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  • ‘Mantenha-se livre de resmungos’
    A Sentinela — 2006 | 15 de julho
    • ‘Mantenha-se livre de resmungos’

      “Persisti em fazer todas as coisas livres de resmungos.” — FILIPENSES 2:14.

      1, 2. Que conselho o apóstolo Paulo deu aos cristãos em Filipos e em Corinto, e por quê?

      NA SUA carta inspirada por Deus à congregação em Filipos, no primeiro século, o apóstolo Paulo fez muitos elogios. Ele elogiou seus irmãos na fé daquela cidade por terem um espírito generoso e zeloso e expressou alegria pelas boas obras que realizavam. Não obstante, Paulo lembrou-lhes que ‘persistissem em fazer todas as coisas livres de resmungos’. (Filipenses 2:14) Por que o apóstolo fez essa admoestação?

      2 Paulo sabia ao que os resmungos podem levar. Alguns anos antes, ele havia lembrado à congregação em Corinto que resmungar pode ser perigoso. Destacou que os israelitas, quando estavam no ermo, muitas vezes provocaram a ira de Jeová. Como? Por desejarem coisas prejudiciais, por praticarem idolatria e fornicação, por colocarem Jeová à prova e por resmungarem. Paulo incentivou os coríntios a aprender desses exemplos. Ele escreveu: “[Não] sejamos resmungadores, assim como alguns deles resmungaram, só para perecerem pelo destruidor.” — 1 Coríntios 10:6-11.

      3. Por que o assunto sobre resmungar é de interesse hoje em dia?

      3 Como servos atuais de Jeová, nós manifestamos um espírito similar ao da congregação em Filipos. Somos zelosos em obras excelentes e temos amor entre nós. (João 13:34, 35) Em vista do mal que os resmungos causaram ao povo de Deus no passado, porém, temos bons motivos para acatar o conselho: “Persisti em fazer todas as coisas livres de resmungos.” Vejamos primeiro exemplos de resmungos mencionados nas Escrituras. Daí veremos algumas coisas que podemos fazer para evitar que resmungar cause dano hoje em dia.

      Uma assembléia má resmunga contra Jeová

      4. Por que os israelitas resmungaram no ermo?

      4 O termo hebraico que significa ‘resmungar, murmurar, reclamar ou queixar-se’ é usado na Bíblia com relação aos eventos ocorridos durante os 40 anos que Israel passou no ermo. Vez por outra, os israelitas ficavam descontentes com a sua situação e resmungavam. Por exemplo, apenas algumas semanas após a sua libertação da escravidão no Egito, “toda a assembléia dos filhos de Israel começou a resmungar contra Moisés e Arão”. Os israelitas se queixaram da comida, dizendo: “Se somente tivéssemos morrido pela mão de Jeová na terra do Egito, enquanto estávamos sentados junto às panelas de carne, enquanto comíamos pão a fartar, porque nos fizestes sair a este ermo, para fazer toda esta congregação morrer de fome.” — Êxodo 16:1-3.

      5. Quando os israelitas se queixavam, contra quem realmente murmuravam?

      5 Na verdade, Jeová supria as necessidades dos israelitas no ermo, amorosamente fornecendo-lhes comida e água. Jamais houve uma ameaça de os israelitas morrerem de fome no ermo. Num espírito de descontentamento, porém, eles exageraram as suas dificuldades e começaram a resmungar. Embora dirigissem suas queixas contra Moisés e Arão, aos olhos de Jeová o verdadeiro alvo desse descontentamento era ele próprio. Moisés disse aos israelitas: “Jeová ouviu os vossos resmungos . . . contra ele. E que somos nós? Vossos resmungos não são contra nós, mas contra Jeová.” — Êxodo 16:4-8.

      6, 7. Como mostra Números 14:1-3, que mudança houve na atitude dos israelitas?

      6 Não muito tempo depois, os israelitas resmungaram outra vez. Moisés havia enviado 12 homens para espionar a Terra Prometida. Dez deles voltaram com informações negativas. O resultado? “Todos os filhos de Israel começaram a murmurar contra Moisés e Arão, e toda a assembléia começou a dizer contra eles: ‘Se tão-somente tivéssemos morrido na terra do Egito ou se tão-somente tivéssemos morrido neste ermo! E por que nos leva Jeová a esta terra [Canaã] para cairmos pela espada? Nossas esposas e nossos pequeninos ficarão por saque. Não é melhor voltarmos ao Egito?’ ” — Números 14:1-3.

