BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g99 22/6 pp. 20-25
  • Deus tem sido nosso ajudador

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Deus tem sido nosso ajudador
  • Despertai! — 1999
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • Formação religiosa
  • Aprendi a verdade e a pus em prática
  • Estratégias na pregação
  • Um período de provas severas
  • A vida nos campos
  • Como pregávamos
  • Libertação e volta a Maputo
  • O equilíbrio de responsabilidades
  • As bênçãos de Deus continuam
  • Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976
    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1976
  • Anuário das Testemunhas de Jeová de 1974
    Anuário das Testemunhas de Jeová de 1974
  • Ressurge velho padrão de intolerância
    Despertai! — 1976
  • Servir a Jeová em época favorável e em época dificultosa
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1990
Veja mais
Despertai! — 1999
g99 22/6 pp. 20-25

Deus tem sido nosso ajudador

CONFORME NARRADO POR FRANCISCO COANA

“Se você não obedecer às autoridades, será executado!”, advertiu meu irmão.

“Isso seria muito melhor do que viver nestas condições horríveis”, repliquei.

ESSE diálogo ocorreu entre meu irmão mais velho e eu, em setembro de 1975. Ele viera trazer-me comida na prisão, em Maputo (na época chamada de Lourenço Marques), no sul de Moçambique. Mais de 180 pessoas, a maioria Testemunhas de Jeová, estavam comprimidas numa única cela. Meu irmão ficou tão furioso comigo que nem deixou a comida que me trouxera!

Para ajudá-lo a entender esse encontro nervoso, vou contar-lhe por que fui preso.

Formação religiosa

Nasci em 1955 numa família presbiteriana, na aldeia de Calanga, Distrito de Manica, não muito longe da grande cidade de Maputo. Meu pai não freqüentava a igreja, mas minha mãe sim, sempre junto com seus cinco filhos, aos domingos. Desde pequenos ela nos ensinou o Pai-Nosso, que eu rezava muitas vezes. (Mateus 6:9-12) Quando garoto, eu perguntava à minha mãe: “Por que nós morremos?”, ou, “as pessoas sempre vão ter de morrer?”

Mamãe dizia que a morte fazia parte do propósito de Deus — que os maus iriam para o inferno e os bons para o céu. Embora eu não contestasse isso, suas respostas me entristeciam. A dura realidade da morte me perturbava, especialmente com a morte de nosso querido pai, quando eu tinha apenas dez anos. Isso aumentou a minha vontade de saber a respeito da condição dos mortos e se havia esperança para eles.

Aprendi a verdade e a pus em prática

Pouco depois da morte de meu pai, um dos professores na escola usava o livro Do Paraíso Perdido ao Paraíso Recuperado para ensinar a nossa classe. Esse livro, publicado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, era em zulu, uma língua sul-africana. O professor emprestou-me o livro e, embora eu não conhecesse bem o zulu, fiquei feliz com o que aprendi dos textos bíblicos citados nele.

Quando eu tinha 16 anos, meu irmão, que era o arrimo da família, foi convocado para o serviço militar. Passei então a trabalhar numa empresa de perfumes em Maputo e a cursar uma escola técnica noturna. Nos intervalos do almoço, no trabalho, eu observava Teófilo Chiulele, que era Testemunha de Jeová — estava sempre lendo a Bíblia. Vendo meu interesse, Teófilo passou a falar comigo a respeito.

Mais tarde, outra Testemunha de Jeová, Luis Bila, começou a dirigir um estudo bíblico para mim. Foi um alívio aprender que os mortos estão totalmente inconscientes e que existe a esperança da ressurreição. (Eclesiastes 9:5, 10; João 5:28, 29) Imediatamente escrevi à minha mãe, fornecendo as respostas bíblicas às perguntas que eu costumava fazer a ela no passado. Ela ficou contente de que eu finalmente encontrara respostas confiáveis.

Movido pelo entusiasmo pelo que eu aprendia, preparei-me para transmitir essas coisas a outros. Foi-me permitido proferir palestras na escola, mas não na igreja. Logo eu não era mais bem-vindo na igreja. Até meus familiares começaram a me perseguir, apesar do fato de que minha mãe gostava das minhas recém-encontradas crenças. Meu irmão mais velho me deu uma tremenda surra. Vendo que essa oposição não surtia efeito, alguns familiares passaram a caçoar de mim, especialmente quando me viam orar às refeições. De modo que eu orava no banheiro, antes de ir à mesa para comer. Eu sentia que ‘Deus era meu ajudador’. — Salmo 54:4.

