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Uma discussão sobre quem é o maiorJesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
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Uma discussão sobre quem é o maior
MATEUS 26:31-35 MARCOS 14:27-31 LUCAS 22:24-38 JOÃO 13:31-38
JESUS DÁ CONSELHOS CONTRA QUERER SER O MAIOR
É PREDITO QUE PEDRO NEGARIA A JESUS
O AMOR IDENTIFICA OS SEGUIDORES DE JESUS
Durante sua última noite com os apóstolos, Jesus lhes deu uma excelente lição sobre humildade ao lavar os pés deles. Por que isso foi apropriado? Por causa da fraqueza deles. Eles são devotados a Deus, mas ainda se preocupam com qual deles é o maior. (Marcos 9:33, 34; 10:35-37) Nesta noite, mais uma vez demonstram essa fraqueza.
Os apóstolos se envolvem numa ‘discussão acalorada sobre qual deles é o maior’. (Lucas 22:24) Jesus deve estar muito triste por vê-los discutindo novamente. O que ele faz?
Em vez de repreender os apóstolos pela sua atitude e comportamento, Jesus pacientemente raciocina com eles: “Os reis das nações dominam sobre elas, e os que têm autoridade sobre elas são chamados de ‘benfeitores’. Vocês, porém, não devem ser assim. . . . Pois quem é maior: aquele que está à mesa ou aquele que serve?” Então, lembrando a eles do exemplo que sempre lhes dá, Jesus diz: “Mas eu estou no meio de vocês como quem serve.” — Lucas 22:25-27.
Apesar de suas imperfeições, os apóstolos têm estado com Jesus em muitas situações desafiadoras. Por isso, ele diz: “Eu faço com vocês um pacto para um reino, assim como o meu Pai fez um pacto comigo.” (Lucas 22:29) Esses homens são leais seguidores de Jesus. Com esse pacto, Jesus lhes garante que eles estarão no Reino e reinarão junto com ele.
Embora os apóstolos tenham essa maravilhosa perspectiva, ainda são humanos imperfeitos. Jesus lhes diz: “Satanás exigiu que todos vocês fossem peneirados como trigo”, que se espalha quando é peneirado. (Lucas 22:31) Jesus também lhes dá um aviso: “Esta noite, todos vocês tropeçarão no que diz respeito a mim, pois está escrito: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão espalhadas.’” — Mateus 26:31; Zacarias 13:7.
Pedro não concorda com isso e diz de modo confiante: “Ainda que todos os outros tropecem no que diz respeito ao senhor, eu nunca tropeçarei!” (Mateus 26:33) Jesus diz a Pedro que, antes de o galo cantar duas vezes naquela noite, ele o negará. Mas Jesus acrescenta: “Tenho feito súplicas por você para que a sua fé não fraqueje; e você, quando tiver voltado, fortaleça os seus irmãos.” (Lucas 22:32) Ainda assim, Pedro afirma sem hesitar: “Mesmo que eu tenha de morrer com o senhor, de modo algum o negarei.” (Mateus 26:35) Os outros apóstolos dizem a mesma coisa.
Jesus diz a seus discípulos: “Estou com vocês mais um pouco. Vocês me procurarão e, assim como eu disse aos judeus, agora digo também a vocês: ‘Para onde eu vou, vocês não podem ir.’” Então ele acrescenta: “Eu lhes dou um novo mandamento: Amem uns aos outros; assim como eu amei vocês, amem também uns aos outros. Por meio disto todos saberão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor entre si.” — João 13:33-35.
Ao ouvir Jesus dizer que estará com eles apenas mais um pouco, Pedro pergunta: “Senhor, para onde vai?” Jesus responde: “Para onde eu vou, você não pode me seguir agora, mas me seguirá depois.” Intrigado, Pedro diz: “Senhor, por que não posso segui-lo agora? Eu darei a minha vida pelo senhor.” — João 13:36, 37.
Agora Jesus se refere a quando enviou os apóstolos para pregar na Galileia. Naquela ocasião, eles não deviam levar nem bolsa de dinheiro nem bolsa de provisões. (Mateus 10:5, 9, 10) Ele pergunta: “Será que lhes faltou alguma coisa?” Eles respondem: “Não!” Mas o que devem fazer nos dias à frente? Jesus dá a seguinte orientação: “Quem tiver bolsa de dinheiro, leve-a consigo, e também uma bolsa de provisões; e quem não tiver espada, venda a sua capa e compre uma. Pois eu lhes digo que tem de se cumprir em mim aquilo que foi escrito: ‘Ele foi contado entre os transgressores.’ Sim, isso está se cumprindo em mim.” — Lucas 22:35-37.
