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  • Modelo inspirado da obra missionária cristã
    A Sentinela — 1992 | 1.° de setembro
    • Modelo inspirado da obra missionária cristã

      “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo.” — 1 CORÍNTIOS 11:1.

      1. De que diversas maneiras deu Jesus um notável exemplo a ser imitado pelos seus seguidores? (Filipenses 2:5-9)

      QUE exemplo notável deu Jesus aos seus discípulos! Abandonou de bom grado sua glória celestial para vir à Terra e viver entre humanos pecadores. Estava disposto a passar por grandes sofrimentos em prol da salvação da humanidade e, o que é mais importante, para a santificação do nome de seu Pai celestial. (João 3:16; 17:4) Quando sua vida estava em julgamento, Jesus declarou destemidamente: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” — João 18:37.

      2. Por que podia o ressuscitado Jesus ordenar aos seus discípulos que continuassem com a obra que ele iniciara?

      2 Antes de morrer, Jesus forneceu um excelente treinamento aos seus discípulos, a fim de que pudessem prosseguir com a obra de dar testemunho da verdade do Reino. (Mateus 10:5-23; Lucas 10:1-16) Portanto, depois da sua ressurreição, Jesus podia dar a ordem: “Ide . . . e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” — Mateus 28:19, 20.

      3. Como se expandiu a obra de fazer discípulos, mas em que regiões ficou principalmente concentrada?

      3 Durante os três anos e meio seguintes, os discípulos de Jesus obedeceram a esta ordem, mas restringiram o fazer discípulos aos judeus, aos prosélitos judeus e aos samaritanos circuncisos. Daí, em 36 EC, Deus mandou que as boas novas fossem pregadas a um homem incircunciso, Cornélio, e aos de sua casa. Durante a década seguinte, outros gentios foram incluídos na congregação. Todavia, a maior parte da obra parece ter ficado restrita às regiões do Mediterrâneo oriental. — Atos 10:24, 44-48; 11:19-21.

      4. Que acontecimento significativo ocorreu por volta de 47-48 EC?

      4 Era necessário algo que motivasse ou habilitasse os cristãos a fazer discípulos de judeus e de gentios em regiões mais distantes. De forma que, por volta de 47-48 EC, os anciãos da congregação de Antioquia da Síria receberam a seguinte mensagem divina: “Dentre todas as pessoas, separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os chamei.” (Atos 13:2) Note que Paulo era então conhecido pelo seu nome original, Saulo. Note também que Deus mencionou Barnabé à frente de Paulo, talvez porque naquela época Barnabé fosse considerado o mais destacado dos dois.

      5. Por que é o relato sobre a viagem missionária de Paulo e Barnabé de grande valor para os cristãos hoje?

      5 O registro pormenorizado da viagem missionária de Paulo e Barnabé dá muito encorajamento às Testemunhas de Jeová, especialmente aos missionários e pioneiros que se mudaram da sua cidade natal para servir a Deus numa comunidade estrangeira. Além disso, um exame dos capítulos 13 e 14 de Atos certamente motivará ainda outros a imitarem Paulo e Barnabé e a aumentarem sua participação na obra importantíssima de fazer discípulos.

      A Ilha de Chipre

      6. Que exemplo deram os missionários em Chipre?

      6 Sem demora, os missionários foram de navio do porto sírio de Selêucia para a ilha de Chipre. Depois de desembarcarem em Salamina, não se deixaram desviar, mas “começaram a publicar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus”. Seguindo o modelo de Cristo, não se contentaram em acomodar-se naquela cidade e em esperar que os ilhéus viessem a eles. Em vez disso, percorreram “toda a ilha”. Sem dúvida, isso envolvia muitas caminhadas e muitas mudanças de acomodações, visto que Chipre é uma ilha grande e sua viagem os levou pela extensão da maior parte dela. — Atos 13:5, 6.

      7. (a) Que evento notável ocorreu em Pafos? (b) Este relato nos incentiva a ter que atitude?

      7 No fim de sua permanência ali, os dois homens foram recompensados com uma maravilhosa experiência na cidade de Pafos. O governante da ilha, Sérgio Paulo, escutou a mensagem deles e “tornou-se crente”. (Atos 13:7, 12) Paulo escreveu mais tarde: “Observais a vossa chamada da parte dele, irmãos, que não foram chamados muitos sábios em sentido carnal, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre estirpe.” (1 Coríntios 1:26) Não obstante, entre os poderosos que reagiram bem estava Sérgio Paulo. Esta experiência deve animar a todos, especialmente os missionários, a ter uma atitude positiva quanto a dar testemunho a autoridades governamentais, como somos incentivados em 1 Timóteo 2:1-4. Homens em autoridade têm às vezes dado muita ajuda aos servos de Deus. — Neemias 2:4-8.

      8. (a) Que mudança de relacionamento entre Barnabé e Paulo ocorreu daquele tempo em diante? (b) Em que sentido foi Barnabé um bom exemplo?

