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Poder, obras poderosasEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
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Moisés era “poderoso nas suas palavras e ações”. Como ‘o profeta maior do que Moisés’, Jesus tinha credenciais que eram proporcionalmente maiores. (De 34:10-12; At 7:22; Lu 24:19; Jo 6:14) De direito, ele ‘ensinava com autoridade’. (Mt 7:28, 29) Assim, da mesma maneira que Deus fornecera motivos para se ter fé em Moisés, em Josué e em outros, ele agora fornecia sólida base para se ter fé em seu Filho. (Mt 11:2-6; Jo 6:29)
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Poder, obras poderosasEstudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
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O que pressagiavam os milagres de Jesus?
Aquilo que Jesus fez provou que Deus se interessa pela humanidade, evidência do que Deus, com o tempo, faria em favor de todos os que amam a justiça. As obras poderosas de Jesus se relacionavam mormente com os problemas da humanidade, sendo que o primeiro e o mais fundamental deles é o do pecado, com todos os seus efeitos prejudiciais. A doença e a morte são concomitantes com o pecado, e a capacidade de Jesus de curar doenças de todos os tipos (Mt 8:14, 15; Lu 6:19; 17:11-14; 8:43-48), e de até mesmo ressuscitar os mortos (Mt 9:23-25; Lu 7:14, 15; Jo 11:39-44), forneceu prova de que Jesus era o meio designado por Deus para livrar a humanidade do pecado e de sua pena. (Veja Mr 2:5-12.) Jesus, muito superior ao maná que Israel comia no ermo, era o “verdadeiro pão do céu”, “o pão da vida”. (Jo 6:31-35, 48-51) Ele trouxe, não água literal duma rocha, mas “água viva”, a “água da vida”. — Jo 7:37, 38; Re 22:17; compare isso com Jo 4:13, 14.
As suas obras poderosas eram também portentos de outras bênçãos que viriam por meio de seu governo régio. Ao passo que Eliseu alimentara 100 homens com apenas 20 pães e algum cereal, Jesus alimentou milhares com muito menos. (2Rs 4:42-44; Mt 14:19-21; 15:32-38) Moisés e Eliseu tinham tornado doce certa água amarga ou envenenada. Jesus converteu água comum em vinho excelente, para contribuir para o prazer descontraído duma festa de casamento. (Êx 15:22-25; 2Rs 2:21, 22; Jo 2:1-11) O seu governo, portanto, certamente traria o alívio da fome para todos os seus súditos, realizando agradável ‘banquete para todos os povos’. (Is 25:6) Sua capacidade de tornar muito produtivo o trabalho dos homens, como naquele caso em que seus discípulos se empenhavam na pesca, assegurava que, sob a bênção de seu Reino, os homens não ficariam reduzidos a mal conseguir ganhar seu sustento, num simples nível de subsistência. — Lu 5:4-9; compare isso com Jo 21:3-7.
Mais importante é que tais coisas estavam todas relacionadas com assuntos espirituais. Assim como Jesus trouxe visão, fala e saúde espirituais aos espiritualmente cegos, mudos e enfermos, ele também trouxe, e garantiu, o usufruto de alimento e bebida espirituais em abundância, e assegurou a produtividade do ministério de seus discípulos. (Veja Lu 5:10, 11; Jo 6:35, 36.) Ter ele satisfeito miraculosamente as carências físicas das pessoas, em certas ocasiões, era primariamente para fortalecer a fé. Tais coisas jamais eram um fim em si mesmas. (Veja Jo 6:25-27.) O Reino e a justiça de Deus, e não o alimento e a bebida, deviam ser buscados em primeiro lugar. (Mt 6:31-33) Jesus deu o exemplo nisso, por recusar-se a transformar pedras em pão para ele próprio. — Mt 4:1-3.
Libertação espiritual. A nação de Israel conhecera poderosos guerreiros, mas o poder de Deus, mediante seu Filho, visava inimigos maiores do que simples militaristas humanos. Jesus era o Libertador (Lu 1:69-74), fornecendo o caminho para a liberdade com relação à principal fonte de opressão, Satanás e seus demônios. (He 2:14, 15) Jesus não só libertou pessoalmente a muitos da obsessão demoníaca (Lu 4:33-36), mas, por meio de suas poderosas palavras de verdade, abriu amplamente as portas da liberdade para aqueles que desejavam despojar-se das cargas e da escravidão opressivas que a religião falsa lhes impusera. (Mt 23:4; Lu 4:18; Jo 8:31, 32) Por seu próprio proceder fiel, íntegro, ele venceu, não apenas uma cidade ou um império, mas “o mundo”. — Jo 14:30; 16:33.
A importância relativa dos atos miraculosos. Embora desse principalmente ênfase às verdades que proclamava, Jesus não obstante mostrava a importância relativa de suas obras poderosas, trazendo-as regularmente à atenção quais autenticadoras de sua comissão e de sua mensagem. A importância delas residia, particularmente, em que cumpriam as profecias. (Jo 5:36-39, 46, 47; 10:24-27, 31-38; 14:11; 20:27-29) Os que presenciavam tais obras assumiam especial responsabilidade. (Mt 11:20-24; Jo 15:24) Assim como Pedro disse mais tarde a multidões em Pentecostes, Jesus era “homem publicamente mostrado a vós por Deus, por intermédio de poderosas obras, e portentos, e sinais, que Deus fez por intermédio dele no vosso meio, conforme vós mesmos sabeis”. (At 2:22) Estas evidências de poder divino mostravam que o Reino de Deus os tinha “alcançado”. — Mt 12:28, 31, 32.
Pela utilização significativa de seu Filho, por parte de Deus, foram “desvendados os raciocínios de muitos corações”. (Lu 2:34, 35) Eles viam ‘o braço de Jeová’ ser manifestado, mas muitos, a maioria, preferiam discernir algum outro significado nos eventos que contemplavam, ou permitir que interesses egoístas os impedissem de agir em harmonia com o “sinal” visto. (Jo 12:37-43; 11:45-48) Muitos desejavam obter benefícios pessoais do poder de Deus, mas não estavam sinceramente famintos da verdade e da justiça. Seus corações não se sentiam movidos pela compaixão e pela bondade que motivavam tantas das obras poderosas de Jesus (compare Lu 1:78; Mt 9:35, 36; 15:32-37; 20:34; Mr 1:40, 41; Lu 7:11-15 com Lu 14:1-6; Mr 3:1-6), compaixão esta que refletia a de seu Pai. — Mr 5:18, 19.
Emprego responsável do poder. O emprego do poder, por parte de Jesus, era sempre responsável, jamais sendo feito por simples exibição. A maldição lançada sobre a figueira infrutífera evidentemente tinha significado simbólico. (Mr 11:12-14; compare isso com Mt 7:19, 20; 21:42, 43; Lu 13:6-9.) Jesus recusou empenhar-se em inútil teatralismo, conforme sugerido por Satanás. Quando Jesus andou sobre a água, foi porque ele se dirigia para alguma parte, sem haver nenhum transporte disponível naquela hora tardia, algo bem diferente de saltar do parapeito do templo, como suicida em potencial. (Mt 4:5-7; Mr 6:45-50)
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