Jesus está se referindo à ocasião em que será pregado numa estaca ao lado de malfeitores, ou transgressores. Depois disso, seus seguidores serão duramente perseguidos. Eles acham que estão preparados e dizem: “Senhor, temos aqui duas espadas.” Ele responde: “É o suficiente.” (Lucas 22:38) O fato de terem espadas em breve dará a Jesus uma oportunidade de ensinar outra lição importante.
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Jesus é o caminho, a verdade e a vidaJesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
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Jesus é o caminho, a verdade e a vida
JESUS VAI EMBORA PARA PREPARAR UM LUGAR
ELE PROMETE UM AJUDADOR A SEUS SEGUIDORES
O PAI É MAIOR DO QUE JESUS
A refeição terminou, e Jesus ainda está na sala do andar de cima com os apóstolos. Ele lhes dá um encorajamento: “Não fiquem com o coração aflito. Exerçam fé em Deus; exerçam fé também em mim.” — João 13:36; 14:1.
Jesus dá a seus fiéis apóstolos um motivo para não ficarem aflitos com sua partida: “Na casa do meu Pai há muitas moradas. . . . Depois que eu for embora e lhes preparar um lugar, virei novamente e os levarei comigo, para que, onde eu estiver, vocês também estejam.” Mas os apóstolos não entendem que ele está falando sobre ir para o céu. Tomé pergunta: “Senhor, não sabemos para onde vai. Como podemos saber o caminho?” — João 14:2-5.
Jesus responde: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Apenas por aceitar Jesus e seus ensinamentos e por imitar seu modo de vida é que alguém pode entrar na casa celestial do seu Pai. Jesus diz: “Ninguém vem ao Pai senão por mim.” — João 14:6.
Filipe, que está ouvindo atentamente, faz um pedido: “Senhor, mostre-nos o Pai, e isso é suficiente para nós.” Parece que Filipe quer alguma manifestação da parte de Deus, como as visões que Moisés, Elias e Isaías tiveram. Mas os apóstolos têm algo melhor do que visões. Jesus destaca isso ao responder: “Já faz tanto tempo que estou com vocês, e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me vê, vê também o Pai.” Jesus reflete perfeitamente a personalidade do Pai; por isso, conviver com Jesus e observá-lo é como ver o Pai. Naturalmente, o Pai é superior ao Filho, pois Jesus comenta: “O que eu lhes digo não se origina de mim.” (João 14:8-10) Os apóstolos percebem que Jesus dá todo o crédito de seus ensinamentos a seu Pai.
Os apóstolos de Jesus já presenciaram suas obras maravilhosas e já o ouviram anunciar as boas novas sobre o Reino de Deus. Agora ele lhes diz: “Quem exercer fé em mim fará também as obras que eu faço. E ele fará obras maiores do que essas.” (João 14:12) Jesus não está dizendo que eles farão milagres maiores do que ele. No entanto, realizarão o ministério por muito mais tempo, cobrindo uma área muito maior e atingindo muito mais pessoas.
Mas eles não ficarão abandonados quando Jesus for embora, pois ele promete: “Qualquer coisa que vocês pedirem em meu nome, eu farei.” Além disso, ele diz: “Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro ajudador para estar com vocês para sempre: o espírito da verdade.” (João 14:14, 16, 17) Ele garante que eles receberão o espírito santo, esse outro ajudador. Isso acontece no dia de Pentecostes.
Jesus diz: “Em breve o mundo não me verá mais, contudo vocês me verão, porque eu vivo e vocês viverão.” (João 14:19) Após sua ressurreição, Jesus vai aparecer a eles em corpo físico e, com o tempo, vai ressuscitá-los para estarem com ele no céu como criaturas espirituais.
