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  • Você realmente preza a dádiva divina do casamento?
    A Sentinela — 2012 | 15 de maio
    • Você realmente preza a dádiva divina do casamento?

      “Que Jeová vos dê uma dádiva, e achai deveras um lugar de descanso, cada uma na casa de seu esposo.” — RUTE 1:9.

      FIQUE ATENTO ÀS RESPOSTAS:

      Por que se pode afirmar que servos de Deus do passado prezavam a dádiva divina do casamento?

      Como sabemos que Jeová se importa com a nossa escolha de cônjuge?

      Que conselhos bíblicos sobre o casamento você pretende aplicar na sua vida?

      1. Descreva a reação de Adão quando recebeu uma esposa.

      “ESTA, por fim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne. Esta será chamada Mulher, porque do homem foi esta tomada.” (Gên. 2:23) Quanta felicidade o primeiro homem, Adão, sentiu ao receber uma esposa! Não é de admirar que tenha usado palavras poéticas. Depois de fazer Adão cair num sono profundo, Jeová criou essa bela mulher de uma das costelas do homem. Mais tarde Adão a chamou de Eva. Deus uniu os dois num casamento feliz. Visto que Jeová usou uma das costelas de Adão como base para criar a mulher, Adão e Eva eram mais íntimos do que qualquer casal atual.

      2. Por que o homem e a mulher se atraem?

      2 Na sua inimitável sabedoria, Jeová implantou nos humanos a capacidade do amor romântico — uma qualidade que faz com que o homem e a mulher sejam atraídos um ao outro. Diz a enciclopédia World Book: “O homem e a mulher que se casam esperam ter um relacionamento sexual e uma permanente atração romântica.” Isso já aconteceu inúmeras vezes entre o povo de Jeová.

      ERAM GRATOS PELA DÁDIVA DO CASAMENTO

      3. Como Isaque conseguiu uma esposa?

      3 O fiel Abraão tinha em alta estima o casamento. Assim, ele enviou seu servo mais antigo à Mesopotâmia para procurar uma esposa para Isaque. As orações desse servo deram bons resultados. Rebeca, que temia a Deus, tornou-se a amada esposa de Isaque e cumpriu um papel no arranjo de Jeová para preservar o descendente de Abraão. (Gên. 22:18; 24:12-14, 67) Mas não devemos concluir disso que alguém — por mais bem-intencionado que seja — deva se tornar um não solicitado casamenteiro. Na sociedade atual, muitos fazem a sua própria escolha de cônjuge. Naturalmente, os casamentos não são decididos no céu, mas Deus guiará os cristãos nesse e em outros aspectos da vida se orarem por orientação e forem dirigidos pelo Seu espírito. — Gál. 5:18, 25.

      4, 5. O que o convence de que a sulamita e o pastor nutriam fortes sentimentos entre si?

      4 Uma bela jovem sulamita do Israel antigo não queria que outras pessoas a pressionassem a se tornar uma das muitas esposas do Rei Salomão. Ela disse: “Eu vos pus sob juramento, ó filhas de Jerusalém, que não tenteis despertar nem incitar em mim amor, até que este esteja disposto.” (Cân. 8:4) A sulamita e certo pastor nutriam fortes sentimentos entre si. Humildemente, ela disse: “Sou apenas um açafrão da planície costeira, um lírio das baixadas.” Mas o pastor afirmou: “Como o lírio entre as plantas espinhosas, assim é minha companheira entre as filhas.” (Cân. 2:1, 2) Eles realmente se amavam.

      5 Visto que a sulamita e o pastor amavam primariamente a Deus, seu vínculo conjugal com certeza seria forte. De fato, a sulamita disse ao seu amado pastor: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é tão forte como a morte, a insistência em devoção exclusiva é tão inexorável como o Seol. Suas labaredas são as labaredas de fogo, a chama de Jah [pois é da parte dele]. Mesmo muitas águas não são capazes de extinguir o amor, nem podem os próprios rios levá-lo de enxurrada. Se um homem desse todas as coisas valiosas de sua casa em troca de amor, as pessoas positivamente as desprezariam.” (Cân. 8:6, 7) Ao pensar em se casar, por que o servo de Jeová se contentaria com menos do que isso?

