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  • Os segredos da menopausa estão sendo desvendados
    Despertai! — 1995 | 22 de fevereiro
    • Os segredos da menopausa estão sendo desvendados

      COM o avanço da idade, a menopausa é um acontecimento certo na vida das mulheres. Mas tem sido muito mal entendida. Segundo o livro The Silent Passage—Menopause (A Transição Silenciosa — A Menopausa), os obstetras do século 19 criam que a menopausa “desequilibra o sistema nervoso feminino e priva as mulheres de seu charme natural”.

      Tais equívocos persistem. Assim, muitas mulheres temem e ficam apreensivas com a perspectiva da menopausa. Vencer os problemas psicológicos relacionados com ela foi descrito como “uma das mais difíceis tarefas da vida de uma mulher” no livro Natural Menopause—The Complete Guide to a Woman’s Most Misunderstood Passage (Menopausa Natural — Guia Completo Para a Mais Mal Entendida Fase de Transição da Mulher).

      Nas sociedades que enaltecem a juventude e a beleza, o aparecimento dos sintomas menopáusicos pode anunciar um equívoco: que a menopausa significa o abrupto fim da juventude e o começo da velhice. De modo que algumas mulheres temem a menopausa porque ela parece representar o limiar de uma nova e menos desejável fase na vida. Algumas até mesmo a encaram como “morte parcial”.

      Mulheres modernas não precisam sofrer por ignorância ao atravessarem esse período da vida. Os segredos da menopausa estão sendo desvendados. As pesquisas continuam, e desenvolvem-se terapias para facilitar essa transição. Revistas, jornais e livros abordam o tema, oferecendo respostas a perguntas que antes algumas achavam embaraçoso fazer. Também a medicina está mais bem informada dos problemas que talvez afetem as mulheres.

      Por que todo esse interesse no assunto? Porque conhecer melhor a menopausa pode eliminar os temores, as superstições e as frustrações que muitas mulheres têm. Em muitos países as mulheres estão vivendo mais, e elas desejam romper o que parecia ser uma conspiração de silêncio sobre o assunto e ser informadas. Querem respostas simples e objetivas. E de direito, pois muitas delas têm mais de um terço de sua vida para viver depois da menopausa.

      Indicadores demográficos nos Estados Unidos predizem para a próxima década um aumento de 50% no número de mulheres na menopausa. Elas desejam informações sobre os riscos à saúde, as ondas de calor (ou fogachos), as oscilações de humor, os desconfortos e as mudanças físicas e emocionais que ocorrem. Por que acontecem tais coisas? Termina a vida produtiva da mulher na menopausa? Altera a menopausa a personalidade da mulher? Os artigos seguintes abordarão essas questões.

  • Conheça melhor a menopausa
    Despertai! — 1995 | 22 de fevereiro
    • Conheça melhor a menopausa

      “EU NÃO diria que se trata de um período maravilhoso na vida da mulher”, admitiu certa senhora que havia passado pela menopausa, “mas acho que se pode aprender dela. Eu aprendi a respeitar meus limites. Se meu corpo precisa de um pouco mais de cuidados ou de descanso eu o atendo e dou a ele a consideração que lhe é devida”.

      Uma pesquisa feita com mulheres e publicada na revista Canadian Family Physician revelou que “não saber o que esperar” era o pior a respeito da menopausa. Contudo, as mulheres que vieram a entender que a menopausa é uma transição natural sentiam-se “menos ansiosas, deprimidas e irritadiças e com mais esperança na vida”.

      O que é

      A Enciclopédia Delta Universal define assim a menopausa: “Período em que termina o ciclo menstrual de uma mulher. A maioria das mulheres chega à menopausa entre os 45 e os 50 anos.” A menopausa também tem sido identificada estritamente com o fim definitivo da menstruação.

      Para algumas mulheres, o fim da menstruação ocorre de repente; termina um período menstrual e outro jamais ocorre. Para outras, os períodos se tornam irregulares, ocorrendo a intervalos de três semanas a vários meses. Se passar um ano inteiro sem ter um período, a mulher poderá concluir com certeza que a menopausa ocorreu por ocasião da última menstruação.