Daí, proibiram Luis de vir à nossa casa para estudar a Bíblia comigo. Passamos a estudar na casa dele. Quando comecei a assistir a reuniões congregacionais e a participar na pregação, eu encontrava as portas trancadas ao voltar para casa. Isso me levava a pernoitar na casa de várias Testemunhas de Jeová.

Por fim, em 13 de maio de 1973, simbolizei minha dedicação a Jeová pelo batismo em água. Naquele tempo, Moçambique vivia sob o regime colonial português, que havia banido as Testemunhas de Jeová em Portugal e em todas as suas colônias. Em 1.º de outubro de 1974 tornei-me pioneiro, nome que as Testemunhas de Jeová dão aos evangelizadores de tempo integral. Visto que meu alvo era ser missionário, comecei a estudar inglês para me habilitar a cursar a Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, nos Estados Unidos, para treinamento missionário.

Estratégias na pregação

Durante aqueles anos de proscrição, a polícia colonial portuguesa (PIDE) prendeu muitas Testemunhas de Jeová porque pregavam. Assim, para não sermos descobertos, usávamos de estratégias. Por exemplo, falávamos numa casa e daí íamos a outra, em outra área. Também, íamos em dois a um parque da cidade, no intervalo do almoço ou à tardinha. Um de nós sentava-se perto de uma pessoa e começava a ler o jornal. Logo depois, o outro se sentava, observava o jornal e dizia algo assim: “Que horror, veja só quantas pessoas morreram! Mas você sabia que sob o governo de Deus isso não vai mais acontecer?”

Seguia-se uma palestra, na qual aquele que lia o jornal pedia provas bíblicas do que o outro dizia. Daí combinávamos nos encontrar no dia seguinte para continuar a conversa. Com isso, muitas vezes conseguimos envolver nas nossas conversas sobre profecias bíblicas a pessoa sentada perto de nós, e muitos estudos bíblicos foram iniciados. Agradecíamos a Deus por nos ajudar.

Um período de provas severas

Em 25 de abril de 1974 a ditadura em Portugal acabou, e houve muitas mudanças políticas nas colônias portuguesas. Em Moçambique, prisioneiros políticos, bem como as Testemunhas de Jeová que haviam sido presas por causa de sua neutralidade política, receberam anistia. Mas, em 25 de junho de 1975, apenas 14 meses mais tarde, Moçambique declarou sua independência de Portugal. Dias depois, começou uma nova onda de perseguição contra as Testemunhas de Jeová. Grupos comunitários foram mobilizados para prender todas as Testemunhas de Jeová que encontrassem. Éramos tachados de “agentes remanescentes do colonialismo português”.

Em setembro, fui compelido a assistir a uma reunião de um grupo comunitário. Ao chegar, descobri que todos os que faziam parte do meu grupo de estudos bíblicos estavam lá. Recebemos ordens de bradar lemas políticos que exaltavam o partido dominante. Quando respeitosamente nos refreamos, fomos levados à prisão e colocados naquela cela superlotada que mencionei no início.

A cela estava tão cheia que mal conseguíamos nos mexer. Para que alguns pudessem dormir no chão, outros tinham de se sentar ou ficar em pé. Havia apenas uma privada, quase sempre entupida, exalando um cheiro horrível. A nossa comida era espaguete engordurado, cheio de espinhas de peixe e grandes moscas azuis, que tínhamos de comer sem poder lavar as mãos. Por 19 dias, o nosso grupo de mais de 180 pessoas teve de suportar essas condições horríveis. Daí fomos transferidos para um lugar onde só se mantinham Testemunhas de Jeová, incluindo homens, mulheres e crianças. Nos meses seguintes, muitas crianças morreram devido às pavorosas condições na prisão.

Por fim, o governo decidiu banir as Testemunhas de Jeová para o Carico, uma remota área no norte. O objetivo era isolar-nos. Havia então umas 7.000 Testemunhas de Jeová em Moçambique, uma grande porcentagem das quais havia sido batizada em 1974 e 1975. Sabendo que iríamos necessitar de publicações bíblicas durante o nosso isolamento, obtive permissão para retornar à minha casa para apanhar alguns alimentos e pertences para a viagem. Sem que o policial acompanhante percebesse, esvaziei parcialmente algumas caixas de biscoitos e enchi o fundo delas com publicações bíblicas. Em momentos assim, não sentíamos medo. Tínhamos certeza de que Deus nos ajudaria. — Hebreus 13:6.