Agora Jesus diz uma verdade simples: “Quem aceita os meus mandamentos e obedece a eles é o que me ama. Por sua vez, quem me ama será amado pelo meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei claramente a ele.” Com isso, o apóstolo Judas, também chamado Tadeu, pergunta: “Senhor, o que aconteceu que o senhor pretende se mostrar claramente a nós e não ao mundo?” Jesus responde: “Se alguém me amar, obedecerá à minha palavra, e o meu Pai o amará . . . Quem não me ama não obedece às minhas palavras.” (João 14:21-24) Diferentemente dos seus seguidores, o mundo não reconhece Jesus como o caminho, a verdade e a vida.
Quando Jesus for embora, como os discípulos vão se lembrar de tudo o que ele lhes ensinou? Ele explica: “O ajudador, o espírito santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinará todas as coisas a vocês e os fará lembrar de todas as coisas que eu lhes disse.” Os apóstolos viram como o espírito santo é poderoso. Por isso, essa garantia é consoladora para eles. Jesus acrescenta: “Deixo-lhes a paz; dou-lhes a minha paz. . . . Não fiquem com o coração aflito, nem com medo.” (João 14:26, 27) Os discípulos têm motivos para não ficar aflitos, pois terão a orientação e a proteção do Pai de Jesus.
Logo a proteção de Deus ficará evidente. Jesus diz: “O governante do mundo está chegando, e ele não tem nenhum poder sobre mim.” (João 14:30) O Diabo conseguiu entrar em Judas e influenciá-lo. Mas, como Jesus não é pecador, ele não tem nenhuma fraqueza que possa ser usada por Satanás para desviá-lo de servir a Deus. E o Diabo também não conseguirá prender Jesus na morte para sempre. Por que não? Jesus diz: “Faço assim como o Pai me ordenou.” Ele tem certeza de que o seu Pai o ressuscitará. — João 14:31.
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Eles devem dar fruto e ser amigos de JesusJesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
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CAPÍTULO 120
Eles devem dar fruto e ser amigos de Jesus
A VERDADEIRA VIDEIRA E OS RAMOS
COMO PERMANECER NO AMOR DE JESUS
Jesus está encorajando seus apóstolos fiéis numa conversa sincera. Está tarde, talvez já passe da meia-noite. Agora ele conta uma ilustração motivadora.
Ele começa: “Eu sou a verdadeira videira, e o meu Pai é o lavrador.” (João 15:1) Sua ilustração relembra o que foi dito séculos antes sobre a nação de Israel, que foi chamada de videira de Jeová. (Jeremias 2:21; Oseias 10:1, 2) Mas Jeová está rejeitando essa nação. (Mateus 23:37, 38) Por isso, Jesus apresenta um novo conceito. Ele é a videira que o Pai tem cultivado desde que o ungiu com espírito santo em 29 EC. No entanto, Jesus mostra que a videira simboliza algo mais.
Ele diz: “[Meu Pai] tira todo ramo em mim que não dá fruto, e limpa todo ramo que dá fruto, para que dê mais fruto. . . . Assim como um ramo não pode dar fruto por si mesmo a menos que permaneça na videira, vocês também não podem dar fruto a menos que permaneçam em união comigo. Eu sou a videira; vocês são os ramos.” — João 15:2-5.
Jesus prometeu a seus discípulos que depois que fosse embora, enviaria um ajudador, o espírito santo. Quando os apóstolos e outros receberem esse espírito, 51 dias depois, eles se tornarão ramos da videira. E todos os “ramos” terão de ficar unidos com Jesus. Por quê?
Ele explica: “Quem permanece em união comigo, e eu em união com ele, esse dá muito fruto, pois separados de mim vocês não podem fazer nada.” Esses “ramos”, os fiéis seguidores de Jesus, dariam muito fruto por imitar suas qualidades, falar diligentemente a outros sobre o Reino e fazer mais discípulos. E se alguém não permanecer em união com Jesus e não der fruto? Ele explica: “Se alguém não permanece em união comigo, ele é lançado fora.” Por outro lado, Jesus diz: “Se vocês permanecerem em união comigo e as minhas declarações permanecerem em vocês, peçam o que quiserem e assim lhes acontecerá.” — João 15:5-7.
A seguir, Jesus fala novamente sobre obedecer a seus mandamentos, algo que já mencionou duas vezes. (João 14:15, 21) Ele fala sobre uma maneira importante de os discípulos provarem que estão fazendo isso: “Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu obedeço aos mandamentos do Pai e permaneço no amor dele.” No entanto, é necessário mais do que amar a Jeová Deus e seu Filho. Jesus diz: “Este é o meu mandamento: Amem uns aos outros, assim como eu amei vocês. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos. Vocês são meus amigos, se fizerem o que lhes mando.” — João 15:10-14.
