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Quando alguém que amamos tem um distúrbio mentalDespertai! — 2004 | 8 de setembro
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Quando alguém que amamos tem um distúrbio mental
PARECIA ser uma manhã como outra qualquer para a família Johnson.a Os quatro membros da família estavam prontos para as atividades do dia. Gail lembrava o filho, Matt, de 14 anos, que ele estava atrasado para pegar o ônibus escolar. O que aconteceu em seguida foi completamente inesperado. Em meia hora, Matt pichou uma parede do quarto, quase incendiou a garagem e tentou se enforcar no sótão.
Desesperados, Gail e seu marido Frank seguiram a ambulância que levava Matt, tentando entender o que acabara de acontecer. Infelizmente, porém, era só o começo. Seguiram-se muitos surtos psicóticos, mergulhando Matt no mundo obscuro da doença mental. Foram cinco anos de angústia com várias tentativas de suicídio, duas prisões, internações em sete clínicas psiquiátricas e inúmeras consultas com especialistas em saúde mental. Amigos e parentes muitas vezes ficavam perdidos, sem saber o que dizer ou fazer.
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Quando alguém que amamos tem um distúrbio mentalDespertai! — 2004 | 8 de setembro
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Por isso, a informação que você conseguir de fontes atuais e confiáveis poderá ajudá-lo a compreender o que a pessoa está passando. Poderá também ajudá-lo a saber conversar com outros abertamente e com conhecimento de causa. Gail, por exemplo, deu aos avós de Matt alguns impressos médicos sobre a doença para que ficassem mais informados e soubessem como cooperar em vista do problema.
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Quando alguém que amamos tem um distúrbio mentalDespertai! — 2004 | 8 de setembro
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Você e a pessoa amada se beneficiarão se você simplesmente mostrar que se importa com ela e o fizer de maneira constante. Foi assim no caso de Matt. Alguns anos mais tarde, ele expressou seu apreço dizendo: “[Essas pessoas] me ajudaram apesar de eu não querer ajuda.”
● Leve em conta as necessidades dos outros membros da família. Quando a família se vê obrigada a concentrar sua atenção em alguém que está doente, os outros membros podem acabar sendo negligenciados. Por algum tempo, a irmã de Matt, Amy, sentiu-se “deixada de lado devido à doença dele”. Ela era modesta quanto às suas realizações, para não atrair a atenção a si mesma. Entretanto, parecia que seus pais exigiam cada vez mais dela, como que para compensar as deficiências do irmão. Alguns irmãos negligenciados dessa forma procuram chamar a atenção criando problemas. As famílias que enfrentam esse tipo de situação precisam de ajuda para lidar com isso. Por exemplo, quando a família Johnson ficou absorta nos problemas de Matt, os amigos da congregação local das Testemunhas de Jeová ajudaram Amy dando-lhe atenção extra.
● Promova a boa saúde mental. Um programa abrangente para cultivar o bem-estar mental, entre outras coisas, deve dar ênfase à alimentação, exercícios, sono e atividades sociais. Atividades simples com pequenos grupos de amigos são geralmente menos constrangedoras. Também é bom lembrar que o álcool pode agravar os sintomas e interferir na ação dos medicamentos. A família Johnson procura seguir uma rotina de higiene mental que beneficia a todos, mas especialmente a seu filho.
● Cuide-se. O estresse resultante de se cuidar de alguém que tem um distúrbio mental pode colocar em risco seu próprio bem-estar. Portanto, é essencial prestar atenção às suas necessidades físicas, emocionais e espirituais. A família Johnson é Testemunha de Jeová. Gail é da opinião que sua fé a ajudou bastante a lidar com os problemas familiares. “As reuniões cristãs aliviavam o nosso estresse”, ela diz, “um momento para se colocar de lado as preocupações imediatas e voltar a atenção para assuntos mais importantes e para a nossa derradeira esperança. Inúmeras vezes, eu orava desesperadamente por alívio e sempre acontecia alguma coisa para aliviar a dor. Com a ajuda de Jeová Deus, conseguia ter paz mental apesar de nossas circunstâncias”.
Matt, agora um adulto jovem, tem um novo conceito sobre a vida. “Sinto que sou uma pessoa melhor devido ao que já passei”, ele diz. Sua irmã, Amy, sente que também foi beneficiada por essa situação. Ela diz: “Tornei-me menos crítica de outros. Você nunca sabe o que realmente está por trás dos problemas de alguém. Apenas Jeová Deus sabe.”
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