      7 Que mudança na atitude de Israel! A gratidão inicial por sua libertação do Egito e pela travessia do mar Vermelho a salvo fez com que cantassem louvores a Jeová. (Êxodo 15:1-21) Diante dos desconfortos do ermo e do medo dos cananeus, porém, a gratidão do povo de Deus foi substituída por um espírito de descontentamento. Em vez de agradecerem a Deus por sua liberdade, eles o culpavam pelo que erroneamente encaravam como privação. Assim, os resmungos refletiam a falta de devido apreço pelas provisões de Jeová. Não é para menos que ele tenha dito: “Até quando fará esta assembléia má tais resmungos contra mim?” — Números 14:27; 21:5.

      Resmungos no primeiro século

      8, 9. Cite exemplos de resmungos registrados nas Escrituras Gregas Cristãs.

      8 Esses exemplos de resmungos envolviam grupos de pessoas que, pelo visto, expressavam publicamente seu desagrado. Quando Jesus Cristo estava em Jerusalém para a Festividade das Barracas, em 32 EC, porém, “havia muitos cochichos sobre ele entre as multidões”. (João 7:12, 13, 32) As pessoas cochichavam a respeito dele, alguns dizendo que ele era um bom homem, outros dizendo que não.

      9 Em outra ocasião, Jesus e seus discípulos eram convidados na casa de Levi, ou Mateus, o cobrador de impostos. “Os fariseus e seus escribas começaram a murmurar aos discípulos dele, dizendo: ‘Por que é que comeis e bebeis com os cobradores de impostos e os pecadores?’” (Lucas 5:27-30) Algum tempo depois, na Galiléia, ‘os judeus começaram a resmungar contra Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu.”’ Até mesmo alguns seguidores de Jesus se ofenderam com o que ele disse e começaram a murmurar. — João 6:41, 60, 61.

      10, 11. Por que os judeus que falavam grego se queixaram, e o que os anciãos cristãos podem aprender do modo como a queixa foi tratada?

      10 Pouco depois do Pentecostes de 33 EC, o resultado de um caso de resmungos foi mais positivo. Muitos novos discípulos que não eram da nação de Israel desfrutavam da hospitalidade de concrentes na Judéia. Mas surgiram problemas com relação à distribuição dos itens disponíveis. Diz o relato: “Surgiram resmungos da parte dos judeus que falavam grego contra os judeus que falavam hebraico, porque as suas viúvas estavam sendo passadas por alto na distribuição diária.” — Atos 6:1.

      11 Esses resmungadores não eram como os israelitas no ermo. Os judeus que falavam grego não expressaram um descontentamento egoísta a respeito de sua situação. Eles apontaram uma falha no atendimento das necessidades de algumas viúvas. Além do mais, os resmungadores não causaram tumultos nem protestaram contra Jeová. Eles se queixaram aos apóstolos, que agiram logo, pois a queixa era válida. Que belo exemplo os apóstolos deram para os atuais anciãos cristãos! Esses pastores espirituais se certificam de não ‘tapar seus ouvidos contra o clamor queixoso do de condição humilde’. — Provérbios 21:13; Atos 6:2-6.

      Cuidado com a influência corrosiva dos resmungos

      12, 13. (a) Ilustre os efeitos do resmungo. (b) O que pode levar uma pessoa a resmungar?

      12 A maioria dos exemplos bíblicos que consideramos mostra que os resmungos causaram muito dano ao povo de Deus no passado. Portanto, devemos meditar seriamente a respeito da influência corrosiva que o resmungo pode ter hoje em dia. A seguinte ilustração talvez ajude a entender o assunto: muitos metais têm a tendência natural de se enferrujar. Se os primeiros sinais de ferrugem forem ignorados, o metal pode enferrujar-se a ponto de tornar-se imprestável. Muitos automóveis viram sucata, não por deficiência mecânica, mas porque o metal fica tão enferrujado que o veículo se torna inseguro. Como podemos aplicar essa ilustração ao resmungo?