      8 Paulo, sob a influência do espírito de Jeová, desempenhou o papel maior na conversão de Sérgio Paulo. (Atos 13:8-12) Parece também que, a partir deste tempo, Paulo tomou a dianteira. (Compare Atos 13:7 com Atos 13:15, 16, 43.) Isto estava em harmonia com a comissão divina que Paulo recebera por ocasião de sua conversão. (Atos 9:15) Pode ser que este desenvolvimento tenha testado a humildade de Barnabé. No entanto, em vez de encarar esta mudança como afronta pessoal, parece que Barnabé viveu à altura do sentido de seu nome, “Filho de Consolo”, e apoiou Paulo lealmente em toda a viagem missionária e também depois, quando alguns cristãos judeus questionaram seu ministério junto aos gentios incircuncisos. (Atos 15:1, 2) Que belo exemplo para todos nós, inclusive os que vivem em lares missionários ou em Betel! Devemos sempre estar dispostos a aceitar ajustes teocráticos e dar pleno apoio aos designados para tomar a dianteira entre nós. — Hebreus 13:17.

      O Planalto da Ásia Menor

      9. O que aprendemos da disposição de Paulo e de Barnabé de viajarem até a Antioquia da Pisídia?

      9 De Chipre, Paulo e Barnabé viajaram de navio para o norte, para o continente da Ásia. Por algum motivo não revelado, os missionários não ficaram na região costeira, mas fizeram uma viagem longa e perigosa de uns 180 quilômetros até a Antioquia da Pisídia, situada no planalto central da Ásia Menor. Isto significou subir por uma passagem nas montanhas e descer a uma planície de uns 1.100 metros acima do nível do mar. O erudito bíblico J. S. Howson diz: “Os hábitos anárquicos e pilhantes da população dessas montanhas que separam o planalto . . . das planícies da costa sul eram notórios em todas as partes da história antiga.” Além disso, os missionários enfrentavam perigos dos elementos da natureza. “Nenhum distrito da Ásia Menor”, acrescenta Howson, “é mais especificamente caracterizado por suas ‘correntes das águas’ do que o trecho montanhoso da Pisídia, onde rios irrompem ao sopé de enormes penhascos ou se precipitam por ravinas estreitas”. Esses pormenores ajudam-nos a visualizar a espécie de viagem que os missionários se dispunham a empreender pela causa da divulgação das boas novas. (2 Coríntios 11:26) Do mesmo modo hoje, muitos dos servos de Jeová enfrentam toda espécie de obstáculo para contatar pessoas e compartilhar com elas as boas novas.

      10, 11. (a) De que modo se ateve Paulo a pontos de concordância com seus ouvintes? (b) Por que é que muitos judeus provavelmente ficaram espantados de saber dos sofrimentos do Messias? (c) Que espécie de salvação apresentou Paulo aos seus ouvintes?

      10 Visto que havia uma sinagoga judaica na Antioquia da Pisídia, os missionários dirigiram-se primeiro para lá a fim de dar aos mais familiarizados com a Palavra de Deus a oportunidade de aceitar as boas novas. Ao ser convidado a falar, Paulo pôs-se de pé e proferiu um magistral discurso público. No discurso, ele se ateve a pontos de concordância com os judeus e os prosélitos na assistência. (Atos 13:13-16, 26) Depois de sua introdução, Paulo recapitulou a ilustre história dos judeus, lembrando-lhes que Jeová escolhera os antepassados deles e depois os libertara do Egito, e como os ajudara a vencer os habitantes da Terra Prometida. Daí, Paulo salientou os tratos de Jeová com Davi. Tal informação era bem achegada ao coração dos judeus do primeiro século, pois esperavam que Deus suscitasse um descendente de Davi como salvador e governante eterno. Neste ponto, Paulo anunciou destemidamente: “Da descendência deste homem [Davi], segundo a sua promessa, Deus trouxe a Israel um salvador, Jesus.” — Atos 13:17-23.

      11 No entanto, o tipo de salvador que muitos judeus esperavam era um herói militar, que os libertaria do domínio romano e que elevaria a nação judaica acima de todas as outras. Por isso, sem dúvida, ficaram espantados de ouvir Paulo dizer que o Messias havia sido entregue pelos próprios líderes religiosos deles para ser executado. “Mas Deus o levantou dentre os mortos”, declarou Paulo destemidamente. Perto do fim do seu discurso, ele mostrou aos seus ouvintes que estes podiam obter uma salvação maravilhosa. “Sabei”, disse ele, “que por intermédio Deste se publica a vós o perdão de pecados; e que, de todas as coisas das quais não podíeis ser declarados inculpes por meio da lei de Moisés, todo aquele que crê é declarado inculpe por meio Deste”. Paulo concluiu seu discurso por exortar os ouvintes a não serem classificados entre os muitos dos quais Deus disse que negligenciariam esta maravilhosa provisão de salvação. — Atos 13:30-41.

