, para que não vos torneis culpados.” (2 Crônicas 19:6-10) Os anciãos que julgam um caso, devem fazer o máximo para certificar-se, com temor reverente, de que Jeová realmente está ‘com eles na questão do julgamento’. Sua decisão deve refletir com exatidão o modo de Jeová e Cristo encararem o assunto. O que eles simbolicamente ‘amarrarem’ (declararem culpado) ou ‘soltarem’ (declararem inocente) na Terra deve ser aquilo que já foi amarrado ou solto no céu — conforme revelado por aquilo que está escrito na Palavra inspirada de Deus. Se orarem a Jeová em nome de Jesus, então Jesus estará “no meio deles” para ajudá-los. (Mateus 18:18-20, nota; A Sentinela, 15 de fevereiro de 1988, página 9) O ambiente prevalecente numa audiência judicativa deve mostrar que Cristo realmente está no meio deles.
Pastores por Tempo Integral
8. Qual é a principal responsabilidade dos anciãos para com o rebanho, conforme exemplificado por Jeová e por Jesus Cristo? (Isaías 40:10, 11; João 10:11, 27-29)
8 Os anciãos não julgam por tempo integral. Mas são pastores por tempo integral. Sua função básica é curar, não punir. (Tiago 5:13-16) A idéia básica englobada na palavra grega para superintendente (e·pí·sko·pos) é a de cuidado protetor. O Theological Dictionary of the New Testament (Dicionário Teológico do Novo Testamento) declara: “Em suplementação a pastor [em 1 Pedro 2:25], o termo [e·pí·sko·pos] sugere a obra pastoral de vigiar ou cuidar.” Sim, sua responsabilidade primária é vigiar pelas ovelhas e cuidar delas, mantê-las dentro do rebanho.
9, 10. (a) Como enfatizou Paulo o dever primário dos anciãos, e, portanto, que pergunta se poderia fazer? (b) Que dão a entender as palavras de Paulo em Atos 20:29, e, portanto, de que modo podem os anciãos tentar reduzir o número de casos judicativos?
9 Ao falar aos anciãos da congregação de Éfeso, o apóstolo Paulo deu ênfase ao que era devido: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” (Atos 20:28) Paulo destaca aqui o pastoreio, não a punição. Alguns anciãos fariam bem em ponderar a seguinte pergunta: ‘Seria possível poupar o tempo considerável necessário para investigar e cuidar de casos judicativos, se devotássemos mais tempo e esforço ao pastoreio?’
10 É verdade que Paulo advertiu contra “lobos opressivos”. Mas não os censurou ele por ‘não tratarem o rebanho com ternura’? (Atos 20:29) E embora desse a entender que os superintendentes fiéis deveriam expulsar tais “lobos”, não mostram as suas palavras que os anciãos deveriam tratar os outros membros do rebanho “com ternura”? Quando uma ovelha fica espiritualmente fraca e pára de servir a Deus, de que precisa — espancamento ou cura, punição ou pastoreio? (Tiago 5:14, 15) Portanto, os anciãos devem regularmente programar tempo para o pastoreio. Isto poderá trazer o resultado feliz de menos tempo gasto com casos judicativos, que consomem tempo, que envolvem cristãos que foram vencidos pelo pecado. Certamente, a preocupação primária dos anciãos deve ser prover alívio e revigoramento, promovendo assim paz, tranqüilidade e segurança entre o povo de Jeová. — Isaías 32:1, 2.
Servir Quais Pastores e Juízes Benéficos
11. Por que é necessário que os anciãos que servem em comissões judicativas usem de imparcialidade e de “sabedoria de cima”?
11 Um pastoreio mais intensivo antes de um cristão dar um passo em falso talvez reduzisse o número de casos judicativos entre o povo de Jeová. (Veja Gálatas 6:1.) Não obstante, por causa do pecado e da imperfeição humanos, os superintendentes cristãos, de vez em quando, têm de lidar com casos de transgressão. Que princípios devem orientá-los? Estes não mudaram desde o tempo de Moisés ou desde o dos primitivos cristãos. As palavras de Moisés dirigidas aos juízes em Israel ainda são válidas: “Quando houver uma audiência entre os vossos irmãos, tendes de julgar com justiça . . . Não deveis ser parciais no julgamento.” (Deuteronômio 1:16, 17) A imparcialidade é uma das características da “sabedoria de cima”, sabedoria tão vital para os anciãos que servem em comissões judicativas. (Tiago 3:17; Provérbios 24:23) Essa sabedoria os ajudará a discernir a diferença entre fraqueza e iniqüidade.