      ESCOLHA QUE IMPORTA PARA DEUS

      6, 7. Como sabemos que Deus se importa com a nossa escolha de cônjuge?

      6 Jeová se importa com a sua escolha de cônjuge. Com relação aos habitantes de Canaã, os israelitas receberam a ordem: “Não deves formar com [eles] nenhuma aliança matrimonial. Não deves dar tua filha ao seu filho e não deves tomar sua filha para teu filho. Pois, ele desviará teu filho de seguir-me e certamente servirão a outros deuses; e a ira de Jeová deveras se acenderá contra vós e ele certamente te aniquilará depressa.” (Deut. 7:3, 4) Séculos depois, o sacerdote Esdras declarou: “Vós mesmos agistes de modo infiel, visto que destes morada a esposas estrangeiras, de modo a acrescentar à culpa de Israel.” (Esd. 10:10) E o apóstolo Paulo disse aos cristãos: “A esposa está amarrada durante todo o tempo em que seu marido estiver vivo. Mas, se o seu marido adormecer na morte, ela está livre para se casar com quem quiser, somente no Senhor.” — 1 Cor. 7:39.

      7 Um servo dedicado de Jeová casar-se com um descrente é um ato de desobediência a Deus. Os israelitas dos dias de Esdras foram infiéis por darem “morada a esposas estrangeiras”, e seria errado tentar atenuar as claras palavras das Escrituras. (Esd. 10:10; 2 Cor. 6:14, 15) O cristão que se casa com um descrente não é exemplar e não tem real apreço pela dádiva divina do casamento. Entrar numa união assim depois do batismo pode custar alguns privilégios de serviço entre o povo de Deus. E não seria lógico esperar receber bênçãos, orando: ‘Jeová, eu lhe desobedeci deliberadamente, mas abençoa-me mesmo assim.’

      NOSSO PAI CELESTIAL SABE MAIS DO QUE NÓS

      8. Explique por que devemos seguir as orientações de Deus a respeito do casamento.

      8 O fabricante de uma máquina sabe exatamente como ela funciona. Se for preciso montar o mecanismo, ele poderá fornecer os detalhes necessários. Que dizer se desprezarmos as instruções e montarmos as peças do nosso próprio jeito? Os resultados provavelmente serão desastrosos — se é que a máquina vai funcionar. Então, se queremos ter um casamento feliz, temos de seguir as instruções de Jeová, o Criador do casamento.

      9. Por que se pode dizer que Jeová entende a solidão, bem como a felicidade que é possível ter no casamento?

      9 Jeová sabe tudo o que há para saber sobre a humanidade e o casamento. Ele implantou nos humanos a necessidade sexual para ‘serem fecundos e se tornarem muitos’. (Gên. 1:28) Deus entende a solidão, pois antes de criar a primeira mulher, ele disse: “Não é bom que o homem fique sozinho. Vou-lhe arranjar uma companhia apropriada para ele.” (Gên. 2:18, Sociedade Bíblica Portuguesa) Além disso, Jeová está bem ciente da alegria que os vínculos do casamento podem proporcionar. — Leia Provérbios 5:15-18.

      10. Que fatores devem governar as relações íntimas dos casais cristãos?

      10 Por causa do pecado e da imperfeição transmitidos para a raça humana pelo pecador Adão, nenhum casamento hoje é perfeito. Entre os servos de Jeová, porém, o casamento pode trazer real felicidade pela aplicação da Palavra de Deus. Veja, por exemplo, o conselho claro de Paulo sobre as relações íntimas no casamento. (Leia 1 Coríntios 7:1-5.) As Escrituras não exigem que os cônjuges limitem as relações sexuais ao objetivo de ter filhos. Essa intimidade pode corretamente preencher necessidades emocionais e físicas. Mas práticas pervertidas certamente não agradam a Deus. Os maridos e esposas cristãos sem dúvida desejam lidar com esse importante aspecto de sua vida com ternura, mostrando assim genuíno afeto mútuo. E, naturalmente, devem evitar qualquer ação que desagrade a Jeová.

