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  • O povo de Deus tem de amar a benignidade
    A Sentinela — 2004 | 15 de abril
    • O povo de Deus tem de amar a benignidade

      “O que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” — MIQUÉIAS 6:8.

      1, 2. (a) Por que não é de admirar que Jeová espere que seu povo mostre benignidade? (b) Que perguntas a respeito da benignidade merecem consideração?

      JEOVÁ é um Deus de benignidade. (Romanos 2:4; 11:22) O primeiro casal, Adão e Eva, deve ter se sentido grato por isso! No jardim do Éden, eles estavam cercados pelas criações visíveis de Deus que evidenciavam a benignidade dele para com os humanos, que foram criados para ter prazer nelas. E Deus continua a ser benigno para com todos, mesmo os ingratos e iníquos.

      2 Os humanos, feitos à imagem de Deus, têm a capacidade de refletir atributos divinos. (Gênesis 1:26) Por isso, não é de admirar que Jeová espere que mostremos benignidade. Conforme declara Miquéias 6:8, o povo de Deus tem de ‘amar a benignidade’. Mas o que é benignidade? Como se relaciona com outras qualidades divinas? Visto que os humanos têm capacidade de mostrar benignidade, por que o mundo é um lugar tão cruel e duro? Por que nós, cristãos, devemos esforçar-nos a mostrar benignidade nos nossos tratos com outros?

      O que é benignidade?

      3. Como definiria benignidade?

      3 A benignidade é expressa por se mostrar interesse ativo no bem-estar de outros. É demonstrada por meio de uma atitude prestimosa e por palavras que mostram consideração. Ser benigno significa fazer o bem, em vez de fazer algo prejudicial. A pessoa benigna é amistosa, branda, compassiva e atenciosa. Tem uma atitude generosa e prestativa para com outros. O apóstolo Paulo admoestou os cristãos: “Revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade.” (Colossenses 3:12) A benignidade, portanto, faz parte dessa vestimenta figurativa de todo verdadeiro cristão.

      4. Como Jeová tomou a iniciativa em mostrar benignidade à humanidade?

      4 Jeová Deus tomou a iniciativa em mostrar benignidade. Conforme Paulo disse, foi quando “se manifestou a benignidade e o amor ao homem da parte de nosso Salvador, Deus”, que “ele nos salvou por intermédio do banho que nos trouxe à vida, e por nos fazer novos por espírito santo”. (Tito 3:4, 5) Deus torna limpos os cristãos ungidos como que ‘banhando-os’ no sangue de Jesus, aplicando em favor deles o mérito do sacrifício resgatador de Cristo. Eles também são renovados por meio do espírito santo, tornando-se “uma nova criação” como filhos de Deus gerados pelo espírito. (2 Coríntios 5:17) Além disso, a benignidade e o amor de Deus se estendem também aos da “grande multidão”, que “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”. — Revelação (Apocalipse) 7:9, 14; 1 João 2:1, 2.

      5. Por que os guiados pelo espírito de Deus devem ser benignos?

      5 A benignidade é também parte dos frutos do espírito santo, ou da força ativa, de Deus. Paulo disse: “Os frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio. Contra tais coisas não há lei.” (Gálatas 5:22, 23) Portanto, não devem aqueles que são guiados pelo espírito de Deus mostrar benignidade para com outros?

      A verdadeira benignidade não é fraqueza

      6. Quando é que a benignidade se torna uma fraqueza, e por quê?

      6 Alguns consideram a benignidade como fraqueza. Acham que a pessoa precisa ser às vezes dura, até mesmo rude, para que os outros possam ver que ela tem força de caráter. Na realidade, porém, requer verdadeira força ser genuinamente benigno e evitar a falsa benignidade. Visto que a verdadeira benignidade faz parte dos frutos do espírito de Deus, ela não pode refletir uma atitude fraca, que tolere a conduta errada. Por outro lado, a benignidade, quando expressa de maneira errada, é uma fraqueza que faz a pessoa tolerar transgressões.

      7. (a) Como Eli mostrou que era excessivamente tolerante? (b) Por que os anciãos não devem ceder à pressão de mostrar benignidade de maneira errada?

