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  • Por que celebrar a Refeição Noturna do Senhor?
    A Sentinela — 2003 | 15 de fevereiro
    • Por que celebrar a Refeição Noturna do Senhor?

      “Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti.” — 1 CORÍNTIOS 11:23.

      1, 2. O que Jesus fez na noite da Páscoa em 33 EC?

      O FILHO unigênito de Jeová e onze homens que ‘haviam ficado com ele nas suas provações’ estavam presentes. (Lucas 22:28) Era a noite de quinta-feira, 31 de março de 33 EC, e é provável que a lua cheia embelezasse o céu acima de Jerusalém. Jesus Cristo e seus apóstolos acabavam de concluir a celebração da Páscoa. O traiçoeiro Judas Iscariotes fora convidado a se retirar, mas ainda não era hora para os outros partirem. Por que não? Porque Jesus estava para fazer algo de máxima importância. O quê?

      2 Visto que o evangelista Mateus estava ali, deixemos que ele nos conte. Escreveu: “Jesus tomou um pão, e, depois de proferir uma bênção, partiu-o, e, dando-o aos discípulos, disse: ‘Tomai, comei. Isto significa meu corpo.’ Tomou também um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele, todos vós; pois isto significa meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.’” (Mateus 26:26-28) Será que essa celebração era para ser realizada apenas uma vez? Qual era seu significado? Tem algum significado para nós, hoje?

      “Persisti em fazer isso”

      3. Por que foi significativo o que Jesus fez na noite de 14 de nisã de 33 EC?

      3 O que Jesus Cristo fez na noite de 14 de nisã de 33 EC foi muito mais do que um incidente passageiro na sua vida. O apóstolo Paulo considerou isso ao escrever aos cristãos ungidos em Corinto, onde a observância instituída por Jesus ainda era realizada mais de 20 anos depois. Paulo não estava com Jesus e os 11 apóstolos em 33 EC, mas ele certamente soube de alguns dos apóstolos o que aconteceu naquela ocasião. Além disso, Paulo evidentemente obteve confirmação de aspectos daquele evento por meio de uma revelação inspirada. Paulo disse: “Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti, que o Senhor Jesus, na noite em que ia ser entregue, tomou um pão, e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: ‘Isto significa meu corpo em vosso benefício. Persisti em fazer isso em memória de mim.’ Ele fez o mesmo também com respeito ao copo, depois de tomar a refeição noturna, dizendo: ‘Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue. Persisti em fazer isso, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.’” — 1 Coríntios 11:23-25.

      4. Por que os cristãos devem celebrar a Refeição Noturna do Senhor?

      4 O evangelista Lucas confirma o que Jesus ordenou: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” (Lucas 22:19) Essas palavras são também vertidas assim: “Fazei isto em Minha memória.” (António de Brito Cardoso) Na realidade, essa observância é às vezes chamada de Comemoração da morte de Cristo. Paulo também a chama de Refeição Noturna do Senhor — um nome apropriado, visto que foi instituída à noite. (1 Coríntios 11:20) Os cristãos têm a ordem de celebrar a Refeição Noturna do Senhor. Mas por que se instituiu essa celebração?

      Por que foi instituída

      5, 6. (a) Qual foi um dos motivos de Jesus instituir a Comemoração? (b) Cite outro motivo de se instituir a Refeição Noturna do Senhor.

      5 Um motivo de a Comemoração ter sido instituída teve que ver com um dos objetivos da morte de Jesus. Ele morreu como defensor da soberania do seu Pai celestial. Cristo provou assim que Satanás, o Diabo, que havia acusado falsamente os humanos de servirem a Deus apenas por motivos egoístas, era mentiroso. (Jó 2:1-5) A morte fiel de Jesus provou que essa alegação era falsa e alegrou o coração de Jeová. — Provérbios 27:11.

      6 Outro motivo de se instituir a Refeição Noturna do Senhor foi para nos lembrar que, por meio da sua morte como humano perfeito, sem pecado, Jesus ‘deu a sua alma como resgate em troca de muitos’. (Mateus 20:28) Quando o primeiro homem pecou contra Deus, perdeu a vida humana perfeita e tudo que isso podia proporcionar. No entanto, Jesus disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) De fato, “o salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 6:23) A celebração da Refeição Noturna do Senhor nos lembra do grande amor demonstrado tanto por Jeová como por seu Filho, expresso na morte sacrificial de Jesus. Quanto nós devemos apreciar esse amor!