      12. Em que resultou o discurso de Paulo, e como deve isso animar-nos?

      12 Que discurso bíblico bem proferido! Qual foi a reação da assistência? “Muitos dos judeus e dos prosélitos que adoravam a Deus seguiram a Paulo e Barnabé.” (Atos 13:43) Quão animador isso é para nós hoje! Façamos também o nosso melhor para apresentar a verdade de maneira eficaz, quer no nosso ministério público, quer nos comentários e discursos nas nossas reuniões congregacionais. — 1 Timóteo 4:13-16.

      13. Por que motivo tiveram os missionários de partir da Antioquia da Pisídia, e que perguntas surgem a respeito dos novos discípulos?

      13 Os recém-interessados na Antioquia da Pisídia não conseguiram guardar para si mesmos essas boas novas. Em resultado disso, “no sábado seguinte, quase toda a cidade se ajuntou para ouvir a palavra de Jeová”. E, em pouco tempo, a mensagem espalhou-se além da cidade. De fato, “a palavra de Jeová estava sendo levada através de todo o país”. (Atos 13:44, 49) Judeus ciumentos, em vez de saudarem este acontecimento, conseguiram que os missionários fossem expulsos da cidade. (Atos 13:45, 50) Que efeito teve isso sobre os novos discípulos? Ficaram desanimados e desistiram?

      14. Por que não conseguiram os opositores acabar com a obra iniciada pelos missionários, e o que aprendemos disso?

      14 Não, porque esta era a obra de Deus. Também, os missionários haviam lançado um alicerce sólido da fé no ressuscitado Senhor Jesus Cristo. É evidente, portanto, que os novos discípulos encaravam Cristo, e não os missionários, como seu Líder. Neste respeito, lemos que eles “continuavam cheios de alegria e de espírito santo”. (Atos 13:52) Quão encorajador isso é hoje para os missionários e outros que fazem discípulos! Se nós, humilde e zelosamente, fizermos a nossa parte, Jeová Deus e Jesus Cristo abençoarão o nosso ministério. — 1 Coríntios 3:9.

      Icônio, Listra e Derbe

      15. Que proceder seguiram os missionários em Icônio, e com que resultado?

      15 A seguir, Paulo e Barnabé viajaram uns 140 quilômetros para o sudeste até a próxima cidade, Icônio. O medo duma perseguição não os impediu de seguir o mesmo proceder adotado em Antioquia. Em resultado disso, a Bíblia diz: “Uma grande multidão, tanto de judeus como de gregos, se tornaram crentes.” (Atos 14:1) Novamente, os judeus que não aceitaram as boas novas instigaram oposição. Mas os missionários perseveraram e passaram um bom tempo em Icônio, ajudando os novos discípulos. Daí, quando souberam que seus opositores judeus estavam para apedrejá-los, Paulo e Barnabé sabiamente fugiram para o próximo território, “Listra e Derbe, e a região circunvizinha”. — Atos 14:2-6.

      16, 17. (a) O que aconteceu a Paulo em Listra? (b) Que efeito tiveram sobre um jovem de Listra os tratos de Deus com o apóstolo?

      16 Corajosamente, ‘declaravam as boas novas’ ali, naquele novo território virgem. (Atos 14:7) Quando os judeus na Antioquia da Pisídia e em Icônio souberam disso, vieram de lá até Listra e persuadiram as multidões a apedrejar Paulo. Paulo, sem ter tempo para fugir, foi apedrejado a ponto de seus opositores julgarem que estava morto. Arrastaram-no para fora da cidade. — Atos 14:19.

      17 Pode imaginar a aflição que isso causou aos novos discípulos? Mas, milagre dos milagres, quando cercaram Paulo, este se levantou! A Bíblia não diz se um jovem chamado Timóteo era um destes novos discípulos. Por certo, os tratos de Deus com Paulo em algum tempo vieram a ser de seu conhecimento e causaram profunda impressão na sua mente jovem. Paulo escreveu na sua segunda carta a Timóteo: “Tu seguiste de perto o meu ensino, meu proceder na vida, . . . a sorte de coisa que me aconteceu em Antioquia, em Icônio, em Listra, a sorte de perseguição que agüentei; contudo, o Senhor me livrou de todos esses.” (2 Timóteo 3:10, 11) Cerca de um ou dois anos depois do apedrejamento de Paulo, ele retornou a Listra e verificou que o jovem Timóteo era um cristão exemplar e que “os irmãos em Listra e Icônio davam dele bom relato”. (Atos 16:1, 2) De modo que Paulo o escolheu como companheiro de viagem. Isto ajudou Timóteo a aumentar em estatura espiritual, e, com o tempo, ficou habilitado a ser enviado por Paulo para visitar diversas congregações. (Filipenses 2:19, 20; 1 Timóteo 1:3) Também hoje, servos zelosos de Deus exercem uma influência maravilhosa sobre jovens, muitos dos quais se tornam servos valiosos de Deus, como Timóteo.