      13 Assim como certos metais tendem a enferrujar-se, os humanos imperfeitos tendem a se queixar. Devemos ficar alertas contra qualquer sinal nesse sentido. E assim como a umidade e a salinidade do ar aceleram o processo de ferrugem, a adversidade nos deixa mais inclinados a resmungar. O estresse pode transformar uma pequena irritação num grande ressentimento. Com a progressiva piora das condições nos últimos dias deste sistema, as possíveis causas de queixa provavelmente aumentarão. (2 Timóteo 3:1-5) Assim, um servo de Jeová talvez comece a resmungar do outro. A causa talvez seja trivial, como o descontentamento com certas fraquezas, habilidades ou privilégios de serviço que alguém possa ter.

      14, 15. Por que devemos refrear qualquer tendência para nos queixar?

      14 Seja qual for a causa de nosso desgosto, se não refrearmos a tendência para nos queixar, podemos vir a desenvolver um espírito de descontentamento que criará em nós o hábito de resmungar. De fato, o efeito espiritualmente corrosivo dos resmungos pode corromper-nos por completo. Os israelitas que resmungaram da vida no ermo foram a ponto de culpar Jeová. (Êxodo 16:8) Que isso nunca aconteça conosco!

      15 A tendência de o metal enferrujar pode ser minimizada por cobri-lo com uma tinta anticorrosiva e cuidar imediatamente dos pontos de ferrugem. De modo similar, se percebermos em nós uma tendência para nos queixar, isso poderá ser controlado se dermos pronta atenção ao assunto junto com oração. Como?

      Encare as coisas do ponto de vista de Jeová

      16. Como se pode vencer uma tendência para se queixar?

      16 Os resmungos direcionam a mente para nós mesmos e nossos problemas, colocando em segundo plano as bênçãos que temos como Testemunhas de Jeová. Para vencer uma tendência para se queixar é preciso lembrar-se sempre dessas bênçãos. Por exemplo, cada um de nós tem o privilégio maravilhoso de levar o nome de Jeová. (Isaías 43:10) Podemos cultivar uma estreita relação com ele e falar com o “Ouvinte de oração” a qualquer momento. (Salmo 65:2; Tiago 4:8) A nossa vida tem verdadeiro significado porque entendemos a questão da soberania universal e temos em mente que é nosso privilégio manter a integridade a Deus. (Provérbios 27:11) Podemos participar regularmente na pregação das boas novas do Reino. (Mateus 24:14) A fé no sacrifício de resgate de Jesus Cristo nos possibilita ter uma consciência limpa. (João 3:16) Temos essas bênçãos, independentemente do que precisamos suportar.

      17. Por que devemos tentar encarar os assuntos do ponto de vista de Jeová, mesmo se temos um motivo válido para queixa?

      17 Devemos tentar ver as coisas do ponto de vista de Jeová, não apenas do nosso. “Faze-me saber os teus próprios caminhos, ó Jeová; ensina-me as tuas próprias veredas”, cantou o salmista Davi. (Salmo 25:4) Se certa situação nos deu motivo válido para queixa, isso não passou despercebido por Jeová. Ele poderia ter corrigido o assunto imediatamente. Então, por que às vezes ele permite que a adversidade continue? Uma possibilidade seria para nos ajudar a desenvolver boas qualidades, como a paciência, a perseverança, a fé e a longanimidade. — Tiago 1:2-4.

      18, 19. Ilustre os possíveis efeitos de tolerar certas inconveniências sem se queixar.

      18 Suportarmos inconveniências sem nos queixar não apenas ajuda a melhorar a nossa personalidade, mas pode também causar boa impressão nos que observam a nossa conduta. Em 2003, um grupo de Testemunhas de Jeová viajou de ônibus, da Alemanha para a Hungria, a fim de assistir a um congresso. O motorista não era Testemunha de Jeová e não se agradava muito da idéia de passar dez dias na companhia de Testemunhas de Jeová. Mas no fim da viagem ele havia mudado totalmente de idéia. Por quê?

      19 Durante a viagem, surgiram vários inconvenientes. Mas as Testemunhas de Jeová nunca se queixaram. O motorista disse que esse foi o melhor grupo de passageiros que ele já havia tido. Prometeu que, na próxima vez que uma Testemunha de Jeová visitasse a sua casa, ele a convidaria a entrar e lhe daria toda atenção. Que excelente impressão os passageiros deixaram por ‘fazer todas as coisas sem resmungos’!