      Quando deve ser celebrada?

      7. Em que sentido os cristãos ungidos proclamam a morte do Senhor todas as vezes que participam da Comemoração?

      7 Referente à Refeição Noturna do Senhor, Paulo disse: “Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo, estais proclamando a morte do Senhor, até que ele chegue.” (1 Coríntios 11:26) Os cristãos ungidos, individuais, tomariam dos emblemas da Comemoração até a morte. Assim, perante Jeová Deus e o mundo, proclamariam repetidamente sua fé na provisão de Deus, do resgate sacrificial de Jesus.

      8. Por quanto tempo os ungidos, como grupo, deviam celebrar a Refeição Noturna do Senhor?

      8 Por quanto tempo os cristãos ungidos, como grupo, celebrariam a Comemoração da morte de Cristo? “Até que ele chegue”, disse Paulo, evidentemente querendo dizer que continuariam a celebrá-la até que Jesus chegasse para receber no céu os seus seguidores ungidos por meio duma ressurreição durante a sua “presença”. (1 Tessalonicenses 4:14-17) Isso se harmoniza com as palavras de Jesus aos onze apóstolos leais: “Se eu for embora e vos preparar um lugar, virei novamente e vos acolherei a mim, para que, onde eu estiver, vós também estejais.” — João 14:3.

      9. O que significam as palavras de Jesus registradas em Marcos 14:25?

      9 Quando Jesus instituiu a Comemoração, ele mencionou o copo de vinho e disse aos seus apóstolos fiéis: “De modo algum beberei mais do produto da videira, até o dia em que o beberei novo no reino de Deus.” (Marcos 14:25) Visto que Jesus não beberia vinho literal no céu, ele obviamente tinha em mente a alegria que às vezes é simbolizada pelo vinho. (Salmo 104:15; Eclesiastes 10:19) Ele e seus seguidores ansiariam com grande expectativa a experiência alegre de estarem juntos no Reino. — Romanos 8:23; 2 Coríntios 5:2.

      10. Com que freqüência a Comemoração deve ser realizada?

      10 Deve a morte de Jesus ser celebrada mensal, semanal ou mesmo diariamente? Não. Jesus instituiu a Refeição Noturna do Senhor e foi morto no dia da Páscoa, celebrada como “recordação” do livramento de Israel da servidão egípcia em 1513 AEC. (Êxodo 12:14) A Páscoa era realizada apenas uma vez por ano, no dia 14 do mês judaico de nisã. (Êxodo 12:1-6; Levítico 23:5) Isso indica que a morte de Jesus deve ser celebrada com a mesma freqüência da Páscoa — anualmente — não mensal, semanal ou diariamente.

      11, 12. O que a História nos diz sobre as primeiras celebrações da Comemoração?

      11 Por isso é apropriado celebrar a Comemoração anualmente em 14 de nisã. Certa obra de referência diz: “Os cristãos da Ásia Menor eram chamados de quartodecimanos [celebrantes do décimo quarto dia] por causa do seu costume de celebrar a pascha [a Refeição Noturna do Senhor] invariavelmente em 14 de nisã . . . A data podia cair numa sexta-feira ou em qualquer outro dia da semana.” — The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge (Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso, de Schaff-Herzog), Volume IV, página 44.

      12 Comentando essa prática que havia no segundo século EC, o historiador J. L. von Mosheim diz que os quartodecimanos celebravam a Comemoração em 14 de nisã, porque “consideravam que o exemplo de Cristo tinha força de lei”. Outro historiador diz: “O costume das igrejas quartodecimanas da Ásia seguia o da igreja de Jerusalém. No 2.º século, essas igrejas, na sua Pascha no 14 de nisã, comemoravam a redenção realizada pela morte de Cristo.” — Studia Patristica, Volume V, 1962, página 8.

