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  • Onde estão todos os vizinhos?
    A Sentinela — 2002 | 1.° de setembro
    • Onde estão todos os vizinhos?

      “Para a sociedade moderna, o vizinho não existe mais.” — Benjamin Disraeli, estadista inglês do século 19.

      CUBANOS idosos têm um modo inusitado de promover o bem-estar: associações de bairro, ou círculos de abuelos (grupos de avós), como as chamam. Segundo um relatório de 1997, cerca de 1 em cada 5 cubanos idosos pertence a tais grupos, onde eles encontram companheirismo, apoio e ajuda prática para conservar um estilo de vida saudável. “Sempre que médicos de família que atuam no bairro precisam de ajuda em campanhas de vacinação”, observa a revista World-Health, “é nos círculos de abuelos que encontram ajudantes dispostos e capazes”.

      Lamentavelmente, porém, em muitas partes do mundo, não existe mais essa preocupação com outros membros da comunidade. Por exemplo, considere o caso trágico de Wolfgang Dircks, que morava num prédio de apartamentos na Europa ocidental. Há alguns anos, o jornal The Canberra Times noticiou que, embora as 17 famílias que moravam no mesmo prédio que Wolfgang tivessem notado a sua ausência, “ninguém pensou em tocar a campainha dele”. Finalmente, quando o dono do imóvel foi ao apartamento, “ele descobriu um esqueleto sentado diante do televisor”. No colo do esqueleto havia uma programação de televisão com a data de 5 de dezembro de 1993. Wolfgang já estava morto havia cinco anos. Que prova lamentável do colapso do espírito comunitário! Não é de admirar que um ensaísta declarasse na revista The New York Times Magazine que a sua vizinhança, como muitas outras, tornara-se “uma comunidade de estranhos”. É assim também no bairro onde você mora?

      É verdade que algumas comunidades rurais ainda conservam um sentimento comunitário genuíno, e que em algumas comunidades urbanas as pessoas se esforçam para demonstrar maior preocupação com os vizinhos. Todavia, muitos habitantes de cidades se sentem isolados e vulneráveis no seu próprio bairro. Estão definhando atrás das paredes do anonimato. Em que sentido?

      Atrás das paredes do anonimato

      Naturalmente, a maioria de nós tem vizinhos morando perto. A luz oscilante de um televisor, os vultos que aparecem nas janelas, as luzes que ascendem e se apagam, o barulho de carros saindo e chegando, as pisadas nos corredores, as chaves abrindo e fechando portas: são todos sinais da presença de vizinhos. Todavia, qualquer solidariedade genuína desaparece quando as pessoas que moram perto umas das outras se escondem atrás das paredes do anonimato ou se envolvem tanto na corrida do dia-a-dia que deixam de se importar com os outros. Algumas talvez achem que não é preciso envolver-se com os vizinhos ou ter algum compromisso com eles. O jornal australiano Herald Sun admitiu: “As pessoas são mais anônimas no bairro onde moram e assim se sentem menos pressionadas pelos laços das obrigações sociais. Hoje em dia é mais fácil ignorar ou excluir as pessoas que não são socialmente atraentes.”

      Essa tendência não surpreende. Num mundo em que as pessoas são ‘amantes de si mesmas’, as comunidades colhem as conseqüências do estilo de vida egocêntrico de muitos. (2 Timóteo 3:2) O resultado é que muitos se sentem solitários e alienados. A alienação cria desconfiança, especialmente quando na vizinhança sempre há violência e crimes. A desconfiança, por sua vez, logo sufoca a compaixão humana.

      Qualquer que seja o caso na sua vizinhança, sem dúvida concordará que bons vizinhos são de grande valor na comunidade. Consegue-se realizar muita coisa quando as pessoas cooperam visando um objetivo comum. O próximo artigo mostrará como bons vizinhos também podem ser uma bênção.

  • Bons vizinhos são de grande valor
    A Sentinela — 2002 | 1.° de setembro
    • Bons vizinhos são de grande valor

      “Melhor o vizinho que está perto do que um irmão que está longe.” — Provérbios 27:10.