      18. (a) O que aconteceu com os missionários em Derbe? (b) Que oportunidade abriu-se-lhes então, mas que rumo escolheram tomar?

      18 Na manhã depois de ter escapado da morte em Listra, Paulo partiu com Barnabé para Derbe. Esta vez não foi seguido por opositores, e a Bíblia diz que ‘fizeram não poucos discípulos’. (Atos 14:20, 21) Depois de terem estabelecido uma congregação em Derbe, Paulo e Barnabé tiveram de tomar uma decisão. Uma bem movimentada estrada romana ia de Derbe a Tarso. Dali era curto o caminho de volta à Antioquia da Síria. Este era possivelmente o caminho mais conveniente para voltarem, e esses missionários poderiam ter achado que agora mereciam um descanso. Contudo, imitando seu Amo, Paulo e Barnabé perceberam uma necessidade maior. — Marcos 6:31-34.

      Realização Plena da Obra de Deus

      19, 20. (a) Como abençoou Jeová os missionários por terem retornado a Listra, a Icônio e a Antioquia? (b) De que lição serve isso ao povo de Jeová hoje?

      19 Em vez de seguirem o caminho mais curto para casa, os missionários corajosamente retornaram e revisitaram as mesmas cidades em que sua vida estivera em perigo. Abençoou-os Jeová por esta preocupação altruísta com as novas ovelhas? Sim, abençoou-os, porque o relato diz que conseguiram ‘fortalecer as almas dos discípulos, encorajando-os a permanecerem na fé’. Apropriadamente, disseram aos novos discípulos: “Temos de entrar no reino de Deus através de muitas tribulações.” (Atos 14:21, 22) Paulo e Barnabé lembraram-lhes também a chamada deles como co-herdeiros no vindouro Reino de Deus. Hoje devemos dar encorajamento similar aos novos discípulos. Podemos fortalecê-los para suportarem provações por apresentar-lhes a perspectiva da vida eterna na Terra, sob o governo do mesmo Reino de Deus que Paulo e Barnabé pregaram.

      20 Antes de deixarem cada cidade, Paulo e Barnabé ajudavam a congregação local a ficar melhor organizada. Pelo visto, treinaram homens habilitados e os designaram para tomar a dianteira. (Atos 14:23) Sem dúvida, isto contribuiu para maior expansão. Do mesmo modo hoje, missionários e outros, depois de ajudarem os inexperientes a progredir até poderem assumir responsabilidades, às vezes mudam-se e prosseguem com a sua boa obra em outros lugares onde há mais necessidade.

      21, 22. (a) O que aconteceu depois de Paulo e Barnabé terem completado sua viagem missionária? (b) Que perguntas suscita isso?

      21 Quando os missionários, por fim, retornaram à Antioquia da Síria, podiam sentir-se profundamente satisfeitos. Deveras, o registro bíblico diz que tinham “realizado plenamente” a obra de que Deus os incumbira. (Atos 14:26) É compreensível que, ao contarem as suas experiências, isso tenha dado “grande alegria a todos os irmãos”. (Atos 15:3) Mas que dizer do futuro? Passariam a descansar sobre os louros da vitória, como se diz? De modo algum. Depois de visitarem o corpo governante em Jerusalém em busca de uma decisão na questão da circuncisão, os dois empreenderam novamente viagens missionárias. Esta vez foram em direções diferentes. Barnabé levou consigo João Marcos e foi para Chipre, ao passo que Paulo encontrou um novo companheiro, Silas, e percorreu a Síria e a Cilícia. (Atos 15:39-41) Foi nesta viagem que ele escolheu o jovem Timóteo e o levou junto.

      22 A Bíblia não revela o resultado da segunda viagem de Barnabé. Quanto a Paulo, seguiu para um novo território e estabeleceu congregações em pelo menos cinco cidades — Filipos, Beréia, Tessalônica, Corinto e Éfeso. Qual era a chave do notável sucesso de Paulo? Valem hoje os mesmos princípios para os cristãos que fazem discípulos?

  • Todos os verdadeiros cristãos têm de ser evangelizadores
    A Sentinela — 1992 | 1.° de setembro
    • Todos os verdadeiros cristãos têm de ser evangelizadores

      “Faze a obra dum evangelizador [ou: missionário].” — 2 TIMÓTEO 4:5, nota de rodapé.

      1. Quais eram as boas novas pregadas por evangelizadores no primeiro século?

      QUE significa hoje ser evangelizador? É você um evangelizador? A palavra “evangelizador” deriva da palavra grega eu·ag·ge·li·stés, que significa “pregador das boas novas”. A partir do estabelecimento da congregação cristã, em 33 EC, as boas novas cristãs destacaram os meios de salvação colocados à disposição por Deus e proclamaram que Jesus Cristo retornaria numa época posterior para iniciar seu Reinado sobre a humanidade. — Mateus 25:31, 32; 2 Timóteo 4:1; Hebreus 10:12, 13.