      O significado do pão

      13. Que tipo de pão Jesus usou quando instituiu a Refeição Noturna do Senhor?

      13 Quando Jesus instituiu a Comemoração, “tomou um pão, proferiu uma bênção, partiu-o e o deu [aos apóstolos]”. (Marcos 14:22) O pão disponível naquela ocasião era o que se acabava de usar na Páscoa. (Êxodo 13:6-10) Visto que era feito sem fermento, era achatado, quebradiço, e tinha de ser partido para ser distribuído. O pão que Jesus multiplicou milagrosamente para alimentar milhares de pessoas também era do tipo fino e quebradiço, pois ele o partiu para poder distribuí-lo. (Mateus 14:19; 15:36) Pelo visto, então, partir o pão da Comemoração não tem nenhum significado espiritual.

      14. (a) Por que é apropriado que o pão da Comemoração não tenha fermento? (b) Que tipo de pão pode ser adquirido ou feito para uso na Refeição Noturna do Senhor?

      14 Referente ao pão usado quando instituiu a Comemoração, Jesus disse: “Isto significa meu corpo em vosso benefício.” (1 Coríntios 11:24; Marcos 14:22) Era apropriado que o pão fosse sem fermento. Por quê? Porque o fermento às vezes simboliza maldade, iniqüidade ou pecado. (1 Coríntios 5:6-8) O pão representava o corpo humano perfeito e sem pecado de Jesus, apropriadamente ofertado como sacrifício resgatador. (Hebreus 7:26; 10:5-10) Cientes disso, as Testemunhas de Jeová seguem o precedente estabelecido por Jesus, por usarem pão sem fermento na Comemoração. Em alguns casos, usam matzos (pães ázimos) judaicos, sem tempero e sem ingredientes extras tais como cebola ou ovos. Em outros casos, pão sem fermento pode ser feito com uma pequena quantidade de farinha integral (quando possível, de trigo) misturada com um pouco de água. A massa deve ser esticada para ficar fina e pode ser assada numa forma levemente untada, até que o pão fique seco e crocante.

      O significado do vinho

      15. O que havia no copo que Cristo usou quando instituiu a Comemoração da sua morte?

      15 Depois de passar o pão sem fermento, Jesus tomou um copo, “rendeu graças e o deu [aos apóstolos], e todos beberam dele”. Jesus explicou: “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos.” (Marcos 14:23, 24) O que havia no copo? Vinho fermentado, não suco de uva. Quando as Escrituras mencionam vinho, não se referem ao suco de uva não fermentado. Por exemplo, o vinho fermentado, não o suco de uva, rebentaria “odres velhos”, como Jesus disse. E os inimigos de Cristo o acusavam de ser “dado a beber vinho”. Esta acusação não teria sentido se o vinho fosse apenas suco de uva. (Mateus 9:17; 11:19) Bebia-se vinho durante a celebração da Páscoa, e Cristo o usou quando instituiu a Comemoração da sua morte.

      16, 17. Que tipo de vinho é apropriado para a Comemoração, e por quê?

      16 Somente vinho tinto é um símbolo adequado do sangue derramado por Jesus, representado pelo conteúdo do copo. Ele mesmo disse: “Isto significa meu ‘sangue do pacto’, que há de ser derramado em benefício de muitos.” E o apóstolo Pedro escreveu: “[Vós, cristãos ungidos,] sabeis que não foi com coisas corruptíveis, com prata ou ouro, que fostes livrados da vossa forma infrutífera de conduta, recebida por tradição de vossos antepassados. Mas foi com sangue precioso, como o de um cordeiro sem mácula nem mancha, sim, o de Cristo.” — 1 Pedro 1:18, 19.

      17 Sem dúvida, Jesus usou vinho tinto quando instituiu a Comemoração. Alguns vinhos tintos atuais, porém, não são aceitáveis, porque são fortificados com aguardente ou outro tipo de álcool, ou se acrescentam a eles ervas aromáticas e especiarias. O sangue de Jesus era adequado, não precisando de nenhum acréscimo. Portanto, vinhos tais como porto, xerez e vermute não seriam apropriados. O copo da Comemoração deve conter vinho não adocicado e não fortificado. Poderia usar-se vinho tinto sem adoçantes, feito em casa, e também vinhos tintos tais como o borgonha e o clarete.