      7 Por exemplo, considere Eli, o sumo sacerdote de Israel. Ele era excessivamente tolerante na disciplina de seus filhos, Hofni e Finéias, que serviam como sacerdotes no tabernáculo. Não satisfeitos com a parte dos sacrifícios que lhes cabia segundo a Lei de Deus, eles faziam com que um ajudante exigisse carne crua dos que ofereciam sacrifícios antes que a gordura da oferta fosse queimada no altar. Os filhos de Eli mantinham também relações imorais com mulheres que prestavam serviço à entrada do tabernáculo. Mas, em vez de destituir Hofni e Finéias do cargo, Eli apenas os repreendeu brandamente. (1 Samuel 2:12-29) Não é de admirar que “a palavra da parte de Jeová havia ficado rara naqueles dias”! (1 Samuel 3:1) Os anciãos cristãos não devem ceder à pressão de ser tolerantes com transgressores que poderiam pôr em perigo a espiritualidade da congregação. A verdadeira benignidade não fecha os olhos a palavras e ações que violam as normas de Deus.

      8. Como Jesus mostrou verdadeira benignidade?

      8 Nosso exemplo, Jesus Cristo, nunca foi culpado de mostrar benignidade de maneira errada. Ele era a própria personificação da verdadeira benignidade. Por exemplo, ‘sentia compaixão das pessoas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor’. As pessoas sinceras sentiam-se à vontade para se aproximar de Jesus, trazendo-lhe até mesmo seus filhinhos. Imagine a benignidade e compaixão que ele demonstrou quando “tomou as criancinhas nos seus braços e começou a abençoá-las”. (Mateus 9:36; Marcos 10:13-16) Embora fosse benigno, Jesus era, não obstante, firme pelo que era direito aos olhos de seu Pai celestial. Nunca fechou os olhos ao mal; ele tinha a força que Deus lhe conferiu para denunciar os líderes religiosos hipócritas. Em Mateus 23:13-26, ele repetiu várias vezes a declaração: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!”

      Benignidade e outras qualidades piedosas

      9. Como está a benignidade relacionada com a longanimidade e a bondade?

      9 A benignidade se relaciona com outras qualidades produzidas pelo espírito de Deus. Ela é alistada entre a “longanimidade” e a “bondade”. De fato, quem cultiva a benignidade mostra essa qualidade por ser longânime. É paciente até mesmo com aqueles que não são benignos. A benignidade é relacionada com a bondade por ser muitas vezes expressa por meio de boas ações em benefício de outros. Ocasionalmente, a palavra grega usada na Bíblia para “benignidade” pode ser traduzida “bondade”. Os pagãos ficaram tão admirados de ver como os primeiros cristãos demonstravam essa qualidade que, segundo Tertuliano, chamavam os seguidores de Jesus de ‘as pessoas que se destacavam pela benignidade’.

      10. Que relação há entre benignidade e amor?

      10 Há uma relação entre benignidade e amor. Jesus disse a respeito dos seus seguidores: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” (João 13:35) Paulo disse, a respeito do amor: “O amor é longânime e benigno.” (1 Coríntios 13:4) Que benignidade e amor estão relacionados percebe-se na palavra hebraica, muito usada nas Escrituras, vertida “benevolência” na Tradução do Novo Mundo em português. A palavra se refere à benignidade derivada do amor leal, que inclui mais do que apenas terna consideração. Trata-se da benignidade que se apega amorosamente a um objeto, até que seu propósito com relação a ele se realize. A benevolência de Jeová, ou seu amor leal, é demonstrada de várias maneiras. Por exemplo, vê-se isso nos seus atos de livramento e proteção. — Salmo 6:4; 40:11; 143:12.

      11. A benevolência ou amor leal de Deus nos dá que garantia?

      11 A benevolência de Jeová atrai as pessoas a ele. (Jeremias 31:3) Quando os servos fiéis de Deus necessitam de livramento ou ajuda, eles sabem que a Sua benevolência está relacionada com o amor leal. Não ficarão desapontados. Por isso, podem orar com fé, assim como o salmista, que disse: “Quanto a mim, confiei na tua benevolência [a maneira como a palavra hebraica é traduzida neste versículo]; jubile meu coração na tua salvação.” (Salmo 13:5) Visto que o amor de Deus é leal, seus servos podem confiar nele plenamente. Eles têm a garantia: “Pois Jeová não abandonará seu povo, nem deixará sua própria herança.” — Salmo 94:14.

      Por que o mundo é tão cruel?