      2. (a) De que modo foi enriquecido o conteúdo das boas novas em nossos dias? (b) Que obrigação recai hoje sobre todos os verdadeiros cristãos?

      2 A partir de 1914, começou a aumentar a evidência de que se estava cumprindo o sinal fornecido por Jesus a respeito da sua volta e da sua presença invisível. (Mateus 24:3-13, 33) Novamente, as boas novas podiam incluir a expressão “está próximo o reino de Deus”. (Lucas 21:7, 31; Marcos 1:14, 15) Deveras, chegara o tempo de a profecia de Jesus, registrada em Mateus 24:14, ter um grandioso cumprimento: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Portanto, a evangelização inclui agora anunciar zelosamente o estabelecido Reino de Deus e as bênçãos que em breve trará à humanidade obediente. Todos os cristãos estão sob a ordem de participar nesta obra e ‘fazer discípulos’. — Mateus 28:19, 20; Revelação (Apocalipse) 22:17.

      3. (a) Que sentido adicional tem a palavra “evangelizador”? (Veja Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2, página 65, coluna 1, parágrafo 3.) (b) Que perguntas suscita isso?

      3 Além de a Bíblia usar o termo “evangelizador” com relação à pregação das boas novas em geral, ela o usa em sentido especial para com aqueles que deixam o território em que moram para pregar as boas novas em regiões em que ainda não foram pregadas. No primeiro século, havia muitos evangelizadores missionários, tais como Filipe, Paulo, Barnabé, Silas e Timóteo. (Atos 21:8; Efésios 4:11) Mas, que dizer de nossa época especial, desde 1914? Colocou-se o povo de Jeová hoje à disposição como evangelizadores tanto locais como a nível missionário?

      O Progresso Desde 1919

      4, 5. Quais eram as perspectivas da obra evangelizadora pouco depois de 1914?

      4 Ao término da Primeira Guerra Mundial em 1918, os servos de Deus sofreram crescente oposição, tanto da parte de apóstatas como de clérigos da cristandade e seus aliados políticos. De fato, a genuína evangelização cristã quase chegou a parar em junho de 1918, quando alguns encarregados da Sociedade Torre de Vigia, dos Estados Unidos, sob acusações falsas, foram sentenciados a 20 anos de reclusão. Será que os inimigos de Deus haviam conseguido acabar com a pregação das boas novas?

      5 Inesperadamente, em março de 1919, os encarregados da Sociedade foram libertados e, mais tarde, exonerados das acusações falsas que os haviam levado à prisão. Esses cristãos ungidos, em vista de sua recém-encontrada liberdade, deram-se conta de que ainda havia muito trabalho a fazer antes de serem levados a receber a sua recompensa celestial quais co-herdeiros no Reino de Deus. — Romanos 8:17; 2 Timóteo 2:12; 4:18.

      6. Que progresso teve a obra evangelizadora entre 1919 e 1939?

      6 Em 1919, menos de 4.000 relataram participação na divulgação das boas novas. Nas duas décadas seguintes, diversos homens ofereceram-se para ser evangelizadores missionários, e alguns foram enviados a países da África, da Ásia e da Europa. Por volta de 1939, depois de 20 anos de pregação do Reino, as Testemunhas de Jeová haviam aumentado para mais de 73.000. Este notável aumento, realizado apesar de muita perseguição, foi similar ao que ocorrera nos primeiros anos da congregação cristã. — Atos 6:7; 8:4, 14-17; 11:19-21.

      7. Que situação similar existiu na obra evangelizadora cristã nos anos 47 EC e 1939?

      7 Não obstante, a maioria das Testemunhas de Jeová, naquela época, achava-se concentrada em países protestantes de língua inglesa. Na realidade, mais de 75 por cento dos 73.000 proclamadores do Reino eram da Austrália, do Canadá, dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da Nova Zelândia. Assim como se deu por volta de 47 EC, faltava algo para incentivar os evangelizadores a darem mais atenção aos países menos trabalhados da Terra.

      8. Até 1992, que havia conseguido realizar a Escola de Gileade?

      8 As restrições e perseguições do tempo de guerra não conseguiram impedir que o poderoso espírito santo de Jeová motivasse seus servos a se prepararem para maior expansão. Em 1943, no apogeu da Segunda Guerra Mundial, a organização de Deus fundou a Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, visando divulgar as boas novas mais amplamente. Até março de 1992, esta escola já havia enviado 6.517 missionários a 171 países. Além disso, treinaram-se homens para cuidar de filiais e congêneres da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) em outros países. Tomando por base 1992, dentre os 97 coordenadores de Comissões de Filial, 75 haviam cursado Gileade.