12. Em que sentido precisam os juízes não somente ser homens justos, mas também homens bons?
12 Os anciãos ‘têm de julgar com justiça’, em harmonia com as normas de Jeová quanto ao certo e ao errado. (Salmo 19:9) No entanto, ao passo que se esforçam a ser homens justos, também devem tentar ser homens bons, no sentido da distinção que Paulo faz em Romanos 5:7, 8. Comentando estes versículos no artigo sobre “Justiça”, a obra Estudo Perspicaz das Escrituras declara: “O uso do termo grego mostra que aquele que se destaca ou distingue pela bondade é benévolo (disposto a fazer o bem ou a beneficiar outros) e benfeitor (expressando esta bondade por ações). Não se preocupa apenas em fazer o que a justiça exige, mas vai além disso, sendo motivado pela consideração sadia para com outros, e pelo desejo de beneficiá-los e ajudá-los.” (Volume 2, página 632) Anciãos que não somente são justos mas também bons, tratarão os transgressores com bondosa consideração. (Romanos 2:4) Desejarão mostrar misericórdia e compaixão. Devem fazer tudo o que podem para ajudar o transgressor a ver a necessidade de se arrepender, embora no começo talvez não pareça corresponder aos seus esforços.
Atitude Correta nas Audiências
13. (a) Embora o ancião atue como juiz, o que não deixa de ser? (b) Que conselho de Paulo aplica-se também às audiências judicativas?
13 Quando certa situação requer uma audiência judicativa, os superintendentes não se devem esquecer de que ainda são pastores, lidando com as ovelhas de Jeová sob “o pastor excelente”. (João 10:11) O conselho que Paulo deu para se prestar regularmente ajuda às ovelhas em dificuldades aplica-se com força igual às audiências judicativas. Ele escreveu: “Irmãos, mesmo que um homem dê um passo em falso antes de se aperceber disso, vós, os que tendes qualificações espirituais, tentai reajustar tal homem num espírito de brandura, ao passo que cada um olha para si mesmo, para que tu não sejas também tentado. Prossegui em levar os fardos uns dos outros e cumpri assim a lei do Cristo.” — Gálatas 6:1, 2.b
14. Como devem os superintendentes encarar as audiências judicativas, e qual deve ser a sua atitude para com o transgressor?
14 Em vez de se considerarem juízes superiores, reunidos para aplicar punição, os anciãos que servem numa comissão judicativa devem encarar a audiência como mais um aspecto do seu pastoreio. Uma das ovelhas de Jeová está em dificuldades. O que podem fazer para salvá-la? Será que é tarde demais para ajudar esta ovelha que se desviou do rebanho? Esperamos que não. Os anciãos devem manter um ponto de vista positivo sobre mostrar misericórdia quando isto é apropriado. O caso não é que estes devam rebaixar as normas de Jeová, quando se cometeu um pecado grave. Mas estarem cônscios de circunstâncias atenuantes os ajudará a mostrar misericórdia, sempre que possível. (Salmo 103:8-10; 130:3) Lamentavelmente, alguns transgressores são tão obstinados na sua atitude, que os anciãos se vêem obrigados a mostrar firmeza, embora nunca rudeza. — 1 Coríntios 5:13.
O Objetivo das Audiências Judicativas
15. Quando surge um sério problema entre pessoas, o que se precisa primeiro determinar?
15 Quando surge um problema sério entre pessoas, os anciãos sábios primeiro determinam se os envolvidos já tentaram resolver o assunto em particular, no espírito de Mateus 5:23, 24, ou de Mateus 18:15. Se isso tiver fracassado, talvez baste o conselho de um ou dois anciãos. Ação judicativa só é necessária quando se cometeu um pecado grave que poderia levar à desassociação. (Mateus 18:17; 1 Coríntios 5:11) Tem de haver uma sólida base bíblica para se constituir uma comissão judicativa. (Veja A Sentinela de 15 de setembro de 1989, página 18.) Quando ela é constituída, devem-se escolher os anciãos mais qualificados para o caso específico.