Em poucas horas, Jesus mostrará seu amor por dar a vida por todos que exercem fé nele. Seu exemplo devia motivar seus seguidores a mostrar o mesmo amor abnegado uns pelos outros. Como Jesus declarou antes, esse amor é o que os identificará: “Por meio disto todos saberão que vocês são meus discípulos: se tiverem amor entre si.” — João 13:35.
É importante que os apóstolos percebam que Jesus os chama de “amigos”. Ele explica por que os considera assim: “Eu os chamo de amigos, porque lhes revelei tudo que ouvi do meu Pai.” Eles têm uma amizade muito preciosa: são amigos íntimos de Jesus e sabem o que o Pai disse a ele. Mas, para continuarem a ter essa amizade, precisam ‘dar fruto’. Se fizerem isso, Jesus garante: “Não importa o que pedirem ao Pai em meu nome, ele [dará] a vocês.” — João 15:15, 16.
O amor entre esses “ramos”, seus discípulos, os ajudará a suportar o que está para acontecer. Ele os alerta de que o mundo os odiará, mas lhes dá o seguinte consolo: “Se o mundo os odeia, vocês sabem que odiou a mim antes de odiar vocês. Se vocês fizessem parte do mundo, o mundo os amaria por pertencerem a ele. Agora, visto que vocês não fazem parte do mundo, . . . o mundo os odeia.” — João 15:18, 19.
Explicando um pouco mais o motivo de o mundo os odiar, Jesus acrescenta: “Farão todas essas coisas contra vocês por causa do meu nome, porque não conhecem Aquele que me enviou.” Ele diz que suas obras milagrosas na verdade condenam aqueles que o odeiam: “Se eu não tivesse feito entre eles as obras que ninguém mais fez, não seriam culpados de pecado; mas agora eles me viram e odiaram a mim e ao meu Pai.” Com certeza, o ódio deles cumpre profecias. — João 15:21, 24, 25; Salmo 35:19; 69:4.
Mais uma vez, Jesus promete enviar o ajudador, o espírito santo. Essa força poderosa está disponível a todos os seus seguidores e pode ajudá-los a dar fruto, a ‘dar testemunho’. — João 15:27.
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“Coragem! Eu venci o mundo”Jesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
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CAPÍTULO 121
“Coragem! Eu venci o mundo”
EM BREVE OS APÓSTOLOS NÃO VERÃO MAIS A JESUS
A TRISTEZA DOS APÓSTOLOS SE TRANSFORMARÁ EM ALEGRIA
Jesus e os apóstolos estão prontos para sair da sala onde tiveram a refeição pascoal. Depois de lhes dar importantes conselhos, Jesus diz: “Eu lhes disse essas coisas para que vocês não tropecem.” Ele indica por que esse conselho é apropriado: “Os homens os expulsarão da sinagoga. De fato, vem a hora em que quem matar vocês pensará que está prestando um serviço sagrado a Deus.” — João 16:1, 2.
Talvez essas palavras deixem os apóstolos preocupados. Embora Jesus lhes tenha dito antes que o mundo os odiaria, ele não disse diretamente que eles seriam mortos. Por que não? Ele diz: “Eu não lhes disse essas coisas no princípio porque eu estava com vocês.” (João 16:4) Agora ele os está alertando antes de partir. Isso talvez os ajude a não tropeçar mais tarde.
Jesus continua: “Vou para Aquele que me enviou; mesmo assim, nenhum de vocês me pergunta: ‘Para onde o senhor vai?’” Mais cedo naquela noite, eles perguntaram a Jesus aonde ele estava indo. (João 13:36; 14:5; 16:5) Mas agora, abalados pelo que ele disse sobre serem perseguidos, eles só conseguem pensar em sua tristeza. Por isso, não perguntam sobre a glória que aguarda Jesus ou o que isso significará para os verdadeiros adoradores. Jesus observa: “O coração de vocês está cheio de tristeza porque eu lhes disse essas coisas.” — João 16:6.