      11. Como Rute foi abençoada por fazer as coisas à maneira de Jeová?

      11 O casamento deve produzir muita alegria, não infelicidade e labuta enfadonha. Em especial o lar cristão deve ser um lugar de descanso e paz. Considere o ocorrido uns 3 mil anos atrás, quando a idosa viúva Noemi e suas noras Orpa e Rute, também viúvas, estavam viajando de Moabe para Judá. Noemi incentivou as duas noras a voltar para o povo delas. Mas a moabita Rute ficou com Noemi, foi fiel ao Deus verdadeiro e se lhe garantiu ‘um salário perfeito da parte de Jeová, debaixo de cujas asas se refugiou’. (Rute 1:9; 2:12) Com grande apreço pela dádiva divina do casamento, Rute tornou-se esposa do idoso Boaz, um genuíno adorador de Jeová. Quando for ressuscitada na Terra, no novo mundo de Deus, ela ficará feliz de saber que se tornou ancestral de Jesus Cristo. (Mat. 1:1, 5, 6; Luc. 3:23, 32) Que bênçãos ela recebeu por fazer as coisas à maneira de Jeová!

      SÓLIDOS CONSELHOS PARA UM BOM CASAMENTO

      12. Onde se podem encontrar sólidos conselhos sobre casamento?

      12 O Criador do casamento nos diz o que precisamos saber a respeito de uma união bem-sucedida. Nenhum humano sabe tanto quanto ele. A Bíblia sempre tem razão, e a única maneira de alguém apontar sólidos conselhos sobre casamento é seguindo à risca as normas bíblicas. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreveu sob inspiração: “Cada um de vós, individualmente, ame a sua esposa como a si próprio; por outro lado, a esposa deve ter profundo respeito pelo seu marido.” (Efé. 5:33) Não há nada nesse conselho bíblico que os cristãos maduros não possam entender. A pergunta é: aplicarão a Palavra de Jeová? Sim, se realmente prezarem a dádiva divina do casamento.a

      13. O que pode resultar da não aplicação do conselho em 1 Pedro 3:7?

      13 O marido cristão deve tratar a esposa com amor. O apóstolo Pedro escreveu: “Vós, maridos, continuai a morar com elas da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino, visto que sois também herdeiros com elas do favor imerecido da vida, a fim de que as vossas orações não sejam impedidas.” (1 Ped. 3:7) As orações do marido podem não ser aceitas se ele não aplicar os conselhos de Jeová. Isso com certeza prejudica a condição espiritual dos cônjuges, talvez causando muita tensão, discussões e rispidez.

      14. Que influência uma esposa amorosa pode ter na vida familiar?

      14 A esposa guiada pela Palavra de Jeová e por seu espírito santo pode contribuir muito para um lar tranquilo e feliz. É natural um marido temente a Deus amar a esposa e protegê-la física e espiritualmente. Ela anseia esse amor, e isso requer que ela seja amável. “A mulher realmente sábia edificou a sua casa”, diz Provérbios 14:1, “mas a tola a derruba com as suas próprias mãos”. A esposa sábia e amorosa contribui muito para o sucesso e felicidade da família. Ela mostra também que realmente preza a dádiva divina do casamento.

      15. Que conselhos encontramos em Efésios 5:22-25?

      15 Maridos e esposas que baseiam sua união no modo de Jesus lidar com a sua congregação mostram gratidão pela dádiva divina do casamento. (Leia Efésios 5:22-25.) Os cônjuges se beneficiam muito quando realmente se amam e nunca permitem que o orgulho, a criancice de deixar de se falar ou outras atitudes não cristãs prejudiquem seu casamento.