      CERTO erudito, no primeiro século EC, perguntou a Jesus: “Quem é realmente o meu próximo?” Em resposta, Jesus não lhe disse quem era o seu próximo, ou vizinho, mas o que caracteriza um bom vizinho. É provável que conheça a ilustração de Jesus. Muitos a conhecem como a parábola do bom samaritano, e está registrada no Evangelho de Lucas. Foi assim que Jesus contou a história:

      “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu entre salteadores, que tanto o despojaram como lhe infligiram golpes, e foram embora, deixando-o semimorto. Ora, por coincidência, certo sacerdote descia por aquela estrada, mas, quando o viu, passou pelo lado oposto. Do mesmo modo também um levita, quando, descendo, chegou ao lugar e o viu, passou pelo lado oposto. Mas, certo samaritano, viajando pela estrada, veio encontrá-lo, e, vendo-o, teve pena. De modo que se aproximou dele e lhe atou as feridas, derramando nelas azeite e vinho. Depois o pôs no seu próprio animal e o trouxe a uma hospedaria, e tomou conta dele. E no dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse: ‘Toma conta dele, e tudo o que gastares além disso, eu te pagarei de volta ao retornar para cá.’ Qual destes três te parece ter-se feito próximo do homem que caiu entre os salteadores?” — Lucas 10:29-36.

      O erudito evidentemente entendeu o ponto em questão. Sem hesitação, ele identificou corretamente aquele que se comportou como próximo do homem ferido: “Aquele que agiu misericordiosamente para com ele.” Jesus disse-lhe então: “Vai e faze tu o mesmo.” (Lucas 10:37) Como isso ilustrou bem o que está envolvido em ser um bom vizinho! A parábola de Jesus pode até mesmo induzir-nos a perguntar a nós mesmos: ‘Que tipo de vizinho eu sou? Será que questões raciais ou de nacionalidade influenciam o modo como eu trato os meus vizinhos? Será que esses fatores limitam a minha obrigação de ajudar ao próximo quando ele está em dificuldades? Faço tudo ao meu alcance para ser um bom vizinho?’

      Como se deve começar?

      Se sentimos necessidade de melhorar neste assunto, temos de começar com a nossa atitude mental. Devemos esforçar-nos para ser um bom vizinho. Isso contribui para que também tenhamos bons vizinhos. Há quase dois mil anos, Jesus enfatizou esse princípio importante das relações humanas no seu famoso Sermão do Monte. Ele disse: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” (Mateus 7:12) Tratar os outros com respeito, dignidade e bondade os incentivará a tratar você do mesmo modo.

      No artigo “Ame a Tua Vizinhança”, publicado na revista The Nation Since 1865, a jornalista e autora Lise Funderburg mencionou algumas coisas simples que se podem fazer para promover um espírito comunitário. Ela escreveu: “Quero que . . . o contato se traduza na infinidade de pequenos favores que vizinhos fazem uns aos outros — apanhar jornais, cuidar de crianças, ir buscar algo no mercado. Quero esta aproximação num mundo cada vez mais alienado, em que as comunidades são fragilizadas pelo medo e pelo crime.” Depois ela acrescentou: “É preciso começar em algum lugar. Por que não com o seu vizinho?”

      A revista Canadian Geographic também destacou um ponto útil que pode ajudar os vizinhos a desenvolver uma atitude salutar entre si. A escritora Marni Jackson observou: “Vizinhos, como parentes, são pessoas na sua vida que você nem sempre pode escolher. O relacionamento exige tato, certa cortesia e tolerância.”

      Bons vizinhos sabem dar

      Deve-se admitir que muitos de nós se sentem constrangidos de se aproximar de vizinhos. Pode parecer muito mais fácil evitar o contato e isolar-se. Todavia, a Bíblia diz que “há mais felicidade em dar do que há em receber”. (Atos 20:35) Portanto, o bom vizinho se esforça a se familiarizar com as pessoas à sua volta. Embora não necessariamente queira criar uma estreita amizade, de vez em quando faz questão de trocar com eles algumas palavras, talvez começando apenas com um sorriso ou acenando amigavelmente.

      Como já mencionado, é a “infinidade de pequenos favores” que vizinhos fazem uns aos outros que realmente são importantes para desenvolver e manter boas relações. De modo que convém procurarmos oportunidades de fazer pequenas gentilezas a um vizinho, porque isso muitas vezes promove o espírito de cooperação e de respeito mútuo. Além disso, por agirmos assim, seguiremos a admoestação bíblica: “Não negues o bem àqueles a quem é devido, quando estiver no poder da tua mão fazê-lo.” — Provérbios 3:27; Tiago 2:14-17.