      Quando e por que acontece

      Hereditariedade, doenças, estresse, medicações e cirurgias podem influir na ocorrência da menopausa. Na América do Norte, a idade média em que isso acontece é por volta dos 51 anos. O período de ocorrência em geral vai dos 40 até uns 55, raramente antes ou depois disso. As estatísticas indicam que as fumantes tendem a ter a menopausa mais cedo e as de peso mais elevado, mais tardia.

      No nascimento, os ovários da mulher já contêm todos os óvulos que ela terá pelo resto da vida, várias centenas de milhares. Durante cada ciclo menstrual, de 20 a 1.000 óvulos amadurecem. Daí um, ou às vezes mais de um, é liberado do ovário e fica disponível para fecundação. Os demais óvulos maduros se desintegram. Também, junto com o processo de maturação de óvulos, os níveis dos hormônios estrogênio e progesterona regularmente aumentam e diminuem.

      À medida que a mulher chega aos 40, os níveis de estrogênio e de progesterona começam a baixar, gradual ou irregularmente, e a liberação de óvulo talvez não mais ocorra a cada ciclo. Os períodos menstruais ficam menos regulares, em geral ocorrendo a intervalos maiores; o fluxo menstrual muda de padrão, tornando-se mais escasso ou mais abundante. Por fim nenhum óvulo é liberado e os períodos menstruais terminam.

      A última menstruação é o clímax de um processo de mudanças nos níveis hormonais e na função ovariana que pode ter levado uns dez anos. Contudo, quantidades menores de estrogênio continuam a ser produzidas pelos ovários por 10 a 20 anos depois da menopausa. As glândulas supra-renais e as células adiposas também produzem estrogênio.

      Mudanças significativas na vida

      Os tecidos sensíveis à ação do estrogênio, ou que dele dependem, são afetados à medida que seu nível abaixa. Acredita-se que as ondas de calor resultem de efeitos hormonais na parte do cérebro que regula a temperatura do corpo. Não se sabe exatamente como isso funciona, mas parece que o termostato do corpo é ajustado para baixo, de modo que as temperaturas antes consideradas confortáveis de repente se tornam quentes demais, e o corpo passa a produzir calor e a transpirar para se esfriar.

      Em seu livro The Silent Passage—Menopause, Gail Sheehy diz: “Metade das mulheres que terão ondas de calor começarão a senti-las enquanto ainda estiverem menstruando normalmente, já a partir dos 40 anos. Estudos mostram que a maioria das mulheres sente ondas de calor por dois anos. Um quarto delas por cinco anos. E 10% pelo resto da vida.”

      Nesse período da vida da mulher, os tecidos vaginais ficam menos espessos e menos úmidos, com a diminuição dos níveis de estrogênio. Outros sintomas que as mulheres sentem, segundo Gail Sheehy, podem incluir “suores noturnos, insônia, incontinência, súbito inchaço na região abdominal, palpitações, choro sem razão evidente, explosões de temperamento, enxaquecas, comichões, formigamentos [e] lapsos de memória”.

      Períodos de depressão

      A diminuição do estrogênio causa depressão? É uma questão muito debatida. A resposta parece ser positiva no caso de algumas mulheres, como as que já experimentavam alterações de humor antes de seus períodos menstruais e as que sofrem de privações de sono por causa de suores noturnos. Mulheres neste grupo parecem ser muito sensíveis aos efeitos emocionais das flutuações hormonais. Segundo Gail Sheehy, essas mulheres em geral “encontram grande alívio quando atingem o período pós-menopáusico” e os níveis de hormônios se estabilizam.

      Sintomas mais graves provavelmente sentem as mulheres que entram na menopausa abruptamente, em resultado de radioterapia, quimioterapia ou remoção cirúrgica de ambos os ovários. Esses procedimentos podem causar uma queda súbita nos níveis de estrogênio e, com isso, a manifestação de sintomas menopáusicos. Nestes casos pode ser prescrita a medicação de reposição de estrogênio, dependendo da saúde da mulher.

      A severidade e o tipo de sintomas variam muito de mulher para mulher, mesmo entre as aparentadas entre si. Isto se dá porque os níveis hormonais diferem de uma mulher para outra e declinam a índices variados. Além disso, as mulheres chegam à menopausa com diferentes cargas de emoções, estresses, expectativas e habilidade de enfrentar situações.