      18. Por que Jesus não realizou um milagre envolvendo o pão e o vinho da Comemoração?

      18 Ao instituir essa refeição, Jesus não fez um milagre, transformando os emblemas em sua carne e seu sangue literais. Comer carne humana e beber sangue seria canibalismo, uma violação da lei de Deus. (Gênesis 9:3, 4; Levítico 17:10) O corpo de Jesus, inclusive seu sangue, ainda estava intacto. Seu corpo foi oferecido como sacrifício perfeito, e seu sangue foi derramado na tarde seguinte do mesmo dia judaico, 14 de nisã. Portanto, o pão e o vinho da Comemoração são de natureza emblemática, representando a carne e o sangue de Cristo.a

      A Comemoração — uma refeição de participação em comum

      19. Por que se pode usar mais de um copo e mais de um prato na celebração da Refeição Noturna do Senhor?

      19 Quando Jesus instituiu a Comemoração, ele convidou seus apóstolos fiéis a beberem do mesmo copo. O Evangelho de Mateus diz: “[Jesus] tomou . . . um copo, e, tendo dado graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele, todos vós.’” (Mateus 26:27) Usar apenas “um copo”, não diversos, não era problema, porque naquela ocasião apenas 11 participantes estavam ao redor de aparentemente uma única mesa e podiam com facilidade passar o copo de um para o outro. Este ano, milhões se reunirão para a Refeição Noturna do Senhor em mais de 94.000 congregações das Testemunhas de Jeová em todo o mundo. Com tantos reunidos para a celebração na mesma noite, apenas um copo não poderia ser usado por todos. No entanto, o princípio é mantido nas grandes congregações por se usarem vários copos para que possam ser passados pela assistência num tempo razoável. De modo similar, pode-se usar mais de um prato para o pão. Não há nada nas Escrituras que indique que o próprio copo ou cálice deva ser dum formato específico. Todavia, o copo e o prato devem refletir a dignidade da ocasião. É sábio evitar encher o copo a ponto de correr o risco de se derramar o vinho quando é passado entre os presentes.

      20, 21. Por que podemos dizer que a Comemoração é uma refeição de participação em comum?

      20 Embora se possa usar mais de um prato de pão e mais de um copo de vinho, a Comemoração é uma refeição de participação em comum. No Israel antigo, um homem podia fornecer uma refeição de participação em comum por levar um animal ao santuário de Deus, onde o animal era abatido. Parte do animal era queimada no altar. Tanto o sacerdote oficiante como os filhos sacerdotais de Arão recebiam uma parte, e o ofertante e sua família participavam da refeição. (Levítico 3:1-16; 7:28-36) A Comemoração também é uma refeição de participação em comum.

      21 Jeová é o Autor dessa refeição de participação em comum. Jesus é o sacrifício, e os cristãos ungidos tomam dos emblemas como participantes em conjunto. Comer à mesa de Jeová significa que os participantes estão em paz com ele. Por isso, Paulo escreveu: “O copo de bênção que abençoamos, não é uma participação no sangue do Cristo? O pão que partimos, não é uma participação no corpo do Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois estamos todos participando daquele um só pão.” — 1 Coríntios 10:16, 17.

      22. Que perguntas sobre a Comemoração ainda precisamos considerar?

      22 A Refeição Noturna do Senhor é a única celebração religiosa anual realizada pelas Testemunhas de Jeová. Isso é apropriado, porque Jesus ordenou aos seus seguidores: “Persisti em fazer isso em memória de mim.” Na Comemoração, celebramos a morte de Jesus, a qual sustentou a soberania de Jeová. Como vimos, nessa refeição de participação em comum, o pão significa o corpo humano sacrificado de Cristo e o vinho, o seu sangue derramado. Todavia, são muito poucos os que tomam dos emblemáticos pão e vinho. Por que isso acontece? Será que a Comemoração tem um significado real para os milhões que não tomam dos emblemas? O que a Refeição Noturna do Senhor deve significar para você?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja o Volume 3, páginas 394-5, de Estudo Perspicaz das Escrituras, publicado pelas Testemunhas de Jeová.

  • Que significado atribui à Refeição Noturna do Senhor?
    A Sentinela — 2003 | 15 de fevereiro
    • Que significado atribui à Refeição Noturna do Senhor?

      “Quem comer o pão ou beber o copo do Senhor indignamente, será culpado com respeito ao corpo e ao sangue do Senhor.” — 1 CORÍNTIOS 11:27.