      12. Quando e como teve começo o domínio opressivo?

      12 A resposta a essa pergunta tem a ver com o que aconteceu no jardim do Éden. Logo cedo na história humana, uma criatura espiritual, que se tornara egoísta e altiva, introduziu um plano para se tornar governante do mundo. Em resultado da sua trama, ele se tornou “o governante deste mundo”, e muito opressivo. (João 12:31) Ficou conhecido como Satanás, o Diabo, o principal opositor tanto de Deus como do homem. (João 8:44; Revelação 12:9) A sua trama egoísta, de criar um governo rival ao governo benévolo de Jeová, foi exposta pouco depois de Eva ter sido criada. De modo que a má administração da Terra teve começo quando Adão decidiu tornar-se independente do domínio de Deus, rejeitando totalmente a Sua benignidade. (Gênesis 3:1-⁠6) Em vez de serem realmente independentes, Adão e Eva na realidade ficaram sob a influência egoísta e orgulhosa do Diabo, sujeitando-se ao domínio dele.

      13-15. (a) Quais foram algumas das conseqüências de se rejeitar o governo justo de Jeová? (b) Por que é este mundo um lugar difícil?

      13 Considere algumas das conseqüências. Adão e Eva foram expulsos duma parte da Terra, que era um paraíso. Saíram dum lugar exuberante, com fácil acesso à vegetação e a frutos saudáveis, para um lugar fora do jardim do Éden com condições difíceis. Deus disse a Adão: “Porque escutaste a voz de tua esposa e foste comer da árvore a respeito da qual te ordenei, dizendo: ‘Não deves comer dela’, maldito é o solo por tua causa. Em dor comerás dos seus produtos todos os dias da tua vida. E ele fará brotar para ti espinhos e abrolhos.” A maldição proferida sobre o solo significava que o cultivo dele se tornaria muito difícil. Os efeitos do solo amaldiçoado, com espinhos e abrolhos, foram tão vivamente sentidos pelos descendentes de Adão, que o pai de Noé, Lameque, falou da ‘dor das suas mãos, resultante do solo que Jeová amaldiçoou’. — Gênesis 3:17-19; 5:29.

      14 Adão e Eva também trocaram a tranqüilidade pela aflição. Deus disse a Eva: “Aumentarei grandemente a dor da tua gravidez; em dores de parto darás à luz filhos, e terás desejo ardente de teu esposo, e ele te dominará.” Mais tarde, Caim, primogênito de Adão e Eva, cometeu o ato cruel de assassinar seu irmão Abel. — Gênesis 3:16; 4:8.

      15 “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo”, declarou o apóstolo João. (1 João 5:19) Assim como seu governante, o mundo atual manifesta tendências más, que incluem egoísmo e orgulho. Não é de admirar que esteja cheio de brutalidade e crueldade! Mas não será sempre assim. Jeová cuidará de que no seu Reino prevaleçam benignidade e compaixão, em vez de condições difíceis e cruéis.

      A benignidade prevalecerá sob o Reino de Deus

      16. Por que o governo de Deus por meio de Cristo Jesus se destaca pela benignidade, e o que isso nos obriga a fazer?

      16 Jeová e o Rei designado do Seu Reino, Cristo Jesus, exigem que seus súditos sejam conhecidos pela benignidade. (Miquéias 6:8) Jesus Cristo nos deu uma idéia de como a administração que seu Pai lhe confiou se caracterizaria pela benignidade. (Hebreus 1:3) Podemos notar isso nas suas palavras ao expor os falsos líderes religiosos que oprimiam o povo com cargas pesadas. Ele disse: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mateus 11:28-30) Um número muito grande de líderes, religiosos e outros, oprime e sobrecarrega o povo com infindáveis regras e tarefas que não trazem gratificação. No entanto, o que Jesus requer dos seus seguidores se ajusta bem às suas necessidades e habilidades. É sem dúvida um jugo animador e benigno! Não nos sentimos motivados a agir como ele por sermos benignos com outros? — João 13:15.

      17, 18. Por que podemos confiar que os que governarão com Cristo no céu e os seus representantes terrestres mostrarão benignidade?