      9. Que programas de treinamento têm desempenhado um papel no progresso da obra de evangelização e de fazer discípulos?

      9 Além da Escola de Gileade, outros programas de treinamento têm equipado o povo de Jeová para expandir e melhorar sua evangelização. Por exemplo, a Escola do Ministério Teocrático funciona nas congregações das Testemunhas de Jeová em toda a Terra. Este arranjo, junto com a semanal Reunião de Serviço, tem treinado milhões de publicadores do Reino para serem eficazes no ministério público. Existe também a Escola do Ministério do Reino, que fornece valioso treinamento a anciãos e a servos ministeriais, a fim de que possam cuidar melhor das congregações em aumento. A Escola do Serviço de Pioneiro tem ajudado muitos evangelizadores de tempo integral a se tornarem mais eficazes na sua atividade de pregação. Mais recentemente, a Escola de Treinamento Ministerial está funcionando em diversos países para ajudar anciãos e servos ministeriais solteiros a se tornarem Timóteos hodiernos.

      10. Qual tem sido o resultado de todo o excelente treinamento fornecido por meio da organização de Deus? (Inclua a informação no quadro.)

      10 Qual tem sido o resultado de todo este treinamento? Em 1991, as Testemunhas de Jeová tinham atingido um auge de bem mais de quatro milhões de proclamadores do Reino ativos em 212 países. Todavia, dessemelhante da situação que existia em 1939, mais de 70 por cento destes são de países católicos, ortodoxos, não-cristãos e outras terras, onde não predomina a língua inglesa. — Veja o quadro “Expansão Desde 1939”.

      Por Que São Bem-Sucedidas

      11. A quem atribuiu o apóstolo Paulo seu êxito como ministro?

      11 As Testemunhas de Jeová não reivindicam o mérito por esta expansão. Antes, encaram sua obra assim como o apóstolo Paulo a encarava, como explicou na sua carta aos coríntios. “O que, então, é Apolo? Sim, o que é Paulo? Ministros por intermédio de quem vos tornastes crentes, assim como o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus o fazia crescer; de modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que o faz crescer. Pois somos colaboradores de Deus. Vós sois campo de Deus em lavoura, edifício de Deus.” — 1 Coríntios 3:5-7, 9.

      12. (a) Que papel desempenha a Palavra de Deus na bem-sucedida evangelização cristã? (b) Quem foi designado Cabeça da congregação cristã, e qual é um modo importante de demonstrarmos nossa submissão à Sua chefia?

      12 Não há dúvida de que o aumento fenomenal das Testemunhas de Jeová se deve à bênção de Deus. É a obra de Deus. Reconhecendo isso, continuam a aplicar-se com regularidade no estudo da Palavra de Deus. Tudo o que ensinam na sua obra evangelizadora baseia-se na Bíblia. (1 Coríntios 4:6; 2 Timóteo 3:16) Outra chave de sua evangelização bem-sucedida é seu pleno reconhecimento Daquele que Deus designou Cabeça da congregação, o Senhor Jesus Cristo. (Efésios 5:23) Os cristãos do primeiro século mostravam isso por cooperarem com os que Jesus designou quais apóstolos. Estes homens, junto com outros anciãos da congregação de Jerusalém, constituíam o corpo governante do primeiro século. De sua posição no céu, o Senhor Jesus Cristo usava este grupo de cristãos maduros para resolver questões e fornecer orientação à obra de evangelização. A cooperação zelosa de Paulo com este arranjo divino resultou em aumentos nas congregações que visitou. (Atos 16:4, 5; Gálatas 2:9) Assim também hoje, os evangelizadores cristãos, pelo firme apego à Palavra de Deus e pela zelosa cooperação com a orientação fornecida pelo Corpo Governante, tem assegurado o êxito de seu ministério. — Tito 1:9; Hebreus 13:17.

      Considerar os Outros Superiores

      13, 14. (a) Que conselho deu o apóstolo Paulo, conforme registrado em Filipenses 2:1-4? (b) Por que é importante nos lembrar deste conselho ao participarmos na obra de evangelização?

      13 O apóstolo Paulo mostrou genuíno amor aos que buscavam a verdade e não adotou uma atitude superior ou racista. Portanto, pôde aconselhar os concrentes a ‘considerar os outros superiores’. — Filipenses 2:1-4.

      14 Da mesma maneira, os verdadeiros evangelizadores da atualidade não adotam uma atitude de superioridade ao lidar com pessoas de raças e formações diferentes. Certa Testemunha de Jeová dos Estados Unidos, designada para trabalhar como missionária na África, diz: “Sei que não somos superiores. Pode ser que tenhamos mais dinheiro e o que se chama de instrução, mas elas [as pessoas locais] têm certas qualidades que são superiores às nossas.”

      15. Como podem aqueles que são designados a trabalhar em países estrangeiros demonstrar genuíno respeito pelos prospectivos discípulos?