A vida nos campos

Chegamos ao Carico em janeiro de 1976 e encontramos ali muitas Testemunhas de Jeová do vizinho Malaui, que viviam em campos que elas mesmas haviam construído. De 1972 a 1975, mais de 30.000 pessoas, incluindo crianças, haviam fugido da brutal perseguição religiosa em Malaui. Elas haviam recebido permissão de entrar no norte de Moçambique como refugiados e, quando chegamos, elas nos acolheram em suas casas e dividiram conosco seus escassos recursos.

Visto que a maioria de nós não tinha experiência em construção, nossos irmãos malauianos nos ensinaram a construir casas fabricando tijolos e usando-os junto com a vegetação da floresta. Também nos ensinaram a cultivar alimentos e a fazer outras coisas para nos manter. Foi assim que eu aprendi carpintaria, agricultura, e a profissão de alfaiate. Essas habilidades foram úteis para muitos de nós, quando mais tarde retornamos às nossas cidades de origem.

A nossa maior preocupação era manter a espiritualidade, e tenho de dizer que nunca nos faltou alimento espiritual. Como isso foi possível? Bem, como já mencionado, quando fomos ao exílio muitos de nós usamos de criatividade para levar publicações bíblicas junto com outros pertences. Além disso, as Testemunhas de Jeová na África do Sul imprimiam minúsculos exemplares de A Sentinela. Isso facilitava a sua introdução no campo.

Depois de muitas petições, em 1.º de dezembro de 1978 foi concedida permissão para a realização do primeiro casamento dentro dos campos. Nesse dia casei-me com Alita Chilaule, cujo pai foi um dos primeiros a ser batizado em Maputo, em 1958. Com a chegada de nossos filhos Dorcas e Samuel, passamos a ensiná-los a amar a Jeová e sempre os levávamos às nossas reuniões cristãs. Mais tarde tivemos outro filho, chamado Jaimito.

Como pregávamos

As Testemunhas de Jeová podiam deixar os campos para vender coisas, incluindo alimentos que haviam cultivado. Muitas usavam essa oportunidade para pregar. Eu vendia sal, por exemplo, e, de propósito, pedia um preço alto para que ninguém o comprasse logo. Mas muitos com quem falei aceitaram a mensagem do Reino e iniciei um bom número de estudos bíblicos.

Um dos meus estudantes da Bíblia falou com um diretor de uma empresa na vizinha cidade de Milange, que mostrou interesse na Bíblia. Ao saber disso, escrevi a esse diretor e ele me respondeu, convidando-me para visitá-lo. Assim, escondi publicações bíblicas junto ao corpo e fui, usando como pretexto vender-lhe móveis de minha fabricação.

Quando cheguei, a casa do diretor estava protegida por soldados; fiquei apreensivo. Mas ele veio para fora e disse aos soldados que não queria ser incomodado. Iniciamos o nosso estudo da Bíblia às cinco horas da tarde e o interesse dele era tão grande que só terminamos às cinco horas da madrugada! Mais tarde, ele se ofereceu a receber nossas publicações de Portugal, pois a correspondência dele não sofria restrições. Daí ele as entregava a mim, e eu as introduzia no campo.

É verdade que alguns de nós foram detidos e presos várias vezes, devido à nossa pregação. No entanto, vendo que muitos aceitavam a mensagem do Reino, sentíamo-nos confiantes de que Deus nos ajudava, assim como ajudou os cristãos do primeiro século. — Atos, capítulos 3-5.

Libertação e volta a Maputo

Em setembro de 1985, depois de analisar seriamente as circunstâncias, decidimos organizar um êxodo em massa dos campos. Embora alguns permanecessem nos campos do Carico, isolados das demais Testemunhas de Jeová nos sete anos seguintes, outros fugiram para Malaui e para Zâmbia. Eu e minha esposa decidimos ir com os filhos à vizinha Milange. Ali consegui emprego e um lugar para morar, e continuamos o nosso ministério. No ano seguinte, finalmente voltamos a Maputo.

De início, moramos com parentes. Era difícil arranjar emprego, mas com o tempo consegui. Alita vendia amendoim torrado, para aumentar um pouco a nossa baixa renda. Visto que meu inglês havia melhorado, candidatei-me a um emprego na Embaixada Britânica. Passei nos testes e fui contratado por um salário 20 vezes maior do que eu recebia até então! Achei que Jeová realmente me ajudara, e agradeci-o por isso em oração.

O equilíbrio de responsabilidades

Finalmente, em 11 de fevereiro de 1991, o governo moçambicano concedeu legalidade às Testemunhas de Jeová. Que dia memorável para nós! No ano seguinte, fui convidado para servir como membro da comissão que supervisiona a pregação das Testemunhas de Jeová em Moçambique. Nossos filhos tinham apenas 12, 9 e 6 anos de idade. Orei a noite inteira, pedindo a Jeová sabedoria para tomar uma decisão que refletisse o correto equilíbrio em cuidar das responsabilidades familiares e organizacionais.