Então Jesus explica: “É em seu benefício que vou embora. Pois, se eu não for embora, o ajudador não virá a vocês; mas, se eu for, o enviarei a vocês.” (João 16:7) Só depois de Jesus morrer e ir para o céu é que seus discípulos poderão receber o espírito santo. De lá, Jesus poderá enviá-lo como ajudador para o seu povo em qualquer lugar da Terra.
O espírito santo “dará ao mundo provas convincentes do pecado, da justiça e do julgamento”. (João 16:8) Ficará evidente que o mundo não exerce fé no Filho de Deus. O fato de Jesus ir para o céu dará provas convincentes de sua justiça e mostrará que Satanás, “o governante deste mundo”, merece punição. — João 16:11.
Jesus diz: “Ainda tenho muitas coisas para lhes dizer, mas agora vocês não são capazes de suportá-las.” Quando ele derramar o espírito santo, este os guiará ao entendimento de “toda a verdade”, e eles terão condições de viver de acordo com essa verdade. — João 16:12, 13.
Os apóstolos ficam intrigados com a seguinte declaração de Jesus: “Em breve vocês não me verão mais; e também em breve vocês me verão.” Eles perguntam uns aos outros o que isso quer dizer. Percebendo que querem lhe perguntar sobre isso, Jesus explica: “Digo-lhes com toda a certeza: Vocês chorarão e lamentarão, mas o mundo se alegrará; vocês ficarão tristes, mas a sua tristeza será transformada em alegria.” (João 16:16, 20) Quando Jesus for morto na tarde seguinte, os líderes religiosos vão se alegrar, mas os discípulos vão lamentar. No entanto, quando ele for ressuscitado, a tristeza dos apóstolos se transformará em alegria. E também se alegrarão quando Jesus derramar sobre eles o espírito santo de Deus.
Comparando a situação dos apóstolos à de uma mulher com dores de parto, Jesus diz: “Quando uma mulher está dando à luz, ela sofre porque chegou a sua hora; mas, quando nasce o seu bebê, ela não se lembra mais da aflição, por causa da alegria de um ser humano ter vindo ao mundo.” Jesus encoraja seus apóstolos: “Agora vocês estão tristes; mas eu os verei novamente, e o seu coração se alegrará, e ninguém tirará a sua alegria.” — João 16:21, 22.
Até então, os apóstolos não faziam petições no nome de Jesus. Mas agora ele diz: “Naquele dia vocês pedirão ao Pai em meu nome.” Por que devem fazer isso? Não é que o Pai não quer responder. Na verdade, Jesus diz: “O próprio Pai ama vocês, porque vocês me amam . . . como representante de Deus.” — João 16:26, 27.
As palavras encorajadoras de Jesus aos apóstolos talvez lhes dê coragem para afirmar: “Por isso acreditamos que o senhor veio de Deus.” Mas essa convicção logo será posta à prova. Jesus descreve o que acontecerá a seguir: “Escutem: Vem a hora — realmente já veio — em que vocês serão espalhados, cada um para a sua própria casa, e me deixarão sozinho.” No entanto, ele lhes garante: “Eu lhes disse essas coisas para que, por meio de mim, vocês tenham paz. No mundo vocês terão tribulação, mas coragem! Eu venci o mundo.” (João 16:30-33) Jesus não os está abandonando. Ele tem certeza de que, assim como ele, os apóstolos podem vencer o mundo. Como? Por fielmente fazerem a vontade de Deus, apesar das tentativas de Satanás e seu mundo para que deixem de ser leais.
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A última oração de Jesus na sala do andar de cimaJesus — o Caminho, a Verdade e a Vida
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CAPÍTULO 122
A última oração de Jesus na sala do andar de cima
O RESULTADO DE SE CONHECER A DEUS E A SEU FILHO
A UNIÃO DE JEOVÁ, JESUS E OS DISCÍPULOS
É por profundo amor aos apóstolos que Jesus os tem preparado para sua partida tão próxima. Ele olha para o céu e ora a seu Pai: “Glorifica o teu filho, para que o teu filho te glorifique, assim como lhe deste autoridade sobre todas as pessoas, para que ele dê vida eterna a todos aqueles que lhe deste.” — João 17:1, 2.