      17 As surpreendentes observações de Jesus aos seus apóstolos destacam como o Reino de Deus é notavelmente diferente do domínio humano. A Bíblia declara: “Levantou-se também uma disputa acalorada entre eles [os discípulos] sobre qual deles parecia ser o maior. Mas ele lhes disse: ‘Os reis das nações dominam sobre elas, e os que têm autoridade sobre elas são chamados de Benfeitores. Vós, porém, não deveis ser assim. Mas, que o maior entre vós se torne como o mais jovem, e o que age como principal, como aquele que ministra. Pois, quem é maior, aquele que se recosta à mesa ou aquele que ministra? Não é aquele que se recosta à mesa? Mas eu estou no vosso meio como quem ministra.’ ” — Lucas 22:24-27.

      18 Governantes humanos procuram provar a sua grandeza por ‘dominar sobre’ o povo e por buscar obter grandes títulos, como se esses os fizessem melhor do que seus súditos. Mas Jesus disse que a verdadeira grandeza vem de se ministrar a outros — esforçando-se diligente e persistentemente a fazer isso. Todos os que governarão com Cristo no céu ou os que o servirem como seus representantes terrestres precisam esforçar-se a seguir o seu exemplo de humildade e benignidade.

      19, 20. (a) Como Jesus exemplificou o alcance da benignidade de Jeová? (b) Como podemos imitar a Jeová em demonstrarmos benignidade?

      19 Vejamos outro conselho amoroso que Jesus deu. Mostrando o alcance da benignidade de Jeová, Jesus disse: “Se amardes aos que vos amam, de que mérito é isso para vós? Pois até mesmo os pecadores amam aos que os amam. E, se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, realmente, de que mérito é isso para vós? Até os pecadores fazem o mesmo. Também, se emprestardes sem juros àqueles de quem esperais receber, de que mérito é isso para vós? Até mesmo pecadores emprestam sem juros a pecadores, para receberem de volta o mesmo. Ao contrário, continuai a amar os vossos inimigos e a fazer o bem, e a emprestar sem juros, não esperando nada de volta; e a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é benigno para com os ingratos e os iníquos. Continuai a tornar-vos misericordiosos, assim como vosso Pai é misericordioso.” — Lucas 6:32-36.

      20 A benignidade divina é altruísta. Não pede nem espera receber algo em troca. Jeová bondosamente “faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos”. (Mateus 5:43-45; Atos 14:16, 17) Imitando o nosso Pai celestial, nós não apenas nos refreamos de prejudicar os ingratos, mas fazemos o bem a eles, mesmo aos que agem como nossos inimigos. Por sermos bondosos, mostramos a Jeová e a Jesus que desejamos viver sob o Reino de Deus, quando a benignidade e outras qualidades divinas permearão todos os relacionamentos humanos.

      Por que ser benigno?

      21, 22. Por que devemos demonstrar benignidade?

      21 Para o cristão genuíno, é especialmente importante ser benigno. É evidência de que o espírito de Deus age em nós. Além disso, quando mostramos verdadeira benignidade, imitamos a Jeová Deus e a Cristo Jesus. Essa qualidade também é um requisito dos que serão súditos do Reino de Deus. Portanto, temos de amar a benignidade e aprender a mostrá-la.

      22 Quais são alguns modos práticos de mostrarmos benignidade na nossa vida diária? O próximo artigo tratará desse assunto.

  • Esforce-se a demonstrar benignidade num mundo hostil
    A Sentinela — 2004 | 15 de abril
    • Esforce-se a demonstrar benignidade num mundo hostil

      “A coisa desejável no homem terreno é a sua benevolência.” — PROVÉRBIOS 19:22.

      1. Por que pode ser difícil demonstrar benignidade?

      VOCÊ procura demonstrar benignidade, ou bondade? Nesse caso, viver no mundo atual pode ser difícil. É verdade que essa qualidade é identificada na Bíblia como um dos “frutos do espírito”, mas por que é tão difícil demonstrar benignidade mesmo nos países chamados cristãos? (Gálatas 5:22) Conforme observamos no artigo anterior, a resposta se encontra em parte no que o apóstolo João escreveu — que todo o mundo está sob o controle duma pessoa espiritual de natureza cruel, Satanás, o Diabo. (1 João 5:19) Jesus Cristo identificou Satanás como sendo “o governante do mundo”. (João 14:30) De modo que este mundo tende a ser semelhante a seu governante rebelde, cuja atitude é caracterizada por um comportamento cruel.