      15 Certamente, se tivermos genuíno respeito por aqueles a quem transmitimos as boas novas, tornaremos mais fácil que aceitem a mensagem da Bíblia. Ajuda também quando o evangelizador missionário mostra que se sente feliz de viver no meio das pessoas que foi designado a ajudar. Uma missionária bem-sucedida, que passou os últimos 38 anos na África, explica: “Sinto bem no íntimo que este é o meu lar e que os na congregação a que estou designada são meus irmãos e minhas irmãs. Quando volto ao Canadá, em férias, realmente não me sinto em casa. Lá pela última semana no Canadá já me sinto impaciente para voltar à minha designação. Sempre me sinto assim. Digo aos meus estudantes da Bíblia, e aos irmãos e irmãs, quão feliz me sinto de estar de volta, e eles reconhecem que eu quero estar com eles.” — 1 Tessalonicenses 2:8.

      16, 17. (a) Visando ser mais eficazes no seu ministério, que desafio aceitaram muitos missionários e evangelizadores locais? (b) Que experiência teve uma missionária por ter falado na língua local?

      16 Alguns, ao encontrarem no seu território local um grande núcleo de língua estrangeira, têm feito empenho para aprender o idioma, mostrando assim que consideram os outros superiores. “No sul da África”, observa um missionário, “existe às vezes um sentimento de desconfiança mútua entre pessoas de formação africana e as de formação européia. Mas quando se fala a língua local, este sentimento logo desaparece”. Falarmos a língua daqueles a quem transmitimos as boas novas é de muita ajuda para tocar-lhes o coração. Requer trabalho árduo e persistência humilde. Como explica uma missionária num país asiático: “Continuar a errar desajeitadamente e suportar as risadas pelos erros que se comete pode ser uma prova. Pode parecer mais fácil desistir.” Todavia, o amor a Deus e ao próximo ajudou esta missionária a perseverar. — Marcos 12:30, 31.

      17 É compreensível que as pessoas se sintam comovidas quando o estrangeiro se esforça a transmitir-lhes as boas novas na língua delas. Isto às vezes resulta em bênçãos inesperadas. Uma missionária em Lesoto, um país africano, falava em sesoto com uma mulher que trabalhava numa tapeçaria. Um ministro de Estado de outro país africano visitava a loja e ouviu a conversa. Aproximou-se e cordialmente a elogiou, em vista do que ela lhe falou na própria língua dele. “Por que não vem ao [meu país] e trabalha entre o meu povo, já que sabe falar suaíli?” perguntou. A missionária respondeu com tato: “Isto seria muito bom. Mas sou Testemunha de Jeová, e atualmente a nossa obra está proscrita no seu país.” “Por favor”, respondeu ele, “não deve achar que todos nós nos opomos à sua obra. Muitos de nós somos a favor das Testemunhas de Jeová. Talvez venha o dia em que possa ensinar livremente entre o nosso povo.” Algum tempo depois, a missionária ficou emocionada de saber que se concedera às Testemunhas de Jeová liberdade de adoração naquele país.

      Dispostos a Renunciar a Direitos

      18, 19. (a) De que maneira importante esforçou-se Paulo a imitar seu Amo, Jesus Cristo? (b) Relate uma experiência (do parágrafo ou sua própria) que mostre a importância de se evitar fazer tropeçar aqueles a quem transmitimos as boas novas.

      18 Quando o apóstolo Paulo escreveu: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo”, ele acabara de considerar a necessidade de não fazer outros tropeçar, dizendo: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus. Guardai-vos para não vos tornardes causas de tropeço para judeus, bem como para gregos e para a congregação de Deus, assim como eu estou agradando a todos em todas as coisas, não buscando a minha própria vantagem, mas a dos muitos, a fim de que sejam salvos.” — 1 Coríntios 10:31-33; 11:1.

      19 Evangelizadores como Paulo, dispostos a fazer sacrifícios nos interesses daqueles a quem pregam, colhem bênçãos. Por exemplo, em certo país africano, um casal de missionários foi a um hotel local para jantar, em celebração de seu aniversário de casamento. De início, pretendiam pedir um vinho para acompanhar a refeição, visto que o uso moderado de bebidas alcoólicas não é condenado na Bíblia. (Salmo 104:15) Mas depois decidiram não fazer isso, para não ofender as pessoas locais. “Algum tempo depois”, recorda o marido, “encontramos o homem que era o cozinheiro-chefe daquele hotel e iniciamos um estudo bíblico com ele. Muito depois, ele nos disse: ‘Lembram-se de quando foram ao hotel para jantar? Nós todos ficamos atrás da porta da cozinha observando-os. Acontece que os missionários da igreja nos disseram que é errado tomar bebidas alcoólicas. Mas, quando eles vêm ao hotel, pedem vinho à vontade. Portanto, decidimos que, se vocês pedissem uma bebida alcoólica, não lhes daríamos atenção quando nos viessem pregar.’” Hoje, este cozinheiro-chefe e outros que trabalhavam no hotel são Testemunhas batizadas.