      O perdão promove a união

      20. Por que devemos perdoar uns aos outros?

      20 Que dizer se tivermos uma queixa contra um irmão na fé? Se o assunto for sério, deveremos aplicar os princípios apresentados por Jesus em Mateus 18:15-17. Mas isso nem sempre será necessário, pois a maioria das queixas são sobre coisas de pouca importância. Assim, por que não encarar a situação como uma oportunidade de exercitar o perdão? Paulo escreveu: “Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” (Colossenses 3:13, 14) Podemos abrir o nosso coração ao perdão? Não é verdade que Jeová tem motivos para se queixar de nós? No entanto, repetidas vezes ele mostra compaixão e disposição de perdoar.

      21. Que efeito os resmungos podem ter sobre aqueles que os ouvem?

      21 Qualquer que seja o motivo de queixa, resmungar não resolverá o assunto. O termo hebraico que significa “resmungar” pode significar também “rosnar”. Certamente não gostamos da companhia de alguém que sempre resmunga, e procuramos nos afastar dele. Pode acontecer o mesmo com aqueles que nos ouvem, caso estejamos sempre murmurando ou nos queixando. Na realidade, talvez fiquem tão incomodados que queiram manter distância de nós! Resmungar pode captar a atenção de alguém, mas certamente não ganhará seu coração.

      22. O que disse certa jovem a respeito das Testemunhas de Jeová?

      22 A disposição de perdoar promove a união — algo muito valorizado pelo povo de Jeová. (Salmo 133:1-3) Num país europeu, uma jovem católica de 17 anos escreveu à sede das Testemunhas de Jeová expressando sua admiração por elas. Disse: “Essa é a única organização que eu conheço cujos membros não estão divididos por ódio, ganância, intolerância, egoísmo ou desunião.”

      23. O que consideraremos no próximo artigo?

      23 A gratidão por todas as bênçãos espirituais que recebemos como adoradores do Deus verdadeiro, Jeová, ajuda-nos a promover a união e a evitar resmungar contra outros em assuntos pessoais. O próximo artigo mostrará como as qualidades divinas evitarão que resmunguemos de uma forma ainda mais perigosa: contra a parte terrestre da organização de Jeová.

  • Mantenha em foco a bondade da organização de Jeová
    A Sentinela — 2006 | 15 de julho
    • Mantenha em foco a bondade da organização de Jeová

      “Havemos de ficar satisfeitos com a bondade da tua casa.” — SALMO 65:4.

      1, 2. (a) Que efeito os arranjos ligados ao templo teriam sobre o povo de Deus? (b) Que provisões Davi fez para a construção do templo?

      DAVI, do Israel antigo, é um dos mais notáveis personagens apresentados nas Escrituras Hebraicas. Esse pastor, músico, profeta e rei confiava incondicionalmente em Jeová. Seu forte apego a Jeová despertou nele o desejo de construir uma casa para Deus. Essa casa, ou templo, passaria a ser o centro da adoração verdadeira em Israel. Davi sabia que os arranjos ligados ao templo trariam alegria e bênçãos para o povo de Deus. Assim, ele cantou: “Feliz aquele a quem tu [Jeová] escolhes e fazes chegar perto para que resida nos teus pátios. Havemos de ficar satisfeitos com a bondade da tua casa, o lugar santo do teu templo.” — Salmo 65:4.

      2 Davi não recebeu permissão de supervisionar a construção da casa de Jeová. Esse privilégio foi reservado para seu filho Salomão. Davi não reclamou do fato de que outra pessoa recebeu o privilégio que ele tanto desejava. Para ele, o mais importante era que o templo fosse construído. Ele apoiou de coração o projeto entregando a Salomão os planos arquitetônicos que havia recebido de Jeová. Além disso, Davi organizou milhares de levitas em grupos de trabalho e doou uma enorme quantia de ouro e de prata para a construção do templo. — 1 Crônicas 17:1, 4, 11, 12; 23:3-6; 28:11, 12; 29:1-5.

      3. Qual é a atitude dos servos de Deus com relação aos arranjos para a adoração verdadeira?

      3 Os israelitas fiéis apoiaram os arranjos para a prática da adoração verdadeira na casa de Deus. Como atuais servos de Jeová, também apoiamos os arranjos para adoração no âmbito terrestre da organização de Jeová. Mostramos, assim, que temos a mesma atitude de Davi. Não temos um espírito de queixa. Em vez disso, mantemos em foco a bondade da organização de Deus. Você já meditou alguma vez nas muitas coisas boas pelas quais podemos ser realmente gratos? Vejamos algumas delas.

