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Pode a brecha ser sanada?Despertai! — 1991 | 22 de junho
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Pode a brecha ser sanada?
A DIVISÃO entre judeus e cristãos é mais profunda que o Holocausto. Desde o início, estas duas fés discordaram numa questão fundamental: se Jesus de Nazaré era o Messias prometido.
No primeiro século, a questão messiânica suscitou violenta perseguição contra os cristãos. (Atos 8:1) A situação, contudo, mais tarde se inverteu. Com o tempo, cristãos professos tornaram-se os perseguidores dos judeus. Apesar dos esforços da cristandade de converter os judeus, durante vários séculos, o povo judeu, como um todo, não modificou sua atitude original.
Um escritor judeu comentou que, ao passo que os judeus não têm nada contra Jesus, como indivíduo, ele “certamente não é o Messias político a quem nós, e nossos ancestrais, desejávamos tão intensamente”. O rabino Samuel Sandmel expressou-se de forma mais direta: “Não viemos a crer o mesmo que vós [cristãos]; é só, isso.” (We Jews and You Christians [Nós, Judeus, e Vós, Cristãos]) Em resultado desta diferença de opinião, existe um abismo religioso entre os judeus e os cristãos que é muito mais profundo do que a maioria das pessoas se dá conta.
Obstáculos Para um Acordo
Por um lado, a doutrina cristã não deixa margem alguma para uma vereda de salvação sem Jesus. O próprio Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” — João 14:6; compare com Atos 4:12; 1 Timóteo 2:3-6.
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Pode a brecha ser sanada?Despertai! — 1991 | 22 de junho
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Os diálogos religiosos tendem a evitar a questão que veio a provocar este abismo, a saber, as afirmações messiânicas sobre Jesus. Somente quando este assunto for enfrentado de frente é que poderão ser demolidas algumas das barreiras milenares de temor e desconfiança.
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