      QUE NINGUÉM OS SEPARE

      16. Por que alguns cristãos permanecem solteiros?

      16 Embora a maioria das pessoas em algum momento da vida pense em se casar, alguns servos de Jeová permanecem solteiros porque ainda não encontraram uma pessoa que agrade a eles e a Deus. Outros têm o dom divino do estado de solteiro, que lhes permite servir a Jeová sem as preocupações do casamento. Naturalmente, o estado de solteiro deve ser mantido dentro dos limites fixados por Jeová. — Mat. 19:10-12; 1 Cor. 7:1, 6, 7, 17.

      17. (a) De que palavras de Jesus a respeito do casamento temos de nos lembrar? (b) Mesmo que um cristão esteja apenas começando a cobiçar um cônjuge alheio, o que deve fazer imediatamente?

      17 Casados ou solteiros, temos de nos lembrar das palavras de Jesus: ‘Não lestes que Deus que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: “Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne”? De modo que não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.’ (Mat. 19:4-6) Cobiçar o cônjuge alheio é pecado. (Deut. 5:21) O cristão que começa a entreter esse desejo cobiçoso e impuro deve eliminá-lo rapidamente, mesmo ao custo de grande dor emocional por ter permitido que os anseios egoístas se desenvolvessem. (Mat. 5:27-30) É essencial corrigir tais pensamentos e suprimir o desejo pecaminoso de um coração traiçoeiro. — Jer. 17:9.

      18. Como você acha que devemos considerar a dádiva divina do casamento?

      18 Até mesmo muitas pessoas que pouco ou nada sabem sobre Jeová Deus e sua maravilhosa dádiva do casamento têm mostrado pelo menos certa medida de gratidão pelo vínculo conjugal. Quanto mais nós, dedicados ao “Deus feliz”, Jeová, devemos nos alegrar com as suas provisões e provar que de fato prezamos a dádiva divina do casamento! — 1 Tim. 1:11.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Para um estudo detalhado sobre casamento, veja os capítulos 10 e 11 do livro ‘Mantenha-se no Amor de Deus’.

  • É possível fortalecer um casamento em crise
    A Sentinela — 2012 | 15 de maio
    • É possível fortalecer um casamento em crise

      “Aos casados dou ordens, contudo, não eu, mas o Senhor.” — 1 COR. 7:10.

      SABE EXPLICAR?

      Em que sentido Deus põe os cônjuges sob o mesmo jugo?

      Como os anciãos podem ajudar os cristãos com problemas conjugais?

      Como devemos encarar o casamento?

      1. Como os cristãos encaram o casamento, e por quê?

      OS CRISTÃOS que se casam fazem um voto perante Deus — uma responsabilidade que não deve ser encarada levianamente. (Ecl. 5:4-6) No sentido de ser ele o Originador do arranjo conjugal, Jeová ‘põe sob o mesmo jugo’ os que se casam. (Mar. 10:9) Esse jugo existe aos olhos de Deus independentemente das leis que oficializaram o casamento. Os servos de Jeová devem encarar o casamento como compromisso, mesmo que ainda não o servissem quando se casaram.

      2. Que perguntas consideraremos neste artigo?

      2 Um bom casamento pode produzir muita felicidade. Mas o que se pode fazer se ele estiver em crise? É possível fortalecer um vínculo conjugal enfraquecido? Que auxílio existe para os cuja paz conjugal está ameaçada?

      ALEGRIA OU SOFRIMENTO?

      3, 4. O que pode acontecer se uma pessoa toma uma decisão insensata na escolha de cônjuge?