      A época da menopausa muitas vezes coincide com outras circunstâncias estressantes na vida da mulher, tais como cuidar de pais idosos, entrar no mercado de trabalho, ver os filhos crescer e sair de casa e outros ajustes da meia-idade. Essas tensões podem provocar sintomas físicos e emocionais, como perda de memória, dificuldade de se concentrar, ansiedade, irritabilidade e depressão, que podem erroneamente ser atribuídos à menopausa.

      Um estágio na vida

      A menopausa não é o fim da vida produtiva da mulher — é apenas o fim de sua vida reprodutiva. Depois de seu último período menstrual, seu estado de espírito em geral é mais estável, sem as oscilações resultantes de ciclos hormonais mensais.

      Embora tenhamos focalizado o fim da menstruação por ser uma mudança óbvia, esta é apenas uma manifestação do processo de transição em que a mulher deixa a fase reprodutiva de sua vida. A puberdade, a gravidez e o parto também são fases de transição acompanhadas de mudanças hormonais, físicas e emocionais. A menopausa, portanto, é a última, mas não a única, fase de mudanças por indução hormonal na vida de uma mulher.

      Assim, a menopausa é um estágio na vida. “Talvez”, escreveu uma ex-editora-chefe da Journal of the American Medical Women’s Association, “as pessoas deixem de encarar a menopausa como crise, ou mesmo como ‘a mudança’, e a vejam melhor como ‘mais uma mudança’”.

      Animadoramente, o livro Women Coming of Age (A Maturidade das Mulheres) diz que o fim da fertilidade da mulher “é tão natural e inevitável como foi o seu começo preordenado. Chegar à menopausa é realmente um indicativo de boa saúde — um sinal de que o relógio interno do organismo está funcionando bem”.

      Mas o que se pode fazer para que a transição seja o mais suave possível? E que apoio podem dar o marido e os demais membros da família nessa transição na vida? O próximo artigo abordará esses assuntos.

      [Foto na página 6]

      A menopausa muitas vezes coincide com outras circunstâncias estressantes, como a de cuidar de pais idosos

  • Como enfrentar a menopausa
    Despertai! — 1995 | 22 de fevereiro
    • Como enfrentar a menopausa

      A MENOPAUSA é “uma experiência individual ímpar” e “o começo de uma nova vida, uma vida de novas liberdades”, dizem as autoras do livro Natural Menopause—The Complete Guide to a Woman’s Most Misunderstood Passage (Menopausa Natural — Guia Completo Para a Mais Mal Entendida Fase de Transição da Mulher). As pesquisas mostram que quanto mais você se sentir bem consigo mesma e com a sua vida — seu senso de valor próprio e individualidade — tanto mais fácil será a transição.

      É verdade que esse período na vida é mais difícil para algumas mulheres do que para outras. Se você está tendo dificuldades, isto não significa que tenha problemas de auto-estima ou que esteja perdendo a sanidade mental, a feminilidade, a inteligência, ou o interesse pelo sexo. Em vez disso, o problema em geral é biológico.

      “Mesmo mulheres que sofreram terríveis sintomas na menopausa dizem que emergiram do outro lado com um novo senso de objetivo e vigor”, diz a revista americana Newsweek. Como se expressou certa mulher de 42 anos: “Eu aguardo ansiosamente a serenidade, quando meu corpo deixará de pregar peças em mim.”

      Mulheres que se saem melhor

      Como as mulheres de mais idade são encaradas é um fator importante para se saírem bem na menopausa. Em lugares em que a sua maturidade, sabedoria e experiência são valorizadas, o período menopáusico transcorre com bem menos males orgânicos e emocionais.

      Por exemplo, a The Woman’s Encyclopedia of Health and Natural Healing (Enciclopédia da Saúde e Cura Natural da Mulher) informa que nas tribos africanas “em que a menopausa é recebida como bem-vinda transição na vida, e as mulheres pós-menopáusicas são respeitadas por sua experiência e sabedoria, as mulheres raramente se queixam de sintomas menopáusicos”. Similarmente, The Silent Passage—Menopause diz: “As mulheres indianas da casta de rajput não se queixam de depressão ou de sintomas psicológicos” na menopausa.

      Também no Japão, onde as mulheres idosas são altamente respeitadas, o tratamento hormonal para menopausa é praticamente desconhecido. Mulheres asiáticas aparentemente têm menos e mais brandos sintomas de menopausa do que as de cultura ocidental. Um fator contribuinte para isso parece ser a sua dieta.