      Gratos pelos que tomam a dianteira

      4, 5. (a) Como o “escravo fiel e discreto” cumpre a sua missão? (b) O que pensam certas Testemunhas de Jeová a respeito do alimento espiritual que recebem?

      4 Temos sólidas razões para sermos gratos pelo “escravo fiel e discreto” designado por Jesus Cristo para administrar Seus bens na Terra. A classe-escravo, composta de cristãos ungidos por espírito, toma a dianteira na pregação das boas novas, programa reuniões para adoração e publica literatura bíblica em mais de 400 idiomas. Milhões de pessoas em toda a Terra recebem com gratidão esse “alimento [espiritual fornecido] no tempo apropriado”. (Mateus 24:45-47) Certamente não há razão para resmungar desse trabalho.

      5 Já por muitos anos, uma Testemunha de Jeová idosa, chamada Elfi, encontra consolo e apoio aplicando os conselhos bíblicos apresentados nas publicações da classe-escravo. O profundo apreço levou-a a escrever: “Que seria de mim sem a organização de Jeová?” Peter e Irmgard também são servos de Deus há décadas. Irmgard expressa gratidão por todas as provisões da “amorosa e prestimosa organização de Jeová”. Essas publicações incluem as que são preparadas para pessoas com necessidades especiais, tais como as que têm deficiência de visão ou de audição.

      6, 7. (a) Como são supervisionadas as atividades das congregações em toda a Terra? (b) Cite algumas declarações a respeito da parte terrestre da organização de Jeová.

      6 O “escravo fiel” é representado pelo Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, um pequeno grupo de homens ungidos por espírito que servem na sede mundial das Testemunhas de Jeová em Brooklyn, Nova York. O Corpo Governante designa servos de Jeová experientes para servir em filiais ou congêneres que supervisionam as atividades de mais de 98 mil congregações em toda a Terra. Homens que preenchem os requisitos bíblicos são designados como anciãos e servos ministeriais nessas congregações. (1 Timóteo 3:1-9, 12, 13) Os anciãos tomam a dianteira e pastoreiam com amor o rebanho de Deus aos seus cuidados. Que bênção é ser parte desse rebanho e sentir o amor e a união existentes na “associação inteira dos irmãos”! — 1 Pedro 2:17; 5:2, 3.

      7 Em vez de se queixarem, as pessoas muitas vezes expressam apreço pela amorosa orientação espiritual que recebem dos anciãos. Veja o caso de Birgit, uma cristã casada de 30 e poucos anos. Na adolescência, ela envolveu-se com más companhias e, por pouco, não cometeu transgressões sérias. Mas os claros conselhos bíblicos dos anciãos e o apoio de irmãos na fé ajudaram-na a sair de uma situação potencialmente perigosa. Como Birgit se sente agora? Ela diz: “Sou muito grata de que ainda pertenço à maravilhosa organização de Jeová.” Andreas, de 17 anos, diz: “Essa é realmente a organização de Jeová, a melhor organização do mundo.” Não devemos ser gratos pela bondade da parte terrestre da organização de Jeová?

      Os que tomam a dianteira são imperfeitos

      8, 9. Como agiram alguns dos contemporâneos de Davi, e como ele reagiu a esse comportamento?

      8 Naturalmente, os que são designados para tomar a dianteira na adoração verdadeira são imperfeitos. Todos eles cometem enganos, e alguns têm fraquezas persistentes contra as quais lutam arduamente. Deve isso nos abalar? Não. Até mesmo pessoas a quem se confiou muita responsabilidade no Israel antigo cometeram erros graves. Davi, por exemplo, quando ainda era jovem, foi convocado para servir como músico para acalmar o aflito Rei Saul. Mais tarde, Saul tentou matar Davi, que por fim teve de fugir para salvar a vida. — 1 Samuel 16:14-23; 18:10-12; 19:18; 20:32, 33; 22:1-5.