Fica claro que Jesus reconhece que dar glória a Deus é de grande importância. Mas como é consoladora a perspectiva que Jesus apresenta — vida eterna! Por ter recebido “autoridade sobre todas as pessoas”, Jesus pode estender os benefícios do seu resgate a toda a humanidade. No entanto, somente alguns terão essa bênção. Por que apenas alguns? Porque Jesus só aplicará os benefícios do resgate aos que agem em harmonia com o que ele menciona a seguir: “Isto significa vida eterna: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.
Alguém deve conhecer intimamente tanto o Pai como o Filho e ter um relacionamento achegado com eles. Deve ter o mesmo conceito que eles sobre os assuntos. Além disso, deve se esforçar em imitar suas qualidades inigualáveis ao lidar com outros. E deve compreender que Deus ser glorificado é mais importante do que os humanos receberem vida eterna. Agora Jesus aborda esse assunto.
Ele diz: “Eu te glorifiquei na terra e terminei a obra que me deste para fazer. E agora, Pai, glorifica-me ao teu lado com a glória que eu tive junto de ti antes de o mundo existir.” (João 17:4, 5) Jesus pede que, após sua ressurreição, ele tenha novamente a glória que tinha no céu.
Mas Jesus não se esqueceu do que realizou no seu ministério. Ele ora: “Tornei o teu nome conhecido aos homens que me deste do mundo. Eles eram teus, e tu os deste a mim, e eles obedeceram à tua palavra.” (João 17:6) No seu ministério, Jesus fez mais do que pronunciar o nome de Deus, Jeová. Ele ajudou seus apóstolos a conhecer o que esse nome representa: as qualidades de Deus e o modo de ele lidar com os humanos.
Os apóstolos aprenderam sobre Jeová, o papel do seu Filho e as coisas que Jesus ensinou. Jesus humildemente diz: “Eu lhes transmiti as declarações que me deste, e eles as aceitaram e certamente sabem que vim como teu representante, e acreditam que tu me enviaste.” — João 17:8.
Então Jesus reconhece a diferença entre seus seguidores e a humanidade em geral: “Eu peço por eles; peço, não pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque eles são teus . . . Santo Pai, vigia sobre eles por causa do teu nome, o nome que me deste, para que sejam um, assim como nós somos um. . . . Eu os protegi, e nenhum deles foi perdido, exceto o filho da destruição”, isto é, Judas Iscariotes, que está para trair Jesus. — João 17:9-12.
Jesus continua a orar: “O mundo os odeia. . . . Não te peço que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do Maligno. Eles não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14-16) Os apóstolos e outros discípulos estão no mundo, a sociedade humana governada por Satanás. Mas precisam se manter separados do mundo e da sua maldade. Como?
Eles devem se manter santos, separados para servir a Deus, por colocar em prática as verdades encontradas nas Escrituras Hebraicas e as verdades ensinadas pelo próprio Jesus. Ele ora: “Santifica-os por meio da verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17:17) Mais tarde, alguns dos apóstolos escreverão livros inspirados que também farão parte da “verdade” que pode ajudar alguém a se tornar santo.
Com o tempo, outros aceitarão a “verdade”. Então Jesus ora “não somente por estes [os que estão ali], mas também por aqueles que depositam fé [nele] por meio das palavras deles”. Jesus pede em favor de todos eles: “Para que todos sejam um, assim como tu, Pai, estás em união comigo e eu estou em união contigo, para que eles também estejam em união conosco.” (João 17:20, 21) Jesus e seu Pai não são literalmente uma pessoa só. Eles são um no sentido de que concordam em todas as coisas. Assim, Jesus ora para que seus seguidores também estejam unidos com eles.
Pouco antes, Jesus disse a Pedro e aos outros que estava indo preparar um lugar para eles, um lugar no céu. (João 14:2, 3) Agora Jesus volta a esse assunto em oração: “Pai, quero que aqueles que me deste estejam comigo onde eu estiver, para que possam ver a glória que me deste, porque me amaste antes da fundação do mundo.” (João 17:24) Com isso, ele confirma que muito tempo atrás, antes de Adão e Eva terem filhos, Deus amava seu Filho unigênito, que se tornou Jesus Cristo.
Concluindo sua oração, Jesus enfatiza novamente o nome do Pai e o amor de Deus pelos apóstolos e por outros que ainda vão aceitar a “verdade”: “Eu tornei o teu nome conhecido a eles, e o tornarei conhecido, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu em união com eles.” — João 17:26.
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