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O Reino de Deus é o novo governo da TerraA Sentinela — 2000 | 15 de outubro
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O Reino de Deus é o novo governo da Terra
“[O] reino . . . esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — DANIEL 2:44.
1. Que confiança podemos ter na Bíblia?
A BÍBLIA é a revelação de Deus para a humanidade. O apóstolo Paulo escreveu: “Quando recebestes a palavra de Deus, que ouvistes de nós, vós a aceitastes, não como a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus.” (1 Tessalonicenses 2:13) A Bíblia contém o que precisamos saber sobre Deus: informações sobre sua personalidade, seus propósitos e o que requer de nós. Contém o melhor conselho para a vida familiar e a conduta diária. Fornece detalhes de profecias que se cumpriram no passado, que se cumprem agora e que se cumprirão no futuro. Deveras, “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra”. — 2 Timóteo 3:16, 17.
2. Como enfatizou Jesus o tema da Bíblia?
2 Na Bíblia, de máxima importância é o seu tema: a vindicação da soberania de Deus (seu direito de governar) por meio do seu Reino celestial. Jesus fez disso o ponto focal do seu ministério. “Jesus principiou a pregar e a dizer: ‘Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.’” (Mateus 4:17) Mostrou que lugar este deve ocupar na nossa vida, exortando: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça.” (Mateus 6:33) Mostrou também a importância dele por ensinar os seus seguidores a orar a Deus: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mateus 6:10.
O novo governo da Terra
3. Por que é o Reino de Deus de importância imediata para nós?
3 Por que é o Reino de Deus de tanta importância para os humanos? Porque tomará em breve uma ação que mudará para sempre o governo desta Terra. A profecia de Daniel 2:44 declara: “Nos dias daqueles reis [que agora governam na Terra] o Deus do céu estabelecerá um reino [um governo no céu] que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos [governos terrestres], e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” Quando o Reino de Deus governar de maneira absoluta, os humanos nunca mais controlarão a Terra. O divisório e insatisfatório governo humano será para sempre algo do passado.
4, 5. (a) Por que é Jesus o mais habilitado para ser o Rei do Reino? (b) Que tarefa terá Jesus no futuro próximo?
4 O Principal Governante no Reino celestial, sob a direção imediata de Jeová, é o mais habilitado — Cristo Jesus. Antes de vir à Terra, ele existiu no céu como “mestre-de-obras” de Deus, sendo a primeira de todas as criações dele. (Provérbios 8:22-31) “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque mediante ele foram criadas todas as outras coisas nos céus e na terra.” (Colossenses 1:15, 16) E quando Deus enviou Jesus à Terra, este sempre cumpriu a vontade de Deus. Suportou as provas mais difíceis e morreu fiel ao seu Pai. — João 4:34; 15:10.
5 Jesus foi recompensado por ter sido leal a Deus até a morte. Deus o ressuscitou para o céu e deu-lhe o direito de ser Rei do Reino celestial. (Atos 2:32-36) Cristo Jesus, como Rei do Reino, terá da parte de Deus a espantosa tarefa de liderar miríades de poderosas criaturas espirituais para remover o governo humano da Terra e livrar nosso globo da iniqüidade. (Provérbios 2:21, 22; 2 Tessalonicenses 1:6-9; Revelação [Apocalipse] 19:11-21; 20:1-3) O Reino celestial de Deus, sob as ordens de Cristo, será então a nova autoridade governante, o único governo sobre a Terra inteira. — Revelação 11:15.
6. Que tipo de governo podemos esperar da parte do Rei do Reino?
6 A Palavra de Deus diz a respeito do novo Governante da Terra: “Foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem.” (Daniel 7:14) Visto que Jesus imitará o amor de Deus, haverá muita paz e felicidade sob o seu governo. (Mateus 5:5; João 3:16; 1 João 4:7-10) “Do aumento do seu governo e paz não haverá fim . . . para o . . . fortificar em retidão e justiça.” (Isaías 9:7, Almeida, Edição Contemporânea) Que bênção será ter um governante que rege com amor, retidão e justiça! De modo que 2 Pedro 3:13 prediz: “Há novos céus [o Reino celestial de Deus] e uma nova terra [uma nova sociedade terrestre] que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.”