      1. Qual é o acontecimento mais importante planejado para 2003, e como se originou?

      O ACONTECIMENTO mais importante de 2003 ocorrerá após o pôr-do-sol do dia 16 de abril. As Testemunhas de Jeová se reunirão então para celebrar a Comemoração da morte de Jesus Cristo. Conforme mostrou o artigo anterior, Jesus instituiu esta celebração, também chamada de Refeição Noturna do Senhor, depois de ele e os apóstolos terem realizado a Páscoa no dia 14 de nisã de 33 EC. Os emblemas da Comemoração, o pão sem fermento e o vinho tinto, simbolizam o corpo sem pecado de Cristo e seu sangue derramado — o único sacrifício que pode remir a humanidade do pecado e da morte herdados. — Romanos 5:12; 6:23.

      2. Que advertência está registrada em 1 Coríntios 11:27?

      2 Os que tomam dos emblemas têm de fazer isso de modo digno. O apóstolo Paulo tornou isso claro quando escreveu aos cristãos na antiga Corinto, onde a Refeição Noturna do Senhor não era celebrada de modo correto. (1 Coríntios 11:20-22) Paulo escreveu: “Quem comer o pão ou beber o copo do Senhor indignamente, será culpado com respeito ao corpo e ao sangue do Senhor.” (1 Coríntios 11:27) O que significam estas palavras?

      Alguns a celebravam de modo indigno

      3. Como se comportavam muitos cristãos coríntios na ocasião da celebração da Refeição Noturna do Senhor?

      3 Muitos cristãos coríntios participavam da Comemoração de modo indigno. Havia divisões entre eles e, pelo menos por um tempo, alguns levavam sua ceia e a comiam antes ou durante a reunião, muitas vezes comendo e bebendo em excesso. Não estavam mental, nem espiritualmente atentos. Isso os tornava ‘culpados com respeito ao corpo e ao sangue do Senhor’. Os que não comiam a ceia sentiam fome e se distraíam. De fato, muitos mostravam desrespeito e falta de plena compreensão da seriedade da ocasião. Não é de admirar que fossem julgados. — 1 Coríntios 11:27-34.

      4, 5. Por que é essencial que aqueles que costumam tomar dos emblemas façam um escrutínio de si mesmos?

      4 Cada ano, ao se aproximar a Comemoração, é essencial que os que costumam tomar dos emblemas façam um escrutínio de si mesmos. Para tomarem corretamente essa refeição de participação em comum, precisam estar numa condição espiritual saudável. Quem demonstra desrespeito ou mesmo desprezo pelo sacrifício de Jesus corre o perigo de ser ‘decepado do povo de Deus’, assim como o israelita que tomava uma refeição de participação em comum numa condição impura. — Levítico 7:20; Hebreus 10:28-31.

      5 Paulo comparou a Comemoração a uma refeição de participação em comum no Israel antigo. Mencionou aqueles que a tomavam, participando juntos em Cristo, e então disse: “Não podeis estar bebendo o copo de Jeová e o copo de demônios; não podeis estar participando da ‘mesa de Jeová’ e da mesa de demônios.” (1 Coríntios 10:16-21) Se alguém que costuma tomar dos emblemas cometer um pecado grave, deverá confessar isso a Jeová e também procurar a ajuda espiritual dos anciãos da congregação. (Provérbios 28:13; Tiago 5:13-16) Se ele estiver realmente arrependido e produzir frutos próprios do arrependimento, não estará participando indignamente. — Lucas 3:8.

      Presentes como observadores respeitosos

      6. A quem Deus reservou o privilégio de tomar a Refeição Noturna do Senhor?

      6 Devem aqueles que agora apóiam o restante dos 144.000 irmãos de Cristo tomar a Refeição Noturna do Senhor? (Mateus 25:31-40; Revelação [Apocalipse] 14:1) Não. Deus reservou esse privilégio àqueles que ele ungiu com espírito santo para serem “co-herdeiros de Cristo”. (Romanos 8:14-18; 1 João 2:20) Então, qual é a situação dos que esperam viver para sempre num paraíso global sob o governo do Reino? (Lucas 23:43; Revelação 21:3, 4) Visto que não são co-herdeiros de Jesus com esperança celestial, eles assistem à Comemoração como observadores respeitosos. — Romanos 6:3-5.