      As mulheres maias ansiavam chegar à menopausa, segundo estudos de certa antropóloga. Para elas, a menopausa significava alívio de partos contínuos. Sem dúvida também lhes trazia liberdade para buscar outros interesses na vida.

      Ao mesmo tempo, os temores ligados à menopausa não devem ser simplesmente descartados. Nas culturas que acentuam o valor da juventude e da beleza muitas mulheres que ainda não passaram pela menopausa a temem. Que se pode fazer por elas para amenizar as dificuldades de transição?

      O que elas precisam

      Janine O’Leary Cobb, escritora e pioneira na educação menopáusica, explica: “O que muitas mulheres precisam é de algum tipo de aval para a maneira como se sentem — saber que não são as únicas que se sentem assim.”

      Entender a situação e ter um enfoque jovial são vitais. Disse certa mãe de 51 anos, na menopausa: “Creio sinceramente que é o seu modo geral de encarar a vida que determinará como você passará pela menopausa. . . . Sei que a velhice chega. Gostemos ou não, ela acontece. . . . Convenci-me de que isto [a menopausa] não é uma doença. Faz parte da minha vida.”

      Portanto, com a aproximação deste novo capítulo na sua vida, tire tempo para uma profunda reflexão sobre novos e desafiadores interesses. Não se despercebam os efeitos orgânicos da menopausa sobre o corpo. Médicos e outros especialistas recomendam seguir princípios gerais de boa saúde em preparação para a transição — alimentação saudável, suficiente repouso e exercícios moderados.

      Dieta e exercícios

      A necessidade de nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas, minerais) não diminui com o avanço da idade da mulher, mas a sua necessidade de calorias diminui. Portanto, é importante ingerir alimentos de alto teor de nutrientes e evitar alimentos açucarados e gordurosos que são “calorias vazias”.

      O exercício regular aumenta a capacidade de lidar com o estresse e a depressão. Aumenta a energia e ajuda a evitar o aumento de peso. A taxa de metabolismo basal declina aos poucos com a idade e, a menos que seja aumentada por meio de exercícios, a tendência é gradualmente ganhar peso.

      É muito importante as mulheres saberem que o exercício combinado com a suplementação de cálcio pode retardar o desenvolvimento da osteoporose, um mal dos ossos que produz porosidade e fragilidade. O livro Women Coming of Age diz que “a ginástica aeróbica corretamente praticada em academia, andar, correr, andar de bicicleta e outras atividades aeróbicas, bem como exercícios com pesos”, são considerados especialmente bons. Curiosamente, a osteoporose não existe em certas comunidades remotas em que as pessoas permanecem fisicamente ativas até a idade bem avançada. Nesses lugares é corriqueiro mulheres com mais de 80 ou 90 anos. Mas, antes de começar um programa de exercícios, seria sábio consultar um médico.

      Como lidar com as ondas de calor

      Para a maioria das mulheres as ondas de calor são apenas um incômodo. Para algumas, porém, elas constituem um verdadeiro problema por serem muito freqüentes ou porque interrompem o sono constantemente. O que se pode fazer?

      Primeiro, não entre em pânico. Acrescentar ansiedade à situação apenas a piorará. O assíduo exercício vigoroso é benéfico porque ajuda o corpo a aprender a enfrentar o excesso de calor e a esfriar mais rapidamente. Tente também a medida simples de beber um copo de água fria ou de colocar as mãos em água fria.

      Além disso, acostume-se a usar peças de roupa sobrepostas, que possam ser facilmente removidas ou acrescentadas. Panos de algodão e de linho permitem uma melhor evaporação da transpiração do que os tecidos sintéticos. À noite, tente usar vários cobertores sobrepostos, que podem ser acrescentados ou removidos segundo a necessidade. Mantenha à mão uma muda de roupa de dormir.

      Tente determinar o que parece precipitar suas ondas de calor. O consumo de álcool, cafeína, açúcar e alimentos apimentados ou bem condimentados, bem como o fumo, podem desencadeá-las. Manter um diário de quando e onde as ondas de calor se manifestam pode ajudá-la a identificar os alimentos e as atividades que os precipitam. Daí evite essas coisas.