      2. Que desafios podem dificultar nossos esforços de demonstrar benignidade?

      2 Ficamos tristes quando outros não nos tratam com bondade. Isso pode ocorrer quando vizinhos nos tratam com dureza, quando estranhos não são nada amistosos e até mesmo quando amigos e familiares, às vezes, agem sem refletir. O estresse de se associar com pessoas rudes que gritam e xingam pode nos desanimar. Essa falta de bondade também pode fazer-nos sentir agressivos, e poderíamos pensar em pagar na mesma moeda. Isso poderia até causar problemas de saúde espiritual ou física. — Romanos 12:17.

      3. Com que sérios problemas as pessoas se confrontam, e como esses testam a disposição delas de demonstrar benignidade?

      3 As condições estressantes do mundo também podem dificultar as nossas tentativas de demonstrar benignidade. Por exemplo, a humanidade em geral se sente constantemente estressada por causa de ameaças e atos de terrorismo, bem como pelo possível uso de armas biológicas e nucleares por diversos grupos nacionais. Além disso, há milhões de pobres que sobrevivem com o mínimo de alimento, abrigo, roupa e cuidado médico. Demonstrar benignidade se torna um desafio quando a situação parece não ter solução. — Eclesiastes 7:7.

      4. A que conclusão errada alguns podem chegar ao pensarem em demonstrar benignidade?

      4 Alguém poderia facilmente concluir que ser bondoso em geral não tem prioridade e pode até mesmo ser um sinal de fraqueza. Poderia se sentir explorado, especialmente quando outros não lhe mostram consideração. (Salmo 73:2-⁠9) No entanto, a Bíblia nos provê a orientação correta ao dizer: “Uma resposta, quando branda, faz recuar o furor, mas a palavra que causa dor faz subir a ira.” (Provérbios 15:1) Os dois frutos do espírito, brandura e benignidade, são intimamente relacionados e de grande valor ao lidar com circunstâncias difíceis e desafiadoras.

      5. Quais são alguns dos campos na vida em que se precisa demonstrar benignidade?

      5 Visto que manifestar os frutos do espírito santo de Deus é tão importante para nós cristãos, faremos bem em considerar como podemos evidenciar uma dessas qualidades — a benignidade. É possível demonstrá-la num mundo hostil? Em caso afirmativo, em que campos poderíamos mostrar que não permitimos que a influência de Satanás impeça que sejamos bondosos, especialmente em situações estressantes? Vejamos como podemos esforçar-nos nesse sentido na família, no local de trabalho, na escola, com nossos vizinhos e com nossos irmãos.

      Na família

      6. Por que é tão importante que demonstremos benignidade no lar e como podemos fazer isso?

      6 Para se receber a bênção e a orientação de Jeová, é vital ter os frutos do espírito e cultivá-los plenamente. (Efésios 4:32) Vejamos então a necessidade especial de demonstrar benignidade na família. No dia-a-dia, o marido e a esposa devem mostrar um espírito bondoso e atencioso entre si e na forma como tratam os filhos. (Efésios 5:28-33; 6:1, 2) É preciso evidenciar isso no modo em que os membros da família conversam, na honra e respeito que os filhos dão aos pais e no modo como os pais tratam os filhos. Esteja pronto para elogiar e não se apresse a condenar.

      7, 8. (a) Que tipo de conduta devemos evitar, se havemos de mostrar genuína benignidade na família? (b) Como a boa comunicação contribui para um forte vínculo familiar? (c) Como poderá mostrar benignidade na sua família?

      7 Sermos bondosos com os membros da família envolve acatar o conselho do apóstolo Paulo: “Realmente, afastai de vós a todas elas, o furor, a ira, a maldade, a linguagem ultrajante e a conversa obscena da vossa boca.” Todos os dias as famílias cristãs devem se comunicar de modo respeitoso. Por quê? Porque a boa comunicação é o esteio das famílias fortes e saudáveis. Quando surgem desacordos, para acalmar os ânimos, procure resolver o problema em vez de vencer a discussão. Famílias felizes são compostas de pessoas que se esforçam para promover a benignidade e a consideração no âmbito familiar. — Colossenses 3:8, 12-14.

      8 Essa qualidade é positiva e faz com que queiramos fazer o bem. Por isso, procuramos ser úteis, mostrar consideração e estar sempre dispostos a ajudar os outros membros da família. Requer esforço, tanto individual como coletivo, para mostrar o tipo de bondade que traz boa reputação para a família. Em resultado disso, não só terão a bênção de Deus, mas honrarão a Jeová — o Deus de benignidade — na congregação e na comunidade. — 1 Pedro 2:12.

      No local de trabalho

      9, 10. Descreva alguns problemas que podem surgir no local de trabalho, e comente sobre como a benignidade pode ser de ajuda.

      9 Para o cristão, pode ser um desafio demonstrar benignidade, dia após dia, com os colegas de trabalho. A rivalidade entre empregados talvez faça que um colega de trabalho, por meio de engano e de astúcia, procure minar nossa reputação perante o patrão, pondo assim em perigo nosso emprego. (Eclesiastes 4:4) Em tais situações, não é fácil demonstrar bondade. Não obstante, lembrando-se de que essa é a atitude certa a adotar, o servo de Jeová deve esforçar-se a fazer o máximo para ganhar os que não são favoráveis às nossas crenças. Pode ser de ajuda mostrar uma atitude solidária. Talvez você possa mostrar preocupação quando um colega de trabalho adoece ou membros da família dele não estão bem. Uma simples pergunta sobre a saúde da pessoa ou de sua família pode ter um efeito positivo nela. Sem dúvida, os cristãos devem procurar promover a harmonia e a paz no que depender deles. Às vezes, uma palavra bondosa, que mostra interesse e preocupação, pode ser de ajuda na ocasião.

      10 Em outras ocasiões, o patrão pode impor as suas opiniões aos empregados e pode querer que todos participem em algum evento nacionalista ou numa celebração de natureza antibíblica. Quando a consciência do cristão não lhe permite participar, isso pode resultar num confronto. Na ocasião, talvez não seja sábio entrar em pormenores sobre por que seria errado fazer o que o patrão pede. Afinal, para os que não compartilham as crenças do cristão, participar na celebração pode parecer a coisa certa a fazer. (1 Pedro 2:21-23) Você talvez possa explicar bondosamente seus motivos de não participar. Quando fizerem comentários sarcásticos, não responda da mesma forma. Para o cristão, convém acatar o conselho de Romanos 12:18: “Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.”

      Na escola

      11. Com que desafios se confrontam os jovens ao serem benignos com os colegas de escola?

      11 Para os jovens pode ser um verdadeiro desafio mostrar benignidade ao lidar com colegas de escola. Os jovens muitas vezes desejam muito ser aceitos pelos colegas. Alguns meninos se tornam agressivos só para granjear a admiração dos colegas, chegando até a intimidar outros na escola. (Mateus 20:25) Outros jovens gostam de exibir suas habilidades nos estudos, nos esportes e em outras atividades. Ao fazerem isso, eles muitas vezes tratam mal os colegas de classe e outros alunos, achando erroneamente que isso, por si só, os torna de algum modo superiores. O jovem cristão precisa tomar cuidado para não imitar seus colegas. (Mateus 20:26, 27) O apóstolo Paulo disse que “o amor é longânime e benigno”, e que o amor “não se gaba, não se enfuna”. Portanto, o cristão tem a obrigação de não seguir o péssimo exemplo dos que agem sem bondade, mas de aderir à admoestação bíblica nos tratos com os colegas de escola. — 1 Coríntios 13:4.

      12. (a) Por que pode ser um desafio para os jovens tratar seus professores com benignidade? (b) A quem os jovens podem recorrer em busca de ajuda quando pressionados a não mostrar bondade?

      12 Os jovens também devem tratar os professores com benignidade. Muitos alunos gostam de provocar seus professores. Acham que são espertos quando minam o respeito pelos seus professores por se empenharem em atividades que violam as regras da escola. Por meio de intimidações, podem conseguir com que outros se juntem a eles. Quando um jovem cristão se nega a participar de algo assim, ele ou ela pode ser alvo de zombaria ou de insultos. Confrontar-se com tais situações durante o ano escolar põe à prova a determinação do cristão de demonstrar benignidade. No entanto, lembre-se da importância de ser um servo leal de Jeová. Pode ter certeza de que ele o apoiará por meio do seu espírito em tais momentos difíceis na vida. — Salmo 37:28.

      Com os vizinhos

      13-15. O que poderá impedi-lo de ser bondoso com o vizinho, e como se pode enfrentar tais desafios?

