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  • Os que andam na luz podem regozijar-se
    A Sentinela — 2001 | 1.° de março
    • Os que andam na luz podem regozijar-se

      “Vinde, e andemos na luz de Jeová.” — ISAÍAS 2:5.

      1, 2. (a) Quão importante é a luz? (b) Por que é tão sério o aviso de que a Terra seria coberta pela escuridão?

      JEOVÁ é a Fonte de luz. A Bíblia chama-o de “Dador do sol para luz de dia, dos estatutos da lua e das estrelas para luz de noite”. (Jeremias 31:35; Salmo 8:3) Foi Ele quem criou o nosso Sol, que na realidade é uma enorme fornalha nuclear, lançando ao espaço uma quantidade enorme de energia, parte dela em forma de luz e de calor. A pequeníssima porcentagem desta energia que nos atinge como luz solar sustenta a vida na Terra. Sem a luz do sol, não poderíamos existir. A Terra seria um planeta sem vida.

      2 Com isso em mente, podemos entender a seriedade duma situação descrita pelo profeta Isaías. Ele disse: “Eis que a própria escuridão cobrirá a terra e densas trevas os grupos nacionais.” (Isaías 60:2) Naturalmente, isto não se refere a uma escuridão em sentido literal. Isaías não queria dizer que, algum dia, o Sol, a Lua e as estrelas deixariam de brilhar. (Salmo 89:36, 37; 136:7-9) Antes, ele falou duma escuridão espiritual. Mas a escuridão espiritual é mortífera. A longo prazo, a luz espiritual é tão essencial para a vida quanto a luz física. — Lucas 1:79.

      3. Em vista das palavras de Isaías, o que os cristãos devem fazer?

      3 Em vista disso, é realmente preocupante notar que as palavras de Isaías, embora cumpridas no antigo Judá, têm hoje um cumprimento maior. Deveras, no nosso tempo, o mundo está coberto por uma escuridão espiritual. Em tal situação perigosa, a luz espiritual é de máxima importância. É por isso que os cristãos fazem bem em acatar a exortação de Jesus: “Deixai brilhar a vossa luz perante os homens.” (Mateus 5:16) Os cristãos fiéis podem dar luz para os mansos que estão na escuridão, oferecendo-lhes assim a oportunidade de ganhar a vida. — João 8:12.

      Tempos obscuros em Israel

      4. Quando se cumpriram primeiro as palavras proféticas de Isaías, mas que situação já existia nos próprios dias dele?

      4 As palavras de Isaías, sobre a escuridão cobrindo a Terra, cumpriram-se primeiro quando Judá jazia desolado e seu povo estava no exílio em Babilônia. No entanto, mesmo antes disso, nos próprios dias de Isaías, grande parte da nação estava coberta por uma escuridão espiritual, o que o induziu a exortar seus patrícios: “Ó homens da casa de Jacó, vinde, e andemos na luz de Jeová.” — Isaías 2:5; 5:20.

      5, 6. Que fatores contribuíram para a escuridão existente nos dias de Isaías?

      5 Isaías profetizou em Judá “nos dias de Uzias, de Jotão, de Acaz e de Ezequias, reis de Judá”. (Isaías 1:1) Era uma época turbulenta de instabilidade política, hipocrisia religiosa, corrupção judicial e opressão dos pobres. Mesmo durante os reinados de reis fiéis, tais como Jotão, podiam-se ver altares de deuses falsos no alto de muitos morros. A situação era pior sob os reis infiéis. Por exemplo, o iníquo Rei Acaz foi ao ponto de oferecer seu filho num sacrifício ritual ao deus Moloque. Certamente, um período tenebroso! — 2 Reis 15:32-34; 16:2-4.

      6 A situação internacional também era sombria. Moabe, Edom e a Filístia ameaçavam as fronteiras de Judá. O reino setentrional de Israel, embora de parentes consangüíneos de Judá, era um inimigo jurado. Mais ao norte, a Síria ameaçava a paz de Judá. Ainda mais perigosa era a cruel Assíria, sempre à procura de oportunidades para expandir seu poder. Durante o período em que Isaías profetizou, a Assíria eliminou completamente a nação de Israel e quase destruiu Judá. Em certa época, toda cidade fortificada em Judá, exceto Jerusalém, estava nas mãos da Assíria. — Isaías 1:7, 8; 36:1.