      Médicos nutricionistas recomendam vários medicamentos para reduzir as ondas de calor, tais como vitamina E, óleo de onagra, raiz de ginseng, Ligusticum acutilobum e actéia preta. Segundo alguns médicos, os medicamentos Bellergal e à base de clonidina dão alívio, mas comprimidos ou adesivos de estrogênio são tidos como os mais eficazes.a

      O ressecamento vaginal pode ser corrigido pela aplicação de óleos vegetais, óleo de vitamina E e cremes lubrificantes. Se isso for insuficiente, o creme de estrogênio ajudará no espessamento e lubrificação das paredes vaginais. Antes de iniciar algum tratamento, é sábio consultar um médico.

      Que dizer do estresse?

      Ao mesmo tempo em que a mulher precisa lidar com as mudanças hormonais e orgânicas da menopausa, não raro ela precisa também enfrentar outros eventos estressantes, vários deles mencionados no artigo anterior. Por outro lado, coisas positivas, como a chegada de um neto ou a busca de novas atividades depois que os filhos saíram de casa, podem contrabalançar o estresse negativo.

      Em seu livro Natural Menopause, Susan Perry e a Dra. Katherine A. O’Hanlan oferecem sugestões práticas sobre como lidar com o estresse. Elas apontam a necessidade de identificar as fontes de estresse e, de tempos a tempos, planejar uma mudança de ritmo. Isto talvez signifique obter ajuda para cuidar de um membro da família cronicamente doente. “Modere seu ritmo”, elas instam. “Não sobrecarregue a sua agenda . . . Acate os avisos do corpo.” E acrescentam: “Prestar serviços a outros . . . pode ser um grande redutor de estresse . . . Exercite-se regularmente. . . . Busque ajuda profissional se o seu estresse escapar ao controle.”

      Membros da família podem ajudar

      A mulher na menopausa precisa de compreensão emocional e de ajuda prática. Explicando o que fazia quando afligida por períodos de ansiedade, certa esposa disse: “Eu expunha a situação para meu marido, e, depois de sua compassiva compreensão, eu via que os problemas não eram tão grandes como a minha ansiedade mental os fazia parecer.”

      O marido compreensivo reconhece também que, na menopausa, a esposa nem sempre poderá manter o mesmo ritmo. De modo que procurará tomar a iniciativa em ajudar nos deveres da família, talvez cuidando da lavagem da roupa, compra de alimentos, e assim por diante. Compassivamente, ele colocará as necessidades da esposa acima das suas próprias. (Filipenses 2:4) Poderá sugerir comer fora de vez em quando, ou de outra maneira quebrar agradavelmente a rotina diária. Evitará ao máximo os desacordos, e apoiará os empenhos dela em manter bons hábitos de alimentação.

      Acima de tudo, o marido cuidará de atender à necessidade da esposa de ter certeza de seu contínuo amor por ela. Deve ser discernidor e reconhecer que esse não é um período para implicar com ela a respeito de coisas pessoais. O marido que trata sua esposa de maneira amorosa segue a admoestação bíblica de ‘morar com ela segundo o conhecimento, atribuindo-lhe honra como a parte feminina’. — 1 Pedro 3:7.

      Também os filhos devem fazer um genuíno esforço de entender a razão das oscilações emocionais de sua mãe. Precisam reconhecer a necessidade que ela tem de momentos de privacidade. Mostrar sensibilidade ao estado de ânimo da mãe é uma reanimadora mensagem de que eles realmente se importam com ela. Por outro lado, gracejar a respeito da natureza imprevisível da mãe apenas agravará a situação. Faça perguntas apropriadas para entender melhor o que está acontecendo, e ajude nos afazeres domésticos sem precisar ser solicitado. Estas são apenas algumas das maneiras de dar apoio à mãe neste estágio da vida dela.

      A vida depois da menopausa

      Quando termina esse capítulo na vida da mulher muitas vezes ainda lhe restam muitos anos de vida. A sabedoria e a experiência que ela ganhou são inestimáveis. Os estudos da autora Gail Sheehy envolvendo “60 mil americanas adultas estabeleceu que mulheres na casa dos 50, por confissão própria, tinham um senso maior de bem-estar do que em qualquer outro estágio anterior nas suas vidas”.