7. Como se cumpre hoje Mateus 24:14?
7 O Reino de Deus certamente é a melhor notícia para todos os que amam o que é direito. É por isso que Jesus predisse como parte do sinal de que vivemos agora “nos últimos dias” deste sistema iníquo: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (2 Timóteo 3:1-5; Mateus 24:14) Esta profecia se cumpre agora, ao passo que cerca de seis milhões de Testemunhas de Jeová em 234 países devotam mais de um bilhão de horas por ano a falar a outros sobre o Reino de Deus. Cada um dos seus locais de adoração para umas 90.000 congregações em todo o mundo é apropriadamente chamado de Salão do Reino. As pessoas vão ali para aprender sobre o iminente governo novo.
Governantes associados
8, 9. (a) Donde procedem os co-governantes de Cristo? (b) Que confiança podemos ter no governo do Rei e nos seus co-governantes?
8 Haverá governantes associados com Cristo Jesus no Reino celestial de Deus. Revelação 14:1-4 predisse que 144.000 pessoas haviam de ser ‘compradas dentre a humanidade’ e ressuscitadas para a vida celestial. Estas incluem homens e mulheres que, em vez de serem servidos, serviram humildemente a Deus e a outros humanos. “Serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.” (Revelação 20:6) Seu número é muito menor do que os da “grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”, que sobreviverão ao fim deste sistema. Esses também prestam a Deus “serviço sagrado, dia e noite”, mas não têm uma chamada celestial. (Revelação 7:9, 15) Eles constituem o núcleo da nova terra como súditos do Reino celestial de Deus. — Salmo 37:29; João 10:16.
9 Ao escolher os que governariam com Cristo no céu, Jeová selecionou humanos fiéis que passaram a vida com todos os seus problemas. Praticamente não há nada que as pessoas tenham sofrido pelo que esses reis-sacerdotes também não tenham passado. De modo que a vida deles na Terra aumentará sua capacidade de governar humanos. Até mesmo o próprio Jesus “aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu”. (Hebreus 5:8) O apóstolo Paulo disse a respeito dele: “Temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado.” (Hebreus 4:15) Como é consolador saber que, no novo mundo justo de Deus, as pessoas serão governadas por reis e sacerdotes amorosos e compassivos!
Era o Reino do propósito de Deus?
10. Por que o Reino do céu não fazia parte do propósito original de Deus?
10 Era o Reino celestial parte do propósito original de Deus quando ele criou Adão e Eva? No relato da criação, em Gênesis, não há nenhuma menção de um Reino que governaria a humanidade. O próprio Jeová era seu Governante, e enquanto esta lhe obedecesse, não havia necessidade de outro governo. O capítulo 1 de Gênesis mostra que Jeová, provavelmente por meio do seu Filho primogênito, celestial, lidava com Adão e Eva. O relato usa expressões tais como “Deus lhes disse” e “Deus prosseguiu, dizendo[-lhes]”. — Gênesis 1:28, 29; João 1:1.
11. Que início perfeito teve a humanidade?
11 A Bíblia diz: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” (Gênesis 1:31) Tudo no jardim do Éden era absolutamente perfeito. Adão e Eva viviam num paraíso. Tinham mente perfeita e corpo perfeito. Podiam comunicar-se com o seu Criador e este com eles. E por permanecerem fiéis, teriam filhos perfeitos. Não teria havido necessidade de um novo governo celestial.
12, 13. Ao passo que a humanidade perfeita se multiplicasse, por que Deus ainda assim se poderia ter comunicado com ela?
12 Ao passo que a humanidade se multiplicasse, como se comunicaria Deus com toda ela? Considere as estrelas do céu. Estão agrupadas em universos-ilhas, chamados de galáxias. Algumas galáxias têm um bilhão de estrelas. Outras contêm cerca de um trilhão. E os cientistas calculam que há cerca de 100 bilhões de galáxias no Universo observável. No entanto, o Criador diz: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.” — Isaías 40:26.