      3 O bom casamento de um cristão é uma alegria e honra a Jeová. Se falhar, será no mínimo um sofrimento. O cristão não casado que pensa em se casar pode dar um bom início ao casamento seguindo as orientações de Deus. Por outro lado, uma pessoa que toma uma decisão insensata na escolha de marido ou esposa pode passar por descontentamento e pesar. Por exemplo, alguns jovens namoram sem estar preparados para as obrigações da vida de casado. Certas pessoas encontram um prospectivo cônjuge na internet e entram apressadamente no que resulta ser um casamento muito infeliz. Outros cometem um grave pecado no namoro e podem assim perder o respeito mútuo. Se decidirem se casar, talvez comecem sua vida conjugal em base não muito sólida.

      4 Alguns cristãos desconsideram a ordem de se casar “somente no Senhor” e, em geral, sofrem os efeitos dolorosos de um lar dividido em sentido religioso. (1 Cor. 7:39) Se esse for o seu caso, peça a Deus seu perdão e ajuda. Ele não remove os efeitos dos erros cometidos no passado, mas realmente ajuda os arrependidos a enfrentar as provações. (Sal. 130:1-4) Esteja decidido a agradá-lo agora e para sempre e ‘o regozijo de Jeová será seu baluarte’. — Nee. 8:10.

      QUANDO OS VÍNCULOS CONJUGAIS ESTÃO AMEAÇADOS

      5. Que tipo de raciocínio deve ser evitado em caso de um casamento infeliz?

      5 Os que sofrem na relação conjugal talvez se perguntem: ‘Vale a pena salvar meu casamento infeliz? Se eu apenas pudesse voltar no tempo e começar de novo com outra pessoa!’ Talvez sonhem em romper o vínculo — ‘Ah!, estar livre de novo! Por que não me divorciar? Mesmo que eu não possa ter um divórcio bíblico, por que não me separar e viver bem de novo?’ Em vez de pensar assim ou de fantasiar como a vida poderia ter sido diferente, os cristãos devem fazer o melhor possível na situação atual buscando e seguindo as orientações de Deus.

      6. Explique o que Jesus disse, conforme registrado em Mateus 19:9.

      6 Se um cristão decidir se divorciar, ele talvez não esteja livre para se casar de novo. Jesus disse: “Todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação, e se casar com outra, comete adultério.” (Mat. 19:9) “Fornicação” nesse texto inclui adultério e outros graves pecados sexuais. É essencial pesar com oração qualquer intenção de se divorciar quando nenhum dos dois é culpado de imoralidade sexual.

      7. O que os outros podem pensar se um casamento cristão fracassa?

      7 Um casamento fracassado pode lançar dúvidas sobre a condição espiritual da pessoa. O apóstolo Paulo fez esta séria pergunta: “Se um homem não souber presidir à sua própria família, como tomará conta da congregação de Deus?” (1 Tim. 3:5) De fato, se ambos os cônjuges dizem ser cristãos e, ainda assim, seu casamento fracassa, as outras pessoas podem pensar que eles realmente não praticam o que pregam. — Rom. 2:21-24.

      8. O que deve estar errado se cônjuges cristãos decidem se separar?

      8 Quando um casal cristão batizado planeja se divorciar ou se separar sem base bíblica para isso, com certeza algo em sentido espiritual está errado na vida deles. Certos princípios bíblicos evidentemente não estão sendo aplicados por um dos dois, ou talvez por ambos. Se realmente ‘confiassem em Jeová de todo o coração’, haveria poucos motivos para crer que não pudessem evitar o fracasso no casamento. — Leia Provérbios 3:5, 6.

      9. Como alguns cristãos foram recompensados pelos seus esforços pacientes no casamento?

      9 Muitos casamentos, que pareciam caminhar para o fracasso, com o tempo se tornaram muito bem-sucedidos. Os cristãos que não desistem logo de um casamento difícil não raro são bem recompensados. Veja o que pode acontecer num lar dividido em sentido religioso. O apóstolo Pedro escreveu: “Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito.” (1 Ped. 3:1, 2) Sim, por causa da boa conduta do cônjuge, um descrente pode aceitar a verdadeira fé. Um casamento salvo dessa maneira honra a Deus e pode ser uma grande bênção para o marido, para a esposa e para os filhos que talvez tenham.