      De fato, muitas mulheres que já passaram por esses anos de transição encontraram um novo ânimo na vida. Sua criatividade é revitalizada. Continuam a levar uma vida ativa, envolvendo-se em atividades produtivas. “Mantenho ativa a minha mente. Continuo a aprender coisas novas e a estudar”, disse certa mulher que já passou da menopausa. Ela acrescentou: “Talvez eu seja um pouco mais lenta, mas não acho que isso seja o fim da minha vida. Ainda espero viver muitos anos.”

      Significativamente, nas suas entrevistas com mulheres, Sheehy constatou que aquelas “que depois da menopausa dão um salto de qualidade na sua condição e na sua auto-estima são as que realizam funções em que se valoriza primariamente o intelecto, o bom critério, a criatividade ou a força espiritual”. Há uma multidão de mulheres assim, alegremente empenhadas em expandir seu conhecimento e entendimento da Bíblia, e que ensinam a outros seus meritórios valores. — Salmo 68:11.

      Além de manter um conceito positivo sobre a vida e realizar trabalhos significativos, as mulheres de todas as idades farão bem em lembrar-se de que o nosso amoroso Criador conhece os nossos sentimentos e realmente se importa conosco. (1 Pedro 5:7) De fato, Jeová Deus tomou medidas para que todos os que o servem por fim usufruam a vida num novo mundo justo, em que não mais haverá doenças, sofrimentos e nem mesmo a morte. — 2 Pedro 3:13; Revelação (Apocalipse) 21:3, 4.

      Por conseguinte, você que está na menopausa, lembre-se de que ela é um estágio na vida. Passará, deixando anos de vida que serão muito recompensadores se forem usados proveitosamente em servir ao nosso amoroso Criador.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Despertai! não recomenda nenhuma forma específica de tratamento médico. Os medicamentos acima citados devem ser usados apenas sob prescrição médica.

      [Quadro na página 8]

      Que dizer da terapia de reposição de estrogênio?

      O estrogênio pode oferecer proteção contra males do coração e osteoporose, duas das principais causas de doenças em mulheres pós-menopáusicas. Com a baixa dos níveis de estrogênio, essas enfermidades passam a se desenvolver e se manifestam em cinco a dez anos. A terapia de reposição de estrogênio, ou a terapia de reposição de hormônios (estrogênio e progesterona) têm sido recomendadas para prevenir essas doenças.

      A reposição de estrogênio pode reduzir a taxa de perda de massa óssea e impedir o avanço de doenças cardíacas. Acrescentar progesterona ao tratamento de reposição de hormônios reduz a incidência de câncer mamário e uterino mas contra-ataca o efeito benéfico do estrogênio sobre as doenças cardíacas.

      A decisão sobre usar a terapia de reposição de hormônios tem de basear-se na avaliação das circunstâncias de cada mulher, sua saúde e seu histórico familiar.b

      [Nota(s) de rodapé]

      b Veja Despertai! de 22 de setembro de 1991, páginas 14-16.

      [Quadro na página 9]

      Qual é a melhor dieta?

      As seguintes sugestões são extraídas do livro Natural Menopause—The Complete Guide to a Woman’s Most Misunderstood Passage, de Susan Perry e Dra. Katherine A. O’Hanlan.

      Proteínas

      • Reduza seu consumo de proteínas a não mais de 15% de seu consumo calórico total.

      • Obtenha mais proteínas de fontes vegetais e menos de fontes animais.

      Carboidratos

      • Coma mais carboidratos complexos, tais como cereais integrais, pães e massas, feijões, nozes, arroz, legumes e verduras e frutas.

      • Coma menos açúcar e menos alimentos que contenham grandes quantidades de açúcar.

      • Coma mais alimentos ricos em fibras.

      Gorduras

      • Reduza seu consumo de gordura a não mais de 25% a 30% de seu consumo total de calorias.

      • Ao reduzir seu consumo total de gordura, aumente a proporção de ‘boa gordura’ (poliinsaturada) em relação à ‘má gordura’ (saturada).

      Água

      • Beba de seis a oito copos de 200 ml de água por dia.

      Vitaminas e minerais

      • Coma diariamente uma variedade de verduras e frutas.

      • Leite e derivados, brócolis e verduras folhosas são boas fontes de cálcio.

      [Fotos na página 10]

      O que os membros da família podem fazer para ajudar: mostrar afeto, ajudar nas tarefas domésticas, ouvir com atenção, fazer algo diferente de vez em quando

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