      Bons vizinhos sabem receber

      O ideal seria se pudéssemos dizer que todos mostram apreço quando recebem ajuda e presentes. Infelizmente, nem sempre é assim. Muitos presentes e ofertas de ajuda bem-intencionados são recebidos de forma tão ingrata, que o dador sincero talvez pense: ‘É a última vez que faço isso!’ Às vezes, você se esforça em cumprimentar e acenar de maneira amistosa só para receber em troca uma reação fria.

      Mas em muitos casos isso não quer dizer que a pessoa seja indelicada, embora passe essa impressão. Talvez a sua formação cultural a faça sentir-se insegura ou constrangida, induzindo-a a agir de modo indiferente, e, aparentemente, hostil. Por outro lado, neste mundo ingrato, alguns talvez achem estranho o seu modo amigável ou mesmo suspeitem da sua motivação. Talvez precisem de alguma prova das suas boas intenções. Portanto, estabelecer relações amigáveis pode exigir tempo e paciência. No entanto, os vizinhos que aprendem a arte de dar e receber farão a sua parte para promover um espírito pacífico e feliz na vizinhança.

      Quando sobrevém uma adversidade

      Um bom vizinho costuma ser uma ajuda valiosa quando sobrevém uma adversidade. Em tais circunstâncias é que se nota o verdadeiro espírito comunitário. Há muitos relatos de atos altruístas de vizinhos em ocasiões assim. Uma tragédia que afeta a todos parece motivar vizinhos a cooperar voluntariamente e a se esforçar uns pelos outros. Mesmo os que têm diferenças de opinião muitas vezes cooperam entre si.

      Por exemplo, o jornal The New York Times noticiou que, quando um terremoto devastador atingiu a Turquia em 1999, inimigos tradicionais mostraram solidariedade. “Por anos fomos ensinados a odiar os turcos”, escreveu a colunista Anna Stergiou num jornal de Atenas. “Mas a incrível dor deles não nos dá nenhuma alegria. Ficamos comovidos, choramos como se o ódio secular tivesse desaparecido ao vermos bebês mortos.” Quando as operações de resgate oficialmente pararam, equipes de socorro gregas negaram-se a desistir da busca de sobreviventes.

      Certamente, empenhar-se em trabalhos de socorro depois de catástrofes é um gesto nobre e heróico de solidariedade. Mesmo assim, salvar a vida de um vizinho por avisá-lo antes de sobrevir uma adversidade certamente pode ser considerado uma demonstração ainda mais valiosa do espírito comunitário. Infelizmente, a História revela que aqueles que advertem vizinhos sobre iminentes catástrofes muitas vezes não são bem-vindos, visto que na época do aviso a catástrofe ainda não é bem discernível. Os que dão o aviso muitas vezes se confrontam com descrença. Requer muita persistência e abnegação por parte dos que procuram ajudar os que não se apercebem da sua situação perigosa.

      A maior prova de amor ao próximo

      Em breve, sobrevirá à humanidade algo muito mais grave do que uma catástrofe natural. É o predito ato do Deus Todo-Poderoso que livrará a Terra do crime, da iniqüidade e dos problemas. (Revelação [Apocalipse] 16:16; 21:3, 4) Esse acontecimento momentoso não é uma possibilidade remota, mas é uma certeza! As Testemunhas de Jeová estão desejosas de transmitir a tantos quantos puderem o conhecimento necessário para se sobreviver a este acontecimento iminente que abalará o mundo. Por isso se empenham com tanta persistência na sua bem-conhecida atividade de pregação em todo o mundo. (Mateus 24:14) Fazem isso voluntariamente, por amor a Deus e ao próximo.

      Portanto, não fique irritado nem permita que o preconceito o impeça de escutar as Testemunhas quando elas vêm à sua casa ou se dirigem a você em outra parte. Fazem isso porque querem ser bons vizinhos. Por isso, aceite a sua oferta de um estudo bíblico. Aprenda como a Palavra de Deus nos assegura que, no futuro próximo, todos viverão juntos em paz e alegria. Nessa época, nenhuma discriminação racial, religiosa ou social arruinará o relacionamento cordial que a maioria de nós realmente deseja.

      [Fotos nas páginas 6, 7]

      É bom realizar atos de bondade na sua vizinhança

      [Crédito]

      Globe: Mountain High Maps® Copyright © 1997 Digital Wisdom, Inc.

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