      10, 11. Que problemas inesperados podem surgir num casamento, mas que certeza o cristão pode ter?

      10 Desejando agradar a Jeová, a maioria dos cristãos solteiros escolhe como cônjuge alguém dedicado a Jeová. Mas, mesmo assim, as circunstâncias podem mudar inesperadamente. Em raros casos, por exemplo, o cônjuge pode desenvolver graves problemas emocionais. Ou, algum tempo depois do casamento, um dos cônjuges talvez se torne um publicador inativo. Para ilustrar: Linda,a uma cristã zelosa e mãe devotada, sem poder fazer nada viu seu marido enveredar por um caminho não bíblico e, por não se arrepender, ser desassociado. O que o cristão deve fazer caso o seu vínculo conjugal pareça irremediavelmente desgastado por um motivo assim?

      11 ‘Sou obrigado a persistir em tentar salvar meu casamento aconteça o que acontecer?’, você talvez se pergunte. Ninguém pode ou deve tomar essa decisão por você. Mas há fortes razões para não desistir de um vínculo conjugal que está enfraquecendo. O homem e a mulher tementes a Deus que, por motivo de consciência, suportam as provações de um casamento difícil são preciosos para Deus. (Leia 1 Pedro 2:19, 20.) Por meio de sua Palavra e de seu espírito, Jeová ajudará o cristão que se empenha arduamente em fortalecer um casamento em crise.

      PRONTOS PARA AJUDAR

      12. Como os anciãos nos encararão caso busquemos a sua ajuda?

      12 Se você tiver problemas conjugais, não hesite em procurar a ajuda espiritual de cristãos maduros. Os anciãos servem como pastores do rebanho e terão prazer em indicar os conselhos inspirados das Escrituras. (Atos 20:28; Tia. 5:14, 15) Não pense que você e seu cônjuge perderão o respeito dos anciãos se procurarem ajuda espiritual e considerarem com eles um grave problema conjugal. A amorosa consideração deles por vocês aumentará ao verem seu desejo sincero de agradar a Deus.

      13. Que conselho se encontra em 1 Coríntios 7:10-16?

      13 Quando cristãos que vivem num lar dividido em sentido religioso lhes pedem ajuda, os anciãos indicam conselhos tais como o de Paulo, que escreveu: “Aos casados dou ordens, contudo, não eu, mas o Senhor, que a esposa não se afaste de seu marido; mas, se ela realmente se afastar, que permaneça sem se casar, ou, senão, que se reconcilie novamente com seu marido; e o marido não deve deixar a sua esposa. . . . Pois, esposa, como sabes se não hás de salvar o teu marido? Ou, marido, como sabes se não hás de salvar a tua esposa?” (1 Cor. 7:10-16) Que bênção é ver um cônjuge descrente ser atraído à adoração verdadeira!

      14, 15. Em que situação o cônjuge cristão talvez pense em realmente se separar, mas por que é importante considerar isso com oração e sinceridade?

      14 Em que circunstâncias a esposa cristã talvez ‘realmente se afaste’? Algumas decidiram se separar porque o marido deliberadamente não provia o sustento. Outras fizeram isso por causa de extremo abuso físico ou do absoluto perigo à sua espiritualidade como cristã.

      15 Separar-se, ou não, é uma decisão pessoal. No entanto, o cônjuge batizado deve considerar isso com oração e sinceridade. Por exemplo, será que o descrente é totalmente responsável pelo risco à espiritualidade ou será que o cristão negligencia seu estudo da Bíblia, é irregular na assistência às reuniões e no ministério?