      9 Outros israelitas agiram traiçoeiramente. Por exemplo, Joabe, comandante militar de Davi, assassinou Abner, parente de Saul. Absalão conspirou contra o reinado de seu pai, Davi. E Aitofel, conselheiro de confiança de Davi, o traiu. (2 Samuel 3:22-30; 15:1-17, 31; 16:15, 21) No entanto, Davi não se tornou um queixoso amargurado; tampouco rejeitou a adoração verdadeira. Ao contrário, as adversidades levaram-no a se apegar a Jeová e a manter a excelente atitude que tinha quando fugiu por causa de Saul. Naquela ocasião, Davi cantou: “Mostra-me favor, ó Deus, mostra-me favor, porque em ti se refugiou a minha alma; e na sombra das tuas asas me refugio até passarem as adversidades.” — Salmo 57:1.

      10, 11. Quando era jovem, que situação enfrentou uma cristã chamada Gertrud, e o que ela disse a respeito das falhas de irmãos na fé?

      10 Não temos motivo para nos queixar de traição na organização de Deus hoje. Nem Jeová, nem seus anjos, tampouco os pastores espirituais, toleram a presença de indivíduos traidores ou maus na congregação cristã. Não obstante, todos nós nos confrontamos com a imperfeição humana — a nossa própria e a de outros servos de Deus.

      11 Quando Gertrud, uma veterana adoradora de Jeová, era jovem, foi acusada falsamente de ser impostora, e não proclamadora do Reino por tempo integral. Como ela reagiu? Será que reclamou desse tratamento? Não. Pouco antes de morrer em 2003, aos 91 anos, ela refletiu a respeito de sua vida e disse: “Aquelas experiências e algumas posteriores ensinaram-me que, apesar de erros cometidos por pessoas, Jeová dirige a sua grande obra, na qual usa a nós, humanos imperfeitos.” Quando se confrontava com as imperfeições de outros servos de Deus, Gertrud orava fervorosamente a Jeová.

      12. (a) Que mau exemplo deram alguns cristãos do primeiro século? (b) Em que devemos fixar os nossos pensamentos?

      12 Visto que até mesmo os cristãos mais leais e dedicados são imperfeitos, quando um servo designado comete um erro, continuemos a “fazer todas as coisas livres de resmungos”. (Filipenses 2:14) Seria muito lamentável se imitássemos o mau exemplo de uns poucos na congregação cristã do primeiro século! Segundo o discípulo Judas, os falsos instrutores daqueles dias ‘desconsideravam o senhorio e falavam de modo ultrajante dos gloriosos’. Além disso, aqueles transgressores eram “resmungadores, queixosos de sua sorte na vida”. (Judas 8, 16) Rejeitemos o proceder dos resmungadores queixosos e fixemos nossos pensamentos nas boas coisas que recebemos por meio do “escravo fiel”. Apreciemos a bondade da organização de Jeová e ‘persistamos em fazer todas as coisas livres de resmungos’.

      “Esta palavra é chocante”

      13. Como alguns reagiram a certos ensinos de Jesus Cristo?

      13 Ao passo que alguns no primeiro século resmungavam contra os servos designados, outros o faziam contra os ensinos de Jesus. Conforme registrado em João 6:48-69, Jesus declarou: “Quem se alimenta de minha carne e bebe meu sangue tem vida eterna.” Ao ouvirem essas palavras, “muitos dos seus discípulos . . . disseram: ‘Esta palavra é chocante; quem pode escutar isso?’” Jesus sabia que “seus discípulos estavam resmungando sobre isso”. Além do mais, “devido a isso, muitos [deles] foram embora para as coisas deixadas atrás e não andavam mais com ele”. Mas nem todos os discípulos resmungaram. Note o que aconteceu quando Jesus perguntou aos 12 apóstolos: “Será que vós também quereis ir?” O apóstolo Pedro respondeu: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna; e nós cremos e viemos a saber que tu és o Santo de Deus.”

      14, 15. (a) Por que uns poucos ficam descontentes com algum aspecto dos ensinos cristãos? (b) O que podemos aprender do caso de um homem chamado Emanuel?