      7. Que vereda escolheram Israel e Judá, e como reagiu Jeová?

      7 O povo pactuado de Deus sofria esses desastres porque Israel e Judá lhe eram desleais. Como os mencionados no livro de Provérbios, eles ‘abandonaram as veredas da retidão para andar nos caminhos da escuridão’. (Provérbios 2:13) No entanto, embora Jeová se irasse com o seu povo, ele não o abandonou completamente. Antes, suscitou Isaías e outros profetas para dar luz espiritual àqueles da nação que ainda procuravam servir fielmente a Jeová. A luz dada por meio desses profetas era deveras preciosa. Era uma luz vitalizadora.

      Os atuais tempos de escuridão

      8, 9. Que fatores contribuem para a atual escuridão no mundo?

      8 A situação nos dias de Isaías era bem similar às condições atuais. Na nossa época, líderes humanos têm dado as costas a Jeová e a seu Rei entronizado, Jesus Cristo. (Salmo 2:2, 3) Os líderes religiosos da cristandade têm enganado seus rebanhos. Esses líderes afirmam servir a Deus, mas na verdade a maioria deles promove os deuses deste mundo — nacionalismo, militarismo, riquezas e pessoas de destaque — sem se mencionar o ensino de doutrinas pagãs.

      9 Num lugar após outro, as religiões da cristandade envolveram-se em guerras e em lutas civis, que destacam a limpeza étnica e outros horrores. Além disso, em vez de defender a moralidade baseada na Bíblia, muitas igrejas ou fecham os olhos a práticas imorais, tais como a fornicação e o homossexualismo, ou as apóiam ativamente. Em resultado de tal rejeição das normas bíblicas, os rebanhos da cristandade são como os homens mencionados pelo antigo salmista: “Nada souberam e não entendem; estão andando em escuridão.” (Salmo 82:5) Deveras, a cristandade, assim como o antigo Judá, está em profunda escuridão. — Revelação (Apocalipse) 8:12.

      10. Como a luz brilha na atual escuridão, e como isso beneficia os mansos?

      10 No meio dessa escuridão, Jeová faz brilhar luz para os mansos. Para isso ele usa na Terra os seus servos ungidos, “o escravo fiel e discreto”, e estes estão “brilhando como iluminadores no mundo”. (Mateus 24:45; Filipenses 2:15) Esta classe do escravo, apoiada por milhões de companheiros das “outras ovelhas”, reflete a luz espiritual baseada na Palavra de Deus, a Bíblia. (João 10:16) No atual mundo em escuridão, essa luz dá aos mansos uma esperança, ajudando-os a ter um relacionamento com Deus e a evitar armadilhas espirituais. Ela é preciosa e vitalizadora.

      “Elogio o teu nome”

      11. Que informação tornou Jeová disponível nos dias de Isaías?

      11 Nos dias tenebrosos em que Isaías vivia, e nos dias posteriores ainda mais obscuros, quando os babilônios levaram a nação de Jeová ao cativeiro, que tipo de orientação deu Jeová? Além de fornecer orientação moral, ele delineou claramente com antecedência como cumpriria seus propósitos relativos ao seu povo. Por exemplo, considere as profecias maravilhosas contidas nos capítulos 25 a 27 de Isaías. As palavras nestes capítulos indicam como Jeová cuidou dos assuntos lá naquele tempo e como o faz hoje em dia.

      12. Que expressão sincera fez Isaías?

      12 Primeiro, Isaías declarou: “Ó Jeová, tu és o meu Deus. Eu te exalto, elogio o teu nome.” Que expressão sincera de louvor! Mas o que induziu o profeta a fazer tal oração? Um dos principais fatores é revelado na segunda parte do versículo, onde lemos: “Pois [tu, Jeová,] fizeste maravilhas, conselhos desde tempos anteriores, em fidelidade, em fidedignidade.” — Isaías 25:1.

      13. (a) Que conhecimento fortaleceu o apreço que Isaías tinha por Jeová? (b) O que podemos aprender do exemplo de Isaías?