13 Visto que Deus pode controlar todos esses corpos celestes, ele certamente não tem problema para controlar um número muito menor de humanos. Mesmo já agora, milhões de seus servos oram a ele diariamente. Essas orações chegam a Deus instantaneamente. De modo que comunicar-se com todos os humanos perfeitos não teria sido nenhum problema para ele. Não teria havido necessidade dum Reino celestial para controlá-los. Que arranjo maravilhoso — ter Jeová por Governante, ter acesso direto a ele e ter a perspectiva de nunca morrer, de viver para sempre numa Terra paradísica!
“Não é do homem”
14. Por que os humanos necessitarão para sempre o governo de Jeová?
14 No entanto, os humanos — mesmo os perfeitos — sempre teriam precisado do governo de Jeová. Por quê? Porque Jeová não os criou com a capacidade de serem bem-sucedidos independentes do governo dele. Esta é uma lei da humanidade, conforme reconheceu o profeta Jeremias: “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo. Corrige-me, ó Jeová.” (Jeremias 10:23, 24) Seria tolice os humanos pensarem que seriam bem-sucedidos em regular a sociedade humana sem que Jeová os governasse. Isso seria contrário ao modo em que fomos feitos. Serem independentes do governo de Jeová, sem falta, resultaria em egoísmo, ódio, crueldade, violência, guerras e morte. ‘Homem dominaria homem para seu prejuízo.’ — Eclesiastes 8:9.
15. Quais foram as conseqüências da escolha má feita pelos nossos primeiros pais?
15 Lamentavelmente, nossos primeiros pais decidiram que não precisavam ter Deus como seu Governante, e escolheram viver independentes dele. Em resultado disso, Deus não mais os manteve perfeitos. Eles eram então como um aparelho elétrico desligado da sua fonte de energia. De modo que, com o tempo, diminuiriam o ritmo e parariam — na morte. Tornaram-se como uma matriz defeituosa, e era só esta condição que eles podiam transmitir aos seus descendentes. (Romanos 5:12) “A Rocha [Jeová], perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça. . . . Agiram ruinosamente da sua parte; não são seus filhos, o defeito é deles.” (Deuteronômio 32:4, 5) É verdade que Adão e Eva foram influenciados pela criatura espiritual rebelde que se tornou Satanás, mas tinham mente perfeita e podiam ter rejeitado as sugestões erradas dele. — Gênesis 3:1-19; Tiago 4:7.
16. Como atesta a História o resultado de se manter independente de Deus?
16 A História confirma abundantemente o resultado de se manter independente de Deus. Por milhares de anos, pessoas têm tentado toda forma de governo humano, todo sistema econômico e social. No entanto, a iniqüidade continua a ‘passar de mal a pior’. (2 Timóteo 3:13) O século 20 foi prova disso. Foi marcado por horrendos ódios e as maiores violências, guerras, fome, pobreza e sofrimento, de toda a História. Não importa que progresso médico se tenha feito, todos morrem mais cedo ou mais tarde. (Eclesiastes 9:5, 10) Os humanos, por tentarem dirigir os seus próprios passos, tornaram-se presa de Satanás e dos demônios dele, tanto assim que a Bíblia chama Satanás de “o deus deste sistema de coisas”. — 2 Coríntios 4:4.
A dádiva do livre-arbítrio
17. Como devia ser usada a dádiva do livre-arbítrio concedida por Deus?
17 Por que Jeová deixou os humanos seguir o próprio caminho deles? Porque os criou com a dádiva maravilhosa do livre-arbítrio, a faculdade da liberdade de decisão. “Onde estiver o espírito de Jeová, ali há liberdade”, disse o apóstolo Paulo. (2 Coríntios 3:17) Ninguém quer ser robô, deixando outro decidir cada segundo do dia o que deve dizer e fazer. Mas Jeová exigiu que os humanos usassem esta dádiva do livre-arbítrio com responsabilidade, compreendendo a sabedoria de fazerem a vontade dele e de permanecerem sujeitos a ele. (Gálatas 5:13) De modo que a liberdade não era para ser absoluta, visto que isso resultaria em anarquia. Ela seria regulada dentro dos limites das leis benévolas de Deus.
