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  • Colapso moral em todo o mundo
    Despertai! — 2007 | abril
    • Colapso moral em todo o mundo

      “A TRAPAÇA está em todo lugar”, diz David Callahan, que escreveu recentemente o livro The Cheating Culture (A Cultura da Trapaça). Entre outras coisas que acontecem nos Estados Unidos, ele menciona “estudantes do ensino médio e da faculdade que trapaceiam”, “pirataria” de música e filmes, “roubo no trabalho”, “fraude em larga escala na área de saúde” e uso de esteróides nos esportes. Ele conclui: “Adicionando a isso todas as diversas formas de infração ética e legal, chegamos a uma crise moral de grandes proporções.”

      O jornal The New York Times disse que o furacão Katrina, que assolou os Estados Unidos no fim de 2005, “deu origem a uma das mais surpreendentes ondas de fraudes, tramas e espantosos erros burocráticos na história moderna”. Uma senadora dos EUA relatou: “A fraude descarada, a audácia das tramas, a magnitude do desperdício — são simplesmente chocantes.”

      Com certeza, ainda há exemplos de verdadeiro altruísmo. (Atos 27:3; 28:2) Mas o que mais se ouve é: “O que eu vou ganhar com isso?” A atitude do “primeiro eu” e de pensar só nos próprios interesses parece ter se tornado a regra.

      No passado, a imoralidade egoísta e descarada foi apontada como o fator determinante para a queda de civilizações tais como o Império Romano. Será que o que está acontecendo agora é o prelúdio de algo ainda mais significativo? Está o mundo todo hoje sendo afetado pelo “aumento do que é contra a lei”, o que, conforme a Bíblia prediz, seria um sinal do fim deste inteiro sistema de coisas? — Mateus 24:3-8, 12-14; 2 Timóteo 3:1-5.

      Decadência global

      O jornal Africa News de 22 de junho de 2006, numa reportagem a respeito de um “seminário sobre abuso sexual e pornografia” em bairros pobres de uma região de Uganda, disse que é por causa da “negligência dos pais que a prostituição e o uso de drogas aumentou nesses lugares”. O jornal observou: “O Sr. Dhabangi Salongo, responsável pela Unidade de Proteção à Criança e à Família, da delegacia de Kawempe, disse que os índices de violência doméstica e de abuso sexual de crianças tinham aumentado muitíssimo.”

      De acordo com um médico na Índia, “a sociedade está perdendo seus valores culturais”. Um diretor de cinema desse país disse que “a combinação do aumento do uso de drogas com o aumento da promiscuidade sexual é mais um sinal de que a Índia está se afundando na ‘devassidão do mundo ocidental’”.

      Hu Peicheng, secretário-geral da Associação de Sexologia da China, em Pequim, declarou: “Antigamente, na sociedade tínhamos um senso do que era certo e do que era errado. Agora podemos fazer o que bem entendemos.” Um artigo na revista China Today explicou esse assunto do seguinte modo: “A sociedade está ficando cada vez mais tolerante no que diz respeito a casos extraconjugais.”

      “Parece que todo mundo está tirando a roupa e usando o sexo como estratégia de vendas”, notou recentemente o jornal inglês Yorkshire Post. “Pouco mais de uma geração atrás, esse tipo de ação teria sido considerado um ultraje do ponto de vista moral. Hoje somos bombardeados por todos os lados com imagens de sexo, e a pornografia . . . já criou raízes na sociedade em geral.” O jornal acrescentou: “Hoje em dia é considerado normal famílias verem livros, revistas e filmes que antigamente só deveriam ser vistos por maiores de 18 anos. E, segundo aqueles que fazem campanha contra a pornografia, muitas vezes o alvo declarado dessas matérias são as crianças.”

      The New York Times Magazine disse: “[Alguns adolescentes] falam de [suas experiências sexuais] com a mesma naturalidade com que falam sobre o que vão almoçar.” A revista Tweens News, “o guia para os pais de crianças de 8 a 12 anos”, observou: “Num rabisco de criança, uma menina escreveu uma mensagem de partir o coração: ‘Minha mãe está me pressionando para que eu namore rapazes e tenha relações sexuais. Tenho apenas 12 anos . . . socorro!’”

      Como os tempos mudaram! O jornal canadense The Toronto Star declarou que não muito tempo atrás “só a idéia de homossexuais ou lésbicas viverem juntos abertamente já era ultrajante”. No entanto, Barbara Freemen, professora de História Social na Universidade de Carleton, Ottawa, Canadá, observa: “O que as pessoas dizem hoje é: ‘Vida particular é isso mesmo, vida particular. Não queremos que outras pessoas se intrometam’.”

      Sem dúvida, nas últimas décadas, a moral deteriorou-se rapidamente em muitos lugares no mundo todo. O que levou a essas mudanças radicais? O que você acha disso? E o que essas mudanças indicam para o futuro?

  • O tempo em que a moral foi corrompida drasticamente
    Despertai! — 2007 | abril
    • O tempo em que a moral foi corrompida drasticamente

      QUANDO acha que o drástico declínio moral começou? Durante a sua geração ou talvez a de parentes ou amigos mais velhos? Alguns dizem que a Primeira Guerra Mundial, que irrompeu em 1914, introduziu uma era de decadência moral sem precedentes. No seu livro The Generation of 1914 (A Geração de 1914), o professor de História Robert Wohl escreveu: “Os que sobreviveram à guerra jamais poderiam desfazer-se da idéia de que um mundo acabara e outro começara em agosto de 1914.”

      O historiador Norman Cantor diz: “Em todos os lugares, os padrões de comportamento social — já em declínio — foram devastados. Se os próprios políticos e generais haviam tratado milhões de pessoas sob seus cuidados como animais enviados ao abate, que princípios religiosos ou éticos impediriam que os homens tratassem uns aos outros com a mesma ferocidade dos animais selvagens? . . . A matança da Primeira Guerra Mundial [1914-18] desvalorizou completamente a vida humana.”

      Em sua extensa obra História Universal, o historiador inglês H. G. Wells salientou que foi depois da aceitação da teoria da evolução que sobreveio “uma real desmoralização”. Por quê? Alguns defendiam a idéia de que o homem era simplesmente uma forma superior de vida animal. Wells, que era evolucionista, escreveu em 1920: “O homem, decidiram, é um animal social, como o cão de caça [da Índia] . . . , assim lhes pareceu direito que os grandes cães da matilha humana reprimissem e subjugassem os demais.”

      De fato, como Cantor declarou, a Primeira Guerra Mundial teve um efeito devastador no senso moral das pessoas. Ele explicou: “A geração mais antiga foi completamente desacreditada em todos os assuntos — sua política, seu modo de vestir, sua atitude moral para com o sexo.” As igrejas, que corromperam os ensinamentos cristãos ao aceitar a teoria da evolução e dar incentivo às fileiras militares, contribuíram muito para o declínio moral. O general-de-brigada britânico Frank Crozier escreveu: “As igrejas cristãs são os melhores fomentadores da ânsia de sangue que temos, e fizemos delas livre uso.”

      Códigos de moral descartados

      Na década após a Primeira Guerra Mundial — os chamados Prósperos Anos 20 — a restrição moral e os velhos costumes foram rejeitados e substituídos pelo conceito do vale-tudo. O historiador Frederick Lewis Allen comenta: “Os dez anos que se seguiram à guerra podem ser bem chamados de década das Más Maneiras. . . . Com a velha ordem de coisas deixaram de existir valores que davam riqueza e significado à vida, e não foi fácil encontrar valores substitutos.”

      A Grande Depressão, que afetou o mundo todo na década de 30, lançou as pessoas na extrema miséria, fazendo com que levassem as coisas mais a sério. No fim dessa década, porém, o mundo entrou numa guerra ainda mais devastadora — a Segunda Guerra Mundial. Não demorou muito para que as nações começassem a fabricar temíveis armas de destruição. Assim, o mundo saiu bruscamente da Depressão, mas mergulhou em sofrimento e horror além da imaginação humana. Quando a guerra acabou, centenas de cidades estavam em ruínas; duas no Japão foram arrasadas, cada uma delas por uma única bomba atômica. Milhões de pessoas morreram em horríveis campos de concentração. Ao todo, o conflito tirou a vida de cerca de 50 milhões de homens, mulheres e crianças.

      Durante as condições horríveis da Segunda Guerra Mundial, em vez de aderirem aos antigos padrões tradicionais de decência, as pessoas adotaram os seus próprios códigos de comportamento. O livro Love, Sex and War—Changing Values, 1939-45 (Amor, Sexo e Guerra — Mudança de Valores, 1939-45) observou: “Parecia que as restrições sexuais haviam ficado suspensas durante a guerra, e a licenciosidade típica dos campos de batalha estava entrando nos lares. . . . A urgência e a agitação da época de guerra logo corromperam as restrições morais, tornando a vida fora dos campos de batalha tão insignificante e curta como a vida dentro deles.”

      A constante ameaça à vida intensificou o desejo das pessoas por relacionamentos amorosos, mesmo que fossem passageiros. Uma dona-de-casa britânica, para justificar a permissividade sexual durante esses anos dramáticos, disse: “Não se pode dizer que éramos imorais. Afinal estávamos em guerra.” Um soldado americano admitiu: “Para os padrões da maioria das pessoas éramos imorais, mas éramos jovens e podíamos morrer no dia seguinte.”

      Muitos dos sobreviventes dessa guerra sofreram por causa das atrocidades que presenciaram. Ainda hoje, alguns deles, incluindo os que eram crianças naquela época, sofrem com lembranças repentinas do passado, que lhes trazem a sensação de estar passando de novo por aquela situação traumática. Muitos perderam a fé e, ao mesmo tempo, o senso de moral. Não tendo respeito por nenhuma autoridade que determinasse padrões do que era certo ou errado, as pessoas começaram a ver tudo como relativo.

      Novas normas sociais

      Após a Segunda Guerra Mundial, foram publicados estudos sobre o comportamento sexual humano. Um desses estudos, realizado nos Estados Unidos nos anos 40, foi o Relatório Kinsey, com mais de 800 páginas. O resultado foi que muitas pessoas começaram a falar abertamente sobre sexo, o que antes era um assunto tabu. Embora as estatísticas apresentadas nesse relatório a respeito de pessoas que se envolviam em homossexualismo e em outros comportamentos sexuais pervertidos fossem mais tarde encaradas como exageradas, o estudo expôs o repentino declínio moral após a guerra.

      Por algum tempo, foi feito um esforço para preservar uma aparência de decência. Por exemplo, matéria imoral era censurada no rádio, no cinema e na televisão. Mas isso não durou muito. William Bennett, ex-secretário da Educação, dos EUA, explicou: “Nos anos 60, porém, a América iniciou uma queda vertiginosa e incessante para o que pode ser chamado de descivilização.” E isso se refletiu em muitos outros países. Por que o declínio moral se intensificou nos anos 60?

      Foi nessa década que ocorreram quase simultaneamente o movimento de libertação das mulheres e a revolução sexual com a sua chamada nova moralidade. Também foram desenvolvidas eficientes pílulas anticoncepcionais. Quando deixou de haver receio de concepção nas relações sexuais, o “amor livre” ou as “relações sexuais sem compromisso de ambas as partes” tornaram-se comuns.

      Ao mesmo tempo, os códigos de moral da imprensa, dos filmes e da televisão afrouxaram. Mais tarde, Zbigniew Brzezinski, ex-chefe do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, disse o seguinte sobre os valores apresentados na TV: “Eles exaltam claramente a autogratificação, fazem com que a violência intensa e a brutalidade pareçam normais e incentivam a promiscuidade sexual.”

      Já nos anos 70, os videocassetes tornaram-se populares. Na privacidade de seus lares, as pessoas podiam ver agora matéria imoral, sexualmente explícita, que nunca assistiriam em público numa sala de cinema por medo de serem vistas. Em tempos mais recentes, a internet tornou possível que em todo o mundo, qualquer pessoa com um computador tenha acesso à espécie mais repugnante de pornografia.

      As conseqüências são assustadoras de muitas maneiras. Um diretor de uma penitenciária nos EUA disse recentemente: “Dez anos atrás, quando chegavam jovens das ruas, eu ainda conseguia falar com eles sobre o que é certo e errado. Mas hoje, os jovens que chegam não têm nem idéia do que é isso.”

      Onde encontrar orientação

      Não podemos contar com as igrejas do mundo para receber orientação moral. Em vez de apoiarem princípios corretos como Jesus e seus discípulos fizeram no primeiro século, elas se tornaram parte deste mundo e das suas perversidades. Um escritor perguntou: “Que guerra já foi travada em que não se afirmasse que Deus estava em cada um dos lados?” Falando sobre apoiar os padrões morais de Deus, um clérigo da cidade de Nova York disse há alguns anos: “A igreja é a única organização no mundo onde os requisitos para entrar ali são menos rigorosos do que os necessários para entrar num ônibus.”

      Sem dúvida, o drástico declínio moral neste mundo expressa bem a necessidade urgente de uma mudança. Mas qual? O que tem de ser mudado? Quem pode fazer isso e como?

      [Destaque na página 5]

      “A matança da Primeira Guerra Mundial [1914-18] desvalorizou completamente a vida humana”

      [Quadro na página 6]

      VIRTUDES VERSUS VALORES

      Antigamente, as virtudes eram bem definidas. Ou a pessoa era honesta, leal, casta e honrada, ou não era. Agora, o termo “virtudes” foi substituído por “valores”. Mas existe um problema relacionado a isso, conforme a historiadora Gertrude Himmelfarb observa em seu livro The De-Moralization of Society (A Desmoralização da Sociedade): “Não se pode dizer sobre virtudes o mesmo que se pode dizer sobre valores, . . . ou seja, que cada pessoa tem o direito de escolher suas próprias virtudes.”

      Ela diz que os valores “podem ser crenças, opiniões, atitudes, sentimentos, hábitos, costumes, preferências, preconceitos e até idiossincrasias — tudo que uma pessoa, um grupo ou uma sociedade valoriza, a qualquer momento, por qualquer razão”. Numa sociedade liberal como a de hoje, as pessoas acham que têm justificativa para escolher seus próprios valores, assim como escolhem o que vão comprar num supermercado. Mas quando se faz isso, o que acontece com as verdadeiras virtudes e a moralidade?

      [Foto nas páginas 6, 7]

      O acesso a entretenimento degradante é cada vez mais fácil

  • Onde este mundo vai parar?
    Despertai! — 2007 | abril
    • Onde este mundo vai parar?

      A BÍBLIA predisse há muito tempo o atual colapso moral e o descreveu assim: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, . . . desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, . . . ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder.” — 2 Timóteo 3:1-5.

      Talvez concorde que essa profecia bíblica é uma descrição exata do mundo atual. E, no entanto, foi escrita há cerca de 2 mil anos. As palavras que introduzem essa profecia são: “Nos últimos dias.” O que significa a expressão “últimos dias”?

      “Últimos dias” de quê?

      A expressão “últimos dias” ficou bastante conhecida. Só no idioma inglês, essas palavras aparecem no título de centenas de livros. Considere, por exemplo, o recente livro The Last Days of Innocence —America at War, 1917-1918 (Os Últimos Dias da Inocência — A América em Guerra, 1917-1918). O prefácio deixa claro que, ao usar a expressão “últimos dias”, o livro se refere a um tempo específico no qual ocorre uma tremenda decadência moral.

      O prefácio explica: “Em 1914, o país estava passando pela mudança mais rápida de toda sua história.” De fato, o ano de 1914 ficou marcado por uma súbita guerra mundial, o que nunca ocorrera antes. O livro diz: “Tratava-se de uma guerra total, de um conflito, não de exército contra exército, mas de nação contra nação.” Essa guerra, como veremos mais à frente, aconteceu no começo do que a Bíblia chama de “últimos dias”.

      A idéia de que este mundo, antes de seu fim propriamente dito, passaria por um tempo chamado de “últimos dias” é um ensinamento da Bíblia. Ela até mesmo diz que antes havia um mundo que acabou, ou deixou de existir, explicando: “O mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água.” Que tempo foi esse, e que mundo foi destruído? Trata-se do antigo “mundo de pessoas ímpias” que existia nos dias de Noé. Similarmente, o mundo atual chegará ao seu fim. No entanto, aqueles que servem a Deus sobreviverão a esse fim, assim como aconteceu com Noé e sua família. — 2 Pedro 2:5; 3:6; Gênesis 7:21-24; 1 João 2:17.

      O que Jesus disse sobre o fim

      Jesus Cristo também mencionou “os dias de Noé,” quando “veio o dilúvio e os varreu a todos”. Comparou as condições que existiam antes do Dilúvio — logo antes do fim daquele mundo — com as condições que existiriam durante o tempo que ele identificou como “terminação do sistema de coisas”. (Mateus 24:3, 37-39) Outras traduções da Bíblia usam a expressão “fim do mundo” ou “fim dos tempos”. — Almeida, Pastoral e Nova Versão Internacional.

      Jesus predisse como seria a vida na Terra quando o fim do mundo estivesse perto. Falando sobre guerra, ele disse: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino.” Os historiadores dizem que isso ocorreu a partir de 1914. É por essa razão que o prefácio do livro já mencionado fala de 1914 como marcando o início de “guerra total, . . . não de exército contra exército, mas de nação contra nação”.

      Nessa profecia, Jesus acrescentou: “Haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” Ele continuou, dizendo que entre outras coisas haveria um “aumento do que é contra a lei”. (Mateus 24:7-14) Sem dúvida, temos visto isso ocorrer nos nossos dias. O atual colapso moral é tão grave que está cumprindo a profecia bíblica!