      16. O que deve restringir os cristãos de tomar decisões precipitadas sobre divórcio?

      16 O apreço pela nossa relação com Deus e a gratidão pela sua dádiva do casamento devem nos restringir de tomar uma decisão precipitada sobre divórcio. Como servos de Jeová, preocupamo-nos com a santificação de seu santo nome. Certamente, portanto, jamais iríamos tramar sair de um casamento planejando no coração outro casamento. — Jer. 17:9; Mal. 2:13-16.

      17. Em que circunstâncias se pode dizer que Deus ‘chamou à paz’ cristãos casados?

      17 O cristão casado com um descrente deve empenhar-se seriamente em manter intacto o vínculo conjugal. Não obstante, ele não deve se sentir culpado se, apesar de seu esforço sincero de preservar a união, o cônjuge descrente se recusa a permanecer com ele. “Se o incrédulo passar a afastar-se, deixa-o afastar-se”, escreveu Paulo. “O irmão ou a irmã não está em servidão em tais circunstâncias, mas Deus vos chamou à paz.” — 1 Cor. 7:15.b

      ESPERE EM JEOVÁ

      18. Mesmo se não for possível salvar um casamento, o que de bom pode resultar desse esforço?

      18 Ao lidar com qualquer problema conjugal, recorra a Deus em busca de coragem e sempre ‘espere em Jeová’. (Leia Salmo 27:14.) Veja o caso de Linda, já mencionado. O seu casamento terminou em divórcio, apesar de seus muitos anos de esforço para salvá-lo. Será que ela acha que perdeu tempo? “De modo algum”, diz ela. “Meus esforços deram bom testemunho para outros. Tenho a consciência limpa. Melhor de tudo, aqueles anos ajudaram minha filha a permanecer firme na verdade. Ela se tornou uma zelosa e dedicada Testemunha de Jeová.”

      19. O que pode acontecer se forem feitos esforços para salvar um casamento?

      19 Uma cristã chamada Marilyn sente-se feliz de ter confiado em Deus e feito empenho especial para salvar seu casamento. “Senti-me tentada a me separar de meu marido porque ele não provia o sustento financeiro e por causa do risco espiritual”, diz ela. “No entanto, ele havia servido como ancião antes de ter se envolvido em alguns negócios imprudentes. Depois passou a perder reuniões e nós simplesmente paramos de nos comunicar. Um ataque terrorista na nossa cidade me assustou tanto que eu me isolei por completo. Daí percebi que eu também tinha culpa. Voltamos a nos comunicar, a estudar em família e a frequentar as reuniões. Os anciãos foram bondosos e muito prestativos. O nosso casamento se renovou. Com o tempo, meu marido voltou a se qualificar para privilégios de serviço na congregação. Foi uma dura lição com final feliz.”

      20, 21. O que devemos estar decididos a fazer com respeito ao casamento?

      20 Solteiros ou casados, vamos sempre agir com coragem e esperar em Jeová. Se temos problemas conjugais, devemos buscar com seriedade resolvê-los, lembrando-nos de que os unidos em casamento “não são mais dois, mas uma só carne”. (Mat. 19:6) E tenhamos em mente que, se apesar das dificuldades perseverarmos num lar dividido em sentido religioso, talvez possamos ter a alegria de atrair o cônjuge à adoração verdadeira.

      21 Sejam quais forem as nossas circunstâncias, estejamos decididos a agir com bom critério a fim de termos um bom testemunho dos de fora da congregação. Se nosso casamento estiver ameaçado, devemos orar intensamente, examinar com sinceridade as nossas motivações, considerar as Escrituras com atenção e buscar a ajuda espiritual dos anciãos. Acima de tudo, estejamos decididos a agradar a Jeová Deus em todas as coisas e a mostrar real apreço por sua maravilhosa dádiva do casamento.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Os nomes foram mudados.

      b Veja ‘Mantenha-se no Amor de Deus’, páginas 219-221; A Sentinela de 1.º de novembro de 1988, páginas 26-27, e de 15 de maio de 1976, página 319.

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