18. O que demonstrou Deus por deixar o homem usar a liberdade de decisão?
18 Por deixar que a família humana seguisse o seu próprio caminho, Deus, de uma vez para sempre, demonstrou que precisamos do governo dele. Sua maneira de governar, sua soberania, é o único caminho certo. Resulta em se ter a maior felicidade, satisfação e prosperidade. Isto se dá porque nossa mente e nosso corpo foram projetados por Jeová para funcionar melhor em harmonia com as leis dele. “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar.” (Isaías 48:17) A liberdade de decisão dentro dos limites das leis de Deus não seria penosa, mas resultaria numa agradável variedade de alimentos, lares, arte e música. O livre-arbítrio, corretamente usado, teria resultado numa maravilhosa vida sempre fascinante numa Terra paradísica.
19. Que instrumento usa Deus para reconciliar os humanos com si mesmo?
19 Mas os humanos, por causa da sua má escolha, afastaram-se de Jeová, tornando-se imperfeitos, degenerados e moribundos. De modo que precisariam ser remidos desta triste condição e levados de volta a um relacionamento correto com Deus, como seus filhos e suas filhas. O instrumento que Deus escolheu para isso é o Reino, e o Redentor é Jesus Cristo. (João 3:16) Por meio desta provisão, os realmente arrependidos — como o filho pródigo da ilustração de Jesus — serão reconciliados com Deus e aceitos de novo por ele como seus filhos. — Lucas 15:11-24; Romanos 8:21; 2 Coríntios 6:18.
20. Como será o propósito de Deus cumprido pelo Reino?
20 A vontade de Jeová, sem falta, será realizada na Terra. (Isaías 14:24, 27; 55:11) Por meio do seu Reino sob Cristo, Deus vindicará (justificará ou provará) plenamente seu direito de ser nosso Soberano. O Reino acabará com o governo humano e demoníaco sobre esta Terra, e só ele governará desde o céu por mil anos. (Romanos 16:20; Revelação 20:1-6) Mas, durante este tempo, como se demonstrará a superioridade do modo de Jeová governar? E depois dos mil anos, que papel desempenhará o Reino? O artigo que segue considerará estas perguntas.
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O que o Reino de Deus faráA Sentinela — 2000 | 15 de outubro
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O que o Reino de Deus fará
“Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — MATEUS 6:10.
1. O que significará a vinda do Reino de Deus?
QUANDO Jesus ensinou seus seguidores a orar pelo Reino de Deus, ele sabia que essa vinda acabaria com milhares de anos de governo humano independente de Deus. Durante todo esse tempo, em geral, não se fazia a vontade de Deus na Terra. (Salmo 147:19, 20) Mas, depois do estabelecimento do Reino no céu, a vontade de Deus terá de ser feita em toda a parte. O tempo para a espantosa transição do governo humano para o Reino celestial de Jeová está muito próximo.
2. O que marcará a transição do governo humano para o governo do Reino?
2 O que marcará esta transição será o período que Jesus chamou de “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mateus 24:21) A Bíblia não diz quanto tempo durará este período, mas as calamidades a ocorrerem nele serão as piores que o mundo já viu. No começo da grande tribulação ocorrerá algo que será um grande choque para a maioria das pessoas na Terra: a destruição de toda a religião falsa. Isto não chocará as Testemunhas de Jeová, porque elas aguardam isso já por muito tempo. (Revelação [Apocalipse] 17:1, 15-17; 18:1-24) A grande tribulação acaba no Armagedom, quando o Reino de Deus esmagar o inteiro sistema de Satanás. — Daniel 2:44; Revelação 16:14, 16.
3. Como descreve Jeremias o destino dos desobedientes?
3 O que significará isso para “os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas” a respeito do seu Reino celestial nas mãos de Cristo? (2 Tessalonicenses 1:6-9) A profecia bíblica nos diz: “Eis que sai uma calamidade de nação em nação e suscitar-se-á até mesmo uma grande tormenta desde as partes mais remotas da terra. E os mortos por Jeová certamente virão a estar naquele dia de uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra. Não serão lamentados, nem serão recolhidos ou enterrados. Tornar-se-ão como estrume sobre a superfície do solo.” — Jeremias 25:32, 33.