      7. Por que os cristãos do primeiro século sabiam que deviam tomar dos emblemas da Comemoração?

      7 Os verdadeiros cristãos do primeiro século foram ungidos com o espírito santo. Muitos deles puderam usar um ou mais dos milagrosos dons do espírito, tais como falar em línguas. Por isso, não teria sido difícil para tais pessoas saberem que eram ungidos com o espírito e que deviam tomar dos emblemas. No nosso tempo, porém, isso pode ser determinado à base de palavras inspiradas, tais como estas: “Todos os que são conduzidos pelo espírito de Deus, estes são filhos de Deus. Pois não recebestes um espírito de escravidão, causando novamente temor, mas recebestes um espírito de adoção, como filhos, espírito pelo qual clamamos: ‘Aba, Pai!’ ” — Romanos 8:14, 15.

      8. Quem são representados pelo “trigo” e pelo “joio”, mencionados no capítulo 13 de Mateus?

      8 No decorrer dos séculos, os ungidos genuínos cresceram como “trigo” num campo de “joio”, ou de cristãos falsos. (Mateus 13:24-30, 36-43) A partir da década de 1870, o “trigo” tornou-se cada vez mais evidente e, alguns anos depois, os superintendentes cristãos ungidos foram informados: “Os anciãos . . . devem apresentar aos reunidos [para a Comemoração] os seguintes termos e condições, — (1) fé no sangue [de Cristo]; e (2) consagração ao Senhor e ao seu serviço, mesmo até a morte. Devem então convidar a todos que compartilham essa determinação e consagração a participar na celebração da morte do Senhor.” — Studies in the Scriptures, (Estudos das Escrituras), Série VI, The New Creation (A Nova Criação), página 473.a

      A busca de “outras ovelhas”

      9. Como foi esclarecida a identidade da “grande multidão” em 1935, e como isso influenciou alguns que tomavam dos emblemas?

      9 Com o tempo, a organização de Jeová começou a fixar a atenção em outros, além dos seguidores ungidos de Cristo. Neste respeito, algo notável aconteceu em meados da década de 30. Antes daquele tempo, o povo de Deus encarava a “grande multidão” de Revelação 7:9 como uma classe espiritual secundária, que atuaria no céu como damas de honra ou companheiras dos 144.000 ungidos ressuscitados, a noiva de Cristo. (Salmo 45:14, 15; Revelação 7:4; 21:2, 9) Mas em 31 de maio de 1935, num discurso proferido num congresso das Testemunhas de Jeová em Washington, DC, EUA, foi explicado biblicamente que a “grande multidão” se refere às “outras ovelhas”, que vivem durante o tempo do fim. (João 10:16) Depois desse congresso, alguns que antes tomavam dos emblemas deixaram de tomá-los, porque se deram conta de que tinham esperança terrestre, não celestial.

      10. Como descreveria a esperança e as responsabilidades das atuais “outras ovelhas”?

      10 Especialmente desde 1935, tem havido uma busca de prospectivas “outras ovelhas”, que têm fé no resgate, que se dedicam a Deus e que apóiam o “pequeno rebanho” dos ungidos na pregação do Reino. (Lucas 12:32) Essas outras ovelhas esperam viver para sempre na Terra, mas, em todos os outros sentidos, são como os do atual restante dos herdeiros do Reino. Assim como os residentes forasteiros no Israel antigo, que adoravam a Jeová e se submetiam à Lei, as outras ovelhas da atualidade aceitam as responsabilidades cristãs, tais como a pregação das boas novas junto com os membros do Israel espiritual. (Gálatas 6:16) No entanto, assim como nenhum residente forasteiro podia tornar-se rei ou sacerdote de Israel, da mesma forma nenhuma dessas outras ovelhas podem como tais governar no Reino celestial ou servir como sacerdotes. — Deuteronômio 17:15.

      11. O que a data da dedicação da pessoa pode ter a ver com a sua esperança?

      11 Assim, na década de 30, tornava-se claro que a classe celestial estava praticamente completa. Já faz décadas que a busca se concentra nas outras ovelhas, cuja esperança é terrestre. Caso um ungido se torne infiel, é muito provável que alguém, que já por muito tempo serve fielmente a Deus como uma das outras ovelhas, seja chamado para preencher a vaga deixada nos 144.000.