      13 Até os dias de Isaías, Jeová havia feito muitas coisas maravilhosas para Israel, e estas haviam sido registradas por escrito. Pelo visto, Isaías conhecia esses escritos. Por exemplo, ele sabia que Jeová havia tirado seu povo da escravidão no Egito e o salvado da ira do exército de Faraó no mar Vermelho. Sabia que Jeová guiara seu povo pelo ermo e o trouxera à Terra Prometida. (Salmo 136:1, 10-26) Esses relatos históricos mostravam que Jeová Deus é fiel e confiável. Seus “conselhos” — todos os seus propósitos — se cumprem. O conhecimento exato divinamente provido fortaleceu Isaías para continuar a andar na luz. De modo que ele é um bom exemplo para nós. Se estudarmos cuidadosamente a Palavra escrita de Deus e a aplicarmos na nossa vida, nós também continuaremos na luz. — Salmo 119:105; 2 Coríntios 4:6.

      A destruição duma cidade

      14. O que foi profetizado a respeito duma cidade, e qual era ela provavelmente?

      14 Um exemplo do conselho de Deus se encontra em Isaías 25:2, onde lemos: “Fizeste uma cidade em um montão de pedras, uma vila fortificada, em uma ruína desmoronada, uma torre de habitação de estranhos, para não ser cidade, que não será reconstruída mesmo por tempo indefinido.” Qual era esta cidade? É provável que Isaías estivesse falando profeticamente de Babilônia. Deveras, veio o tempo em que Babilônia se tornou um mero montão de pedras.

      15. Que “grande cidade” existe hoje, e o que lhe acontecerá?

      15 Será que a cidade mencionada por Isaías tem hoje um equivalente? Tem, sim. O livro de Revelação fala da “grande cidade que tem um reino sobre os reis da terra”. (Revelação 17:18) Esta grande cidade é “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa. (Revelação 17:5) Atualmente, a parte principal de Babilônia, a Grande, é a cristandade, cujo clero toma a dianteira em se opor à pregação do Reino pelo povo de Jeová. (Mateus 24:14) Assim como a antiga Babilônia, porém, Babilônia, a Grande, em breve será destruída, para nunca mais ressurgir.

      16, 17. Como foi que os inimigos de Jeová o glorificaram nos tempos antigos e nos modernos?

      16 O que mais profetizou Isaías sobre a “vila fortificada”? Dirigindo-se a Jeová, Isaías disse: ‘Glorificar-te-ão os que são um povo forte; a vila das nações tirânicas, eles te temerão.’ (Isaías 25:3) Como é que esta cidade hostil, “a vila das nações tirânicas”, glorificaria a Jeová? Ora, lembre-se do que aconteceu ao rei mais poderoso de Babilônia, Nabucodonosor. Depois duma experiência que o convenceu das suas fraquezas, ele se viu obrigado a admitir a grandiosidade de Jeová e a Sua onipotência. (Daniel 4:34, 35) Quando Jeová exerce seu poder, mesmo seus inimigos se vêem obrigados a reconhecer as obras poderosas dele, embora com relutância.

      17 Será que Babilônia, a Grande, foi alguma vez obrigada a reconhecer as obras poderosas de Jeová? Foi, sim. Durante a Primeira Guerra Mundial, os servos de Jeová pregavam sob tribulação. Em 1918, sofreram um cativeiro espiritual quando irmãos da diretoria da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) foram encarcerados. A pregação organizada a bem dizer parou. Daí, em 1919, Jeová os restaurou e revigorou com o seu espírito, passando eles então a empreender a comissão de pregar as boas novas em toda a Terra habitada. (Marcos 13:10) Tudo isso fora profetizado no livro de Revelação, assim como o efeito disso nos seus opositores. Estes “ficaram amedrontados e deram glória ao Deus do céu”. (Revelação 11:3, 7, 11-13) Não é que todos se convertessem, mas eles se viram obrigados a reconhecer a obra poderosa de Jeová nessa ocasião, assim como Isaías predissera.

      “Um baluarte para o de condição humilde”

      18, 19. (a) Por que fracassaram os opositores em quebrantar a integridade do povo de Jeová? (b) Como será suprimida ‘a melodia dos tirânicos’?

      18 Referindo-se então aos tratos bondosos de Jeová com os que andam na luz, Isaías disse a Jeová: “Tornaste-te um baluarte para o de condição humilde, um baluarte para o pobre na aflição que tem, um refúgio contra o temporal, uma sombra contra o calor, quando o sopro dos tirânicos é como o temporal contra o muro. Como o calor numa terra árida, reprimes o barulho dos estranhos, o calor, com a sombra duma nuvem. A própria melodia dos tirânicos fica suprimida.” — Isaías 25:4, 5.