O fim da iniqüidade
4. Por que Jeová tem justificativa para acabar com este sistema iníquo?
4 Jeová Deus tem tolerado a iniqüidade por milhares de anos, o bastante para os de coração reto verem que o governo humano é uma catástrofe. Por exemplo, só no século 20, mais de 150 milhões de pessoas foram mortas em guerras, revoluções e outros distúrbios civis, segundo diz certa fonte. A crueldade do homem se evidenciou especialmente na Segunda Guerra Mundial, quando foram mortas cerca de 50 milhões de pessoas, muitas delas sofrendo uma morte horrível nos campos de concentração nazistas. Assim como a Bíblia predisse, em nosso tempo, ‘homens iníquos e impostores passaram de mal a pior’. (2 Timóteo 3:1-5, 13) Atualmente, a imoralidade, o crime, a violência, a corrupção e o desprezo pelas normas de Deus estão generalizados. De modo que Jeová tem plena justificativa para acabar com este sistema iníquo.
5, 6. Descreva a iniqüidade existente na antiga Canaã.
5 A situação atual é similar à que existia em Canaã há uns 3.500 anos. A Bíblia diz: “Fizeram com os seus deuses tudo o que é detestável a Jeová, o que ele deveras odeia, porque queimam regularmente no fogo até mesmo seus filhos e suas filhas para os seus deuses.” (Deuteronômio 12:31) Jeová informou a nação de Israel: “É por causa da iniqüidade destas nações que Jeová, teu Deus, as desaloja de diante de ti.” (Deuteronômio 9:5) O historiador bíblico Henry H. Halley observou: “O culto de Baal, Astorete e outros deuses dos cananeus consistia nas mais extravagantes orgias; seus templos eram centros de vício.”
6 Halley mostrou quão grave se tornara a iniqüidade deles, pois em uma dessas muitas áreas, um dos arqueólogos “encontrou grande quantidade de jarros contendo os despojos de crianças recém-nascidas, que tinham sido sacrificadas a Baal”. Ele disse: “A área inteira se revelou como sendo cemitério de crianças recém-nascidas. . . . Era assim, praticando a licenciosidade como rito, que os cananeus prestavam seu culto aos deuses, e também assassinando seus primogênitos, como sacrifício aos mesmos deuses. Parece que, em grande escala, a terra de Canaã tornou-se uma espécie de Sodoma e Gomorra de âmbito nacional. . . . Teria direito de continuar a existir por mais tempo uma civilização de tão abominável imundície e brutalidade? . . . Alguns arqueólogos que têm escavado as ruínas das cidades dos cananeus admiram-se de Deus não as haver destruído há mais tempo.”
Herdarão a Terra
7, 8. Como é que Deus purificará a Terra?
7 Assim como Deus limpou Canaã, ele em breve limpará a Terra inteira e a dará aos que cumprem a sua vontade. “Os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra.” (Provérbios 2:21, 22) E conforme disse o salmista: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá . . . Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” (Salmo 37:10, 11) Satanás também será removido, para que ‘não mais desencaminhe as nações até que tenham terminado os mil anos’. (Revelação 20:1-3) Deveras, “o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17.
8 Resumindo a grandiosa esperança dos que querem viver para sempre na Terra, Jesus disse: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” (Mateus 5:5) É provável que ele se referisse ao Salmo 37:29, que predisse: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” Jesus sabia que era do propósito de Jeová que os de coração reto vivessem para sempre numa Terra paradísica. Jeová disse: “Eu mesmo fiz a terra, o gênero humano e os animais que há na superfície da terra, pelo meu grande poder . . . e entreguei-a a quem mostrou ser direito aos meus olhos entregá-la.” — Jeremias 27:5.
