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Baía dos Tubarões — um paraíso marinhoDespertai! — 2007 | julho
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São rochas mesmo?
Em contraste com outras partes da baía dos Tubarões, Hamelin Pool, situada na extremidade sul da baía, parece deserta e sem vida. Por causa do elevado índice de evaporação, suas águas rasas e mornas são duas vezes mais salgadas que as do oceano. Na beira da água há algo semelhante a pedras cinzentas. No entanto, um exame mais cuidadoso revela que essas “pedras” na realidade são estromatólitos — produto de colônias de microorganismos unicelulares chamados cianobactérias, ou algas azuis. Cada metro quadrado é ocupado por cerca de três bilhões deles!
Esses resistentes microorganismos secretam um muco pegajoso que, misturado com partículas e sedimentos existentes na água do mar, produz um tipo de cimento que é acrescentado camada por camada ao seu lar com aparência de pedra. O processo é extraordinariamente lento. Na verdade, quando um estromatólito chega a uma altura de 30 centímetros, ele já deve ter cerca de mil anos!
Hamelin Pool tem a maior quantidade e diversidade de estromatólitos marinhos do mundo. Além disso, é um dos últimos refúgios ecológicos de estromatólitos do planeta.
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Baía dos Tubarões — um paraíso marinhoDespertai! — 2007 | julho
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[Foto nas páginas 16, 17]
Bilhões de minúsculos organismos constroem os estromatólitos
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