      19 Desde 1919, tiranos têm procurado fazer de tudo para quebrantar a integridade dos verdadeiros adoradores, mas fracassaram. Por quê? Porque Jeová é o baluarte e o refúgio do seu povo. Ele providencia sombra fresca no calor abrasador da perseguição e se ergue como forte muralha contra o temporal da oposição. Nós, os que andamos na luz de Deus, aguardamos confiantemente o tempo em que ‘a melodia dos tirânicos ficará suprimida’. Deveras, aguardamos ansiosamente o dia em que os inimigos de Jeová terão desaparecido.

      20, 21. Que banquete providencia Jeová, e o que estará incluído no banquete no novo mundo?

      20 Jeová faz mais do que proteger seus servos. Faz para eles provisões como Pai amoroso. Depois de ter libertado seu povo de Babilônia, a Grande, em 1919, ele apresentou-lhes um banquete de vitória, um suprimento abundante de alimento espiritual. Isto foi predito em Isaías 25:6, onde lemos: “Jeová dos exércitos há de fazer para todos os povos, neste monte, um banquete de pratos bem azeitados, um banquete de vinhos guardados com a borra, de pratos bem azeitados, cheios de tutano, de vinhos guardados com a borra, filtrados.” Como somos abençoados em participar deste banquete! (Mateus 4:4) A “mesa de Jeová” está deveras cheia de coisas boas para consumir. (1 Coríntios 10:21) Por meio do “escravo fiel e discreto” recebemos tudo o que poderíamos precisar em sentido espiritual.

      21 E há mais envolvido neste banquete divinamente providenciado. Este banquete espiritual que agora usufruímos nos lembra a abundância de alimento literal que estará disponível no prometido novo mundo de Deus. O “banquete de pratos bem azeitados” incluirá uma abundância de alimento literal. Ninguém precisará passar fome em sentido físico ou espiritual. Quanto alívio isso dará aos nossos queridos irmãos fiéis que agora sofrem por causa da predita “escassez de víveres” que faz parte do “sinal” da presença de Jesus! (Mateus 24:3, 7) Para eles, as palavras do salmista são deveras consoladoras. Ele disse: “Virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância.” — Salmo 72:16.

      22, 23. (a) Qual é o “trabalho tecido” ou o “envoltório” que será removido, e como se dará isso? (b) Como se removerá ‘o vitupério do povo de Jeová’?

      22 Note agora uma promessa ainda mais maravilhosa. Comparando o pecado e a morte a um “trabalho tecido”, ou a um “envoltório”, Isaías disse: “Neste monte [Jeová] há de tragar a face do envoltório que envolve todos os povos e o trabalho tecido que está entretecido sobre todas as nações.” (Isaías 25:7) Imagine! Não haverá mais pecado nem morte, que têm pesado sobre a humanidade como um manto sufocante. Como nós ansiamos o dia em que os benefícios do sacrifício resgatador de Jesus serão plenamente aplicados à humanidade obediente e fiel! — Revelação 21:3, 4.

      23 Apontando para este tempo glorioso, o profeta inspirado nos assegura: “[Deus] realmente tragará a morte para sempre, e o Soberano Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces. E de toda a terra ele tirará o vitupério de seu povo, pois o próprio Jeová falou isso.” (Isaías 25:8) Ninguém morrerá por causas naturais, nem chorará a perda de um ente querido. Que bendita mudança! Além disso, em parte alguma da Terra se ouvirá o vitupério e a propaganda mentirosa que Deus e seus servos têm suportado por tanto tempo. Por que não? Porque Jeová removerá a fonte de tudo isso, o pai da mentira, Satanás, o Diabo, junto com toda a descendência dele. — João 8:44.

      24. Como reagem os que andam na luz diante das obras poderosas de Jeová a favor deles?

      24 Ao notarem essas manifestações do poder de Jeová, os que andam na luz são induzidos a exclamar: “Eis! Este é o nosso Deus. Pusemos nossa esperança nele, e ele nos salvará. Este é Jeová. Pusemos nossa esperança nele. Jubilemos e alegremo-nos na salvação por ele.” (Isaías 25:9) Dentro em breve, a humanidade justa terá todos os motivos para se regozijar. A escuridão será totalmente desfeita e os fiéis serão banhados pela luz de Jeová por toda a eternidade. Poderia haver uma esperança mais gloriosa? De forma alguma!