Um maravilhoso novo mundo
9. Que tipo de mundo introduzirá o Reino de Deus?
9 Após o Armagedom, o Reino de Deus introduzirá uma “nova terra” maravilhosa, em que “há de morar a justiça”. (2 Pedro 3:13) Que enorme alívio dará aos sobreviventes do Armagedom ficarem livres deste opressivo iníquo sistema de coisas! Como se deleitarão de ter entrado no novo mundo justo sob o governo do Reino celestial, podendo usufruir bênçãos maravilhosas e vida eterna! — Revelação 7:9-17.
10. Que coisas ruins não existirão mais sob o governo do Reino?
10 As pessoas não mais serão ameaçadas por guerra, crime, fome e nem mesmo por animais predadores. “Vou concluir com [o meu povo] um pacto de paz, e hei de fazer cessar no país a fera nociva . . . E a árvore do campo terá de dar seu fruto e a própria terra dará a sua produção, e mostrarão estar realmente em segurança no seu solo.” “Terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra. E realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer.” — Ezequiel 34:25-28; Miquéias 4:3, 4.
11. Por que podemos confiar que os padecimentos físicos acabarão?
11 Eliminar-se-ão a doença, a tristeza e até mesmo a morte. “Nenhum residente dirá: ‘Estou doente.’ O povo que mora na terra serão os a quem se perdoa seu erro.” (Isaías 33:24) “[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram. . . . ‘Eis que faço novas todas as coisas.’” (Revelação 21:4, 5) Quando Jesus estava na Terra, ele mostrou sua habilidade de fazer essas coisas pelo poder que Deus lhe dera. Com o apoio do espírito santo, Jesus atravessou o país, curando os coxos e sarando os doentes. — Mateus 15:30, 31.
12. Que esperança há para os mortos?
12 Jesus fez ainda mais. Ressuscitou os mortos. Como reagiam as pessoas humildes? Quando ele ressuscitou uma menina de 12 anos, seus pais “ficaram logo fora de si com grande êxtase”. (Marcos 5:42) Este foi outro exemplo do que Jesus fará em toda a Terra sob o governo do Reino, porque então “há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos”. (Atos 24:15) Imagine o enorme êxtase que haverá quando grupo após grupo de falecidos voltarem a viver e a se encontrar com seus entes queridos! Sem dúvida, haverá uma grande obra de educação sob a supervisão do Reino, de modo que “a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. — Isaías 11:9.
Vindicada a soberania de Jeová
13. Como se mostrará a legitimidade do governo de Deus?
13 Ao fim dos mil anos do governo do Reino, a família humana terá recuperado a perfeição mental e física. A Terra será um edênico jardim global, um paraíso. Terão sido alcançadas paz, felicidade, segurança e uma amorosa sociedade humana. Nunca na história humana, antes do governo do Reino, viu-se algo assim. Que enorme contraste se terá então demonstrado entre os anteriores milhares de anos de deplorável governo dos humanos e o magnífico governo do Reino celestial de Deus de mil anos! Ter-se-á mostrado que o governo de Deus por meio do seu Reino é inteiramente superior em todos os aspectos. O direito de Deus governar, sua soberania, terá sido totalmente vindicado.
14. O que acontecerá com os rebeldes ao fim dos mil anos?
14 Ao fim dos mil anos, Jeová permitirá que os humanos perfeitos usem sua liberdade de escolha para decidir a quem querem servir. A Bíblia mostra que “Satanás será solto de sua prisão”. Ele procurará de novo desencaminhar os humanos, dos quais alguns escolherão ser independentes de Deus. Para impedir que ‘a aflição se levante pela segunda vez’, Jeová aniquilará Satanás, seus demônios e todos os que se rebelarem contra a Sua soberania. Ninguém poderia objetar, dizendo que os humanos então destruídos eternamente não tiveram nenhuma oportunidade ou que seu proceder errado se devia à imperfeição. Não, porque serão perfeitos assim como Adão e Eva, que voluntariamente escolheram rebelar-se contra o governo justo de Jeová. — Revelação 20:7-10; Naum 1:9.