      Ainda Há Bastante Para Fazer

      20. Por que é vital que perseveremos como evangelizadores zelosos, e que alegre privilégio aproveitam muitos?

      20 Ao passo que se aproxima rapidamente o fim deste sistema iníquo, muitos ainda anseiam ouvir as boas novas, e é agora mais urgente do que nunca que todo cristão persevere como fiel evangelizador. (Mateus 24:13) Poderá aumentar sua participação nesta obra por tornar-se evangelizador em sentido especial, assim como Filipe, Paulo, Barnabé, Silas e Timóteo? Muitos fazem algo similar por ingressarem nas fileiras dos pioneiros e se colocarem à disposição para servir em lugares onde há mais necessidade.

      21. Em que sentido se “abriu uma porta larga para atividade” para o povo de Jeová?

      21 Recentemente, abriram-se vastos campos para a evangelização em países da África, da Ásia e da Europa Oriental, onde a obra das Testemunhas de Jeová anteriormente estava restrita. Como no caso do apóstolo Paulo, “abriu[-se] uma porta larga para atividade” para o povo de Jeová. (1 Coríntios 16:9) Por exemplo, evangelizadores missionários que há pouco chegaram a Moçambique, na África, não conseguem dar conta do número de pessoas que desejam estudar a Bíblia. Quão felizes nos podemos sentir de que a obra das Testemunhas de Jeová foi legalizada naquele país em 11 de fevereiro de 1991!

      22. Quer nosso território local seja muito trabalhado, quer não, o que temos todos de estar determinados a fazer?

      22 Em países em que sempre tivemos liberdade de adoração, nossos irmãos também usufruem contínuos aumentos. Sim, onde quer que vivamos, ainda há “bastante para fazer na obra do Senhor”. (1 Coríntios 15:58) Sendo assim, continuemos a fazer uso sábio do tempo que resta ao passo que cada um de nós ‘faz a obra dum evangelizador, efetuando plenamente o seu ministério’. — 2 Timóteo 4:5; Efésios 5:15, 16.

      Sabe Explicar?

      ◻ O que é um evangelizador?

      ◻ Como foi enriquecido o conteúdo das boas novas após 1914?

      ◻ Como tem progredido a obra evangelizadora desde 1919?

      ◻ Que fatores-chaves têm contribuído para o sucesso da obra de evangelização?

      [Quadro na página 19]

      EXPANSÃO DESDE 1939

      Considere exemplos de três continentes aos quais se enviaram missionários treinados em Gileade. Em 1939, apenas 636 proclamadores do Reino relatavam na África Ocidental. Em 1991, este número havia aumentado para mais de 200.000 em 12 países da África Ocidental. Os missionários também contribuíram para os fenomenais aumentos em países da América do Sul. Um deles é o Brasil, que teve um aumento de 114 proclamadores do Reino, em 1939, para um auge de 335.039, em abril de 1992. Houve aumentos similares em países da Ásia depois da chegada de missionários. Durante a Segunda Guerra Mundial, o pequeno número de Testemunhas de Jeová no Japão foi severamente perseguido, e sua obra parou. Daí, em 1949, 13 missionários chegaram para ajudar a reorganizar a obra. Naquele ano de serviço, menos de dez publicadores nativos relataram serviço de campo em todo o Japão, ao passo que em abril de 1992 atingiu-se o total de 167.370 publicadores.

      [Quadro na página 21]

      A CRISTANDADE E O PROBLEMA DE IDIOMA

      Alguns dos missionários da cristandade fizeram um esforço sincero para aprender uma língua estrangeira, muitos, porém, esperavam que o povo local falasse sua língua européia. Conforme Geoffrey Moorhouse explica no seu livro The Missionaries (Os Missionários):

      “O problema era que aprender uma língua nativa com demasiada freqüência era encarado como nada mais do que um meio de traduzir as Escrituras. Fazia-se comparativamente pouco esforço, quer da parte do missionário, quer da parte da Sociedade que o empregava, para se assegurar de que o missionário falasse ao nativo na própria língua deste com a fluência suficiente para resultar num profundo entendimento entre dois seres humanos. Todo missionário obtinha uma noção superficial do vocabulário local . . . Além disso, a comunicação em geral era feita nas consternadoras e ridicularizantes cadências do chamado inglês pidgin, com a implícita pressuposição de que o nativo africano tinha de sujeitar-se às normas do visitante inglês. No pior dos casos, esta era outra manifestação de superioridade racial.”

      Em 1922, a Escola de Estudos Orientais e Africanos, em Londres, publicou um relatório sobre o problema lingüístico. “Somos da opinião”, disse o relatório, “que o nível mediano da proficiência alcançada pelos missionários no vernáculo . . . é lamentável e mesmo perigosamente baixo”.

      Os missionários da Sociedade Torre de Vigia sempre têm considerado o aprendizado da língua local uma obrigação, o que ajuda a explicar seu êxito no campo missionário.

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