      14 Nos tempos modernos, um número bem pequeno de pessoas entre o povo de Deus ficou descontente com algum aspecto do ensino cristão e tem resmungado contra a parte terrestre da organização de Jeová. Por que isso acontece? Esse tipo de resmungo muitas vezes é causado por não entenderem o modo de Deus fazer as coisas. O Criador progressivamente revela a verdade ao seu povo. Assim, é certo que o nosso entendimento das Escrituras será refinado de tempos em tempos. A vasta maioria do povo de Jeová alegra-se com tais refinamentos. Uns poucos se tornam ‘justos demais’ e se ressentem das mudanças. (Eclesiastes 7:16) Um dos fatores pode ser o orgulho, e alguns caem na armadilha do modo de pensar independente. Seja qual for a razão, resmungar assim é perigoso, pois pode arrastar-nos de volta para o mundo e seus costumes.

      15 Emanuel, por exemplo, era uma Testemunha de Jeová que criticava certas coisas que lia nas publicações do “escravo fiel e discreto”. (Mateus 24:45) Ele parou de ler as nossas publicações cristãs e, por fim, disse aos anciãos da congregação local que não queria mais ser Testemunha de Jeová. Mas, dentro de pouco tempo, Emanuel veio a entender que, na realidade, os ensinos da organização de Jeová estavam certos. Ele procurou os anciãos, admitiu seu erro e foi readmitido como Testemunha de Jeová. Com isso, ele voltou a ser um homem feliz.

      16. O que pode nos ajudar a esclarecer dúvidas sobre certos ensinos cristãos?

      16 Que dizer se nos sentimos tentados a resmungar por causa de dúvidas sobre certos ensinos do povo de Jeová? Não fiquemos impacientes. O “escravo fiel” oportunamente talvez publique algo que responda às nossas perguntas e esclareça as nossas dúvidas. É sensato buscar a ajuda de anciãos cristãos. (Judas 22, 23) A oração, o estudo pessoal e a associação com irmãos na fé de mentalidade espiritual também podem ajudar a eliminar dúvidas e a aprofundar nosso apreço pelas verdades bíblicas que fortalecem a fé, que aprendemos por meio do canal de comunicação de Jeová.

      Mantenha um espírito positivo

      17, 18. Em vez de resmungar, que atitude devemos ter, e por quê?

      17 Admitidamente, os humanos imperfeitos têm uma tendência herdada para o pecado, e alguns têm uma forte inclinação para expressar queixas infundadas. (Gênesis 8:21; Romanos 5:12) Mas se criarmos o hábito de resmungar, estaremos colocando em risco a nossa relação com Jeová Deus. Assim, é preciso controlar qualquer possível inclinação para resmungar.

      18 Em vez de resmungar sobre coisas que acontecem na congregação, faremos bem em preservar uma atitude positiva e seguir uma rotina que nos mantém ocupados, alegres, reverentes, equilibrados e sãos na fé. (1 Coríntios 15:58; Tito 2:1-5) Jeová tem o controle de tudo na sua organização e Jesus sabe o que acontece em cada congregação, assim como era o caso no primeiro século. (Revelação [Apocalipse] 1:10, 11) Espere pacientemente em Deus e em Cristo, o Cabeça da congregação. Pastores responsáveis podem ser usados para corrigir assuntos que talvez precisem ser reajustados. — Salmo 43:5; Colossenses 1:18; Tito 1:5.

      19. Até o Reino exercer pleno controle sobre os assuntos da humanidade, o que devemos focalizar?

      19 Em breve, o atual sistema mundial perverso chegará ao fim, e o Reino messiânico assumirá pleno controle dos assuntos da humanidade. Até lá, é muito importante que cada um de nós mantenha um espírito positivo! Isso nos ajudará a reconhecer as virtudes de nossos irmãos na fé, em vez de focalizar as suas falhas. Focalizar os bons aspectos da personalidade deles nos tornará felizes. Em vez de ficarmos emocionalmente esgotados por causa de resmungos, seremos encorajados e edificados espiritualmente.

      20. Que bênçãos resultarão de termos uma atitude positiva?

      20 Um espírito positivo também nos ajudará a ter em mente as muitas bênçãos que recebemos por nos associarmos com a parte terrestre da organização de Jeová. É a única organização no mundo que é leal ao Soberano do Universo. O que você acha dessa realidade e do privilégio de participar na adoração do único Deus verdadeiro, Jeová? Tenha a mesma atitude de Davi, que cantou: “Ó Ouvinte de oração, sim, a ti chegarão pessoas de toda carne. Feliz aquele a quem tu escolhes e fazes chegar perto para que resida nos teus pátios. Havemos de ficar satisfeitos com a bondade da tua casa.” — Salmo 65:2, 4.

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