      Como deveria ser a nossa vida durante este período tão decadente? Note o que o apóstolo Paulo disse sobre a decadência moral quando escreveu aos cristãos em Roma. Ele chamou a atenção para os “ignominiosos apetites sexuais” das pessoas, dizendo: “Tanto as suas fêmeas trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza; e, igualmente, até os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno.” — Romanos 1:26, 27.

      Os historiadores dizem que enquanto a sociedade humana no primeiro século se afundava cada vez mais na decadência moral, “a piedade e decência das pequenas associações cristãs punham em relevo a soltura romana”. Isso deve nos fazer parar e perguntar: ‘Que dizer de mim e daqueles com quem me associo? Será que nos destacamos como diferentes, tendo boa moral, ao contrário daqueles que vivem imoralmente?’ — 1 Pedro 4:3, 4.

      A nossa batalha

      A Bíblia nos ensina que apesar da imoralidade que nos rodeia, temos de ser “inculpes e inocentes, filhos de Deus sem mácula no meio duma geração pervertida e deturpada”. Para isso, precisamos nos manter “firmemente agarrados à palavra da vida”. (Filipenses 2:15, 16) Essa declaração bíblica fornece a chave de como os cristãos podem se manter livres da contaminação causada pela corrupção moral — têm de se apegar aos ensinamentos da Palavra de Deus e reconhecer que os padrões morais dela representam o melhor modo de vida.

      “O deus deste sistema de coisas”, Satanás, o Diabo, está tentando ganhar o coração das pessoas. (2 Coríntios 4:4) A Bíblia nos diz que ele “persiste em transformar-se em anjo de luz”. Seus ministros, aqueles que o servem por agir como ele, também fazem isso. (2 Coríntios 11:14, 15) Prometem liberdade e diversão, mas como a Bíblia diz, “eles mesmos existem como escravos da corrupção”. — 2 Pedro 2:19.

      Não se iluda. Os que ignoram os padrões morais de Deus sofrerão sérias conseqüências. O salmista bíblico escreveu: ‘A salvação está longe dos iníquos, porque eles não buscaram os próprios regulamentos de Deus.’ (Salmo 119:155; Provérbios 5:22, 23) Acreditamos realmente nisso? Se esse for o caso, que continuemos a proteger a mente e o coração contra a propaganda permissiva.

      Muitos, porém, raciocinam de maneira insensata: ‘Se o que eu estou fazendo não é ilegal, então não há problema.’ Mas isso não é assim. Nosso Pai celestial amorosamente fornece orientação moral, não para tornar sua vida aborrecida e restritiva, mas para proteger você. Ele lhe “ensina a tirar proveito”. Quer que você evite a calamidade e tenha uma vida feliz. Realmente, como a Bíblia ensina, servir a Deus “tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir”. Essa é a “verdadeira vida”, uma vida eterna no Seu prometido novo mundo! — Isaías 48:17, 18; 1 Timóteo 4:8; 6:19.

      Sendo assim, compare os benefícios de seguir os ensinamentos da Bíblia com o sofrimento que os que não fazem isso acabam enfrentando. Obter o favor de Deus por escutá-lo é realmente o melhor modo de vida. “Quanto àquele que me escuta”, promete Deus, “residirá em segurança e estará despreocupado do pavor da calamidade”. — Provérbios 1:33.

      Uma sociedade moralmente reta

      A Bíblia diz que quando este mundo acabar, “o iníquo não mais existirá”. Ela também declara: “Os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela.” (Salmo 37:10, 11; Provérbios 2:20-22) Assim, a Terra ficará limpa e livre de todos os resquícios de imoralidade, o que inclui todas as pessoas que se recusarem a aderir aos ensinamentos salutares do nosso Criador. Um paraíso terrestre, semelhante àquele onde Deus colocou o primeiro casal humano, será gradualmente cultivado em toda a Terra por aqueles que amam a Deus. — Gênesis 2:7-9.

      Pense no prazer de viver numa terra limpa, de beleza paradisíaca. Entre os que terão o privilégio de ver isso, estarão os bilhões de ressuscitados. Alegre-se nas promessas de Deus: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” “[Deus] enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram.” — Salmo 37:29; Revelação (Apocalipse) 21:3, 4.

      [Destaque na página 9]

      Quando um mundo acabou, os que sobreviveram eram pessoas tementes a Deus

      [Foto na página 10]

      Depois do fim deste mundo, a Terra se tornará um paraíso

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