  • A salvação dos que escolhem a luz
    A Sentinela — 2001 | 1.° de março
    • A salvação dos que escolhem a luz

      “Jeová é a minha luz e a minha salvação. De quem terei medo?” — SALMO 27:1.

      1. Que provisões vitalizadoras faz Jeová?

      JEOVÁ é a Fonte da luz solar que possibilita a vida na Terra. (Gênesis 1:2, 14) Ele é também o Criador de luz espiritual, que dissipa a escuridão mortífera do mundo de Satanás. (Isaías 60:2; 2 Coríntios 4:6; Efésios 5:8-11; 6:12) Os que escolhem a luz podem dizer junto com o salmista: “Jeová é a minha luz e a minha salvação. De quem terei medo?” (Salmo 27:1a) No entanto, assim como aconteceu no tempo de Jesus, aqueles que preferem a escuridão só podem esperar ter um julgamento desfavorável. — João 1:9-11; 3:19-21, 36.

      2. Nos tempos antigos, o que aconteceu aos que rejeitaram a luz de Jeová e aos que obedeceram a palavra dele?

      2 Nos dias de Isaías, a maioria dos do povo pactuado de Jeová rejeitava a luz. Em resultado disso, Isaías viu a destruição do reino setentrional de Israel como nação. E em 607 AEC, Jerusalém e seu templo foram destruídos e os habitantes de Judá foram levados ao exílio. No entanto, os que acataram a palavra de Jeová foram fortalecidos para resistir à apostasia naqueles dias. Referente a 607 AEC, Jeová prometeu que os que lhe obedecessem sobreviveriam. (Jeremias 21:8, 9) Hoje em dia, nós, os que amamos a luz, podemos aprender muito do que aconteceu lá naquele tempo. — Efésios 5:5.

      A felicidade dos que estão na luz

      3. Hoje em dia, que confiança podemos ter, que “nação justa” amamos e que “cidade forte” tem esta “nação”?

      3 “Temos uma cidade forte. [Deus] põe a própria salvação por muralha e por escarpa. Abri os portões, para que entre a nação justa que mantém uma conduta fiel.” (Isaías 26:1, 2) Estas são as palavras jubilantes dos que confiavam em Jeová. Os judeus fiéis nos dias de Isaías recorriam a Jeová, não aos deuses falsos de seus patrícios, como a única Fonte de segurança. Hoje em dia, nós temos a mesma confiança. Além disso, amamos a “nação justa” de Jeová, o “Israel de Deus”. (Gálatas 6:16; Mateus 21:43) Jeová também ama esta nação por causa da sua conduta fiel. Com a bênção dele, o Israel de Deus tem “uma cidade forte”, uma organização qual cidade, que o sustenta e protege.

      4. Que atitude mental faremos bem em cultivar?

      4 Os que estão dentro desta “cidade” estão bem apercebidos de que Jeová ‘resguardará em contínua paz a inclinação bem firmada, porque é nele que se faz a pessoa confiar’. Jeová resguarda os mentalmente inclinados a confiar nele e que obedecem aos seus princípios justos. De modo que os fiéis em Judá acataram a exortação de Isaías: “Confiai em Jeová para todo o sempre, pois em Jah Jeová está a Rocha dos tempos indefinidos.” (Isaías 26:3, 4; Salmo 9:10; 37:3; Provérbios 3:5) Os que têm esta atitude mental consideram “Jah Jeová” como a única Rocha segura. Têm uma “contínua paz” com ele. — Filipenses 1:2; 4:6, 7.

      A humilhação dos inimigos de Deus

      5, 6. (a) Como foi humilhada a antiga Babilônia? (b) De que modo foi humilhada “Babilônia, a Grande”?

      5 O que se dá quando os que confiam em Jeová sofrem tribulação? Eles não precisam ter medo. Jeová permite coisas assim por um tempo, mas por fim dá alívio, e os que causam a tribulação são julgados por ele. (2 Tessalonicenses 1:4-7; 2 Timóteo 1:8-10) Considere o caso de certa “vila elevada”. Isaías disse: “[Jeová] pôs abaixo os que habitavam na altura, na vila elevada. Ele a rebaixa, ele a rebaixa até a terra; ele a traz em contato com o pó. O pé a pisará, os pés do atribulado, as pisadas dos de condição humilde.” (Isaías 26:5, 6) A vila elevada mencionada aqui pode ter sido Babilônia. Esta cidade certamente afligiu o povo de Deus. Mas o que aconteceu a Babilônia? Em 539 AEC ela caiu diante dos medos e dos persas. Que rebaixamento!

      6 Nos nossos dias, as palavras proféticas de Isaías descrevem bem o que tem acontecido a “Babilônia, a Grande”, desde 1919. Esta vila elevada sofreu naquele ano uma queda humilhante quando ela foi obrigada a libertar o povo de Jeová do cativeiro espiritual. (Revelação [Apocalipse] 14:8) O que ocorreu depois disso foi ainda mais humilhante. Aquele pequeno grupo de cristãos passou a ‘pisar’ aquela que antes os havia capturado. Em 1922, eles começaram a anunciar o vindouro fim da cristandade, divulgando os quatro toques de trombeta por anjos, de Revelação 8:7-12, e os três ‘ais’ preditos em Revelação 9:1-11:15.

      “A vereda do justo é retidão”

      7. Que orientação recebem os que recorrem à luz de Jeová, em quem esperam e o que prezam?

      7 Jeová providencia a salvação dos que recorrem à sua luz e orienta a vereda deles, conforme Isaías mostra a seguir: “A vereda do justo é retidão. Sendo tu reto, aplainarás o próprio rumo do justo. Sim, pela vereda dos teus julgamentos, ó Jeová, temos esperado em ti. O desejo da alma tem sido por teu nome e por tua recordação.” (Isaías 26:7, 8) Jeová é um Deus justo, e os que o adoram têm de observar as normas justas dele. Quando fazem isso, Jeová os orienta, aplainando-lhes o caminho. Por acatarem a orientação dele, esses mansos mostram que têm esperança em Jeová e que de todo o coração prezam seu nome, sua “recordação”. — Êxodo 3:15.

      8. Que atitude exemplar mostrou Isaías?

      8 Isaías prezava o nome de Jeová. Isto se evidencia nas suas próximas palavras: “Almejei-te com a minha alma durante a noite; sim, com o meu espírito dentro de mim estou à procura de ti; porque, quando há julgamentos teus para a terra, os habitantes do solo produtivo certamente aprenderão a justiça.” (Isaías 26:9) Isaías almejava Jeová ‘com a sua alma’, com todo o seu ser. Imagine o profeta usando os períodos tranqüilos da noite para orar a Jeová, expressando seus mais profundos pensamentos e procurando fervorosamente a orientação de Jeová. Que belo exemplo! Além disso, Isaías aprendeu justiça dos atos de julgamento de Jeová. Neste respeito, ele nos lembra a necessidade de sermos constantemente vigilantes, atentos a discernir a vontade de Jeová.

      Alguns escolhem a escuridão

      9, 10. Que atos de benignidade realizou Jeová para com os da sua nação infiel, mas como reagiram eles?

      9 Jeová mostrou grande benevolência para com os de Judá, mas infelizmente nem todos corresponderam. Com freqüência, a maioria deles preferia a rebelião e a apostasia, em vez de a luz da verdade de Jeová. Isaías disse: “Ainda que se mostre favor ao iníquo, ele simplesmente não aprenderá a justiça. Na terra da direiteza ele agirá injustamente e não verá a alteza de Jeová.” — Isaías 26:10.

      10 Nos dias de Isaías, quando a mão de Jeová protegia os de Judá contra os seus inimigos, a maioria negou-se a reconhecer isso. Quando ele os abençoava com a sua paz, a nação não mostrava nenhuma gratidão. Por isso, Jeová abandonou-os para servirem a “outros amos”, por fim deixando que os judeus fossem levados ao cativeiro em Babilônia, em 607 AEC. (Isaías 26:11-13) Ainda assim, por fim, após ser disciplinado, um restante da nação retornou à sua pátria.

      11, 12. (a) Que futuro tinham os captores de Judá? (b) Em 1919, que futuro tinham os anteriores captores dos servos ungidos de Jeová?

      11 Que dizer dos captores de Judá? Isaías respondeu profeticamente: “Eles estão mortos; não viverão. Impotentes na morte, não se levantarão. Por isso voltaste a tua atenção para os aniquilares e para destruíres toda menção deles.” (Isaías 26:14) Deveras, depois da sua queda em 539 AEC, Babilônia não tinha nenhum futuro. Com o tempo, a cidade não existiria mais. Ela estaria ‘impotente na morte’ e seu enorme império ficaria restrito aos livros de história. Que advertência isso é para os que têm esperança nos poderosos deste mundo!

      12 Alguns aspectos desta profecia tiveram cumprimento quando Deus permitiu que seus servos ungidos fossem ao cativeiro espiritual, em 1918, e quando depois os libertou em 1919. Daquele momento em diante, o futuro de seus anteriores captores, principalmente a cristandade, era tenebroso. Mas as bênçãos reservadas para o povo de Jeová eram deveras abundantes.

      “Acrescentaste à nação”

      13, 14. Que ricas bênçãos têm tido os servos ungidos de Jeová desde 1919?

      13 Deus abençoou em 1919 o espírito arrependido dos seus servos ungidos e deu-lhes aumento. Primeiro, deu-se atenção ao ajuntamento dos últimos membros do Israel de Deus, e depois começou a ser ajuntada “uma grande multidão” de “outras ovelhas”. (Revelação 7:9; João 10:16) Essas bênçãos foram preditas na profecia de Isaías: “Acrescentaste à nação; ó Jeová, acrescentaste à nação; glorificaste-te a ti mesmo. Estendeste para longe todos os limites da terra. Ó Jeová, durante a aflição, voltaram para ti a sua atenção; despejaram um murmúrio de orações quando receberam a tua disciplina.” — Isaías 26:15, 16.

      14 Hoje em dia, as fronteiras do Israel de Deus estenderam-se pela Terra toda, e a grande multidão acrescentada ascende agora a uns seis milhões de entusiásticos participantes na pregação das boas novas. (Mateus 24:14) Que bênção de Jeová! E que glória isso dá ao seu nome! Este nome é hoje ouvido em 235 países — um cumprimento maravilhoso da sua promessa.

      15. Que ressurreição simbólica ocorreu em 1919?

      15 Os de Judá precisaram da ajuda de Jeová para sair do cativeiro em Babilônia. Não podiam ter feito isso sozinhos. (Isaías 26:17, 18) De modo similar, a libertação do Israel de Deus, em 1919, era prova do apoio de Jeová. Não poderia ter acontecido sem ele. E a mudança da sua condição era tão espantosa, que Isaías a comparou a uma ressurreição: “Os teus mortos viverão. Um cadáver meu — eles se levantarão. Acordai e gritai de júbilo, os que residis no pó! Pois o teu orvalho é como o orvalho das malvas, e a própria terra deixará nascer mesmo os impotentes na morte.” (Isaías 26:19; Revelação 11:7-11) Deveras, os impotentes na morte como que renasceriam para renovada atividade!

      Proteção em tempos perigosos

      16, 17. (a) Em 539 AEC, o que os judeus precisavam fazer para sobreviver à queda de Babilônia? (b) O que são provavelmente os atuais “quartos interiores”, e como nos beneficiam?

      16 Os servos de Jeová sempre precisam da proteção dele. Dentro em breve, porém, ele estenderá a sua mão pela última vez contra o mundo de Satanás, e seus adoradores vão precisar da sua ajuda como nunca antes. (1 João 5:19) Jeová nos adverte a respeito deste tempo perigoso: “Vai, povo meu, entra nos teus quartos interiores e fecha as tuas portas atrás de ti. Esconde-te por um instante, até que passe a verberação. Pois, eis que Jeová está saindo do seu lugar para ajustar contas pelo erro do habitante da terra contra ele, e a terra certamente exporá seu derramamento de sangue e não mais encobrirá os seus que foram mortos.” (Isaías 26:20, 21; Sofonias 1:14) Este aviso mostrou aos judeus como sobreviver à queda de Babilônia em 539 AEC. Os que o acataram ficaram nas suas casas, a salvo dos soldados conquistadores nas ruas.

      17 Hoje em dia, os “quartos interiores” da profecia provavelmente têm que ver com as dezenas de milhares de congregações do povo de Jeová em todo o mundo. Essas congregações são uma proteção mesmo agora, um lugar em que os cristãos encontram segurança entre os seus irmãos, sob os cuidados amorosos de anciãos. (Isaías 32:1, 2; Hebreus 10:24, 25) Isto se dá especialmente em vista da proximidade do fim deste sistema de coisas, em que a sobrevivência dependerá da obediência. — Sofonias 2:3.

