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  • Pais: com o que brincam seus filhos?
    Despertai! — 1994 | 8 de setembro
    • Um fabricante, por exemplo, vende um conjunto de carrinhos equipados com bonequinhos que se desintegram sob impacto. Quando os carros colidem, braços, pernas — e cabeças — dos bonequinhos são arremessados pela janela de seus pequenos veículos. Outro brinquedo realístico tenta simular a gravidez. Uma espécie de bolsa desenhada para usar na barriga de uma garotinha simula um leve pontapé e as batidas do coração de um feto em desenvolvimento.

      Alguns acreditam que tais brinquedos têm valor educacional. Donna Gibbs, diretora de contatos com a mídia de uma fábrica de brinquedos, chama o simulador de gravidez de “forma divertida de [garotinhas] poderem experimentar o que a mamãe está passando”. Mas nem todos compartilham esse seu entusiasmo. O Dr. Thomas B. Brazelton, professor de pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, chama esse brinquedo de “intrusão na oportunidade de os pais partilharem algo precioso com a criança”. O Dr. David Elkind, professor de estudos infantis, afirma que “esses brinquedos estão indo longe demais”. Ele diz que uma boneca que simula um feto “está muito distante do que as [crianças] podem entender ou apreciar”. Quanto a brinquedos que simulam realisticamente a carnificina de um choque de automóveis, ele acrescenta que, visto que a televisão já está saturada de violência, “por que reforçar isso com esse tipo de brinquedo?”. — The Globe and Mail, 8 de fevereiro de 1992.

  • Brinquedos modernos: o que ensinam aos nossos filhos?
    Despertai! — 1994 | 8 de setembro
    • No entanto, existe no mercado uma alarmante coleção de brinquedos de valor duvidoso. Um artigo de 1992 na revista Time disse: “Não conte com a safra de novos brinquedos deste ano se você está à procura de um divertimento bom e sadio. Praticamente todos os grandes fabricantes estão valorizando mais o que é nauseante.” Certa linha de brinquedos incluía uma caveira de plástico, de tamanho natural, que as crianças podiam remodelar para se tornar “o mais repugnante possível”. Há também à venda brinquedos que simulam funções orgânicas, como vomitar. Pais e filhos estão sendo submetidos a formidáveis pressões para comprar esses brinquedos.

      Vender para crianças

      A revista Pediatrics in Review menciona que, para o antigo “Código de Hamurábi, vender algo para uma criança era considerado um crime punível com a morte”. Contudo, os atuais fabricantes e anunciantes de brinquedos não enrubescem ao impingir seus custosos artefatos a crianças inocentes. Usando sofisticadas técnicas de pesquisa, os criadores de brinquedos procuram penetrar na mente das crianças. E, por acrescentar continuamente novas peculiaridades a seus produtos, eles podem fazer com que o modelo do ano anterior pareça obsoleto e o deste ano indispensável.

      A indústria do brinquedo também usa plenamente o poder da televisão. Nos Estados Unidos, os programas infantis estão saturados de anúncios de brinquedos. Com truques de imagem, efeitos especiais e música chamativa, os anúncios fazem com que o mais medíocre brinquedo pareça mágico, excitante. Ainda que a maioria dos adultos enxergue a manipulação, “as criancinhas acreditam que os anúncios dizem a verdade”. — Pediatrics in Review.

      Muitos programas de TV infantis pouco mais são do que comerciais disfarçados. Segundo a publicação Current Problems in Pediatrics (Problemas Atuais na Pediatria), tais programas são “estruturados para vender um brinquedo, em vez de educar ou enriquecer a vida das crianças”. Nos Estados Unidos, o programa Teenage Mutant Ninja Turtles [Tartarugas Ninjas], por exemplo, deu origem a “mais de 70 produtos, um cereal para o desjejum e um filme”.

      Segundo a revista Pediatrics in Review, “muitos estudos demonstram que as crianças expostas a comerciais importunam seus pais para que comprem os produtos anunciados”. O fundador de uma fábrica de brinquedos internacional diz: “Basta observar as crianças puxando o casaco de seus pais e a gente já sabe o que estão dizendo: ‘Se eu não ganhar esse brinquedo, vou morrer.’” Assim, não é de admirar que, só no Canadá, os compradores gastem por ano mais de 1,2 bilhão de dólares canadenses em brinquedos para seus filhos, netos e amigos.