Compramos um pequeno trailer, para fins comerciais. Empregamos vários pioneiros para fazer e vender sanduíches, e o negócio prosperou. Assim, eu tinha tempo para cuidar de meus novos privilégios organizacionais. Precisávamos também de outra casa, pois não dava mais para continuar alugando a casa em que morávamos. De modo que fiz uma petição às autoridades, explicando a situação da minha família. Logo conseguimos aprovação para adquirir uma casa. Isso recebeu grande publicidade, pois fui o primeiro moçambicano a comprar uma casa do Estado.

Eu e Alita fomos abençoados com filhos que corresponderam bem ao nosso programa de instrução espiritual. (Deuteronômio 6:6-9) Nosso costume é considerar um texto bíblico para o dia às 5h40 da manhã, depois do que lemos um trecho da Bíblia. Visto que as aulas dos filhos começam cedo, eles estão acostumados a essa rotina matinal. Nas sextas-feiras, às 6 da tarde, temos o nosso estudo familiar, durante o qual nossos filhos consideram conosco temas bíblicos sobre os quais pesquisaram durante a semana. Também nessa ocasião, treinamos apresentações para o ministério.

Todos os nossos filhos são batizados. Dorcas e Samuel são pioneiros desde 1994 e, desde seu batismo, Jaimito é pioneiro auxiliar. Eles ainda estão na escola, e todos têm o alvo de expandir seu ministério depois de terminarem os estudos. Alita divide seu tempo entre o serviço de pioneiro e cuidar da casa. Por muitos anos, incluindo os que passei nos campos de detenção, trabalhei de pioneiro. Mas, desde 1993, trabalho na sede das Testemunhas de Jeová durante o dia.

As bênçãos de Deus continuam

Em 1997, recebi a grande bênção de fazer um curso de dois meses para membros de Comissões de Filial. Foi realizado nos Estados Unidos, no Centro Educacional da Torre de Vigia, em Patterson, Nova York. Assim, meu empenho de aprender inglês mais uma vez foi recompensado. Na viagem de volta, pude visitar servos de Jeová em outros países, e como isso transbordou meu coração de apreço pela nossa fraternidade mundial!

É esse mesmo amor entre cristãos verdadeiros que tem contribuído para que outros milhares de pessoas sinceras se sintam atraídas às Testemunhas de Jeová em Moçambique. (João 13:35) Dos cerca de 7.000 que pregavam quando fomos banidos para os campos de detenção, somos agora mais de 29.000 que pregam as boas novas do Reino de Deus em todo o país. Esses se associam em mais de 665 congregações; existiam apenas 4 em 1958.

Em 1993 foi aprovada a construção de uma nova sede em Maputo, que acomodaria uma equipe de mais de 75 pessoas e cuidaria da bela expansão da adoração pura em Moçambique. A construção levou mais ou menos quatro anos e, em 19 de dezembro de 1998, a nossa alegria transbordou com a presença de 1.098 pessoas, de muitos países, que vieram para a dedicação dessas belas instalações. No programa, tive o privilégio de entrevistar pessoas que haviam passado anos no exílio no Carico. Quando pedi que os que haviam sido exilados levantassem a mão, a assistência ficou profundamente comovida com as centenas de mãos erguidas.

No dia seguinte, 8.525 pessoas compareceram ao Salão de Assembléias de Matola para uma recapitulação do programa de dedicação, relatórios animadores de outros países e discursos bíblicos de visitantes da sede mundial das Testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova York.

Sim, desde que conheci as verdades bíblicas na adolescência, sofri oposição familiar, ameaças de execução e perseguição horrível que, às vezes, me faziam pensar que seria melhor morrer do que continuar vivo. No entanto, alegro-me porque, devido a essas experiências, minha relação com Jeová tem sido refinada. Realmente, como diz o salmista bíblico, “Deus é meu ajudador; Jeová está entre os que sustentam a minha alma”. (Salmo 54:4) Tem sido um privilégio inigualável para mim e minha família servir a Jeová junto com a família mundial de adoradores seus.

[Foto na página 23]

Testemunhas de Jeová em frente do Salão do Reino construído quando estiveram isoladas

[Foto na página 24]

Nosso estudo bíblico em família

[Foto na página 25]

Os que haviam estado nos campos de detenção no Carico levantaram as mãos

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar