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  • Os servos de Jeová têm verdadeira esperança
    A Sentinela — 2003 | 15 de agosto
    • Os servos de Jeová têm verdadeira esperança

      “Os remanescentes de Jacó terão de tornar-se no meio de muitos povos como orvalho da parte de Jeová  . . . que não espera o homem.” — MIQUÉIAS 5:7.

      1. De que forma é o Israel espiritual uma fonte de revigoramento?

      JEOVÁ é o grandioso Criador da chuva e do orvalho. É fútil esperar que homens produzam orvalho ou chuva. O profeta Miquéias escreveu: “Os remanescentes de Jacó terão de tornar-se no meio de muitos povos como orvalho da parte de Jeová, como chuvas copiosas sobre a vegetação, que não espera o homem nem aguarda os filhos do homem terreno.” (Miquéias 5:7) Quem são os atuais “remanescentes de Jacó”? São os israelitas espirituais, o restante do “Israel de Deus”. (Gálatas 6:16) Para “muitos povos” da Terra, são como revigorante “orvalho da parte de Jeová” e “chuvas copiosas sobre a vegetação”. Os cristãos ungidos são hoje uma verdadeira bênção da parte de Deus para as pessoas. Sendo proclamadores do Reino, são usados por Jeová para transmitir a elas a Sua mensagem de verdadeira esperança.

      2. Por que temos uma esperança verdadeira, apesar de vivermos neste mundo atribulado?

      2 Não deve surpreender que este mundo careça de verdadeira esperança. Instabilidade política, colapso moral, crimes, crises econômicas, terrorismo, guerras são esperados num mundo dominado por Satanás, o Diabo. (1 João 5:19) Muitos têm medo do que o futuro possa trazer. No entanto, nós, como adoradores de Jeová, não temos medo, porque possuímos uma esperança segura para o futuro. É uma esperança verdadeira, porque se baseia na Palavra de Deus. Temos fé em Jeová e na sua Palavra, porque aquilo que ele diz sempre se cumpre.

      3. (a) Por que Jeová agiria contra Israel e Judá? (b) Por que as palavras de Miquéias têm uma aplicação atual?

      3 A profecia de Miquéias, inspirada por Deus, fortalece-nos para andarmos no nome de Jeová e dá-nos motivo para termos uma esperança verdadeira. No oitavo século AEC, quando Miquéias profetizava, o povo pactuado de Deus estava dividido em duas nações — Israel e Judá — e ambas desconsideravam o pacto de Deus. Isso resultou em colapso moral, apostasia religiosa e flagrante materialismo. Por isso, Jeová advertiu que agiria contra elas. Naturalmente, as advertências de Deus se dirigiam aos contemporâneos de Miquéias. No entanto, a situação atual é tão parecida à dos tempos de Miquéias, que as palavras dele também têm uma aplicação atual. Isso se tornará evidente ao considerarmos alguns dos destaques dos sete capítulos do livro de Miquéias.

      O que o exame geral do livro revela

      4. Que informação fornecem os capítulos 1 a 3 de Miquéias?

      4 Analisemos brevemente o conteúdo do livro de Miquéias. No capítulo 1 de Miq, Jeová expôs a revolta de Israel e de Judá. Em resultado da delinqüência deles, Israel seria destruído e a punição de Judá chegaria até os portões de Jerusalém. O capítulo 2 de Miq revela que os ricos e poderosos estavam oprimindo os fracos e indefesos. Mas, havia também uma promessa divina. O povo de Deus seria ajuntado. O capítulo 3 de Miq relata os pronunciamentos de Jeová contra os líderes nacionais e os profetas delinqüentes. Os líderes pervertiam a justiça e os profetas mentiam. Apesar disso, o espírito santo de Jeová habilitou Miquéias a proclamar o vindouro julgamento de Jeová.

      5. Qual é o teor dos capítulos 4 e 5 de Miquéias?

      5 O capítulo 4 de Miq prediz que, na parte final dos dias, todas as nações afluiriam ao monte elevado da casa de Jeová para serem instruídas por ele. Antes disso, porém, Judá ficaria exilada em Babilônia, mas Jeová a libertaria. O capítulo 5 de Miq revela que o Messias nasceria em Belém de Judá. Ele pastorearia os do seu povo e os livraria de nações opressoras.

      6, 7. Que pontos são apresentados nos capítulos 6 e 7 de Miq da profecia de Miquéias?

      6 O capítulo 6 de Miquéias registra as acusações de Jeová contra o seu povo na forma duma causa jurídica. O que ele tinha feito para que seu povo se rebelasse? Absolutamente nada. Na realidade, seus requisitos eram bastante razoáveis. Ele desejava que seus adoradores sempre agissem com justiça, e que fossem benignos e modestos ao andarem com ele. Em vez de agir dessa maneira, Israel e Judá se rebelaram, e teriam de sofrer as conseqüências.

      7 No último capítulo da sua profecia, Miquéias denunciou a iniqüidade de seus contemporâneos. No entanto, ele não desanimou, mas estava determinado a ‘mostrar uma atitude de espera’ com relação a Jeová. (Miquéias 7:7) O livro conclui expressando a confiança de que Jeová terá misericórdia com o seu povo. A História mostra que essa esperança se cumpriu. Em 537 AEC, quando Jeová terminou de disciplinar seu povo, ele providenciou misericordiosamente que um restante fosse restabelecido na sua própria terra.

      8. Como resumiria o conteúdo do livro de Miquéias?

      8 Que informações excelentes Jeová revelou por meio de Miquéias! Esse livro inspirado nos oferece exemplos de aviso de como Deus lida com os que dizem servi-lo, mas são infiéis. E prediz eventos que estão acontecendo hoje. Ele também nos fornece conselhos divinos sobre como devemos comportar-nos para consolidar nossa esperança nestes tempos difíceis.

      O Soberano Senhor Jeová falou

      9. Segundo Miquéias 1:2, o que Jeová iria fazer?

      9 Examinemos agora o livro de Miquéias em mais pormenores. Lemos em Miquéias 1:2: “Ouvi, ó povos, todos vós; presta atenção, ó terra e o que te enche, e seja o Soberano Senhor Jeová testemunha contra vós, Jeová, desde o seu santo templo.” Se você tivesse vivido na época de Miquéias, essas palavras sem dúvida teriam chamado sua atenção. Na verdade, elas chamam a sua atenção mesmo hoje, porque Jeová estava falando desde seu santo templo e não se dirigia apenas a Israel e a Judá, mas a pessoas em toda a parte. Nos dias de Miquéias, já fazia muito tempo que as pessoas estavam desconsiderando o Soberano Senhor Jeová. Não demoraria muito para isso mudar. Jeová estava determinado a tomar uma ação decisiva.

      10. Por que as palavras de Miquéias 1:2 são de importância para nós hoje?

      10 O mesmo acontece hoje. Revelação (Apocalipse) 14:18-20 mostra que Jeová se comunica novamente desde o seu santo templo. Em breve ele tomará uma ação decisiva e a humanidade será abalada por acontecimentos significativos. Desta vez, a iníqua “videira da terra” será lançada no grande lagar da ira de Jeová, resultando na completa destruição do sistema de coisas de Satanás.

      11. O que significam as palavras de Miquéias 1:3, 4?

      11 Escute o que Jeová iria fazer. Miquéias 1:3, 4 diz: “Eis que Jeová está saindo do seu lugar, e ele certamente descerá e pisará os altos da terra. E debaixo dele terão de derreter-se os montes e as próprias baixadas se partirão qual cera por causa do fogo, quais águas que se precipitam por um lugar escarpado.” Será que Jeová sairia da sua habitação celestial e pisaria literalmente as montanhas e as planícies da Terra Prometida? Não. Ele não precisava fazer isso. Bastava ele voltar sua atenção para a Terra, a fim de que sua vontade fosse cumprida. Além disso, não seria a Terra literal, mas seus habitantes que sofreriam as coisas descritas. Quando Jeová agisse, o resultado seria desastroso para os infiéis — como se as montanhas se tivessem derretido igual à cera e as planícies tivessem aberto fendas como num terremoto.

      12, 13. Em harmonia com 2 Pedro 3:10-12, o que torna a nossa esperança firme?

      12 As palavras proféticas de Miquéias 1:3, 4 talvez façam você lembrar-se de outra profecia inspirada que predisse acontecimentos desastrosos para a Terra. Conforme registrado em 2 Pedro 3:10, o apóstolo Pedro escreveu: “O dia de Jeová virá como ladrão, sendo que nele passarão os céus com som sibilante, mas os elementos, estando intensamente quentes, serão dissolvidos, e a terra e as obras nela serão descobertas.” Assim como a profecia de Miquéias, as palavras de Pedro não se aplicam aos céus e à Terra literais. Referem-se a uma grande tribulação que sobrevirá ao atual sistema ímpio de coisas.

      13 Apesar desse iminente desastre, os cristãos podem ter confiança no futuro, assim como Miquéias tinha. Como? Por seguirem o conselho encontrado nos versículos seguintes da carta de Pedro. O apóstolo exclamou: “Que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová!” (2 Pedro 3:11, 12) Nossa esperança para o futuro se concretizará se cultivarmos um coração obediente e nos certificarmos de que nossa conduta seja santa e nossa vida esteja repleta de obras de devoção piedosa. Para tornar a nossa esperança firme, temos de nos lembrar de que o dia de Jeová realmente virá.

      14. Por que Israel e Judá mereceram ser punidos?

      14 Jeová explicou por que seu povo antigo merecia ser punido. Miquéias 1:5 declara: “Tudo isto se dá por causa da revolta de Jacó, sim, por causa dos pecados da casa de Israel. Qual é a revolta de Jacó? Não é Samaria? E quais são os altos de Judá? Não são Jerusalém?” Israel e Judá deviam sua própria existência a Jeová. Apesar disso, rebelaram-se contra ele, e sua rebelião chegou até mesmo às suas respectivas capitais, Samaria e Jerusalém.

      Havia uma abundância de práticas iníquas

      15, 16. De que ações iníquas eram culpados os contemporâneos de Miquéias?

      15 Um exemplo da perversidade dos contemporâneos de Miquéias é vividamente descrito em Miquéias 2:1, 2: “Ai dos que maquinam o que é prejudicial e dos que praticam o que é mau, sobre as suas camas! Passam a fazê-lo à luz da manhã, porque está no poder da sua mão. E desejaram campos e os arrebataram; também casas, e as tomaram; e defraudaram o varão vigoroso e os da sua casa, o homem e sua propriedade hereditária.”

      16 Pessoas gananciosas passavam a noite acordadas, tramando tomar os campos e as casas dos seus vizinhos. De manhã apressavam-se para executar suas tramas. Não teriam cometido tais ações iníquas se se tivessem lembrado do pacto de Jeová. A Lei mosaica tinha dispositivos para proteger os pobres. Sob ela, nenhuma família perderia permanentemente a sua herança. Contudo, aqueles gananciosos não levavam isso em conta. Desconsideravam as palavras de Levítico 19:18, que diz: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.”

      17. O que pode acontecer quando os que dizem servir a Deus dão prioridade a coisas materiais na vida?

      17 Isso mostra o que pode acontecer quando aqueles que dizem servir a Deus deixam de focalizar objetivos espirituais e passam a dar prioridade a coisas materiais. Paulo advertiu os cristãos de seus dias: “Os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína.” (1 Timóteo 6:9) Quando alguém tem como prioridade ganhar dinheiro, ele está, na realidade, adorando um deus falso — Mamom, ou as Riquezas. Esse deus falso não oferece nenhuma esperança segura para o futuro. — Mateus 6:24, nota, NM com Referências.

      18. O que aconteceria aos materialistas nos dias de Miquéias?

      18 Nos dias de Miquéias, muitos aprenderam a duras penas que confiar nas coisas materiais é mera vaidade. De acordo com Miquéias 2:4, Jeová disse: “Naquele tempo se encetará a vosso respeito uma expressão proverbial e se fará certamente uma lamentação, sim, uma lamentação. Terá de dizer-se: ‘Positivamente, nós fomos assolados! Ele modifica até o quinhão de meu povo. Como o afasta de mim! Reparte os nossos próprios campos ao infiel.’ ” Realmente, aqueles ladrões de casas e de campos perderiam sua própria herança familiar. Seriam deportados para outro país e seus bens se tornariam despojos para o “infiel”, ou seja, pessoas das nações. Todas as esperanças de um futuro próspero seriam arruinadas.

      19, 20. O que se deu com os judeus que confiaram em Jeová?

      19 Contudo, a esperança dos que confiavam em Jeová não levaria à decepção. Jeová seria fiel aos pactos que tinha concluído com Abraão e com Davi, e teria misericórdia de pessoas tais como Miquéias, que o amavam e se entristeciam por seus conterrâneos se terem afastado de Deus. Para o bem dos justos, haveria uma restauração no tempo devido de Deus.

      20 Isso aconteceu em 537 AEC, após a queda de Babilônia e quando um restante dos judeus voltou para a sua pátria. Naquela ocasião, as palavras de Miquéias 2:12 tiveram um cumprimento inicial. Jeová disse: “Positivamente ajuntarei Jacó, na tua inteireza; sem falta reunirei os remanescentes de Israel. Pô-los-ei em união, como o rebanho no redil, como a grei no meio do seu prado; serão barulhentos com homens.” Jeová é muito amoroso! Depois de disciplinar seu povo, ele permitiu que um restante voltasse e o servisse na terra que dera aos seus antepassados.

      Notáveis paralelos nos nossos dias

      21. Como se comparam as condições atuais com as dos dias de Miquéias?

      21 Ao considerarmos os dois primeiros capítulos de Miquéias, ficou impressionado com a similaridade das coisas hoje em dia? Assim como no tempo de Miquéias, muitos hoje afirmam servir a Deus. Mas, assim como Judá e Israel, estão divididos e até mesmo travam guerras entre si. Muitos ricos da cristandade oprimem os pobres. Cada vez mais os líderes religiosos fazem vista grossa a práticas expressamente condenadas pela Bíblia. Não nos surpreende que a cristandade logo encontrará seu fim, junto com o restante de “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa! (Revelação 18:1-5) No entanto, como nos dias de Miquéias, Jeová ainda terá servos fiéis na Terra.

      22. Que dois grupos depositam sua esperança no Reino de Deus?

      22 Em 1919, os fiéis cristãos ungidos romperam definitivamente suas ligações com a cristandade e começaram a proclamar as boas novas do Reino a todas as nações. (Mateus 24:14) Para começar, procuraram os remanescentes do Israel espiritual. Depois começaram a ser ajuntadas as “outras ovelhas”, e os dois grupos tornaram-se “um só rebanho, um só pastor”. ( João 10:16) Embora na atualidade sirvam a Deus em 234 países, todos esses fiéis adoradores de Jeová foram realmente postos “em união”. E hoje, o redil das ovelhas é ‘barulhento com homens’, e com mulheres e crianças. Esses não depositam sua esperança no atual sistema de coisas, mas no Reino de Deus, que muito em breve estabelecerá um paraíso terrestre.

      23. Por que está convencido de que a sua esperança é segura?

      23 Referente aos adoradores fiéis de Jeová, o último versículo de Miquéias, capítulo 2, diz: “Seu rei passará na sua frente, com Jeová à cabeça deles.” Consegue ver a si mesmo nessa marcha triunfal, seguindo o seu Rei, Jesus Cristo, tendo o próprio Jeová na dianteira? Nesse caso, pode ter a convicção de que a vitória é certa e que sua esperança é segura. Isso se evidenciará ainda mais ao considerarmos outros destaques da profecia de Miquéias.

  • Andaremos para sempre no nome de Jeová!
    A Sentinela — 2003 | 15 de agosto
    • Andaremos para sempre no nome de Jeová!

      “Andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre.” — MIQUÉIAS 4:5.

      1. Que mensagens se apresentam nos capítulos 3 a 5 de Miquéias?

      JEOVÁ tinha algo a dizer ao seu povo, e estava usando Miquéias como seu profeta. Era do propósito de Deus agir contra os malfeitores. Iria punir Israel por sua apostasia. Felizmente, porém, Jeová abençoaria os que andavam no Seu nome. Essas mensagens são claramente expressas nos capítulos 3 a 5 de Miq da profecia de Miquéias.

      2, 3. (a) Que qualidade deviam os líderes de Israel demonstrar, mas o que faziam realmente? (b) Como você explicaria as figuras de linguagem usadas em Miquéias 3:2, 3?

      2 O profeta de Deus declarou: “Ouvi, por favor, vós cabeças de Jacó e vós comandantes da casa de Israel. Não é vosso negócio conhecerdes a justiça?” Era isso o que eles deviam fazer, mas o que estavam fazendo na realidade? Miquéias disse: “Vós odiadores do que é bom e amantes da maldade, arrancando das pessoas a sua pele e seu organismo de cima dos seus ossos; vós, os que comestes também o organismo de meu povo e lhes tirastes a própria pele, e despedaçastes até os seus ossos, e os fizestes em pedaços como aquilo que está na panela de boca larga e como carne dentro dum caldeirão.” — Miquéias 3:1-3.

      3 Ora, aqueles líderes estavam oprimindo as pessoas pobres e indefesas! As figuras de linguagem usadas aqui foram facilmente entendidas pelos que ouviam Miquéias. Quando se cozinhava uma ovelha abatida, tirava-se primeiro a pele dela e depois eram separadas as diversas partes. Às vezes, os ossos eram partidos para liberar o tutano. Tanto a carne como os ossos eram cozidos numa panela grande, como a mencionada por Miquéias. (Ezequiel 24:3-5, 10) Que ilustração apropriada do tratamento abusivo que o povo recebia das mãos dos seus líderes perversos nos dias de Miquéias!

      Jeová espera que sejamos justos

      4. Que contraste existia entre Jeová e os líderes de Israel?

      4 Havia um imenso contraste entre o Pastor amoroso, Jeová, e os líderes de Israel. Por não exercerem a justiça, estes deixavam de cumprir sua comissão de proteger o rebanho. Em vez disso, exploravam egoistamente as ovelhas figurativas, privando-as da justiça e sujeitando-as a “atos de derramamento de sangue”, conforme mencionado em Miquéias 3:10. O que podemos aprender dessa situação?

      5. O que Jeová espera dos que têm cargos de responsabilidade entre o seu povo?

      5 Deus espera que os que têm cargos de responsabilidade entre o seu povo ajam com justiça. Isso é o que acontece entre os atuais servos de Jeová. Ademais, isso se harmoniza com Isaías 32:1, onde lemos: “Eis que um rei reinará para a própria justiça; e quanto a príncipes, governarão como príncipes para o próprio juízo.” No entanto, o que acontecia nos dias de Miquéias? “Odiadores do que é bom e amantes da maldade” persistiam em perverter a justiça.

      As orações de quem são respondidas?

      6, 7. Que ponto importante é destacado em Miquéias 3:4?

      6 Podiam os contemporâneos iníquos de Miquéias esperar obter o favor de Jeová? É claro que não! Miquéias 3:4 declara: “Clamarão a Jeová por socorro, mas ele não lhes responderá. E naquele tempo esconderá deles a sua face, conforme a maldade que praticaram nas suas ações.” Isso destaca um ponto bem importante.

      7 Jeová não responderá às nossas orações se praticarmos o pecado. Isso é o que vai acontecer se levarmos uma vida dupla, ocultando as nossas transgressões, ao passo que fingimos servir fielmente a Deus. Segundo o Salmo 26:4, Davi cantou: “Não me sentei com homens de inveracidade; e não entro com os que ocultam o que são.” Muito menos Jeová responderá às orações dos que deliberadamente violam a sua Palavra!

      O espírito de Deus lhes dá poder

      8. De que foram advertidos os falsos profetas do tempo de Miquéias?

      8 Entre os líderes espirituais de Israel era comum algumas práticas realmente deploráveis. Profetas falsos faziam o povo de Deus vagar em sentido espiritual. Os líderes gananciosos clamavam “Paz!”, mas na realidade santificavam a guerra contra aqueles que não lhes davam o que comer. “Portanto”, disse Jeová, “vós tereis noite, de modo que não haverá visão; e tereis escuridão, para que não se pratique a adivinhação. E o sol há de se pôr sobre os profetas e o dia terá de escurecer-se sobre eles. E os visionários terão de ficar envergonhados e os adivinhos certamente ficarão desapontados. E terão de encobrir o bigode.” — Miquéias 3:5-7a.

      9, 10. O que significava “encobrir o bigode”, e por que Miquéias não tinha nenhum motivo para fazer isso?

      9 Por que “encobrir o bigode”? Isso era algo que os contemporâneos iníquos de Miquéias faziam por se sentirem envergonhados. E aqueles homens perversos deviam mesmo sentir-se envergonhados. “Não há resposta da parte de Deus” para eles. (Miquéias 3:7b) Jeová não dá atenção às orações de iníquos orgulhosos.

      10 Miquéias não tinha nenhum motivo para “encobrir o bigode”. Ele não estava envergonhado. Jeová respondia às orações dele. Veja em Miquéias 3:8 o que o profeta fiel disse: “Por outro lado, eu mesmo fiquei cheio de poder com o espírito de Jeová, e de justiça e de potência.” Miquéias era muito grato por sempre ter estado “cheio de poder com o espírito de Jeová” em seu ministério longo e fiel! Isso lhe dera a força para “contar a Jacó a sua revolta e a Israel o seu pecado”.

      11. Como seres humanos recebem o poder para proclamar as mensagens de Deus?

      11 Miquéias precisava de algo mais do que a força humana para proclamar a mensagem condenatória de Deus. Era vital ter o espírito de Jeová, ou sua poderosa força ativa. Que dizer de nós? Só conseguimos cumprir nossa comissão de pregar se Jeová nos fortalecer por meio do seu espírito santo. Nossas tentativas de pregar certamente fracassariam totalmente se fizéssemos do pecado uma prática. Nesse caso, Deus não responderia às nossas orações pedindo força para realizar essa obra. Certamente não conseguiríamos proclamar as mensagens de julgamento de nosso Pai celestial a menos que tivéssemos “o espírito de Jeová”. Quando Jeová atende às nossas orações e nos ajuda por meio do espírito santo, conseguimos divulgar corajosamente a palavra de Deus, assim como fez Miquéias.

      12. Por que os primeiros discípulos de Jesus puderam ‘persistir em falar a palavra de Deus com todo o denodo’?

      12 Talvez se lembre do relato de Atos 4:23-31. Imagine que você fosse um dos discípulos de Jesus no primeiro século. Perseguidores fanáticos estavam tentando calar a boca dos seguidores de Cristo. Mas esses leais oraram ao Soberano Senhor pedindo: “Jeová, dá atenção às ameaças deles e concede aos teus escravos que persistam em falar a tua palavra com todo o denodo.” O resultado? Quando fizeram a súplica, o lugar onde estavam estremeceu, e todos ficaram cheios de espírito santo e falaram a palavra de Deus com denodo. Portanto, que nós recorramos em oração a Jeová e confiemos na sua ajuda por meio do espírito santo, à medida que realizamos o nosso ministério.

      13. O que iria acontecer a Jerusalém e a Samaria, e por quê?

      13 Pense novamente nos dias de Miquéias. De acordo com Miquéias 3:9-12, os governantes culpados de sangue julgavam em troca de suborno, os sacerdotes ensinavam por um preço e os falsos profetas praticavam a adivinhação por dinheiro. Não era de admirar que Deus decretasse que a capital de Judá, Jerusalém, ‘se tornasse meros montões de ruínas’! Visto que a adoração falsa e a corrupção moral também floresciam em Israel, Miquéias recebeu inspiração para advertir que Deus transformaria Samaria num “montão de ruínas”. (Miquéias 1:6) O profeta viveu para ver a predita destruição de Samaria por exércitos assírios em 740 AEC. (2 Reis 17:5, 6; 25:1-21) É evidente que essas poderosas mensagens contra Jerusalém e Samaria só puderam ser transmitidas pela força de Jeová.

      14. Como se cumpriu a profecia registrada em Miquéias 3:12, e como isso nos deve afetar?

      14 Judá certamente não poderia escapar do julgamento adverso de Jeová. Em cumprimento da profecia registrada em Miquéias 3:12, Sião seria “arada como mero campo”. Agora, no século 21, temos a vantagem de saber que essas coisas aconteceram quando os babilônios devastaram Judá e Jerusalém em 607 AEC. Elas ocorreram anos depois de Miquéias profetizar, mas ele tinha certeza de que aconteceriam. Nós certamente devemos ter a mesma confiança de que o atual iníquo sistema de coisas acabará no predito “dia de Jeová”. — 2 Pedro 3:11, 12.

      Jeová resolve as questões

      15. Como você descreveria a profecia registrada em Miquéias 4:1-4?

      15 Em retrospecto, vemos que a seguir Miquéias proclamou uma emocionante mensagem de esperança. Como são animadoras as palavras encontradas em Miquéias 4:1-4! Miquéias disse em parte: “Na parte final dos dias terá de acontecer que o monte da casa de Jeová ficará firmemente estabelecido acima do cume dos montes e certamente se elevará acima dos morros; e a ele terão de afluir os povos.  . . . E ele certamente fará julgamento entre muitos povos e resolverá as questões com respeito a poderosas nações longínquas. E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra. E realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer; porque a própria boca de Jeová dos exércitos falou isso.”

      16, 17. Como se cumpre hoje Miquéias 4:1-4?

      16 Quem são os “muitos povos” e as “poderosas nações” mencionados ali? Não são as nações e os governos deste mundo. Antes, a profecia se aplica a pessoas dentre todas as nações, unidas no serviço sagrado no monte da verdadeira adoração de Jeová.

      17 Em harmonia com a profecia de Miquéias, a adoração pura de Jeová será em breve praticada no sentido mais pleno em toda a Terra. Hoje, “os corretamente dispostos para com a vida eterna” são instruídos nos caminhos de Jeová. (Atos 13:48) Jeová faz o julgamento e resolve questões em sentido espiritual para os que crêem e tomam posição a favor do Reino. Esses sobreviverão à “grande tribulação” como parte da “grande multidão”. (Revelação [Apocalipse] 7:9, 14) Tendo forjado das suas espadas relhas de arado, as Testemunhas de Jeová, já hoje, vivem em paz com seus irmãos e com outros. Que prazer dá estar entre elas!

      Decididos a andar no nome de Jeová

      18. O que simboliza ‘sentar-se debaixo da sua própria videira e figueira’?

      18 Atualmente, quando o medo paira como uma nuvem tenebrosa sobre a Terra, ficamos emocionados de ver que muitos aprendem os caminhos de Jeová. Aguardamos ansiosamente o tempo, já muito próximo, em que todos esses que amam a Deus deixarão de aprender a guerrear e se sentarão debaixo da sua própria videira e figueira. As figueiras muitas vezes são plantadas em vinhedos. (Lucas 13:6) Sentar-se alguém sob a sua própria videira e figueira simboliza condições pacíficas, prósperas e seguras. Mesmo já agora, nosso relacionamento com Jeová nos dá paz mental e segurança espiritual. Quando essas circunstâncias existirem sob o domínio do Reino, não teremos mais medo e estaremos totalmente seguros.

      19. O que significa andar no nome de Jeová?

      19 Para termos o favor e a bênção de Deus, temos de andar no nome de Jeová. Isso é expresso de forma vigorosa em Miquéias 4:5, onde o profeta declara: “Todos os povos, da sua parte, andarão cada um no nome de seu deus; mas nós, da nossa parte, andaremos no nome de Jeová, nosso Deus, por tempo indefinido, para todo o sempre.” Andar no nome de Jeová não significa apenas dizer que ele é o nosso Deus. Requer mais do que a nossa participação nas reuniões cristãs e na pregação do Reino, embora essas atividades também sejam vitais. Se andamos no nome de Jeová, somos dedicados a ele e nos esforçamos a servi-lo fielmente porque o amamos de toda a alma. (Mateus 22:37) E por sermos seus adoradores, certamente estamos decididos a andar no nome de Jeová, nosso Deus, por toda a eternidade.

      20. O que se predisse em Miquéias 4:6-13?

      20 Agora, queira considerar as palavras proféticas de Miquéias 4:6-13. A “filha de Sião” tinha de ser exilada “até Babilônia”. Isso foi exatamente o que aconteceu aos habitantes de Jerusalém no sétimo século AEC. No entanto, a profecia de Miquéias indicava que um restante retornaria a Judá, e que por ocasião da restauração de Sião, Jeová providenciaria que os inimigos dela fossem pulverizados.

      21, 22. Como se cumpriu Miquéias 5:2?

      21 O capítulo 5 de Miquéias predisse outros acontecimentos dramáticos. Por exemplo, note o que diz Miquéias 5:2-4. Miquéias profetizou que um Governante designado por Deus — alguém “cuja origem é desde os tempos primitivos” — sairia de Belém. Ele governaria como pastor “na força de Jeová”. Além disso, este Governante seria grande, não apenas em Israel, mas “até os confins da terra”. Sua identidade pode confundir o mundo em geral, mas não é nenhum mistério para nós.

      22 Quem foi a pessoa mais importante que já nasceu em Belém? E quem “será grande até os confins da terra”? Nenhum outro senão o Messias, Jesus Cristo! Quando Herodes, o Grande, perguntou aos principais sacerdotes e aos escribas onde o Messias nasceria, eles responderam: “Em Belém da Judéia.” E até citaram as palavras de Miquéias 5:2. (Mateus 2:3-6) Alguns do povo também sabiam isso, pois João 7:42 os cita como dizendo: “Não disse a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e de Belém, a aldeia onde Davi costumava estar?”

      Verdadeiro revigoramento para as pessoas

      23. O que está ocorrendo agora em cumprimento de Miquéias 5:7?

      23 Miquéias 5:5-15 se refere a uma invasão assíria que só teria sucesso temporário, e salienta que Deus executaria vingança nas nações desobedientes. Miquéias 5:7 promete a restauração dum restante judaico arrependido na sua pátria, mas essas palavras têm aplicação também nos nossos dias. Miquéias declarou: “Os remanescentes de Jacó terão de tornar-se no meio de muitos povos como orvalho da parte de Jeová, como chuvas copiosas sobre a vegetação.” Esse belo simbolismo foi usado para predizer que o restante espiritual de Jacó, ou Israel, será uma bênção de Deus para o povo. As “outras ovelhas” de Jesus, cuja esperança é terrestre, têm prazer em servir ombro a ombro com os do atual restante do “Israel de Deus”, ajudando-os a revigorar outras pessoas espiritualmente. (João 10:16; Gálatas 6:16; Sofonias 3:9) Nesse respeito, há um ponto significativo em que refletir. Sendo proclamadores do Reino, todos nós devemos prezar nosso privilégio de dar verdadeiro revigoramento a outros.

      24. Que pontos dos capítulos 3 a 5 de Miquéias chamaram a sua atenção?

      24 O que aprendeu dos capítulos 3 a 5 de Miq da profecia de Miquéias? Talvez pontos tais como estes: (1) Deus espera que os que têm cargos de responsabilidades entre o seu povo ajam com justiça. (2) Jeová não responderá às nossas orações se fizermos do pecado uma prática. (3) Só podemos cumprir nossa comissão de pregar se Deus nos fortalecer por meio do seu espírito santo. (4) Para ter o favor divino, temos de andar no nome de Jeová. (5) Como proclamadores do Reino, devemos prezar nosso privilégio de dar verdadeiro revigoramento às pessoas. É possível que outros pontos tenham chamado a sua atenção. O que mais podemos aprender desse livro bíblico profético? O próximo artigo nos ajudará a obter lições práticas dos últimos dois capítulos da profecia de Miquéias, que fortalece a fé.

  • O que Jeová espera de nós?
    A Sentinela — 2003 | 15 de agosto
    • O que Jeová espera de nós?

      “O que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” — MIQUÉIAS 6:8.

      1, 2. Por que alguns servos de Jeová talvez fiquem desanimados, mas o que deve ser de ajuda?

      VERA é uma cristã fiel, já com uns 75 anos de idade e com saúde fraca. Ela diz: “Às vezes olho pela janela e vejo meus irmãos cristãos pregando de casa em casa. Meus olhos se enchem de lágrimas porque queria estar com eles, mas minha enfermidade limita o serviço que presto a Jeová.”

      2 Você já se sentiu assim? Naturalmente, todos os que amam a Jeová querem andar no nome dele e satisfazer os seus requisitos. Mas o que fazer se temos saúde fraca, somos idosos, ou temos responsabilidades familiares? Talvez fiquemos um pouco desanimados, porque circunstâncias assim talvez nos impeçam de fazer tudo o que nosso coração anseia fazer no serviço de Deus. Se essa for a nossa situação, é provável que a consideração dos capítulos 6 e 7 de Miquéias seja muito animadora. Esses capítulos mostram que os requisitos de Jeová são tanto razoáveis como alcançáveis.

      Como Deus tratava seu povo

      3. Como Jeová tratava os israelitas rebeldes?

      3 Examinemos primeiro Miquéias 6:3-5 e notemos como Jeová tratava seu povo. Lembre-se de que os israelitas, no tempo de Miquéias, eram rebeldes. Apesar disso, Jeová dirigiu-se a eles compassivamente com as palavras: “Ó meu povo.” Ele rogou: “Ó meu povo, por favor, lembra-te.” Em vez de acusá-los duramente, procurou tocar o coração deles por perguntar: ‘O que te fiz?’ Até mesmo os incentivou a ‘testificar contra’ ele.

      4. Como o exemplo da compaixão de Deus deve nos influenciar?

      4 Que exemplo Deus dá a todos nós! Ele até mesmo chamou compassivamente as pessoas rebeldes de Israel e de Judá nos dias de Miquéias de “meu povo”, e dirigiu-se a elas com a expressão “por favor”. Portanto, nós certamente devemos demonstrar compaixão e bondade nos nossos tratos com os que fazem parte da congregação. É verdade que algumas pessoas não são muito fáceis de lidar ou talvez estejam espiritualmente fracas. Mas se amarem a Jeová, queremos ajudá-las e tratá-las com compaixão.

      5. Que ponto básico é salientado em Miquéias 6:6, 7?

      5 Agora, vejamos Miquéias 6:6, 7. Miquéias faz uma série de perguntas, dizendo: “Com que confrontarei a Jeová? Com que me encurvarei diante de Deus no alto? Confrontá-lo-ei com holocaustos, com bezerros de um ano de idade? Terá Jeová prazer em milhares de carneiros, com dezenas de milhares de torrentes de azeite? Darei o meu primogênito pela minha revolta, o fruto do meu ventre pelo pecado da minha alma?” Não, não é possível agradar a Jeová com “milhares de carneiros, com dezenas de milhares de torrentes de azeite”. Mas há algo que agradará a ele. O que é?

      Temos de exercer a justiça

      6. Que três requisitos divinos são apresentados em Miquéias 6:8?

      6 Em Miquéias 6:8 aprendemos o que Jeová espera de nós. Miquéias perguntou: “O que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” Esses três requisitos envolvem nossos sentimentos, pensamentos e ações. Temos de sentir-nos inclinados a mostrar essas qualidades, pensar em como manifestá-las e agir para demonstrá-las. Consideremos esses três requisitos individualmente.

      7, 8. (a) O que significa ‘exercer justiça’? (b) Que injustiças prevaleciam nos dias de Miquéias?

      7 ‘Exercer justiça’ significa fazer o que é correto. O modo de Deus fazer as coisas é o padrão de justiça. No entanto, em vez de os contemporâneos de Miquéias exercerem a justiça, eles praticavam a injustiça. De que maneiras? Considere Miquéias 6:10. No fim desse versículo, os mercadores são descritos como usando um “efa minguado”, ou seja, uma medida muito pequena. O versículo 11 de Miq 6 acrescenta que eles usavam “enganosos pesos de pedra”. E conforme o versículo 12 de Miq 6, “a língua deles é insidiosa”. De modo que falsas medidas, falsos pesos e mentiras prevaleciam no mundo comercial dos dias de Miquéias.

      8 Práticas injustas não se limitavam à área comercial. Eram também comuns nos tribunais. Miquéias 7:3 indica que “o príncipe pede algo e aquele que julga o faz pela recompensa”. Os juízes eram subornados para aplicar sentenças injustas a pessoas inocentes. “O grande”, ou o cidadão influente, participava nos crimes. Na realidade, Miquéias disse que o príncipe, o juiz e o homem grande ‘urdiam’, ou coordenavam, suas tramas iníquas.

      9. Como Judá e Israel foram afetados pelas injustiças praticadas pelos iníquos?

      9 As injustiças praticadas pelos líderes iníquos afetavam todos os habitantes de Judá e de Israel. Miquéias 7:5 diz que a falta de justiça levou à falta de confiança entre companheiros, amigos íntimos e até mesmo cônjuges. O versículo 6 de Miq 7 indica que isso levou a uma situação em que parentes tão achegados como filhos e pais, filhas e mães, desprezavam-se mutuamente.

      10. Como se comportam os cristãos no meio do atual clima de injustiça?

      10 Que dizer de hoje? Não vemos uma situação similar? Assim como Miquéias, estamos cercados pela falta de justiça, por um clima de desconfiança, e pelo colapso da vida social e familiar. No entanto, como servos de Deus no meio deste mundo injusto, não permitimos que o seu espírito de injustiça se infiltre na congregação cristã. Em vez disso, defendemos os princípios da honestidade e da integridade, demonstrando-os no nosso dia-a-dia. Fazemos verdadeiro empenho para “comportar-nos honestamente em todas as coisas”. (Hebreus 13:18) Não concorda que, por exercermos a justiça, usufruímos ricas bênçãos resultantes duma fraternidade que demonstra verdadeira confiança?

      Como as pessoas ouvem “a própria voz de Jeová”?

      11. Como se está cumprindo Miquéias 7:12?

      11 Miquéias profetizou que, apesar das condições injustas, a justiça alcançaria todos os tipos de pessoa. O profeta predisse que pessoas seriam ajuntadas “de mar a mar e de monte a monte” para se tornarem adoradores de Jeová. (Miquéias 7:12) Atualmente, no cumprimento final dessa profecia, não apenas uma nação específica, mas pessoas de todas as nações beneficiam-se da justiça imparcial de Deus. (Isaías 42:1) Que prova há disso?

      12. Como se ouve hoje “a própria voz de Jeová”?

      12 Para obter a resposta, considere as palavras anteriores de Miquéias. Miquéias 6:9 declara: “A própria voz de Jeová clama à cidade e a pessoa de sabedoria prática temerá o teu nome.” Como pessoas de todas as nações ouvem “a própria voz de Jeová”, e como isso se relaciona com exercermos a justiça? É claro que as pessoas hoje em dia não ouvem literalmente a voz de Deus. No entanto, por meio da nossa pregação mundial, a voz de Jeová está sendo ouvida por pessoas de todas as raças e todas as rodas da vida. Em resultado disso, os que escutam ‘temem o nome de Deus’, passando a reverenciá-lo. Certamente agimos de modo justo e amoroso por servir como proclamadores zelosos do Reino. Por divulgarmos o nome de Deus a todos, sem parcialidade, ‘exercemos a justiça’.

      Temos de amar a benignidade

      13. Qual é a diferença entre a benevolência e o amor?

      13 A seguir, consideremos o segundo requisito mencionado em Miquéias 6:8. Jeová espera que ‘amemos a benignidade’. A palavra hebraica traduzida “benignidade” é também vertida “benevolência” ou “amor leal”. A benevolência é uma preocupação ativa e compassiva com outros. A benevolência é diferente do amor. Em que sentido? Amor é um termo mais abrangente, que pode ser aplicado até mesmo a coisas e a conceitos. Por exemplo, as Escrituras falam de quem “ama o vinho e o azeite”, e do homem que “ama a sabedoria”. (Provérbios 21:17; 29:3) Por outro lado, a benevolência sempre envolve pessoas, especialmente as que servem a Deus. Por isso, Miquéias 7:20 fala da “benevolência dada a Abraão”, um homem que serviu a Jeová Deus.

      14, 15. Como se demonstra benevolência, e que exemplo dessa qualidade é citado?

      14 Segundo Miquéias 7:18, o profeta disse que Jeová “se agrada na benevolência”. Miquéias 6:8 diz que nós devemos não apenas demonstrar benevolência, mas devemos amar essa qualidade. O que aprendemos desses textos? A benevolência é demonstrada voluntária e livremente, porque queremos fazer isso. Assim como Jeová, temos prazer, ou agrado, em demonstrar benevolência para com os necessitados.

      15 Atualmente, essa benevolência é marca registrada do povo de Deus. Considere apenas um exemplo. Em junho de 2001, uma tempestade tropical provocou uma enorme inundação no Estado do Texas, EUA, danificando milhares de casas, inclusive centenas delas pertencentes a Testemunhas de Jeová. Para ajudar seus irmãos cristãos necessitados, cerca de 10.000 Testemunhas de Jeová ofereceram voluntária e livremente seu tempo e sua energia. Por mais de meio ano, voluntários trabalharam sem parar, usando dias, noites e fins de semana para reconstruir 8 Salões do Reino e mais de 700 casas para seus irmãos cristãos. Os que não podiam ajudar nesse trabalho doaram alimentos, suprimentos e dinheiro. Por que todos aqueles milhares de Testemunhas de Jeová ajudaram seus irmãos? Porque ‘amam a benignidade’. E como é animador saber que esses gestos de benevolência são realizados por nossos irmãos em todo o mundo! De fato, o requisito de ‘amar a benignidade’ não é um fardo; traz alegria!

      Ande modestamente com Deus

      16. Que ilustração ajuda a enfatizar a necessidade de sermos modestos ao andar com Deus?

      16 O terceiro requisito mencionado em Miquéias 6:8 é ‘andar modestamente com Deus’. Isso significa reconhecer nossas limitações e depender de Deus. Para ilustrar: Imagine uma garotinha segurando bem firme a mão de seu pai enquanto andam sob uma terrível tempestade. A menina está bem ciente de que sua força é limitada, mas tem confiança no pai. Da mesma forma, ao passo que reconhecemos nossas limitações, precisamos ter confiança em nosso Pai celestial. Como podemos manter tal confiança? Uma maneira é ter em mente por que é sábio permanecermos achegados a Deus. Miquéias nos lembra três motivos para isso: Jeová é o nosso Libertador, nosso Guia e nosso Protetor.

      17. Como Jeová libertou, guiou e protegeu seu povo nos tempos antigos?

      17 Segundo Miquéias 6:4, 5, Deus disse: “Eu te fiz subir da terra do Egito.” De fato, Jeová foi o Libertador de Israel. Ele disse mais: “Passei a enviar diante de ti Moisés, Arão e Miriã.” Moisés e Arão foram usados para guiar a nação, e Miriã liderou as mulheres de Israel numa dança de vitória. (Êxodo 7:1, 2; 15:1, 19-21; Deuteronômio 34:10) Jeová forneceu orientação por meio dos seus servos. No versículo 5 de Miq 6, Jeová lembrou aos da nação de Israel que ele os protegeu de Balaque e Balaão, e durante a última parte da sua jornada de Sitim, em Moabe, até Gilgal, na Terra Prometida.

      18. De que maneira Deus age como nosso Libertador, Guia e Protetor?

      18 À medida que andamos com Deus, ele nos liberta do mundo de Satanás, guia-nos por meio da sua Palavra e da sua organização, e protege-nos como grupo quando atacados por opositores. Temos assim muitos motivos para nos agarrar à mão de nosso Pai celestial ao atravessarmos com ele a turbulenta fase final da nossa jornada para um lugar muito maior do que a antiga Terra Prometida — o novo mundo justo de Deus.

      19. Como a modéstia se relaciona com as nossas limitações?

      19 Sermos modestos ao andar com Deus nos ajuda a ter um conceito realístico sobre as nossas circunstâncias. Isso se dá porque ser modesto inclui reconhecer as nossas limitações. A idade avançada ou a saúde fraca talvez imponham algumas limitações ao que podemos fazer no serviço de Jeová. Em vez de permitir que isso nos desanime, porém, devemos lembrar-nos de que Deus aceita os nossos esforços e sacrifícios ‘segundo o que temos, não segundo o que não temos’. (2 Coríntios 8:12) Jeová realmente espera que o sirvamos de toda a alma, fazendo o que nossas circunstâncias permitem. (Colossenses 3:23) Se fizermos zelosamente tudo o que pudermos no seu serviço, Deus nos abençoará ricamente. — Provérbios 10:22.

      A atitude de espera resulta em bênçãos

      20. O que devemos reconhecer que nos ajuda a ter uma atitude de espera assim como Miquéias?

      20 Recebermos a bênção de Jeová nos motiva a imitar o espírito de Miquéias. Ele declarou: “Mostrarei uma atitude de espera pelo Deus da minha salvação.” (Miquéias 7:7) O que essas palavras têm a ver com andarmos modestamente com Deus? Saber esperar, ou ser paciente, nos ajuda a não nos sentirmos desapontados por ainda não ter chegado o dia de Jeová. (Provérbios 13:12) Falando de modo franco, todos nós estamos ansiosos pelo fim deste mundo iníquo. No entanto, toda semana milhares de pessoas começam a andar com Deus. Sabermos isso nos dá motivo para ter uma atitude de espera. Uma Testemunha veterana disse sobre isso: “Quando vejo o resultado de meus 55 anos de pregação, me convenço de que não perdi nada por esperar em Jeová. Pelo contrário, fui poupado de muitas tristezas.” Tem-se dado o mesmo com você?

      21, 22. Como Miquéias 7:14 se cumpre em nossos dias?

      21 Andarmos com Jeová sem dúvida nos beneficia. Conforme lemos em Miquéias 7:14, Miquéias comparou o povo de Deus com ovelhas habitando seguramente com o seu pastor. No cumprimento maior dessa profecia atualmente, os do restante do Israel espiritual, bem como as “outras ovelhas”, encontram segurança com o confiável Pastor, Jeová. Residem ‘sozinhos numa floresta — no meio dum pomar’, espiritualmente apartados deste mundo cada vez mais perturbado e perigoso. — João 10:16; Deuteronômio 33:28; Jeremias 49:31; Gálatas 6:16.

      22 O povo de Jeová usufrui prosperidade, como Miquéias 7:14 também predisse. Falando sobre as ovelhas, ou o povo, de Deus, Miquéias declarou: “Apascentem-se de Basã e de Gileade.” Assim como as ovelhas em Basã e em Gileade se alimentavam em ricas pastagens e prosperavam fisicamente, assim o povo de Deus usufrui hoje prosperidade espiritual — mais uma bênção para os que andam modestamente com Deus. — Números 32:1; Deuteronômio 32:14.

      23. Que lição podemos aprender da consideração de Miquéias 7:18, 19?

      23 Em Miquéias 7:18, 19, o profeta destacou o desejo de Jeová, de perdoar os que se arrependem. O versículo 18 de Miq 7 declara que Jeová está “perdoando o erro” e “passando por alto a transgressão”. Segundo o versículo 19 de Miq 7, ‘todos os seus pecados ele lançará nas profundezas do mar’. Que lição isso nos ensina? Podemos perguntar a nós mesmos se estamos imitando a Jeová nesse sentido. Perdoamos os erros que outros cometem contra nós? Quando esses se arrependem e procuram resolver a situação, com certeza queremos imitar a disposição de Jeová, de perdoar plena e permanentemente.

      24. Que benefício você tirou da profecia de Miquéias?

      24 Que benefício tiramos desta consideração da profecia de Miquéias? Ela nos lembrou que Jeová oferece verdadeira esperança aos que se achegam a ele. (Miquéias 2:1-13) Fomos incentivados a fazer tudo o que pudermos para promover a adoração verdadeira, a fim de andarmos para sempre no nome de Deus. (Miquéias 4:1-4) E foi nos assegurado que, não importa as nossas circunstâncias, podemos satisfazer os requisitos de Jeová. A profecia de Miquéias realmente nos fortalece para andarmos no nome de Jeová.

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