      Jogos de guerra

      Videogames de guerra estão entre os líderes na indústria do brinquedo. Seus defensores afirmam que tais jogos ajudam a desenvolver a habilidade de resolver problemas, a coordenação olhos—mão e a coordenação motora, e também estimulam a curiosidade. “Usado corretamente”, diz um artigo no The Toronto Star, “o brinquedo eletrônico pode ser inofensivo, até mesmo educativo”. ‘Mas’, admite o jornal, ‘com mais freqüência é uma atividade isoladora, até mesmo uma obsessão’.

      Veja o caso de um menino que ficou obcecado por videogames de guerra. Sua mãe diz: “Ele é incrível — não desgruda da tela até matar todos.” Quantos anos tem essa criança? Apenas dois! Seu polegarzinho está com bolhas de tanto apertar comandos, quatro a cinco horas por dia. Mas a mãe parece não se preocupar. “Só o que me preocupa é que ele quer que tudo seja feito assim”, diz ela, com um estalo nos dedos. O jogo “é muito rápido . . ., mas na vida real as coisas não são tão rápidas assim”.

      Segundo o jornal The Toronto Star, alguns que se opõem aos videogames acham que esses jogos “desestimulam a criança de divertir a si mesma com imaginação, com leitura ou com outro passatempo tradicional, bem como as tentam a não fazer a lição de casa”. Alguns educadores de crianças chegam a dizer que ‘os videogames são uma ameaça sedutora e capazes de incentivar nas crianças um comportamento violento e recluso’.

      A cobertura da televisão dos bombardeios na guerra do golfo Pérsico, em 1991, estimulou uma enorme demanda de mais brinquedos de guerra convencionais. No alto da lista de itens populares figuravam modelos de tanque Abrams, mísseis Scud e helicópteros Hind. Especialistas temem que brincar com tais brinquedos possa incentivar a agressão ou, talvez, insensibilizar as crianças à violência. No mínimo, divertir-se com tais brinquedos contraria o espírito do texto bíblico de Isaías 2:4, que predisse que o povo de Deus ‘nunca mais seria treinado para a guerra’. — The New English Bible.

      Tem havido casos em que brinquedos que imitam a realidade, tais como potentes pistolas de esguicho (de água), desencadearam violência real. Numa cidade norte-americana, um confronto envolvendo uma potente pistola de esguicho, de plástico, resultou em tiroteio real, causando a morte de um jovem de 15 anos. Num outro incidente, dois jovens foram feridos a bala por um homem enfurecido depois de este ter sido totalmente molhado por superpistolas de esguicho. Muitos outros incidentes violentos foram causados por batalhas de pistolas de esguicho, aparentemente inocentes.

      A mensagem que se transmite

      Poucos pais responsáveis realmente aprovam a violência. Ainda assim, a indústria de brinquedos de guerra prospera. Há pais que preferem transigir nas suas próprias crenças a incorrer na ira de uma criança. Mas, com isso, podem estar causando à criança um grande mal. A canadense Susan Goldberg, pesquisadora de saúde mental, argumenta: “Quando damos brinquedos aos nossos filhos, nós indicamos que aprovamos aquilo que o brinquedo representa.” É verdade que é normal que algumas crianças às vezes apresentem um certo comportamento agressivo. “Sem revólver de brinquedo”, argumenta certa psicóloga, “as crianças criariam as suas próprias versões, usando até mesmo os seus dedos”. Talvez. Mas deveriam os pais incentivar a agressão por fornecer aos filhos réplicas das armas de violência?

      Também é verdade que poucas crianças levarão uma vida de crime mais tarde só porque brincaram com um revólver de brinquedo. Mas se você dá a seus filhos esse tipo de brinquedo, que mensagem está lhes transmitindo? Quer que eles acreditem que a violência é divertida, ou que a matança e a guerra são excitantes? Está lhes ensinando respeito pelas normas de Deus? A Sua Palavra diz: “[Deus] certamente odeia a quem ama a violência.” — Salmo 11:5.

      Susan Goldberg diz também que ‘quanto mais tempo as crianças gastarem com brincadeiras violentas com a aprovação silenciosa dos pais, tanto maior a possibilidade de usarem a agressão para resolver problemas’. A Bíblia diz em Gálatas 6:7: “O que o homem semear, isso também ceifará.” É provável que uma criança vá colher traços de boa personalidade de brincadeiras violentas?

      Objetivamente falando, é preciso reconhecer que toda criança é diferente. Uma criança talvez se vicie num jogo eletrônico, outra talvez não. E se as crianças realmente relacionam os disparos eletrônicos na tela com a violência da vida real é uma questão em aberto. Portanto, os pais têm de decidir o que é melhor para seus filhos e escolher com muito cuidado os seus brinquedos.

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