15. Que relacionamento terão os leais com Jeová?
15 Por outro lado, é provável que a vasta maioria das pessoas escolha defender a soberania de Jeová. Uma vez eliminados todos os rebeldes, os justos permanecerão perante Jeová, tendo passado a prova final de lealdade. Esses leais serão então aceitos por Jeová como seus filhos e suas filhas. Retornam assim ao relacionamento que Adão e Eva tinham com Deus antes de se rebelarem. Assim se cumprirá Romanos 8:21: “A própria criação [a humanidade] também será liberta da escravização à corrupção e terá a liberdade gloriosa dos filhos de Deus.” O profeta Isaías predisse: “[Deus] realmente tragará a morte para sempre, e o Soberano Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces.” — Isaías 25:8.
A esperança de vida eterna
16. Por que é correto aguardar a recompensa de vida eterna?
16 Que maravilhosa perspectiva aguarda os fiéis, saber que Deus para sempre lhes concederá uma superabundância de benefícios espirituais e materiais! O salmista disse corretamente: “Abres a tua mão e satisfazes o desejo [correto] de toda coisa vivente.” (Salmo 145:16) Jeová incentiva os da classe terrestre a terem esta esperança de vida no Paraíso como parte da fé que eles têm. Embora a questão da soberania de Jeová seja mais importante, ele não requer que as pessoas o sirvam sem a perspectiva duma recompensa. Em toda a Bíblia, a lealdade a Deus e a esperança de vida eterna estão inseparavelmente ligadas como partes necessárias da fé que o cristão tem em Deus. “Aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam.” — Hebreus 11:6.
17. Como mostrou Jesus que é correto sermos sustentados pela nossa esperança?
17 Jesus disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) Aqui ele relacionou conhecer a Deus e seus propósitos com a recompensa que isto traz. Como exemplo, quando um transgressor pediu para ser lembrado depois de Jesus entrar no seu Reino, Jesus disse: “Estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:43) Ele não disse ao homem para ter fé mesmo que não recebesse uma recompensa. Sabia que Jeová deseja que seus servos tenham a esperança de vida eterna numa Terra paradísica para que os ajude a sustentá-los ao passo que se confrontam com várias provações neste mundo. De modo que esperar receber a recompensa é uma ajuda vital para perseverar como cristão.
O futuro do Reino
18, 19. O que acontecerá com o Rei e o Reino ao fim do Reinado Milenar?
18 Visto que o Reino é um governo subsidiário usado por Jeová para levar a Terra e seus habitantes humanos à perfeição e à reconciliação consigo, qual será a função do Rei Jesus Cristo e dos 144.000 reis e sacerdotes após o Milênio? “A seguir, o fim, quando ele entregar o reino ao seu Deus e Pai, tendo reduzido a nada todo governo, e toda autoridade e poder. Pois ele tem de reinar até que Deus lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés.” — 1 Coríntios 15:24, 25.
19 Quando Cristo entregar o Reino a Deus, como devem ser entendidos os textos que falam dele como durando para sempre? As realizações do Reino durarão para sempre. Cristo será honrado para sempre por causa do seu papel na realização da vindicação da soberania de Deus. Mas, visto que o pecado e a morte terão sido totalmente removidos e a humanidade terá sido remida, isto acaba com a necessidade de ele ser Redentor. O Governo Milenar do Reino também terá sido plenamente realizado, de modo que não haverá mais necessidade de um governo subsidiário continuar entre Jeová e a humanidade obediente. Portanto, ‘Deus pode ser todas as coisas para com todos’. — 1 Coríntios 15:28.
20. Como podemos descobrir o que o futuro reserva para Cristo e os 144.000?
20 Que papel futuro desempenharão Cristo e seus co-regentes depois de se completar o Reinado Milenar? A Bíblia não fala sobre isso. Mas, podemos ter a certeza de que Jeová lhes dará muitos privilégios adicionais de serviço em toda a sua criação. Que todos nós hoje defendamos a soberania de Jeová e recebamos vida eterna, para que, no futuro, estejamos vivos para descobrir o propósito de Jeová para com o Rei e seus co-reis e sacerdotes, bem como para todo o Seu espantoso Universo!
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