16. O que procuram os anciãos conseguir por meio das audiências judicativas?
16 Qual é o objetivo dos anciãos ao realizarem audiências judicativas? Em primeiro lugar, é impossível julgar com justiça a menos que se saiba a verdade. Assim como em Israel, assuntos sérios têm de ser ‘pesquisados cabalmente’. (Deuteronômio 13:14; 17:4) De modo que um objetivo da audiência é apurar os fatos do caso. Mas isto pode e deve ser feito com amor. (1 Coríntios 13:4, 6, 7) Uma vez conhecidos os fatos, os anciãos farão o que for necessário para proteger a congregação e manter nela as normas elevadas de Jeová e o fluxo livre do Seu espírito. (1 Coríntios 5:7, 8) No entanto, um dos objetivos da audiência é o de salvar um pecador em perigo, se de todo for possível. — Veja Lucas 15:8-10.
17. (a) Como deve a pessoa acusada ser tratada durante a audiência, e com que objetivo? (b) O que exigirá isso dos membros da comissão judicativa?
17 A pessoa acusada sempre deve ser tratada como ovelha de Deus. Deve ser tratada com ternura. Se tiver sido cometido um pecado (ou pecados), o objetivo dos juízes justos será o de ajudar o pecador a se reajustar, a entender o erro do seu proceder, a arrepender-se e assim a ser arrebatado “do laço do Diabo”. Exigirá “arte de ensino”, ‘instruir com brandura’. (2 Timóteo 2:24-26; 4:2) O que se dá quando o pecador então reconhece que pecou, sente-se realmente compungido no coração e pede o perdão de Jeová? (Veja Atos 2:37.) Se a comissão estiver convencida de que ele sinceramente quer ajuda, em geral não será necessário desassociá-lo. — Veja A Sentinela de 1.º de abril de 1983, página 31, parágrafo 5.
18. (a) Quando deve a comissão judicativa mostrar firmeza por desassociar um transgressor? (b) Em vista de que situação, que parte o coração, devem os anciãos esforçar-se a favor de ovelhas que se perdem?
18 Por outro lado, quando os membros duma comissão judicativa se confrontam com um caso claro de apostasia sem remorsos, de rebelião deliberada contra as leis de Jeová ou de pura iniqüidade, eles têm o dever de proteger os outros membros da congregação por desassociar o ofensor impenitente. A comissão judicativa não é obrigada a se reunir com ele repetidas vezes ou pôr-lhe palavras na boca na tentativa de obrigá-lo a se arrepender, se é óbvio que lhe falta tristeza piedosa.c Nos últimos anos, as desassociações no mundo inteiro têm sido aproximadamente de 1 por cento dos publicadores. Isto significa que dentre cerca de cem ovelhas que permanecem no rebanho, uma se perdeu — pelo menos temporariamente. Considerando-se o tempo e os esforços que requer para trazer uma pessoa ao rebanho, não nos parte o coração saber que dezenas de milhares são anualmente ‘entregues a Satanás’? — 1 Coríntios 5:5.
19. De que nunca se devem esquecer os anciãos que servem numa comissão judicativa, e, assim, qual é seu objetivo?
19 Os anciãos que iniciam um caso judicativo devem lembrar-se de que a maioria dos casos de pecado na congregação envolve fraqueza, não iniqüidade. Nunca devem esquecer-se da ilustração de Jesus a respeito da ovelha perdida, que ele concluiu com as palavras: “Eu vos digo que assim haverá mais alegria no céu por causa de um pecador que se arrepende, do que por causa de noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.” (Lucas 15:7) Deveras, “Jeová . . . não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento”. (2 Pedro 3:9) Que as comissões judicativas em todo o mundo, com a ajuda de Jeová, façam o máximo para causar alegria no céu por ajudar transgressores a ver a necessidade de se arrependerem e de retomarem a estrada estreita que conduz à vida eterna. — Mateus 7:13, 14.
[Nota(s) de rodapé]
a Sobre a posição de anciãos dentre as outras ovelhas com relação à mão direita de Cristo, veja o livro Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!, publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, página 136, nota de rodapé.
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