      13 Quer você more numa casa, num apartamento, num trailer, quer em outro lugar, pode pensar em maneiras de ser bondoso e de expressar preocupação com o bem-estar dos vizinhos. Novamente, isso nem sempre é fácil.

      14 O que fazer se seus vizinhos têm preconceito contra você, por causa da sua raça, nacionalidade ou religião? E se às vezes são rudes ou o ignoram totalmente? Como servo de Jeová, será benéfico fazer o máximo para demonstrar benignidade. Você se destacará como alguém agradavelmente diferente, verdadeiro motivo de louvor a Jeová — um exemplo de benignidade. Nunca se sabe se seu vizinho mudará de idéia em resultado disso. Ele poderá até tornar-se um louvador de Jeová. — 1 Pedro 2:12.

      15 Como pode mostrar benignidade? Em primeiro lugar, pela conduta na família, quando todos mostram os frutos do espírito. Os vizinhos observam isso. Às vezes, talvez possa fazer uma bondade a seu vizinho. Lembre-se de que a benignidade significa ter um interesse ativo no bem-estar de outros. — 1 Pedro 3:8-12.

      No nosso ministério

      16, 17. (a) Por que a benignidade é importante no nosso ministério público? (b) Como se pode ser bondoso nos diversos aspectos do nosso ministério de campo?

      16 A benignidade deve ser uma característica de nosso ministério cristão ao nos empenharmos em contatar pessoas nos seus lares, em seus locais de trabalho e em áreas públicas. Devemos lembrar-nos de que representamos a Jeová, que sempre é benigno. — Êxodo 34:6.

      17 O que podemos fazer para demonstrar benignidade no ministério? Como exemplo, quando damos testemunho nas ruas, podemos mostrar bondade por sermos breves e ter consideração quando falamos com as pessoas. As calçadas costumam ser movimentadas, de modo que você precisa ter cuidado para não atrapalhar o caminho de quem passa. Também, quando dá testemunho em território comercial, seja breve, lembrando-se de que os lojistas têm de atender seus clientes.

      18. Que papel desempenha o discernimento ao demonstrarmos benignidade no nosso ministério?

      18 No ministério de casa em casa, use de discrição. Não fique muito tempo numa casa, especialmente quando o tempo não está bom. Consegue discernir quando sua presença começa a tornar a pessoa impaciente ou mesmo irritá-la? Pode ser que na região onde você mora as Testemunhas de Jeová façam muitas visitas. Se esse for o caso, mostre consideração especial, sempre sendo bondoso e agradável. (Provérbios 17:14) Procure reconhecer que o morador tem seus motivos para não escutar naquele dia. Lembre-se de que um dos seus irmãos cristãos provavelmente visitará aquela casa em breve. Caso encontre alguém que é rude, faça um esforço especial para ser bondoso. Não deve falar mais alto, ou fechar a cara, mas falar de modo calmo. O cristão benigno não quer provocar uma discussão com o morador. (Mateus 10:11-14) Pode ser que um dia a pessoa dê atenção às boas novas.

      Nas reuniões congregacionais

      19, 20. Por que a benignidade é necessária na congregação e como se pode mostrá-la?

      19 Ser bondoso com nossos irmãos cristãos também é muito importante. (Hebreus 13:1) Visto que somos parte duma fraternidade mundial, é essencial demonstrarmos benignidade nos nossos tratos com outros.

      20 Caso uma congregação compartilhe o Salão do Reino com uma, duas ou mais congregações, é importante lidar bondosamente com os irmãos das outras congregações, tratando-os com dignidade. A rivalidade não resulta em cooperação quando se trata de organizar os horários de reuniões e cuidar de necessidades como limpeza ou reforma. Seja bondoso e tenha consideração, mesmo quando há diferenças de opinião. Desse modo, a benignidade triunfará, e Jeová abençoará o interesse que mostra pelo bem-estar dos outros.

      Continue a demonstrar benignidade

      21, 22. Em harmonia com Colossenses 3:12, qual deve ser a nossa determinação?

      21 A benignidade é uma qualidade tão abrangente, que engloba cada aspecto da nossa vida. Por isso, devemos torná-la parte integrante da nossa personalidade cristã. Ser bondoso com outros deveria tornar-se um hábito.

      22 Que todos nós sejamos sempre bondosos e apliquemos assim individualmente as palavras do apóstolo Paulo: “Como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade.” — Colossenses 3:12.

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