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MoldáviaAnuário das Testemunhas de Jeová de 2004
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Outro que manteve a integridade foi Parfin Palamarciuc. Ele aprendeu a verdade bíblica na Moldávia nos anos 20. Também se tornou um zeloso proclamador das boas novas, ficando muitas vezes longe de casa por semanas a fio para pregar em cidades e em povoados de Chernovtsy até Lvov, na Ucrânia. Por ter-se recusado a pegar em armas, Parfin foi preso em 1942 pelos fascistas e julgado por uma corte marcial em Chernovtsy.
Nicolae, filho de Parfin, contou aqueles eventos, dizendo: “Foram condenados à morte 100 irmãos por essa corte marcial. A sentença devia ser executada prontamente. Os oficiais reuniram todos os irmãos e selecionaram os dez primeiros a serem fuzilados. Mas, antes disso, essas pessoas foram forçadas a cavar sua própria cova, enquanto os demais 90 observavam. Antes de fuzilarem os irmãos, porém, as autoridades lhes deram mais uma oportunidade de renunciarem à sua fé e se alistarem no exército. Dois transigiram, os outros oito foram fuzilados. Daí, mais dez foram colocados na fila. Antes, porém, de serem fuzilados, tinham de enterrar os que haviam sido mortos.
“Enquanto os irmãos colocavam os corpos nas covas, chegou um funcionário de alta categoria. Ele perguntou quantas Testemunhas haviam mudado de idéia. Quando lhe foi dito que apenas duas, ele declarou que, se 80 tinham de morrer para eles conseguirem 20 para o exército, seria mais vantajoso enviar os 92 que restavam a campos de trabalhos forçados. Em resultado disso, as sentenças de morte foram comutadas em 25 anos de trabalhos forçados. Contudo, menos de três anos mais tarde, as forças soviéticas invasoras libertaram as Testemunhas dos campos romenos. Meu pai sobreviveu a essas e a muitas outras duras provas. Ele faleceu em 1984, fiel a Jeová.”
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[Fotos na página 92]
Parfin Palamarciuc e seu filho Nicolae
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