      18. Como é que Jeová em breve “matará o monstro marinho”?

      18 Referente a esse tempo, Isaías profetizou: “Naquele dia, Jeová, com a sua espada dura, e grande, e forte, voltará sua atenção para o leviatã, a serpente deslizadora, sim, para o leviatã, a serpente sinuosa, e certamente matará o monstro marinho que há no mar.” (Isaías 27:1) O que é o atual “leviatã”? Pelo visto é “a serpente original”, o próprio Satanás, junto com seu iníquo sistema de coisas, que ele usa para travar guerra contra o Israel de Deus. (Revelação 12:9, 10, 17; 13:14, 16, 17) Em 1919, o leviatã perdeu o domínio sobre o povo de Deus. Com o tempo, desaparecerá totalmente. (Revelação 19:19-21; 20:1-3, 10) De modo que Jeová matará “o monstro marinho”. No ínterim, nada do que esse leviatã possa tentar contra o povo de Jeová terá êxito permanente. (Isaías 54:17) Como é consolador ter esta garantia!

      “Uma vinha de vinho espumante”

      19. Qual é a condição atual do restante?

      19 Em vista de toda esta luz da parte de Jeová, não temos todos os motivos para nos regozijar? Deveras, temos! Isaías descreveu belamente a alegria do povo de Jeová: “Naquele dia cantai para ela: ‘Uma vinha de vinho espumante! Eu, Jeová, a resguardo. A todo instante a regarei. Para que ninguém volte a sua atenção contra ela, resguardá-la-ei mesmo noite e dia.’” (Isaías 27:2, 3) Jeová tem cuidado da sua “vinha”, o restante do Israel de Deus, e de seus companheiros que trabalham arduamente. (João 15:1-8) O resultado tem sido frutos que dão glória ao nome dele e causam grande alegria entre os seus servos na Terra.

      20. Como protege Jeová a congregação cristã?

      20 É emocionante saber que cessou a anterior ira de Jeová contra os seus servos ungidos, motivo pelo qual ele em 1918 os deixou entrar num cativeiro espiritual. O próprio Jeová disse: “Não tenho furor algum. Quem me dará espinheiros e ervas daninhas na batalha? Vou pisar em tais. Ao mesmo tempo vou pôr fogo a tais. Senão, que tome o meu baluarte, que faça paz comigo; faça ele paz comigo.” (Isaías 27:4, 5) Para garantir que as suas videiras continuem a produzir uma abundância de “vinho espumante”, Jeová esmaga e queima toda influência semelhante a ervas daninhas que as poderiam corromper. Portanto, que ninguém ponha em perigo o bem-estar da congregação cristã! Que todos ‘tomemos o baluarte de Jeová’, procurando seu favor e sua proteção. Assim fazemos a paz com Deus, algo tão importante, que Isaías o mencionou duas vezes. — Salmo 85:1, 2, 8; Romanos 5:1.

      21. De que modo se encheu a terra produtiva de “produtos”?

      21 As bênçãos continuam: “Nos dias vindouros, Jacó lançará raízes, Israel produzirá flores e realmente florescerá; e eles simplesmente encherão de produtos a superfície do solo produtivo.” (Isaías 27:6) Este versículo cumpre-se desde 1919, fornecendo evidência maravilhosa do poder de Jeová. Os cristãos ungidos têm enchido a Terra com “produtos”, com alimento espiritual nutritivo. No meio de um mundo corrupto, preservam alegremente as elevadas normas de Deus. E Jeová continua a abençoá-los com aumentos. Em resultado disso, seus milhões de companheiros, as outras ovelhas, “prestam-lhe [i.e., a Deus] serviço sagrado, dia e noite”. (Revelação 7:15) Que nunca percamos de vista o grandioso privilégio de participar dos “produtos” e de compartilhá-los com outros!

      22. Que bênçãos têm os que aceitam a luz?

      22 Nestes tempos críticos, em que a escuridão cobre a Terra e densas trevas os grupos nacionais, não somos gratos a Jeová por lançar luz espiritual sobre o seu povo? (Isaías 60:2; Romanos 2:19; 13:12) Para todos os que aceitam esta luz, ela significa paz mental e alegria desde já, e nada menos do que vida eterna no futuro. Portanto, nós, os que amamos a luz, temos bons motivos para louvar a Jeová com entusiasmo e dizer junto com o salmista: “Jeová é o baluarte da minha vida. De quem terei pavor? Espera em Jeová; sê corajoso e fortifique-se teu coração. Sim, espera em Jeová.” — Salmo 27:1b, 14.

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