      Por que alguns tiram conclusões errôneas

      12. Em que circunstâncias alguém deve deixar de tomar dos emblemas, e por quê?

      12 Os cristãos ungidos têm absoluta certeza de que receberam a chamada celestial. E se alguns que não receberam essa chamada vêm tomando dos emblemas da Comemoração? Agora que reconhecem que nunca tiveram a esperança celestial, sua consciência certamente os compelirá a parar de tomar dos emblemas. Deus não veria com bons olhos a pessoa que afirma ser chamado para ser rei e sacerdote celestial, quando sabe que, na realidade, não recebeu tal chamada. (Romanos 9:16; Revelação 20:6) Jeová executou o levita Corá por presunçosamente querer o sacerdócio arônico. (Êxodo 28:1; Números 16:4-11, 31-35) Quando um cristão se dá conta de que tomou dos emblemas erroneamente, ele ou ela deve parar de tomá-los e orar humildemente pelo perdão de Jeová. — Salmo 19:13.

      13, 14. Por que alguns presumiriam erroneamente ter a chamada celestial?

      13 Por que alguns presumiriam erroneamente ter recebido a chamada celestial? A morte de um cônjuge ou alguma outra tragédia talvez os induza a perder o interesse pela vida na Terra. Ou talvez queiram ter o mesmo destino de um amigo achegado, que professa ser cristão ungido. É claro que Deus não designou ninguém para recrutar candidatos para esse privilégio. E ele não unge herdeiros do Reino por fazê-los ouvir vozes com mensagens como que para confirmar a unção.

      14 A crença da religião falsa, de que todos os bons vão para o céu, talvez induza alguns a pensar que receberam a chamada celestial. Por isso, precisamos proteger-nos para não sermos influenciados por antigos conceitos errôneos ou por outros fatores. Por exemplo, alguns poderiam talvez se perguntar: ‘Uso medicamentos que alteram meu estado emocional? Será que tenho dificuldade em avaliar essa questão por ser uma pessoa muito emotiva?’

      15, 16. Por que alguns talvez concluam erroneamente que são ungidos?

      15 Alguns poderiam perguntar-se: ‘Quero ter destaque? Sou ambicioso, desejando autoridade agora ou no futuro como co-herdeiro de Cristo?’ No primeiro século, quando se chamaram herdeiros do Reino, nem todos eles tinham cargos de responsabilidade na congregação. E os que recebem a chamada celestial não procuram destaque, nem se gabam de serem ungidos. Demonstram a humildade que se espera dos que têm “a mente de Cristo”. — 1 Coríntios 2:16.

      16 Alguns talvez tenham chegado à conclusão de que receberam a chamada celestial por terem obtido um amplo conhecimento bíblico. Mas a unção pelo espírito não proporciona à pessoa entendimento especial, pois Paulo teve de instruir e aconselhar certos ungidos. (1 Coríntios 3:1-3; Hebreus 5:11-14) Deus tem um canal para fornecer alimento espiritual ao seu povo. (Mateus 24:45-47) De modo que ninguém deve pensar que, por ser cristão ungido, tem sabedoria superior à dos que têm a esperança terrestre. A unção pelo espírito não é evidenciada pela capacidade de responder a perguntas bíblicas, de dar testemunho ou de proferir discursos bíblicos. Cristãos com esperança terrestre também se saem bem neste respeito.

      17. A unção com o espírito depende de que, e de quem?

      17 Quando um irmão na fé pergunta sobre a chamada celestial, um ancião ou outro cristão maduro pode considerar o assunto com ele. Todavia, ninguém pode tomar essa decisão por outro. A pessoa que realmente recebeu esta chamada não precisa perguntar a outros se ele tem esta esperança. Os ungidos “[receberam] um novo nascimento, não por semente reprodutiva corruptível, mas por incorruptível, por intermédio da palavra do Deus vivente e permanecente”. (1 Pedro 1:23) Deus, por meio do seu espírito e da sua Palavra, implanta a “semente” que torna a pessoa “uma nova criação”, com esperança celestial. (2 Coríntios 5:17) E é Jeová quem faz a escolha. A unção “depende, . . . não daquele que deseja, nem daquele que corre, mas de Deus”. (Romanos 9:16) Então, como alguém pode ter certeza de que recebeu a chamada celestial?

      Por que eles têm certeza

      18. Como o espírito de Deus dá testemunho com o espírito dos ungidos?

      18 O testemunho do espírito de Deus convence os cristãos ungidos de que eles têm perspectivas celestiais. “Recebestes um espírito de adoção, como filhos”, escreveu Paulo, “espírito pelo qual clamamos: ‘Aba, Pai!’ O próprio espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Então, se somos filhos, somos também herdeiros: deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo, desde que soframos juntamente, para que também sejamos glorificados juntamente”. (Romanos 8:15-17) Sob a influência do espírito santo, o espírito, ou atitude dominante, dos ungidos os impele a aplicar a si mesmos o que as Escrituras dizem a respeito dos filhos espirituais de Jeová. (1 João 3:2) O espírito de Deus lhes dá a percepção de serem seus filhos e gera neles uma esperança ímpar. (Gálatas 4:6, 7) Sem dúvida, a vida eterna na Terra como humanos perfeitos, rodeados por familiares e amigos, seria esplêndida, mas esta não é a esperança que receberam de Deus. Por meio do Seu espírito, Deus produziu neles uma esperança celestial tão forte, que estão dispostos a sacrificar todos os relacionamentos e perspectivas aqui na Terra. — 2 Coríntios 5:1-5, 8; 2 Pedro 1:13, 14.

      19. Que papel o novo pacto desempenha na vida de um cristão ungido?

      19 Os cristãos ungidos têm certeza da sua esperança celestial, de terem sido incluídos no novo pacto. Jesus mencionou isso quando instituiu a Comemoração e disse: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.” (Lucas 22:20) As partes do novo pacto são Deus e os ungidos. (Jeremias 31:31-34; Hebreus 12:22-24) Jesus é o mediador. Validado pelo sangue derramado de Cristo, o novo pacto tirou não só dos judeus, mas também das nações, um povo para o nome de Jeová e os fez parte do “descendente” de Abraão. (Gálatas 3:26-29; Atos 15:14) Esse “pacto eterno” faz provisão para que todos os israelitas espirituais sejam ressuscitados para a vida imortal no céu. — Hebreus 13:20.

      20. Os ungidos estão incluídos em que pacto com Cristo?

      20 Os ungidos têm certeza da sua esperança. Foram incluídos num pacto adicional, o pacto do Reino. Referente à participação deles neste Reino com Cristo, Jesus disse: “Vós sois os que ficastes comigo nas minhas provações; e eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino.” (Lucas 22:28-30) Este pacto entre Cristo e seus reis associados vigorará para sempre. — Revelação 22:5.

      A época da Comemoração é um tempo de bênçãos

      21. Como podemos obter grande benefício na época da Comemoração?

      21 São muitas as bênçãos obtidas na época da Comemoração. Podemos tirar proveito da leitura da Bíblia programada para esse período. É também uma ocasião especialmente apropriada para se orar, meditar na vida terrestre e na morte de Jesus, e para participar na pregação do Reino. (Salmo 77:12; Filipenses 4:6, 7) A própria celebração nos lembra o amor de Deus e de Cristo demonstrado pelo sacrifício resgatador de Jesus. (Mateus 20:28; João 3:16) Esta provisão nos dá esperança e consolo, e deve reforçar a nossa determinação de seguir o proceder cristão. (Êxodo 34:6; Hebreus 12:3) A Comemoração também deve dar-nos força para cumprirmos nossa dedicação como servos de Deus e para sermos seguidores leais do seu querido Filho.

      22. Qual é a maior dádiva de Deus à humanidade, e qual é um modo de demonstrarmos apreço por ela?

      22 Como são boas as dádivas que Jeová nos dá! (Tiago 1:17) Temos a orientação da sua Palavra, a ajuda do seu espírito e a esperança de vida eterna. A maior dádiva de Deus é o sacrifício de Jesus pelos pecados dos ungidos e por todos os outros que exercem fé. (1 João 2:1, 2) Então, quão importante é a morte de Jesus para você? Estará entre aqueles que mostrarão sua gratidão por se reunir após o pôr-do-sol no dia 16 de abril de 2003, para celebrar a Refeição Noturna do Senhor?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Publicado pelas Testemunhas de Jeová, mas atualmente esgotado.

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